"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

10/08/2009

Política, comédia ou palhaçada

Depois dos posts Chamem o ‘Guinness’, Mais infantilidades ou meras incoerências? e Super-gajo modelo nacional, surge agora este texto no JN que nos ajuda a pensar na forma como está a ser construída a cúpula do poder que pretende governar Portugal, condicionar o destino dos portugueses. Será bom que estes meditem bem na responsabilidade que têm de votar nos seus carrascos, e reparem que não é por acaso que surgem apelos ao voto em branco e, agora, o partido do voto nulo que ataca a abstenção. Não se deve dar o voto a quem não considerarmos merecedor, E há, na actual situação, alguém que o mereça?

Os comediantes
JN. 090810. Por Mário Crespo

Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.

À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.

Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.

Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.

Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.

Entre arguidos, António Preto é um primo inter pares. Ao fazer tão arrojada escolha para o elenco político que propõe ao país como solução para a nossa crise de valores, Manuela Ferreira Leite só pode querer corrigir a percepção que o eleitorado possa ter de que ela é uma cinzentona sem espírito de humor e que o seu grupo parlamentar vai ser o nacional bocejo.

A líder social-democrata respondeu às marcantes investidas de Pinho com as inimitáveis braçadas de Preto. Arguidos na vida política há muitos, mas como António Preto há só um. Quem o tem, tão fresco e irreverente como na primeira investigação judicial, é Manuela Ferreira Leite e o seu PSD. Karl Marx, na introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escreve que "a fase final na história de um sistema político é a comédia". Com estas listas do PSD e com a inspiração guionística de António Preto, Ferreira Leite está a escrever o último acto.

08/08/2009

Planeamentos irreais

Gostaria de ter razões para ser optimista e ter esperança acerca do futuro de Portugal. Esforço-me por isso, mas, a par de uns poucos exemplos positivos, sou alagado sucessivamente por baldes de água fria que quase me deixam sem respiração.

Hoje vem a público a notícia de que há um grande «Fracasso na venda de equipamento» militar e ela aparece noutro jornal com o título «Vendas na Defesa só rendem 13 milhões» tendo o planeamento previsto 90 milhões.

Portanto apenas houve uma eficiência de pouco mais que 14% na concretização do planeado, o que representa nulidade dos planeadores, pois seria aceitável que, ao contrário, a eficiência fosse de 85 por cento e a falha de 15 por sento, o que já é muito, mas uma eficiência de apenas 14 por cento é um escândalo, embora se reconheça que o mercado não é tão previsível como o material.

Mas curiosamente, o plano referia-se a material e este não estava em condições correspondentes aos números constantes no plano. Por exemplo, estava previsto vender por 15 milhões de euros 10 aeronaves [C212 Aviocar] que estão há bastante tempo na situação de inibidas de voo, encontrando-se, regra geral, incompletas e, algumas delas, sem os respectivos motores, sendo somente possível a sua alienação como sucata ou para fins museológicos".

São casos como este que levam Luís Campos Ferreira a afirmar que "esse orçamento é exemplo do que este Governo tem feito nas mais diversas áreas: um enorme abismo entre as previsões e a realidade. O que este Governo tem feito são exercícios de ilusionismo".

24/07/2009

MAIS UM ALERTA...



Estado compensará Liscont se contentores derem prejuízo
por CARLOS RODRIGUES LIMA

