"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

10/07/2009

OBAMA E O IRÃO

Obama enfrenta um desaire iraniano
“Manifestamente, Londres está ansiosa por sair de cena o mais rapidamente possível, e espera que tudo possa voltar ao que era antes com o Irão. Obama tem pela frente um desafio muito mais complexo. Não pode imolar Brown e tem de se aproximar do Irão. O desafio que está diante de Obama não é apenas o regime iraniano não ter vergado, mas o facto de ele ter mostrado uma incrível resistência”.
M K Bhadrakumar* - 06.07.09
Agora, Twitter já pode voltar ao seu plano de suspensão dos seus serviços no Irão e entrar em manutenção. Twitter entra em recessão, satisfeito por ter, provavelmente, envergonhado uma potência regional ressurgente. O governo dos EUA deve um enorme favor a Twitter por ter feito algo onde, nas últimas três décadas, todos os seus restantes estratagemas de guerra e paz fracassaram.

No entanto, as histórias persas têm finais muito compridos. O regime iraniano apresenta todos os sinais de estar a cerrar fileiras e a organizar-se perante o que classificou como uma ameaça existencial ao sistema Vilayat-e faqih (governo do clero). Inclusivamente, se os EUA e a Grã-Bretanha quiserem desistir da sua desagradável altercação com Teerão, o que seria muito sensato e lógico, pode ser que este último não o consinta.

O Supremo Líder, o Ayatola Ali Kamenei, utilizou uma significativa expressão persa para caracterizar os funcionários europeus e estadunidenses, e sublinhou que o chão sobre o qual se pára «suja-se». Inevitavelmente deixou claro que Teerão não esquecerá facilmente as mentiras em catadupa que os EUA, e particularmente a Grã-Bretanha, lançaram nas últimas semanas para manchar o seu crescente prestígio regional. Numa advertência velada, Kamenei afirmou: «Alguns responsáveis europeus e estadunidenses, com as suas observações idiotas sobre o Irão, falam como se os seus próprios problemas (leia-se Iraque e Afeganistão) estivessem todos resolvidos e como se não houvesse outros assuntos para além do Irão».

O Irão teve uma história tortuosa, sobrecarregada com o que o presidente Barack Obama dos EUA lembrou no seu discurso do Cairo: «a tensão foi alimentada pelo colonialismo que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e uma Guerra-Fria em que, amiúde, se utilizavam os países de maioria muçulmana como peões, sem ter em conta as suas próprias aspirações». Ao longo das últimas três décadas, a «linha vermelha» para Teerão foi sempre uma tentativa estrangeira de impor uma mudança de regime. Essa linha foi agora violada.

O establishment iraniano da segurança começou a aprofundar cada vez mais o que na realidade sucedeu.

Gholam Hussein Mohseni Ejehei, o poderoso ministro da inteligência, afirmou que, com base nos dados existentes, houve uma tentativa concertada de incitar os distúrbios por parte de potências mundiais, «incomodadas por um Irão estável e seguro», e conspirações para assassinar dirigentes iranianos.

As afirmações não corroboradas não colhem. Mas nos próximos dias e semanas irão surgir perguntas pouco confortáveis. Há dúvidas sobre a misteriosa morte de Neda Aqa-Soltan. Novamente, nos mortos incluíam-se oito bem treinados milicianos Basiji. Quem os matou? E certamente, quem dirigiu a carga da brigada ligeira?

É uma parte pouco conhecida da história na contagem regressiva até ao golpe anglo-estadunidense em Teerão, em 1953, contra Mohamed Mossadegue, que foi a Agência Central de Inteligência (CIA) quem perdeu o valor do que é justo quando estavam a ser montadas protestos de rua em Teerão – misteriosamente semelhantes aos recentes distúrbios – e foi o posto avançado da inteligência britânica em Chipre, quem coordenou toda a operação, manteve-se firmemente, forçou o ritmo e terminou por criar um facto consumado para Washington.

Em todo o caso, Teerão não larga a Grã-Bretanha – «a mais traiçoeira das potências estrangeiras», para usar as palavras de Kamenei. Dois diplomatas acreditados em Teerão foram expulsos, e quatro empregados iranianos da embaixada britânica continuam detidos para interrogatórios. Tudo isto, apesar das enérgicas declarações de Londres que não intensificou nada nas ruas de Teerão. Uma declaração do Foreign Office em Londres alegou que o que incentiva o primeiro-ministro Gorden Brown é programa nuclear do Irão, e não a sua indignação pelos direitos cívicos ou a morte de inocentes.

