"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

16/09/2009

"FINANCIAL TIMES" classifica Teixeira dos Santos...


"Financial Times" classifica Teixeira dos Santos como, pior ministro das Finanças da UE‏
E nós convencidos que tínhamos um "craque".


NÃO SE ESQUEÇAM...VOTEM NESTA MALANDRAGEM

Se souberem de algum jornal que faça classificações de primeiros ministros aldrabões, ...avisem

O ministro português Fernando Teixeira dos Santos, é considerado pelo jornal britânico "Financial Times" (FT) como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da União Europeia (UE) analisados. O fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu justificam a escolha.

A classificação do FT, que tem em conta indicadores económicos e a opinião de um painel de economistas, atribuiu a pior "performance" política ao ministro português (19 pontos). É este o principal factor a justificar a má nota.

Teixeira dos Santos está também entre os governantes europeus com pior desempenho a nível macroeconómico. Pior no "ranking" do FT estão apenas os ministros das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, e de Espanha, Pedro Solbes.

A melhor classificação atribuída ao ministro português é na estabilidade (11 pontos), o que perfaz uma classificação média de 16,4 pontos. A mais alta entre todos os países da UE e, por conseguinte, a pior nota.

O "ranking" deste ano do FT é liderado pelo ministro da Finanças da Finlândia, Jyrki Katainen, com uma classificação média de 3,8 pontos. A estibilidade do sistema financeiro e o equilíbrio orçamental são os pontos fortes do governante finlandês.
Ministro País Economia Política Estabilidade Classificação média

Jyrki Katainen Finlândia 4 4 3 3,8

Peer Steinbruck Alemanha 2 11 2 4,7

Jean-Claude Juncker Luxemburgo 7 9 1 6,4

Anders Borg Suécia 9 3 6 6,6

Wouter Bos Holanda 11 4 4 7,5

Jan Pociatek Eslováquia 1 16 16 8,5

Christine Lagarde França 15 2 5 9,1

Lars Rasmussen Dinamarca 10 10 7 9,4

George Alogoskoufis Grécia 3 18 15 9,9

Wilhelm Molterer Aústria 6 17 10 10,1

Jacek Rostowski Polónia 5 15 18 10,6

Didier Reynders Bélgica 11 12 8 10,7

Miroslav Kalousek República Checa 7 13 17 10,8
Alistair Darling Reino Unido 19 1 9 11,6

Giulio Tremonti Itália 14 7 13 11,7

Janos Veres Hungria 11 8 19 11,7

Pedro Solbes Espanha 16 6 12 12,2

Brian Lenihan Irlanda 18 13 14 15,7

Teixeira dos Santos Portugal 17 19 11 16,4
Fonte: OCDE, Markit, Comissão Europeia e painel Financial Times
Nota: 1 = melhor classificação

As contas de Sócrates...

http://www.youtube.com/watch?v=aZ3snnk4VSo

Debate em S. Bento - Sócrates contra Sócrates

http://www.youtube.com/watch?v=_vuZlAsR8VY

15/09/2009

E eu não digo? São todos iguais... Há que fazer Limpeza!!!



E os comentadores e analistas políticos!

A atitude dos comentadores políticos, comentadores políticos encartados, profissionais de serviço e ao serviço, sempre os mesmos e que circulam e saltitam dos jornais para as televisões, depois para as rádios, debitando pareceres ao serviço da manipulação, pede reservas.
São comentadores que avaliam debates, classificam políticos, muito independentes, subtis na orientação dos votos dos eleitores.

São Magnos e Delegados, Sousas e Tavares, são comentadores que reduzem e bipolarizam a campanha. Comentadores que reforçam a mentira como se no terreno só dois partidos estivessem, passando a ideia que só contam os presidentes dos dois maiores, desvalorizando o peso eleitoral dos mais pequenos, sabendo que os pequenos podem ser determinantes na correlação de forças que na Assembleia vai determinar políticas futuras.

São comentadores muito atentos às sondagens que se vendem e se compram em épocas eleitorais para influenciar e orientar votos, sondagens desacreditadas, como se viu nas últimas eleições para o Parlamento Europeu.
São comentadores que fazem apelo à discussão de assuntos, mas na mira de serem eles os únicos com palavra nas discussões, afunilando os assuntos ao seu gosto e tendências.

