"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

09/09/2009

AS GRANDES E SECRETAS FÉRIAS....SOCRÁTICAS


2009/9/9

O pm a dar o exemplo. Em tempo de crise há que apertar o cinto (?)!

Estilo José S.

O jornal 24 Horas de hoje publicou uma reportagem sobre "As férias secretas de Sócrates" .

A reportagem é deliciosa por vários motivos. Aponta os gostos requintados de novo-rico que procura um resort de luxo, no estrangeiro, para passar duas semanas de férias com os próximos.

Este aparente novo-rico é primeiro-ministro de Portugal e já foi notícia, anteriormente, por ser uma das figuras de proa e montra de uma loja de apparel americana, o Bijan em Rodeo Drive, de Los Angeles, onde um fato por medida fica por uma conta calada em que não é suficiente de todo um ordenado anual de PM português ( ou de outro lado qualquer).
Ainda este mesmo ano passou uns dias de férias no Sheraton-Pine Cliffs no Algarve, onde quatro dias de estadia ficam por cerca de dois mil euros.

Agora, o 24 Horas, deleita-se nos pormenores do menu preferido de José S. - caldeirada de lagosta a 100 euros o prato. Alvitra o redactor da reportagem que a diária no resort de Menorca fica por cerca de 1000 euros e no total, sem descontos, José S. gastou uma conta calada de mais de 14 mil euros.
Três salários mensais para umas férias de duas semanas!
Nome na montra do "Bijan", com a indicação de que é o "prime minister of Portugal", conforme foi amplamente comentado e nunca desmentido pelo visado, apesar de noticiado pelo jornal i.

Em férias, este ano, já gastou por conta, mais do que ganha por ano um empregado de classe média.
E isso para um indivíduo que declarou ganhar cerca de 5 mil euros por mês -e mais nada!


Daqui a dias vai encher os écrans com proclamações contra a direita e a favor da esquerda solidária e dos pobres.

Por mim apetece-me perguntar, porque este indivíduo é primeiro-ministro do meu país, se isto não interessa nada a ninguém



SERÁ QUE ESTÁ A VOLTAR A CENSURA AINDA QUE COM OUTRAS ROUPAGENS?

A propósito deste relato que se trancreve lembram-se as actuais atitudes de tentar calar as "bocas da oposição" por qualquer preço! São outros métodos mas com os mesmos resultados. O título do livro de Mário Soares "PORTUGAL AMORDAÇADO" está muito actual pois ainda que com outras roupagens está a ser reintroduzida a CENSURA em Portugal. Com isso quem perde é a DEMOCRACIA! Há que LIMPAR PORTUGAL deste "tique" que só nos envergonha!!!

Eis pois o relato que referi a propósito da data do 28 de Setembro, passada há 35 anos:

" 28 de SETEMBRO - 74 - UM RELATO

Encontrei há dias um conjunto de jornais velhos, muitos deles do dia 30 de Setembro de 1974.
Trata-se do "Diário de Lisboa", República", “O Século" e "Diário de Notícias" alem de "O Avante," claro!
Noto que, salvo o caso do Diário de Notícias, não foi autorizada a publicação de jornais no Domingo, 29 de Setembro.

Os cartazes abaixo reproduzidos, foram agora obtidos no espaço da Internet e foram obra de um colega: Francisco Hipólito Raposo - Quito (tal como ele assinou no próprio cartaz).

Não vou fazer a história do 28 de Setembro mas gostaria de recordar alguns pontos em que estive envolvido:

1) - O cartaz foi composto numa das empresas do então Grupo Eminco - C Santos (Publifirma Lda.) por encomenda da Organização da Manifestação.

2) - Segundo consta (Diário de Lisboa) o cartaz, foi enviado aos diversos jornais de Lisboa para publicação (dois dias seguidos), mas estes terão recusado sua publicação.

3) - Uma vez que os jornais não terão aderido à solicitação, um numeroso grupo de indivíduos que se deslocou em diversos automóveis, colou imensos exemplares do cartaz nas ruas de Lisboa (madrugada de 19 de Setembro).