O Ministério omitiu nos contratos revelados que a Liscont vai receber dinheiro se houver quebra no tráfego. Tribunal de Contas critica acordo
O Ministério das Obras Públicas omitiu, nos documentos revelados publicamente sobre o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara, que o Estado, através do Porto de Lisboa, terá de pagar à Liscont, empresa do grupo Mota-Engil que por ajuste directo explora a concessão, se o negócio desta correr mal. Ou seja, como salienta o Tribunal de Contas no relatório de auditoria ao contrato de concessão tornado público ontem, "o ónus do risco do negócio passa para o concedente público" e não para quem explora a concessão.
Os valores em causa deste aspecto estão contidos no adiatamento do contrato de concessão entre a Liscont e a Administração do Porto de Lisboa (APL), mas foram omitidos dos documentos disponibilizados publicamente pelo Ministério de Mário Lino (através do site do Porto de Lisboa, http://www.porto-de-lisboa.pt). Os valores em causa no contrato traduzem-se em percentagens de diminuição de tráfego no terminal de contentores (ver caixa). Por outro lado, também está previsto que o "preço" da concessão aumente, caso haja um excesso do tráfego previsto mas, como salienta o Tribunal de Contas, os critérios para aferir este aspecto são muito mais subjectivos: "(...)em contraponto, os excessos de tráfego apenas garantem ao concedente público o direito a partilhar aquele benefício no caso de tal excesso não resultar da eficiente gestão e das oportunidades criadas pela concessionária".
Ou seja, enquanto para a diminuição de tráfego é perfeitamente quantificável, "o contexto em que os benefícios de tráfego poderão ser eventualmente partilhados com o concedente constitui campo propício a diferendos inevitáveis entre as partes, e cuja resolução será sempre incerta e demorada".
O relatório final do Tribunal de Contas revela ainda que o Estado, através da APL, ficou obrigado a suportar 1,3 milhões de euros em despesas relativas a advogados, assessoria financeira, consultadoria,entre outras, relativas à montagem e gestão do projecto de ampliação do terminal de Alcântara que é explorado pela Liscont.
Em termos globais, o Tribunal de Contas não afirma que o negócio entre a APL e a Liscont é "ruinoso" para o Estado. As palavras dos juízes conselheiros foram outras: "O Tribunal não pode deixar de relevar que este contrato de concessão não consubstancia nem um bom negócio, nem um bom exemplo para o Sector Público em termos de boa gestão financeira e de adequada protecção dos interesses financeiros públicos".
Em reacção à divulgação pública do relatório do Tribunal de Contas, o ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) emitiu uma nota na qual afirma que o documento do TC tem "erros factuais elementares omissões graves e afirmações infundadas" que inquinam as conclusões. O MOPTC Diz ainda o que o relato de auditoria do TC "prima pela apresentação de conclusões sem apresentar também os factos e análises que as suportam".
Tags: Portugal, Sul

Enviado pelo Amigo João

AINDA O DIA DO AMIGO...


O que é um verdadeiro amigo:

Disse um soldado ao seu comandante:
-"O meu amigo não voltou do campo de batalha. Meu comandante, solicito autorização para ir buscá-lo."
Respondeu o oficial:
-"Autorização negada!"
"Não quero que você arrisque a vida por um homem que, provavelmente, está morto!"
O soldado ignorando a proibição saiu e uma hora mais tarde voltou mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo.
O oficial estava furioso:
-"Eu não lhe disse que ele estava morto?!"
-"Diga -me, valia a pena ir até lá para trazer um cadáver?"
E o soldado, moribundo, respondeu:
-"Claro que sim, meu comandante! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:
- Tinha a certeza que virias!"

"Um amigo é aquele que chega quando os outros já se foram."


Enviado pelo meu Amigo Calheiros

23/07/2009

COMPARANDO....

Os deputados ingleses, na Mãe dos Parlamentos:

1 . Não tem lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;

2 . Não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,

3 . Não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou na província );

4 .Pagam todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer outro trabalhador;

5 . Não têm passagem de avião gratuita, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento;

6 . Tudo o resto tem de pagar de seu bolso;

7 . E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição;

8 . Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.

Nota:
A propósito sabiam que, por cá, os funcionários que trabalham (???) na Assembleia da Republica têm um subsídio de 80% do seu vencimento? Porquê? Profissão de desgaste rápido (?!!) E porque é que os jornais não falam disto?


22/07/2009

AINDA O PORQUÊ DA "GUERRA" AOS MILITARES!


Veja-se o exemplo Brasileiro...

Para os que acham que o Exército nada faz nesse país. É uma pequena amostra em relação principalmente à Amazónia onde os soldados, nas regiões mais distantes, além de manterem o território, prestam todo tipo de auxílio às populações em especial no ambito da saúde, dos transportes e educação. Só quem um dia visitou um Pelotão de Fronteira sabe dar o verdadeiro valor àqueles homens. "Brasil acima de tudo".