Manifestamente, Londres está ansiosa por sair de cena o mais rapidamente possível, e espera que tudo possa voltar ao que era antes com o Irão. Obama tem pela frente um desafio muito mais complexo. Não pode imolar Brown e tem de se aproximar do Irão. O desafio que está diante de Obama não é apenas o regime iraniano não ter vergado, mas o facto de ele ter mostrado uma incrível resistência.

O regime cerra fileiras

Corria o boato que o desconcertante silêncio do ex-presidente Akbar Hashemi Ransajani se devia ao facto de ele estar a conspirar na cidade sagrada de Qom e a questionar o mandato de Kamenei. Não é verdade. Domingo, Rafsanjani tornou pública uma declaração de apoio a Kamenei, ond se nota a inconfundível forma de entendimento:
«Os acontecimentos que ocorreram depois da eleição presidencial foram uma complexa conspiração tramada por elementos suspeitos, com o objectivo de criar uma ruptura entre o povo e os establishment islâmico e levá-lo a perder a sua confiança no sistema [Vilayat-e faqih]. Tais confabulações foram sempre neutralizadas quando o povo vigilante entrou em cena», disse Rafsanjani.

Elogiou Kamenei por alargar a acção do Conselho de Guardiães ao ampliar o prazo durante cinco dias para estudar os temas relacionados com a eleição e eliminar ambiguidades: «Esta valiosa acção do líder para restaurar a confiança das pessoas no processo eleitoral foi real», sublinhou Rafsanjani. Numa reunião aparte, na passada quinta-feira, com uma delegação de membros do Majlis (Parlamento), Rafsanjani disse que o seu afecto a Kamenei é «infinito», que goza de uma estreita ligação com o Supremo Líder e que cumpre plenamente com o Velayat-e faqih.

Sábado, o Conselho de Conveniência, dirigido por Rafsanjani, apelou aos candidatos derrotados a que «respeitassem a lei e que resolvessem os conflitos e as disputas através dos canais legais». Entretanto, quer Moshen Rezai, candidato da oposição e ex-chefe do Corpo de Guardas da Revolucionários Iranianos, quer o ex-presidente do Majlis, Nateq Nouri, o principal pilar da política iraniana, também se reconciliaram.

A realidade é que Mir Hussein Mousavi está isolado. Fazendo orelhas moucas aos reparos de Mousavi, o Conselho de Guardiães ordenou uma recontagem parcial de 10% das urnas de voto, escolhidas aleatoriamente em todo o país, perante as câmaras da televisão estatal. A recontagem confirmou, segunda-feira à tarde, o resultado de 12 de Junho e informou o Ministério do Interior que «o Conselho de Guardiães, depois de examinar os problemas, rejeita todas as queixas recebidas, e aprova a correcção da 10ª eleição presidencial».

A recontagem de 2ª feira mostrou um ligeiro aumento dos votos do presidente Ahmadinejad na província de Kerman. A Mousavi, agora, resta-lhe a pouco segura opção de recorrer à «desobediência civil», mas não o fará – para consternação de comentaristas ocidentais a quem, ao que parece, ele impressionou como o «Gandhi do Irão».

Se o vaticínio era que o presidente do Majlis, Ali Larijani, parecia prometedor como potencial líder dissidente, também prognóstico foi desacreditado. Segunda-feira, quando se dirigia à reunião do comité executivo da Organização da Conferência Islâmica, em Argel, Larijani atacou a política dos EUA por «interferir» nos assuntos internos dos países do Médio Oriente. Aconselhou Obama a abandonar esta política: «essa mudança será benéfica tanto para a região como para os próprios Estados Unidos».

O governo de Obama tem de tomar algumas decisões difíceis. Obama foi obrigado a endurecer a sua posição pelas críticas permanentes e pela pressão montada por redes anti-iranianas e poderosos lobbys ocultos no Congresso dos EUA e na classe política – aparte os círculos do establishment da segurança, que tem contas velhas a saldar com o Teerão mas têm um abominável historial de erradas interpretação das vicissitudes da política iraniana.