4) - Acresce que a referida empresa C Santos promoveu no dia 20 (Quinta Feira) uma corrida de toiros (nocturna) no Campo Pequeno para lançamento de um novo modelo do automóvel Audi. Para essa corrida foram convidados diversos quadros da Empresa, tendo-me também cabido uns bilhetes.
No intervalo da corrida de toiros, foi calorosamente aplaudido o Presidente da República - Gen. Spínola e vaiada a figura do Primeiro Ministro - Brig. Vasco Gonçalves.
Ainda no decorrer da corrida, houve protestos contra o MFA e o contra o processo de descolonização em curso.
Face a estes comportamentos que não esperava encontrar, decidi não sair da praça logo após o final da corrida, porque me assaltou o ocorrido no Capitólio, quando foi apresentado o célebre filme italiano "Dove la Libertá".
Apreciei a lide do "sobrero" feita por uns espontâneos (colegas de trabalho) do grupo do Quito Hipólito.
Havia calma quando saí, mas cheirava-me a qualquer coisa.

5) - No dia seguinte, encontrei as barreiras populares na Calçada de Carriche, apoiadas por militares de "Engenharia Um" onde reconheci o colega de trabalho, o então recruta, Diniz P. Vieira.

6) - Certamente que por tudo isto, logo no dia 29 foi preso o Dr. Bernardo Mendes de Almeida - Conde de Caria, um dos Administradores da Eminco - C Santos. Alem de uma extensa lista de nomes, foi também preso o toureiro J. João Zoio.

7) - É claro que nos dias seguintes foi a Empresa invadida por imensas comissões de Bairro, Intersindical, da Banca e até do Copcon, pretendendo mais detalhes de tudo isto e da possível envolvência da empresa (e Administradores) na organização da manifestação.

8) - Acabei por receber (aturar) várias delegações, embora as minhas funções na Empresa nada tivessem a ver com estes factos.
Claro que mostrei a factura respeitante à encomenda recebida bem como o recibo correspondente, já cobrado.
Informei ainda que o cheque tinha sido remetido à Banca como era natural. Tudo em ordem portanto!

9) - Nestas circunstâncias, por ter dado a cara em nome da Empresa, fui olhado de lado por muitos colegas, até por quem na área administrativa se situava mais perto e íntimo da Administração. Nestas coisas há sempre heróis que põem a rabinho de fora !

10) - Um grupo de "camaradas" chegou a dizer-me que iriam investigar por que razão eu defendia a Administração. Claro que lhes respondi que não seria pelo facto de ter ligações especiais com alguém dessa família.
Por outro lado, também não era pelo facto de algum Administrador conhecer a minha mulher. Não, por aí, não era!

11) - Depois disto e até ao 11 de Março, houve muita agitação. Seguiu-se logo o "Domingo - Dia de Luta", pela produtividade.
Por decreto governamental, todo o País foi trabalhar nesse Domingo para se comemorar a vitória da democracia, etc.

12) - Constou que em Cascais estava afixado um Comunicado do Copcon informando que o Administrador Dr. Fernando Pizarro, também teria sido preso. Da Empresa foi porém preso o próprio "Quito" Hipólito com quem, logo que solto, tive a oportunidade de confraternizar.

Uma história mais detalhada sobre estes e outros acontecimentos políticos, pode ser encontrada em Universidade
de Coimbra - Centro de Documentação, ou seja no "site" :

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage
"

TVI - PINOCRATES

A POLITICA DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS DO PS...




Como podem verificar pelas fotos, o destino dado ao antigo património da Manutenção Militar (Edifício das Descobertas da Messe de Lagos), adquirido pela “ESTAMO – Participações Imobiliárias, SA” por ajuste directo pelo valor de 2.324.000,00 EURO e que depois um particular terá adquirido e curiosamente dispensado para a sede de campanha do Partido Socialista em Lagos.

O Edifício das Descobertas (Ex-Prédio Militar 22-Lagos), dispensado pelo anterior CEME ao MDN foi desafectado do domínio público militar pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa (resolução do Conselho de Ministros de 21DEZ2006), face a inusitadas pressões do autarca socialista lacobricense. Com os cerca de 45 alojamentos de que dispunha, passou a sede de campanha do PS.

O pretexto de que a verba a realizar se destinaria a contribuir para o saneamento financeiro da Manutenção Militar não se confirmou no despacho da alienação deste património tão necessário.

O apoio social aos militares e consequente salvaguarda da condição militar é prejudicado, a troco da campanha eleitoral do Partido Socialista.