Segundo um artigo n' O Estado de SP, o que começou como uma solução temporária para acelerar as obras de infra-estrutura tem se transformado em uma das principais armas do governo federal para concluir os projetos. Nos últimos três anos, a transferência de obras para o Exército cresceu cerca de 900% e elevou a receita anual de R$ 40 milhões para mais de R$ 400 milhões.

A demanda tem sido tão forte que, em alguns casos, o serviço precisa ser terciarizado por falta de mão de obra. A expansão da carteira de projectos, que anda na ordem dos R$ 2 bilhões, tem causado inveja até mesmo às grandes construtoras, que torcem o nariz e contestam o avanço do Exército no sector. No total, os militares estão à frente de 92 obras, que vão de simples recapeamento de rodovias ao desafiante projecto de transposição do Rio São Francisco, no Nordeste.

Acresce a possibilidade de construção de aeroportos, ferrovias e obras portuárias.

Para aumentar ainda mais a tensão entre as construtoras, agora os Estados também resolveram aderir aos serviços do Exército. As obras dos novos ramais da ferrovia Ferroeste no Paraná, cujo principal accionista é o governo do Estado, deverão ser tocadas pelos militares. O plano de trabalho foi discutido sexta-feira pelo Exército e o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

E NÓS EM PORTUGAL PORQUE NÂO SEGUIR ESTE EXEMPLO?

A Engenharia Militar já deu largas provas em Angola, Moçambique, Guiné, no Libano e até já em Portugal que poderia ser utilizada em obras que estão a ser adjudicadas a Empresas privadas com aumento de custos desnecessários!

Claro que algumas dessas obras viriam a ser efectuadas por participação dessas empresas mas debaixo do controlo da Engenharia Militar e com isso certamente acabariam com as derrapagens tão frequentes que se têem verificado.

Mas, claro que com a intenção que vem verificando ao longo dos últimos tempos em "acabar" com as Forças Armadas isso é impensável faze-lo!

Atente-se no que se acaba de dizer e não deixemos que tal aconteça para bem de PORTUGAL!

É HORA DE DESPERTARMOS!



Irmãos Portugueses, vítimas como eu,
Da impunidade de muitos desonestos.
Expirou o prazo de resistência à dor.
Portugal é de todos nós, não é só meu.
Levantemos uma forte onda de protestos,
Contra os inimigos da força do Amor.

Não devemos continuar indiferentes
Ao abuso do poder duma certa malta
E aos seus sucessivos golpes financeiros.
Nós não somos mais um molho de inocentes
Que se conquista com as luzes da ribalta,
Projectada por camafeus interesseiros.

Enquanto, sacrificados pelo abuso,
Dum poder em reconhecida decadência,
Que continua a ignorar-nos com desdém ...
O Zé Povinho, com olhar já meio obtuso,
Continua a ver uns que vivem muito mal,
Enquanto outros, oh Deus Meu, vivem tão bem.

Porque deixamos que esta vergonha, crassa,
A que políticos, sem pejo, nos condenam,
Continue a afundar-nos na miséria?
Seremos nós indiferentes à desgraça?
Onde 'starão, afinal, os que mais ordenam?
Era verdade ou apenas uma léria?

Palavras d'ordem? Para quê? Não precisamos!
Todos nós sabemos bem a lição, de cor,
Não necessitamos d'ajuda de ninguém.
Há muitos anos, há tantos, que nós andamos
A correr na corda bamba, com tanta dor,
Que já sabemos bem o que é que nos convém.

Não queiramos, de nós próprios, ter vergonha,
Pois temos contas a prestar aos nossos filhos.
Estaremos perto do fim, se continuarmos
A sustentar todo o barrigudo que se oponha,
A deixar que nos livremos dos sarilhos
Em que a sua ambição queria afundar-nos.

Digamos todos NÃO ao voto inconsequente,
Por teimosa filiação a um partido
E repensemos muito bem a nossa opção.
A nossa prioridade, a mais urgente,
É a da nossa segurança no sentido,
De sentirmos todos orgulho na Nação.

22 de Julho de 2009
Maria Letra

19/07/2009

O PORQUÊ DA "GUERRA" AOS MILITARES!