A mudança dessa posição monolítica será um processo difícil e politicamente embaraçoso. Ela requer uma enorme habilidade como estadista. O melhor resultado será Washington fazer uma pausa e renovar os seus esforços de aproximação ao Irão, depois de um intervalo decente.

Parece pouco provável que nas próximas semanas tenha lugar um diálogo significativo. Entretanto, mesquinhices como a recusa de visto para a visita a Nova Iorque do vice-presidente iraniano Parviz Davoudi a fim de participar na Conferência das Nações Unidas sobre a crise económica mundial não ajudam até porque Davoudi é um defensor de perspectivas económicas liberais. Também não ajudará a provável decisão dos EUA de continuar pelo caminho das sanções contra o Irão na próxima reunião do G8, em Trieste, Itália, de 8 a 10 de Julho. Em Maio, o Irão ultrapassou a Arábia Saudita como maior exportador de petróleo do Golfo Pérsico.

Em suma, o governo de Obama andou às cegas, depois de um magnífico começo ao encarar frontalmente a situação das relações com o Irão. Como argumenta o conhecido político e comentarista Leslie H Gelb no seu novo livro: «Power Rules: How Common Sense Can RescueAmerican Foreign Policy», Obama tinha uma opção: «utilizar o modelo líbio, através do qual Washington e Tripoli puseram as cartas na mesa e trocaram-nas de forma muito satisfatória».

O Irão fará represálias

O ambiente regional também só pode dar vantagens ao Irão. O Iraque continua num equilíbrio perigoso. O destino dos EUA no Afeganistão vai de uma provável derrota a como evitar uma derrota. A Turquia distanciou-se da posição europeia sobre os recentes acontecimentos no Irão. O Azerbeijão, o Turquemenistão, o Afeganistão e o Paquistão saudaram a vitória de Ahmadinejad. Moscovo acabou por concluir que o regime não estava ameaçado.

A China emerge como «ganhador» absoluto ao avaliar correctamente, desde o primeiro dia, as correntes subjacentes da política revolucionária do Irão. Pequim nunca antes tinha expressado tão abertamente uma inquebrantável solidariedade com o regime iraniano, rejeitando as pressões ocidentais. Nem a Síria, nem o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza mostraram qualquer inclinação para se afastarem do Irão.

É verdade que os vínculos da Síria com a Arábia Saudita melhoraram nos últimos seis meses e Damasco saúda as recentes tentativas de aproximação do governo de Obama. Mas longe de adoptar a agenda saudita ou estadunidense para com Teerão, o ministro dos Estrangeiros sírio, Walid al-Moallem, questionou a legitimidade dos protestos de rua em Teerão.

E advertiu quando as ruas de Teerão presenciavam os distúrbios: «Quem apostar na queda do regime iraniano será um perdedor. A revolução islâmica [de 1979] é uma realidade profundamente arreigada no Irão», e a comunidade internacional [leia-se EUA] deve conviver com essa realidade. Do mesmo modo, o êxito de Saad Hariri como recém primeiro-ministro do Líbano – e a estabilidade geral do país – dependerá da sua reconciliação com os rivais aliados da Síria e do Irão.

Tendo em conta todas as circunstâncias, houve uma crise política em Washington. O paradoxo é que o governo de Obama negociará agora com um Kamenei que está no auge do seu poder político das suas duas décadas como supremo líder. Quanto a Ahmadinejad, agora negociará a partir de uma posição de força sem precedentes.

Ahmadinejad não deixou quase nada em aberto para outras interpretações quando declarou em Teerão no sábado: «indubitavelmente, o novo governo do Irão terá uma atitude mais decisiva e firme para com o Ocidente. Desta vez a resposta iraniana será mais dura e mais decisiva» e levará a que o Ocidente lamente a sua «atitude intrometida». Não restam quaisquer dúvidas que Teerão não responderá através do Twitter.

* M K Bhadrakumar foi diplomata de carreira da União Indiana, tendo prestado serviço, entre outros países, na ex-URSS, Alemanha, Paquistão e Turquia.