08/09/2009

Falem-nos de Política

Transcrevo o artigo de Ferreira Fernandes e acrescento uma Nota em que cito outro artigo, de Pedro Marques Lopes.

E que tal discutir política?
DN. 090908. por Ferreira Fernandes

O jornal i fez, ontem, o levantamento de algumas das exportações portuguesas durante o Governo de José Sócrates. Fez o levantamento, sim: aqueles negócios levantaram voo. Com a Venezuela (em quatro anos, quintuplicaram), Angola (triplicaram), Argélia (quadruplicaram), Rússia (triplicaram), Líbia e China (em ambas, quase duplicaram) e Jordânia (quase triplicaram)...

Esse sucesso foi acompanhado (e, em alguns casos, foi motivado) por uma diplomacia económica em que os governantes não se importaram de fazer de caixeiros-viajantes. Nesses destinos há um país muito importante (Angola, já o quarto comprador) e outros são mercados tentadores (bastava lá estar a China). Eis, pois, um balanço extraordinário - mas que merecia discussão, agora que julgamos quem nos governou nos últimos quatro anos.

Todos aqueles países são susceptíveis de crítica (mais uns que outros) sobre o seu comportamento democrático. Eu digo que sim, há que fazer esses negócios - e, daí, eu achar bons os resultados conseguidos.

Mas gostaria de saber se isso divide os partidos. Gostaria que na campanha se discutisse política. E não hipóteses de primos, hipóteses de asfixias e tricas sobre carros oficiais.

NOTA: Sobre o mesmo tema – conteúdo da campanha política - e com o titulo As eleições sem política, Pedro Marques Lopes, em estilo diferente, refere a predominância da política com p muito minúsculo e a ausência da verdadeira Política, a arte e ciência de governar que, neste momento, devia traduzir-se em projectos estratégicos, em propostas honestas, para o futuro de Portugal com incidência nas gerações mais novas e na qualidade de vida de todos os portugueses.

Perdem tempo em questiúnculas secundárias que procuram desgastar a imagem dos concorrentes ao pódio, sem mostrarem o que cada um tem de válido para os portugueses.

Sendo as eleições comparadas a uma competição atlética, constatamos a péssima qualidade dos concorrentes que preferem dopar-se para melhor rasteirarem o competidor em vez de evidenciarem a verdadeira força dos seus músculos e as suas capacidades físicas e mentais.

Na minha situação de vulgar cidadão, sem obrigação para qualquer dos partidos, concluo que, após as eleições, tudo irá continuar na mesma, sejam quais forem os vencedores.

São todos iguais: desprezam a verdadeira Política e apenas se preocupam com a politiquice interpartidária que se sobrepõe aos reais interesses nacionais; ignoram e desprezam a ética e são todos coniventes com as palavras de um seu parceiro que disse que ética e política são líquidos não miscíveis; ninguém se opôs à candidatura de pessoas suspeitas e arguidas que não inspiram confiança ao eleitor honesto e escrupuloso; todos votaram a lei de financiamento dos partidos a que nenhum cidadão medianamente informado ficou indiferente; nenhum tomou uma atitude frontal, bem visível, a favor do combate efectivo à corrupção e ao enriquecimento ilegal; todos aceitam a bagunça em que o País vai vivendo sob a ameaça da criminalidade violenta e da insegurança generalizada; a Educação, a Saúde, a Justiça, não têm evitado as ácidas críticas da generalidade dos cidadãos; a burocracia emperra todas as actividades, etc., etc.

Parece que estes pontos precisam ser resolvidos com eficácia e brevidade, mas na campanha são ignorados. Para eles não foram debatidos os respectivos projectos de solução. Os políticos que querem o nosso voto passam, olham para o lado e assobiam, para irem debater questões sem real valor em comparação com estas.

Daí o apelo: Por favor, falem-nos de Política nacional, estratégica, de preparação de um futuro melhor para os mais novos não terem de emigrar todos.

07/09/2009

SÓCRATES E A TEMPESTADE PERFEITA!

A GRANDE LIBERDADE AMORDAÇA AS EDITORAS...


Livro sobre José Sócrates publicado fora de Portugal

Para memória futura
Publicado por helenafmatos em 3 Setembro, 2009

«Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.

Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro, recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação. Apresentei o conjunto de posts que compôem a II Parte do livro e o interesse da editora manteve-se – e cresceu quando depois entreguei a I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as vicissitudes do afrontamento do poder quase-ditatorial do Governo.

Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do livro, e investigando os novos factos.

Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão preliminar da III Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos. A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio.

Nunca mais se atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens. Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal de devolução do material entregue. Nada. Contactei outras editoras, mas também não tive êxito na edição do livro. Uma delas – aparentemente insuspeita… – nem sequer respondeu ao mail que lhe enviei. E outra também recusou.

Finalmente, já no final de Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a possibilidade de colocar o livro para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa (co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da distribuição e venda em prazo útil). Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro intitulado… “O Dossiê Sócrates”…

Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos pontos de venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro impresso.

O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e com os portes, não é superior ao preço de edições similiares no mercado. Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03 euros). Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download gratuito dos leitores.

As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com. Creio que a alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e conveniência dos leitores.»

(In Blasfémias)

PRISA CALA TVI

Prisa de Madrid cala Manuel Moura Guedes e Vasco Pulido Valente
Embora Gabriel Cipriano se apresse em defender a sua "dama" (PS), o que é a verdade nua e crua é que José Sócrates, através do seu amigo Juan Luís Cebrian, actual Presidente executivo da Prisa, socialista e ex-director do El País durante vários anos, pressionou para que tal acontecesse.

É que a memória do Povo é curta e daqui a dias a TVI já entrou no esquema de não perturbar as hostes socialistas.

Só que talvez lhes saia o tiro pela culatra. Até agora algumas elites estavam distraídas com a crise que veio de fora e não refilavam quando banqueiros como Ricardo Salgado vinham defender a integração de Portugal na Ibéria, em nome do "desenvolvimento", ou seja para que, desse modo, pudessem vir a ser mais ricos com projectos alargados a toda a península.

Talvez agora essas mesmas elites distraídas se apercebam como é que a Liberdade em Portugal pode ser posta em causa com a ordem, a partir de Madrid, de um executivo de uma empresa espanhola, que comprou a TVI, há 4 anos, para mandar calar a Manuela M. Guedes e o Vasco P. Valente e fazer o frete ao seu amigo José Sócrates, que andava muito incomodado com a informação divulgada nesta TV.

Recordo o editorial de Octávio Ribeiro, no "CM" de hoje, com o título "Apagão Desastrado":

"A partir de ontem, qualquer Governo que se preze deverá incluir entre os sectores estratégicos - que nunca podem cair no controlo estrangeiro a Comunicação Social. Nenhum Estado que mereça esse nome, vê violada a sua Constituição por ordens ditadas de Madrid ou de qualquer outra capital e assobia para o lado.
"O que se passou na TVI põe em causa o Direito à Informação, pela violação das normas instrumentais que ditam a independência do trabalho jornalístico perante os humores e negócios exógenos das transitórias administrações.
"Portugal é um pequeno País onde o mundo dos grandes negócios se submete demasiado ao poder de que detém as rédeas do Estado. Mas nunca como hoje, uma banca frágil e dependente do Governo tanto ditou as regras a grupos de Comunicação Social exangues e reverenciais.

"Também por isso , aceitar o precedente que ontem emergiu uma administração impede que vá para o ar um conteúdo informativo, que, sublinhe-se a ironia, lidera o mercado de audiências - é mais um passo no sentido de uma democracia meramente formal. Onde os cidadãos votam, sim, mas sem terem o Direito à Informação que se consubstancia num prévio e continuado escrutínio à actividade de quem os governa ou pretende vir a governar.

"Nenhum argumento ditado pelas leis do mercado pode ser chamado para justificar o apagão da pluralidade que se deu no ecrã da TVI. A decisão do grupo Prisa só pode ser entendida à luz da política.
"Mais do que as seráficas palavras do ministro Santos Silva, de que o País precisa é de provas de que o poder, este poder, sabe viver com a crítica sem esmagar a Liberdade."

São palavras demolidoras de Octávio Ribeiro, mas que definem a situação actual na Comunicação Social em Portugal. Este editorial devia ser encaixilhado e colocado em lugar bem visível das Escolas de Comunicação Social e nas ditas "universidades de verão" onde os políticos dos dois partidos mais votados têm ido debitar os seus discursos anuais de "rentré política".