DEPOIMENTO DA JUIZA MARLI NOGUEIRA
Juíza do trabalho em Brasília.

Há anos venho acompanhando as notícias sobre o desmantelamento das Forças armadas e sobre a relutância dos governos de FHC e de Lula em reajustar dignamente os salários dos militares. O cidadão ingénuo até pensaria que os sucessivos cortes no orçamento do Ministério da Defesa e a insistência em negar os reajustes salariais à categoria poderiam, mesmo, decorrer de uma contenção de gastos, dessas que as pessoas honestas costumam fazer para manter em equilíbrio o binómio receita/despesa, sem comprometer a dignidade de sua existência. Mas depois de tanto acompanhar o noticiário nacional, certamente já ficou fácil perceber que não é esse o motivo que leva o governo a esmagar a única instituição do país que se pauta pela ampla, total e irrestrita seriedade de seus integrantes e que, por isso mesmo, goza do respaldo popular, figurando sempre entre as duas ou três primeiras colocadas nas pesquisas sobre credibilidade. A alegação de falta de dinheiro é de todo improcedente ante os milhões (ou bilhões) de reais que se desviaram dos cofres públicos para os ralos da corrupção política e financeira, agora plenamente demonstrada pelas CPMI' sem andamento no Congresso Nacional. O reajuste salarial concedido à Polícia Militar do Distrito Federal, fazendo surgir discrepâncias inadmissíveis entre a PM e as Forças Armadas para os mesmos postos, quando o dinheiro provém da mesma fonte pagadora - a União, criar uma situação constrangedora para os que integram uma carreira que sempre teve entre suas funções justamente a de orientar todas as Polícias Militares do país, consideradas forças auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º da Constituição Federal). Mas agora a charada ficou completamente desvendada. E se você, leitor, quer mesmo saber por que raios o governo vem massacrando as Forças Armadas e os militares, a ponto de o presidente da República sequer receber seus Comandantes para juntos discutirem a questão, eu lhe digo sem rodeios é por pura inveja e por medo da comparação que, certamente, o povo já começa a fazer entre os governos militares e os que os sucederam. Eis algumas das razões dessa inveja e desse medo.•

1. Porque esses políticos (assim como os formadores de opinião), que falam tão mal dos militares, sabem que estes passam a vida inteira estudando o Brasil - suas necessidades, os óbices a serem superados e as soluções para os seus problemas - e, com isso, acompanham perfeitamente o que se passa no país, podendo detectar a verdadeira origem de suas mazelas e também as suas reais potencialidades. Já os políticos profissionais - salvo excepções cada vez mais raras - passam a vida tentando descobrir uma nova fórmula de enganar o eleitor e, quando eleitos, não têm a menor ideia de por onde começar a trabalhar pelo país porque desconhecem por completo suas características, malgrado costumem, desde a candidatura, deitar falação sobre elas como forma de impressionar o público. Sem falar nos mais desonestos, que, além de não saberem nada sobre a terra que pretendem governar ou para ela legislar, ainda não têm o menor desejo de aprender o assunto. Sua única preocupação é ficar rico o mais rápido possível e gastar vultosas somas de dinheiro (público, é claro) em demonstrações de luxo e ostentação.•

2. Porque eles sabem que durante a ditadura militar havia projectos para o país, todos eles de longo prazo e em proveito da sociedade como um todo, e não para que os governantes de então fossem aplaudidos em comícios (que, aliás, jamais fizeram) ou ganhassem vantagens indevidas no futuro.•
3. Porque eles sabem que os militares, por força da profissão, passam, em média, dois anos em cada região do Brasil, tendo a oportunidade de conhecer profundamente os aspectos peculiares a cada uma delas, dedicando-se a elaborar projectos para o seu desenvolvimento e para a solução dos problemas existentes. Projectos esses, diga-se de passagem, que os políticos, é lógico, não têm o mínimo interesse em conhecer e implementar.•

4. Porque eles sabem que dados estatísticos são uma das ciências militares e, portanto, encarados com seriedade pelas Forças Armadas e não como meio de manipulação para, em manobra tipicamente orwelliana, justificar o injustificável em termos de economia, educação, saúde, segurança, emprego, índice de pobreza, etc.•

