22/12/2009

COITADO DO MEU PAÍS!

Portugal está doente

O diagnóstico é conhecido. Para financiar a sua estrutura, o Estado português saca dos contribuintes, em percentagem do PIB, um valor em linha com os parceiros europeus.

Mas as despesas excedem em muito as receitas. E nascem os défices. Que têm de ser pagos com juros. O valor acumulado, que é a dívida pública, já ameaça transformar-nos num país ingovernável.


Sendo este o filme, que papel para os actores? Primeiro, os executivos. Vítor Constâncio, que conhece bem os números, sugeriu para correcção do défice um aumento de impostos. Teixeira dos Santos disse que não. E Sócrates corroborou. Mas quando os jornalistas quiseram saber se a promessa era para 2010 ou para toda a legislatura, atirou-lhes um "bom dia meus senhores" e desapareceu. Foi salvo pelas segundas linhas: impostos? Sim, não, talvez... em 2011. A confusão é grande.

Depois, os opositores. Se o problema está no défice, há várias "soluções". Do PCP: aumentar os salários. Do Bloco de Esquerda: antecipar as reformas. Do CDS: baixar os impostos. E quando se pensava que o cardápio estava esgotado eis que se juntam todos, agora também o PSD, e ali mesmo decidem adiar o Código Contributivo e impor ao Governo um "plano" revolucionário: travar as receitas e aumentar as despesas! Pior era impossível.

A seguir, os analistas. Ouvidas sobre o tema as principais empresas de avaliação de risco - a Moody's, a Standard & Poor's e a Fitch -, a opinião foi semelhante: com a dívida pública descontrolada, é óbvio que o risco português aumenta. Ou, se preferirem, o nosso ‘outlook' é negativo. O que significa entrar numa espécie de círculo vicioso do endividamento: aumenta o défice, que baixa o ‘rating', que sobe os juros, que eleva o défice ainda mais. É a fuga em frente.

Por último, os ‘outsiders'. Eles acham que os políticos fazem o seu papel e que os homens do ‘rating' são uns exagerados. Se a Europa do euro nos convidou, agora que nos ature. O défice é de 20? De 50? De 300? De milhares de milhões? Eles que paguem. Pois não é esse o significado da expressão "a Europa nunca nos deixará cair!"? Enfim...

Numa viagem que há-de levar-nos à loucura, acelerámos o passo: a confusão, a irresponsabilidade, o sufoco, o delírio... Coitado do meu país.

Daniel Amaral, Economista

3 comentários:

  1. Querido amigo Luís,

    Estou cá e Mãe Natal.

    Que este dia possa trazer
    momentos de fé e de esperança.
    Que possa fazer deste dia...
    todos os dias da sua vida.
    Que a paz possa reinar...
    eternamente no seu coração...
    Deixando que a alegria...
    se manifeste em todos os momentos
    da sua vida.

    São os meus sinceros desejos...
    para si neste Natal.

    Poema da net.

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  2. Esta é a minha mensagem de Natal e Ano Novo:

    - Que este Natal o teu coração se faça mais puro
    Para tornar melhor o Natal do futuro.

    Um santo e feliz Natal na companhia dos teus entes mais queridos.
    Um 2010 com mais Paz, mais Amor, e mais Luz nos nossos corações.

    Abraço fraterno e beijo
    Mariazita

    Convido-te a ver os posts de Natal aqui:

    HISTÓRIAS DE ENCANTAR

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  3. Caro Luís,

    Um bom texto. Estamos chegados ao precipício e todos os partidos, os cobiçosos dos nossos votos, os que votaram unanimemente a lei de financiamento dos partidos (E todos concordaram), estão a dar um empurrão para a frente, para a queda sem retorno.
    Mas agora o PM que não ligou importância ao juramento que fez solenemente no acto de posse, vem dizer que agora vai passar a ser pessoa séria,
    Sócrates quer servir o País!!!.
    Em que País estamos? Que gente é esta?

    Um abraço e melhores votos
    João

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