Tenham vergonha! Depois do que sucedeu, senhores políticos e senhores banqueiros lembrem-se que Portugal já tem 900 anos de História!
Cor. Manuel Bernardo
4-9-2009

Manuela Moura Guedes fora dos ecrãs
A três semanas das eleições, com o país mergulhado na pré-campanha, a administração da Prisa, principal accionista da TVI, decidiu suspender o "Jornal Nacional" de sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes. Porquê? Para homogeneizar o noticiário durante toda a semana, diz a administração.
Expresso Grafia José Martins

MANUELA MOURA GUEDES E "DO OUTRO PRIMO DE SÓCRATES".
Olá Amigos (as) do PortugalClub
Só para que conste, mais uma possível entrada financeira nos cofres da Lusa? Esperando que seja uma entrada financeira MESMO e não mais uma daquelas transacções em que o craque vai para outro time e o dinheiro da transacção desaparece.

Enquanto isso, o BANIF continua patrocinando, metendo dinheiro nos cofres da Lusa em detrimento de outras actividades culturais e sociais onde, CERTAMENTE, o patrocínio e o dinheiro seriam melhor empregues. Um dia, quem sabe, esse povo se toca. ACORDA BANIF!
Abraço Eulalia Moreno - SP

Bem vamos lá explicar esta coisa, a da Manuela, em miúdos.
Como é conhecido os nossos vizinhos castelhanos, são os detentores do maior número de acções do canal de televisão TVI. Ou eu me engano (não devo) os do lado de lá da fronteira estão a meter o bico na política portuguesa.
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Manuela Moura Guedes com os seu defeitos e com as suas virtudes foi colocada a sumo de limão que a fez "esticar" e entrou na anorexia e sem forças para continuar difundir a liberdade de expressão e trazer à luz casos muito delicados onde o primeiro-ministro José Sócrates é suspeito de envolvimento.
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Agora José Sócrates vem a público a defender-se que lhe estão a levantar uma calúnia.
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Tudo que tem vindo à luz e em cima de acusações sempre se considerou vitimizado!
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Assim acho que a José Sócrates se lhe deve dar o nome de "José Vítima", que bem melhor lhe assenta do que o apelido do filósofo.
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O Sol veio com a notícia na pista de outro primo de Sócrates.
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Um anda pela China aprender uma luta asiática, que ninguém sabia do rapaz e só se soube de quando o Expresso mandou lá um jornalista entrevistá-lo.
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Agora este "do outro primo de Sócrates", certamente, deve andar a aprender a doutrina da espiritualidade, asiática e recolhido em algum templo da Índia, dos Himalais ou no Butan.
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Os portugueses estão fartos (os que entendem algo e com dois olhos de ver) de vigarismo político do PS....
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Mas os outros partidos, portugueses, não estão impunes da prática do vigarismo, foram todos copiados a papel químico.
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O pobre do "mexilhão" que são a arraia-miúda" dos portugueses terão que suportá-los e cara alegre!
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Um país como Portugal com o povo que não está politizado, mas futebolizado e "pobretizado" os politicos (os democráticos por conveniência) fazem dos portugueses bola de trapos. José Martins

Que Portugal seja a Venezuela não vai ser porque estamos integrados numa Europa a 22 estados e não pode ser de maneira alguma, para mais dependemos e muito do dinheiro que a comunidade nos dá senão morríamos todos á fome, é um País de tesos. Mas que este Governo foi durante 4 anos “o posso quero e mando” é verdade porque tinha a maioria. Agora descaracterização o País todo. Há mais criminalidade, a justiça funciona para os que não tem dinheiro para serem defendidos, mas para os ricos, não há nem um criminoso de colarinho branco nas prisões Portuguesas, as escolas é o facilitismo completo passasse os alunos para as estatísticas , enfim estes senhores do PS são uns ignorantes e ditadores. Luís Afonso