5. Porque eles sabem que os militares tratam a coisa pública com parcimónia, evitando gastos inúteis e conservando ao máximo o material de trabalho que lhes é destinado, além de não admitirem a negligência ou a malícia no trabalho, mesmo entre seus pares. E esses políticos por certo não suportariam ter os militares como espelho a reflectir o seu próprio desperdício e a sua própria incompetência.•

6. Porque eles sabem que os militares, ao se dirigirem ao povo, utilizam um tom directo e objectivo, falando com honestidade, sem emprego de palavras difíceis ou de conceitos abstractos para enganá-lo.•

7. Porque eles sabem que os militares trabalham duro o tempo todo, embora seu trabalho seja excessivo, perigoso e muitas vezes insalubre, mesmo sabendo que não farão jus a nenhum pagamento adicional, que, de resto, jamais lhes passou pela cabeça pleitear.•

8. Porque eles sabem que para os militares tanto faz morar no Rio de Janeiro ou em Picos, em São Paulo ou em Nioaque, em Fortaleza ou em Tabatinga porque seu amor ao Brasil está acima de seus anseios pessoais.•

9. Porque eles sabem que os militares levam uma vida austera e cultivam valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois têm consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que nababescamente com o dinheiro público.•

10. Porque eles sabem que os militares têm companheiros de farda em todos os cantos do país, aos quais juraram lealdade eterna, razão por que não admitem que deslize algum lhes retire o respeito mútuo e os envergonhe.•

11. Porque eles sabem que, por necessidade inerente à profissão, a actuação dos militares se baseia na confiança mútua, vez que são treinados para a guerra, onde ordens emanadas ou cumpridas de forma equivocada podem significar a perda de suas vidas e as de seus companheiros, além da derrota na batalha.•

12. Porque eles sabem que, sofrendo constantes transferências, os militares aprendem, desde sempre, que sua família é composta da sua própria e da de seus colegas de farda no local em que estiverem, e que é com esse convívio que também aprendem a amar o povo brasileiro e não apenas os parentes ou aqueles que possam lhes oferecer, em troca, algum tipo de vantagem.•
13. Porque eles sabem que os militares jamais poderão entrar na carreira pela janela ou se tornar capitães, coronéis ou generais por algum tipo de apadrinhamento, repudiando fortemente outro critério de ingresso e de ascensão profissional que não seja baseado no mérito e no elevado grau de responsabilidade, enquanto os maus políticos praticam o nepotismo, o assistencialismo, além de votarem medidas meramente populistas para manterem o povo sob o seu domínio.•

14. Porque eles sabem que os militares desenvolvem, ao longo da carreira, um enorme sentimento de verdadeira solidariedade, ajudando-se uns aos outros a suportar as agruras de locais desconhecidos - e muitas vezes inóspitos além das saudades dos familiares de sangue, dos amigos de infância e de sua cidade natal.•

15. Porque eles sabem que os militares são os únicos a pautar-se pela grandeza do patriotismo e a cultuar, com sinceridade, os símbolos nacionais notadamente a nossa bandeira e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma o conteúdo.•

16. Porque eles sabem que os militares têm orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos, já que, não dependendo de votos de quem quer que seja, nunca precisaram os militares agarrar-se à imagem romântica de um guerrilheiro ou de um traidor revolucionário para fazer dele um símbolo popular e uma bandeira de campanha.•

17. Porque eles sabem que para os militares o dinheiro é um meio, e não um fim em si mesmo. E que se há anos sua situação financeira vem se degradando por culpa de governos inescrupulosos que fazem do verbo inútil - e não de actos meritórios - o seu instrumento de convencimento a uma população em grande parte ignorante, eles ainda assim não esmorecem e nem se rendem à corrupção.

18. Porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, foi ela pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de carácter a contaminá-lo por inteiro.

19. Porque eles sabem que os militares passam a vida estudando e praticando, no seu dia-a-dia, conhecimentos ligados não apenas às actividades bélicas, mas também ao planeamento, à administração, à economia o que os coloca em um nível de capacidade e competência muito superior ao dos políticos gananciosos e despreparados que há pelo menos 20 anos nos têm governado.