Este texto foi publicado em www.atimes/Middle_East/KG01Ak03.html em 30 de Junho de 2009
Tradução de José Paulo Gascão

O TRIUNFO DAS IMBECILIDADES



Ao ver a transmissão em directo da chegada de Ronaldo ao estádio do Real Madrid pudemos aprofundar o receio de que as sociedades avançadas estão empenhadamente a caminho da imbecilização. A veneração dos ídolos criada pelo marketing e pela devoção futebolística justifica tudo, até honras de directos que os revelam à saída do hotel, os mostram na simples qualidade de passageiros de um automóvel descapotável, os transformam em Deuses do novo Olimpo dos tempos modernos que são os estádios de futebol.
O dia de hoje é um manifesto da capacidade do Real Madrid em vender a sua imagem ao mundo, mas é também a prova de acefalia das televisões que vêem nesse negócio uma forma de lucrarem à custa da alarve disponibilidade das multidões para perderem minutos, horas, das suas vidas a seguir de perto qualquer banalidade quotidiana da vida de um ídolo.

Já ninguém pensa em remunerar com fama os cientistas, ou os músicos, até num país, como o nosso, que tem entre as suas poucas glórias o facto de eleger um poeta como símbolo do seu dia nacional. A vida não se faz apenas de altos desígnios, da grandeza da ciência ou da genialidade das artes. A vida faz-se também com paixões prosaicas como as que os grandes dribles ou remates de Ronaldo proporcionam. Mas uma coisa é exaltá-lo no seu palco, no relvado onde exprime o seu talento. Outra é pegar nesse talento para o transformar numa espécie de Deus vivo cujos gestos mais ínfimos têm de merecer a nossa atenção.

O que hoje se viu na multiplicação de directos de Ronaldo é o aproveitamento de um génio para chegar a uma criação artificial que rende audiências e, por causalidade, dinheiro. Muito dinheiro. Nada disto seria censurável se o peso do exagero não convertesse o desfile num episódio que suscita asco e lamento.•
Ronaldo não tem culpa, nem o Real Madrid, ou, com alguma complacência, as televisões. Quem tem, afinal, culpa é a cultura dominante que cada vez mais relativiza o essencial e se deleita com a imbecilidade. Oitenta mil em Madrid para ver Ronaldo no Santiago Bernabéu e mais uns milhões a seguir pela TV o seu percurso até à sacralização? Pobre Espanha, pobres de nós.


Manuel Carvalho



HONDURAS ... Mais uma Vergonha!

CARTA RECEBIDA DAS HONDURAS

Porque será que cada vez que um Presidente é corrido, os outros Presidentes vão todos em corrida apoiar a “vítima” sem cuidar das razões!!
E, neste caso, os Militares limitaram-se a cumprir as ordens legais e legítimas do Supremo Tribunal de Justiça!
Eles lá sabem porque reagem daquela maneira!
Será que estão a pensar que um dia lhes pode acontecer o mesmo e que a prudência obriga a que se finjam muito solidários?

José Morais Silva

Testimonio de un Hno Marista que reside en Honduras

Queridos familiares y amigos:

Escribo estas líneas con una manifiesta indignación por las informaciones que están circulando por Europa, por España sobre la situación que está viviendo Honduras. Siento que se está mandando una información tendenciosa y espero llamar a la Embajada de España dentro de unos minutos para preguntarles cómo es posible que ellos permitan una tan falsa información en España!!!! La Embajada tiene que saber todavía mejor que nosotros lo que está pasando y entonces? Cómo podemos ser tan papanatas!!! Aquí no ha habido un golpe de estado. Aquí ha habido un Presidente que nos llevaba acelerada e inexorablemente a ser un nuevo país que entraba en el área "chavista" y por tanto, marxista y dictatorial a ejemplo de su mentor Hugo Chavez. Mel Zelaya, nuestro ex-Presidente quería, antes de terminar su mandato, cambiar la Constitución para poder perpetuarse él en el poder, como han venido haciendo exactamente Chávez, Evo, Correa, Ortega .... Infringió las leyes que le dio la gana para poder llevar esto a efecto a través de una llamada "encuesta" que debía realizarse ayer y que camuflaba sus manifiestas intenciones. El Congreso le dijo que no era legal.
Todas las altas instancias judiciales le dijeron que no era legal, su propio Partido le dijo que no era legal (se dice en Europa que su partido político rompió con él?), pero siguió despreciando a todos y constituyéndose en norma suprema a ejemplo de su padre espiritual Hugo Chávez. Todas las instancias del país estaban en su contra: el Comisionado para los Derechos Humanos, el Congreso, toda la Judicatura, la Fiscalía, todas las iglesias católicas y protestantes, el partido y los mismos alcaldes de su partido político y al final, hasta el ejército. A pesar de recibir la prohibici�n expresa, por inconstitucional, de realizar esa mal llamada encuesta, prohibición emanada de los más altos tribunales de justicia, él siguió adelante porque se tenía que perpetuar fuese como fuese en el poder y además no decepcionar las ansias expansionistas de Chávez. Dio orden al General Jefe de las FF.AA.. para que distribuyese las urnas, pero éste había recibido orden de los jueces de no hacerlo por la razón de siempre: ilegalidad manifiesta. El general se negó con documento al apoyo y aquí empezó a explotar la situación porque nuestro sujeto Presidente veía que se le escapaba la ocasión ya que termina su
mandato dentro de seis meses. En un abuso más de poder destituyó al general por desobediencia, cosa que repudió el pleno del Congreso y las más altas instancias judiciales demostraron la nulidad de es destitución.
El Congreso le invitó a que rectificase y el señor Mel dio una imagen esperpéntica, junto con un reducido grupo de seguidores yendo a recuperar las urnas para distribuirlas en coches particulares .... Ni había mesas constituidas, ni había listas de votantes ... El Congreso a la unanimidad menos 4 votos (los dos grandes partidos se unieron para no aceptar la dictadura que se nos venía encima) aprobaron su destitución por desobediencia a la Constitución y los jueces dieron orden a las FF.AA. para que le arrestasen y le sacasen del país. Las FF. AA. se ejecutaron.
Es esto un golpe militar? En ningún momento el ejército ha tomado el poder ni ha pegado un solo tiro. Siguiendo la Constitución el Congreso nombró al nuevo Presidente ad ínterin por seis meses y siguen los tres poderes institucionales en pleno funcionamiento: el Legislativo, el Ejecutivo y el Judicial. Es esto un golpe de estado? Y como los gobiernos democraticos de Europa pueden ser tan papanatas y no ver el régimen dictatorial de Chavez y su pandilla, que es al que íbamos nosotros de cabeza? Y como no ven que el señor Mel Zelaya estaba terminando de arruinar al país, sembrando el odio y .... sin haber presentado hasta la fecha los presupuestos del Estado para el año 2009 porque así malgastaba a su antojo el poco dinero que tiene el país? Se puede ser tan ciegos? No hay peor ciego que el que no quiere ver. Pero por qué? Y ya el eminente Hugo Chavez ha amenazado con invadirnos con su ejército para derrocar al nuevo Gobierno. Y esa amenaza pública por la T.V. pasa desapercibida? Quién le da el poder y el derecho de amenazar con una guerra a un país con el que EN PRINCIPIO él no tiene nada que ver? O empieza a ver las orejas al lobo y que este "mal ejemplo de Honduras" pueda cundir y se le hundan sus ansias imperialistas? Y eso no lo ve ni la UE, ni los EE.UU. ni España en particular?
Tanto les ciega el petróleo? Dónde queda la defensa de los derechos humanos? Termino porque tengo otras cosas que hacer, pero por favor, si podeis difundir esta versión hacedlo. Yo voy a llamar ahora mismo a la Embajada de España para decirles mi indignación.

Un fuerte abrazo

Antonio Rieu

Eleições

LIBERDADE

09/07/2009

AGRADEÇA A SORTE QUE TEM... SEJA SOLIDÁRIO!

REALIDADES!!!




Realidades - Madoff foi punido com uma pena de 150 anos de prisão...

Nos E.U.A. foi assim: Em 2 meses apanhou 150 anos...

Em Portugal seria assim: Em 150 anos, apanharia 2 meses...

REVOLUÇÃO É...



Revolução

Revolução!?
Mas o que é revolução?
É passares o tempo
De jornal na mão,
Condenares partidos,
Criares confusão?
É chamares aos outros
Nomes, sem perdão?
É clamares por algo
Que tu não criaste?
Não sentires teu erro,
Não veres que falhaste?
Não!

Revolução ...
É pores no que fazes
O teu coração.
Destruíres o mal.
Dares nova razão
À existência humana,
Sem ódio ou aversão.

Revolução,
É amares os outros,
Sentires bem as dores
Daqueles que anseiam
Condições melhores.