«Casimiro já lhe mandei um vídeo sobre umas das causas pela qual administração da estação da TVI, que é Espanhola, muito grave por se imiscuir em assuntos Portugueses não deixou ir para o ar, e acabou, com o jornal de noticias nas noites de sexta-feira , com a Manuela Moura Guedes , que dava pancada neste governo de criar bicho . Foi ela , Moura Guedes , que apresentou um DVD em que um inglês , Smith chamava de corrupto ao Sócrates , e agora devia ter alguma bomba , para por no ar sobre o Freeport . Este caso Freeport , que foi um projecto ainda quando Sócrates era em 2001 o Ministro do Ambiente e primeiro vetou um local onde seria construído , para depois a poucos dias de sair do governo assinou essa construção .Onde se consta que houve luvas de milhões de euros para o Sócrates, para o partido , fosse o que fosse , mas há uma desconfiança generalizada de ter sido contemplado com verbas para o partido ou para ele , enfim ninguém se quer seriamente debruçar sobre isto , Esteve numa gaveta do Ministério Publico 5 anos e só depois de Manuela Moura Guedes vir com aquele vídeo despoletou todo este processo .
Olhe há aí um caso no Brasil de uma pivot de noticiário em directo e ou vivo disparou em todos os sentidos e foi para a rua , sabe de que estou a falar ??
Estou-lhe a mandar de novo o filme da discórdia em anexo
Um abraço Luís Afonso

E querem então obrigar-me a ser usufrutuário desse bem precioso que é o voto nos partidos cá do burgo - limito-me a invocar em meu abono as avisadas referências do Eça e doutros "fascistas" do passado e do presente!
Ou seja, trocado em miúdos, quer-se conceder a uma pessoa que se preze de ser honrada a graça de o seu entendimento sobre esta coisa simples da forma de governar os povos ter o mesmo peso do de um canalha...

Não está nada mal pensado, não senhor! Alguém ficará a lucrar com o negócio; duvido é que seja Portugal, como parece indiciar o estado a que se chegou, que enche de inveja qualquer europeu., desconhecedor das delícias do nosso cozido e do belo tinto - que nos vão fazendo esquecer qualquer minúcia que alguns ingratos ainda fazem questão de lembrar (Deus Nosso Senhor lhes perdoe tamanha maldade - circunstância, por certo, altamente duvidosa!).
Nuno Tavares

Às sextas-feiras a Manuela Moura Guedes coordenadora e apresentadora do Telejornal da TVI às 20 horas dizia muitas verdades onde se verificava que Sócrates era corrupto e aldrabão.
Hoje de tarde apareceu uma notícia surpreendente, anunciando que o Telejornal da TVI de Sexta feira era suspenso e proibido de ser transmitido pela Manuela Moura Guedes.
Mais para o fim da tarde o Sócrates veio dizer que não foi ele que proibiu essas transmissões. Então quem foi?
A democracia em Portugal morreu e eu vou vestir de luto.
Pedro Valdoy

Polémica - Vigília pela liberdade de imprensa às 20h à porta da TVI

Através de blogues, redes sociais e troca de e-mails, foi marcada uma vigília pela liberdade de imprensa às 20h à porta das instalações da TVI, em Queluz. A esta hora seria emitido o Jornal Nacional apresentado por Manuela Moura Guedes, que foi entretanto suspenso

De acordo com a convocatória que circula na internet, a decisão da administração da Media Capital/TVI de cancelar o Jornal Nacional de Sexta da TVI, dirigido por Manuela Moura Guedes, «justifica novamente a campanha de solidariedade com a informação da TVI», que já havia sido lançada no Facebook no final de Maio.

«Esta decisão, na véspera das eleições legislativas, cumula uma política de controlo dos média e de perseguição da liberdade de expressão pelo Governo do Partido Socialista, que definiu como adversário último a independência editorial da TVI, tentou a sua compra pela estatal PT, movimentou-se para a alteração da estrutura accionista, expulsou o director-geral José Eduardo Moniz, influencia a restrição sobre as notícias da estação sobre Sócrates, e, agora, elimina o Jornal Nacional de Sexta», pode ler-se na mensagem divulgada.

A convocatória diz ainda que «é altura de resistir e conjurar a resistência face à domesticação da informação e perseguição das liberdades públicas. A liberdade não se adia».

Entretanto, João Braga lançou também um apelo para «combater a grosseira intromissão dos espanhóis da Prisa na vida política portuguesa». O fadista propõe o «boicote» a todos os programas de informação da TVI e da TVI 24 «para que doa a 'los señores de la Prisa' onde verdadeiramente lhes dói: no bolso». SOL


Na noite passada tivemos intrusos invadindo o Servidor do PORTUGALCLUB.ORG .
Para conseguirmos destravar o servidor, precisamos "deletar" muitas mensagens.
Caso sua mensagem, não esteja nestas acima, nos a re-envie de novo.
Agradecemos e pedimos desculpas. Casimiro Rodrigues
Do PORTUGALCLUB:

A BRINCAR SE VÃO DIZENDO VERDADES...


