12/07/2009

MÃE ... É PARA SEMPRE!


PARA SEMPRE

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo-
de tirá-la um dia?
Fôsse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado pela amiga São

4 comentários:

  1. Amigo Luís,
    Comecei a ler mas não cheguei ao fim....desculpe, mas doí demais...
    está ainda demasiado presente em mim a falta da minha...e o facto de ser mãe plena...mas há distância.

    Beijinho

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  2. NÁ,
    Como eu a compreendo. Mãe fica sempre no nosso coração e dificilmente não sofremos quando as relembramos, como foi agora o seu caso.
    Obrigado pela sua boa companhia, desde a primeira hora, nesta Tulha! Sabendo o pouco tempo que dispõe é grato vê-la por cá.
    Um grande XI muito amigo.

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  3. Embora seja muito triste, este poema está muito bem conseguido, Luís. Gostaria de dizer que, FELIZMENTE, minha Mãe, que está a caminho dos 93 anos, ainda sai todos as tardes. Houve um período que esteve muito mal, por alergia a umas gotas que o médico lhe receitou para os olhos e que a iam matando. E refiro isto aproveitando para recordar: "Atenção a certos medicamentos!!!"
    Eu adoro a minha Mãe, Luís, muito, muito, muito. É naturista e tem sido um exemplo a seguir por mim. Todavia, a quem já não a tem consigo, eu digo o seguinte, embora o saibam já: A Morte é tão natural quanto o é a Vida. Todos temos de passar por isso e quem vai deste mundo está em descanso absoluto, independentemente do sofrimento atroz que essa partida cause a quem fica.
    Um beijinho grande aos amigos que já não têm a Sua Mãe!
    Maria Letra

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  4. Luís,
    Esqueci referir o meu Pai, cuja morte repentina, aos 58 anos, me faz compreender bem fundo o quanto custa a morte de quem amamos.
    Um abraço.
    Maria letra

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