Revolução,
É tu combateres
Toda a exploração,
Dares realidade
À palavra "irmão".
É criares um mundo
Sem desunião.

Revolução,
É não permitires
Qualquer distinção
Entre ti e ele.
Sim, irmão,

Revolução,
É abrires caminhos
Para a Paz no mundo.
Não a falsa paz
Feita de acordos,
Mas a Paz de Espírito,
Sem ver cair corpos
Nessas guerras frias,
Vãs, cruéis ...
Não fazendo mais
Do que assinar papéis.

Revolução,
É fazeres o bem,
É reivindicares
Uma condição:
A de haver AMOR
Na tua nação,
Em troca de tudo
O que possas dar
P'ra nunca matares.
Depois...
Conservares o bem
De poderes sentir
Que, co'a tua força,
Fizeste surgir
Uma nova vida
Em todos os seres.

Amar com carinho,
Sem nada pedires.
Dares ..., sem receberes.
Então ... Verás que isso é Vida
Poderás viver!
FOI REVOLUÇÃO!

Porto, Junho de 1975
Maria Letra


NOTA: Este poema, escrito há 34 anos, foi-me enviado agora pela sua autora que, nessa data, era muito jovem (agora pertence ao clube dos Sempre Jovens), mas já dolorida ao ver os desmandos que grassavam na sociedade e que colidiam com a sua apurada noção de civismo arreigada numa educação bem estruturada cujos efeitos não são abaláveis. Para ela, um Bem haja e o meu reconhecimento pela sua noção de cidadania e de civismo.Não posso deixar de publicar estas reflexões porque a revolução no sentido em que é entendida neste poema é permanente e os ensinamentos aqui expendidos devem ser aplicados no período que atravessamos.Se o actual Governo tivesse cumprido com êxito as suas promessas eleitorais, teria levado a cabo uma revolução bem sucedida, em paz, no ensino, na saúde, na justiça, na segurança interna, etc. Mas o fracasso deve ser encarado como um atraso de percurso, que se espera venha a ser superado pelo próximo governo, com os melhores resultados, para bem dos portugueses.Aos aspectos referidos deverá acrescentar-se a normalização dos serviços públicos da administração central e autárquica, actuando no combate à burocracia, à corrupção, ao enriquecimento ilícito, às excessivas despesas do Estado, às nomeações ilimitadas de «boys» para cargos injustificados e muitas vezes criados para lhes dar emprego (quando necessários devem ser preenchidos por concurso público).

À querida Amiga Mizita, peço desculpa pela extensão desta nota.

Publicada por A. João Soares no blogue Do Miradouro

ALGUÉM SABE A RESPOSTA???


Digam-me porquê?
No meu sonho, as crianças cantam
uma canção de amor para cada um de nós.
O céu é azul, os campos verdes e o riso é a língua do Mundo.
Depois eu acordo, e tudo o que vejo
é um Mundo cheio de gente com necessidades,
Digam-me porquê? Tem que ser assim?
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?
Digam-me porquê? Porque eu não entendo
quando alguém precisa de alguém
nós não damos as mãos para ajudar, digam-me porquê!

Todos os dias me pergunto,
o que tenho que fazer para ser um homem.
Terei que me erguer e lutar
para provar a toda a gente quem sou eu?
Será para isso que serve a minha vida?
Para desperdiçá-la num mundo cheio de guerras?
Digam-me porquê? Tem que ser assim?
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?
Digam-me porquê? Porque eu não entendo
quando alguém precisa de alguém
nós não damos as mãos para ajudar, digam-me porquê!
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?

Digam-me porquê?
Porquê? Porquê? os tigres fogem
Porquê? Porquê? Nós disparamos armas
Porquê? Porquê? Nós nunca aprendemos
Pode alguém dizer-nos porque deixamos a floresta arder?
Porquê? Porquê? Dizemos que nos importamos
Porquê? Porquê? Nos erguemos e espantamos
Porquê? Porquê? Os golfinhos choram
Pode alguém dizer-nos porque deixamos o mar morrer?
Porquê? Porquê? Se somos todos iguais
Porquê? Porquê? Nós passamos a culpa aos outros?
Porquê? Porquê? Isto nunca mais acaba
Pode alguém dizer-nos porque não podemos ser só amigos
Porquê? Porquê?


Tradução praticamente literária da autora do post.
Publicada por Fernanda Ferreira