Um emigrante de Angola Chega a Portugal
No seu primeiro dia, decide sair a ver os arredores da sua nova cidade Amadora.

Andando no DOLCE VITA TEJO, pára e á primeira pessoa que vê diz:
- Obrigado senhor Português por permitir-me estar em este país onde me deram casa e comida grátis, seguro, médico e educação grátis, obrigado.

A pessoa sorri e reponde:
- '... Sinto muito mas eu sou Brasileiro! '

O Angolano continua e encontra a outro que caminhava na sua direcção e diz:
- Senhor português, obrigado por este país tão belo que é Portugal.

A Pessoa responde:
- Sinto muito mas eu não sou português sou Russo.

O Angolano continua o seu caminho para a seguinte Pessoa que vê na rua
cumprimenta-o e diz:
- Obrigado por este país tão belo que é Portugal.

A Pessoa após o cumprimentar diz:
- Muito bem mas eu não sou português sou Cabo-verdiano.

O Angolano continua o seu caminho e finalmente vê uma senhora bem vestida que vem a seu encontro e pergunta:
- Você é Portuguesa?

A mulher sorri e diz:
- Sim e não, sou cigana.

Estranho e confuso o angolano pergunta:
- Mas afinal onde estão os portugueses?

A cigana olha-o de cima abaixo e reponde:

- Espero que a trabalhar para nos poderem sustentar a todos nós…

06/09/2009

Velhos, se sábios são bons conselheiros

Nas sociedades tradicionais africanas o soba, responsável máximo da tribo, antes de tomar decisões importantes para a colectividade a que preside, tem o cuidado de se aconselhar junto do «conselho de sábios», constituído pelos idosos, ou melhor os velhos, que já não podem trabalhar mas que têm larga experiência da vida e muito tempo para meditar serenamente nos problemas existenciais da sua tribo.

Quando se fala nisto há muita gente que considera isso como um sinal de atraso dessas sociedades que ainda não conhecem os efeitos da modernidade. Porém, uma observação mais atenta das notícias que nos chegam conduz-nos a concluir que muitos responsáveis por cargos supostamente de grande relevância, andaram todo o tempo do seu mandato a leste das realidades e, só depois de saírem ou quando estavam em vésperas de sair, é que se aperceberam dos sérios problemas que deviam ter resolvido e das decisões erradas por não terem sido devidamente ponderados e aconselhados.

Parece anedota mas não é. O ex-Presidente da República, depois de ter abandonado o cargo apareceu nos meios de comunicação social a emitir opiniões com um calor que não se lhe conhecia antes, como se apenas agora se apercebesse da existência dos problemas. Havia quem comentasse que ele estava com dificuldade em despir o casaco de Presidente. E não é só ele, acontecendo coisa um pouco parecida com Clinton e com Al-Gore.

Casos reais mostram que os sábios, depois de se libertarem das amarras da hierarquia que os condiciona, sabem raciocinar melhor, com maior clarividência e lucidez, conseguindo ver aquilo que todos, então, acabam por achar natural e lógico e que até aí eles não conseguiam ou não tinham coragem para descortinar. Seria, por isso, de todo conveniente a criação em cada instituição de conselhos de sábios, de velhos ou de seniores, que pudessem, em cada instituição, facultar pareceres aos responsáveis pela gestão diária dos problemas, à semelhança do que se passa nas tribos africanas.

Pela minha experiência de professor em regime de voluntariado em academias para a terceira idade (UITI, Academia de Seniores de Lisboa e Academia Saudação), posso afirmar que, entre os idosos, há velhos com espírito jovem aberto à aprendizagem, com grande sedimento de experiência, e notável capacidade de emitir opiniões muito sensatas e válidas para a resolução de problemas de todos os tipos.

Acerca destas ideias que expus em blogue há perto de três anos e a propósito de um post no Sempre Jovens «A velhice não existe…» referi em comentário o seguinte:

Já aqui debatemos essas suas ideias e é oportuno expor novamente as minhas. Não sei que ideia faz de mim, que conhece apenas pelos textos e opiniões que exprimo. Raramente transcrevo um texto alheio sem lhe acrescentar uma nota que leve a minha assinatura.