20. Porque eles sabem que os militares são disciplinados e respeitam a hierarquia, ainda que divirjam de seus chefes, pois entendem que eles são responsáveis e dignos de sua confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.

21. Porque eles sabem que os militares não se deixaram abater pelo massacre constante de acusações contra as Forças Armadas, que fizeram com que uma parcela da sociedade (principalmente a parcela menos esclarecida) acreditasse que eles eram pessoas más, truculentas, que não prezam a democracia, e que por dá cá aquela palha estão sempre dispostos a perseguir e a torturar os cidadãos de bem, quando na verdade apenas cumpriram o seu dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista como Cuba ou a antiga União Soviética, perigo esse que já volta a rondar o país.

22. Porque eles sabem que os militares caçaram muitos dos que hoje estão envolvidos não apenas em maracutaias escabrosas como também em um golpe de Estado espertamente camuflado de democracia (o que vem enfim revelar e legitimar, definitivamente, o motivo de suas cassações), não interessando ao governo que a sociedade perceba a verdadeira índole desses guerrilheiros-políticos aproveitadores, que não têm o menor respeito pelo povo brasileiro. Eles sabem que a comparação entre estes últimos e os governantes militares iria revelar ao povo a enorme diferença entre quem trabalha pelo país e quem trabalha para si próprio.

23. Porque eles sabem que os militares não se dobraram à mesquinha acção da distorção de factos que há mais de vinte anos os maus brasileiros impuseram à sociedade, com a clara intenção de inculcar-lhe a ideia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutavam pela democracia, quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquelas que eles afirmam ter combatido.

24. Porque eles sabem que os militares em nada mudaram sua rotina profissional, apesar do sistemático desprezo com que a esquerda sempre enxergou a inegável competência dos governos da ditadura, graças aos quais o país se desenvolveu a taxas nunca mais praticadas, promovendo a melhoria da infra-estrutura, a segurança, o pleno emprego, fazendo, enfim, com que o país se destacasse como uma das mais potentes economias do mundo, mas que ultimamente vem decaindo a olhos vistos.

25. Porque eles sabem que os militares se mantêm honrados ao longo de toda a sua trajectória profissional, enquanto agora nos deparamos com a descoberta da verdadeira face de muitos dos que se queixavam de terem sido caçados e torturados, mas que aí estão, mostrando o seu carácter abjecto e seus pendores nada democráticos.

26. Porque eles sabem que os militares representam o que há de melhor em termos de conduta profissional, sendo de se destacar a discrição mantida mesmo frente aos actuais escândalos, o que comprova que, longe de terem tendências para golpes, só interferem - como em 1964 - quando o povo assim o exige.

27. Porque eles sabem que os militares, com seus conhecimentos e dedicação ao Brasil, assim como Forças Armadas bem equipadas e treinadas, são um estorvo para quem deseja implantar um regime totalitarista entre nós, para tanto se valendo de laços ilegítimos com ditaduras comunistas como as de Cuba e de outros países, cujos povos vêem sua identidade nacional se perder de forma praticamente irrevogável, seu poder aquisitivo reduzir-se aos mais baixos patamares e sua liberdade ser impiedosamente comprometida.

28. Porque eles sabem que os militares conhecem perfeitamente as causas de nossos problemas e não as colocam no FMI, nos EUA ou em qualquer outro lugar fora daqui, mas na incompetência, no proselitismo e na desonestidade de nossos governantes e políticos profissionais.

29. Porque sabendo que ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo,o governo temia que esses escândalos, passíveis de aflorar a qualquer momento pudessem provocar o chamamento popular da única instituição capaz de colocar o país nos eixos e fazer com que ele retomasse o caminho da competência,da segurança e do desenvolvimento.

30. Porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui aos militares e às Forças Armadas - por maiores que sejam seus defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

LÁ COMO CÁ A MÚSICA É A MESMA E OS POLÍTICOS JÁ SE ESQUECERAM DE QUEM LHES DEU O "POLEIRO"!!!

E DEUS CRIOU A MULHER...


NUNCA TIVE DÚVIDAS... MAS AGORA TENHO CERTEZAS!