Mas sou um «velho», não no sentido de idoso, usado no Bilhete de Identidade, porque idosos são todos os que não morreram antes. Há muitos idosos que não são velhos, não o conseguem ser, não têm esse privilégio da luz no olhar, da sabedoria acumulada, da humildade de procurarem saber mais, do incansável desejo de reflectir em tudo o que os cerca.

Aquele que Camões definiu como Velho do Restelo, não era um idoso, muito menos um caquético, era um monte de sabedoria da vida, da prudência, da sensatez. O velho é isso, embora, por vezes, possa ser demasiado prudente o que lhe pode tolher a ousadia.

O «sempre jovem» é o verdadeiro velho que não recusa a mudança para melhor, que não pára de reflectir nas lições e de, com elas, procurar construir um futuro melhor.

Sou velho, gosto de o ser, e gostarei de vir a ser mais idoso para poder ser mais velho.

É um preconceito, uma vacuidade, ter medo das palavras.
Ontem arrepiei-me, quando numa passagem em frente à TV, ouvi um líder partidário dizer CONTRATUALIZAR. Fui ao dicionário e não encontrei e pensei que ele se quisesse valorizar ao trocar a palavra CONTRATAR, por outra mais comprida, mais extensa, mais imorredoura!!! Parvoíces que não caem bem num político que muita gente considera ser culto, inteligente e com dom da palavra.

Dos comentários de um antigo post atrás referido retiro o seguinte:

Alexandra Caracol disse:
Isso foi o que sempre defendi.
Não existem cursos no mundo inteiro que cheguem aos pés da sabedoria adquirida como aquela que se obtém com o passar dos anos. Por isso, desde criança, sempre que tinha uma oportunidade de ouvir os “mais velhos” falarem e contarem coisas que para mim eram novidade, eu não trocava por nada.
Os atrasados, quanto a mim, não são aqueles lá nas tribos de África que respeitam quem tem mais idade, ouvem e praticam os seus conselhos, são antes os que, muitas vezes, ainda não saíram das “fraldas” e já acham que sabem tudo.

E é também por isso que Portugal jaz na ignorância, pois em vez de ouvir aqueles que já passaram por muito, acham sempre que o sinónimo de idoso é “estar ultrapassado”.
Pobres de nós quando denegrimos as origens, as tradições, esquecendo-nos que nas raízes temos os alicerces.

Não sou contra a inovação, mas sou contra o desapego total pelas coisas boas que se construiu no passado. Com sabedoria (em grande medida pertença dos mais velhos) podemos estabelecer a ponte entre o ontem, o hoje e o amanhã. Tenho 42 anos e agradeço a todos aqueles que sendo mais velhos que eu (ou não) me ensinaram permitindo que eu crescesse em conhecimento e em sabedoria, e convido a todos aqueles que quiserem continuar a ensinar-me coisas construtivas, que o façam.

Na sequência deste comentário fiz um aditamento:

Em conversa sobre este texto com o meu amigo Taborda S, e perante a minha pergunta sobre o que impede os detentores de cargos de responsabilidade de verem as soluções dos problemas em tempo útil e de só acordarem para elas quando cessam funções, respondeu-me que não se trata de não verem mas do receio de hostilizarem o «patrão» a quem dedicam obediência, conivência, cumplicidade e gratidão pelo lugar que ocupam, sentindo-se na obrigação de não ir de encontro aos seus desejos e propósitos, agindo com acentuada cobardia, como «yess men», mas que, ao sentirem-se livres desses receios, apressam-se a soltar aquilo que recalcaram durante as funções.

Porém, se isto não evidencia dignidade e honestidade moral, é pior o caso de, à última hora, decidirem muita coisa para as quais não tiveram coragem durante as funções, com falta de lealdade para com o substituto que irá ficar com a batata quente nas mãos. Pretendem dar razão ao ditado «atrás de mim virá quem bom de mim fará».

Ao dizerem ao chefe o que ele quer ouvir e não as realidades palpáveis a exigirem decisões corajosas e inovadoras, evidenciam falta de honra e idoneidade, cobardia, subserviência, e conivência com a má gestão dos interesses nacionais.

A opinião dos velhos, descontando eventual saudosismo e apego ao passado, representa isenção, sensatez e fruto da experiência, evitando erros grosseiros. Mas atenção, para este efeito, não se considere velho como sinónimo de idoso, sénior ou caquético. Em todas as idades há tontos e imbecis.

Publicado por A. João Soares