São comentadores atentos na denúncia das corporações que resistem às políticas dos governos, de professores, magistrados, enfermeiros, sindicalistas e outros. Comentadores que não conhecem, não vêem as corporações onde estão metidos, pois o mundo da informação é uma coitada de uns poucos que impedem colegas de fazer carreira, onde há trabalho vendido à peça, jornalistas submetidos aos interesses e tendências das redacções.

São comentadores que exigem discussão dos assuntos políticos, discussão feita por eles mesmos em roda fechada, citando-se e revendo-se nos seus comentários, e que quando políticos discutem entre políticos logo aparecem a comentar quem ganha e quem perde, como se de um jogo de boxe se tratasse, e assim reduzem a discussão ao tom de voz, ao olhar de soslaio, ao fato que se veste, a coisas de reduzido ou nulo interesse, intencionalmente esquecendo os conteúdos das afirmações, a convicção do discurso, a clareza das palavras, a coerência das intervenções.

Comentadores que se prendem com as banalidades, desvalorizando o substancial.
Neste momento da vida nacional e neste momento da vida mundial considero de estrema importância trazer à discussão os valores que regem as sociedades.

O excesso de liberalismo económico, de economia de mercado, o endeusamento do mercado, da competitividade, da flexibilidade no trabalho arrastou o mundo para as situações de crise que vivemos.
A crise veio da ganância sem medida, do lucro acumulado num pequeno punhado de senhores insaciáveis de dinheiro.

Não faltam produtos no mercado. O que falta é dinheiro nos bolsos dos compradores. A riqueza está mal distribuída, mas os governos, mesmo os eleitos por votos e se dizem democráticos, refugiam-se em tiques de prepotência, de arrogância, esquecendo os seus eleitores que foram no engodo das promessas.

Não faltam produtos nos mercados, mas os governos, na tentativa de sanar a crise, continuam a dar apoios aos grandes, esquecendo que a origem da crise está no poder de compra das famílias. O poder de compra é destruído pelas fábricas que fecham, pela contenção salarial, pelo trabalho precário e à peça.

Dizem-nos que a indústria automóvel está em crise, mas não é na produção. Os carros produzidos deixaram de ter comprador.

Assunto que devia merecer mais atenção nas campanhas eleitorais é o do liberalismo económico, para onde nos leva este liberalismo sem regras. Esta globalização dos mercados sem globalização de direitos.

O ritmo de trabalho e direitos ao nível da China, a colonização mundial dos direitos vinda da China, feita sem exércitos invasores, geraram a crise.

É preciso avaliar a competência dos comentadores de serviço.

Manuel Miranda - Coimbra


ATÉ QUANDO TEMOS QUE ATURAR ISTO????



A justiça vai óptima e o caso TVI nunca existiu
Por João Miguel Tavares

Um marciano que tivesse aterrado em Portugal para assistir à maratona de debates sobre as legislativas teria chegado à conclusão de que o país está uma lástima, excepto em duas áreas: a justiça e a liberdade de expressão, onde tudo corre tão bem que em dez debates e quase oito horas de conversa não houve quem se atrevesse a discutir o assunto durante mais de 30 segundos. Muita economia. Muitas obras públicas. Muita segurança social. Muita educação. Muita crise.

Mas justiça e liberdade de expressão? Nicles. Mesmo no alegado frente-a-frente do ano cumpriu-se escrupulosamente essa espécie de Bloco Central do silêncio, que consiste basicamente nisto: tu não mostras a sujidade que está debaixo do meu tapete e eu não mostro a sujidade que está debaixo do teu.

O sempre tão lesto, incisivo e mortífero José Sócrates não se atreveu - mais uma vez - sequer a tocar no nome de António Preto no debate com Manuela Ferreira Leite. O caso BPN - provavelmente o maior escândalo da legislatura - não foi referido uma única vez. E Ferreira Leite, por seu lado, nunca falou do Freeport ou de qualquer outro tema que tenha cozido Sócrates em lume brando nos últimos anos.

Mesmo à famosa asfixia democrática não sobrou fôlego para se fazer ouvir durante o debate. O caso Manuela Moura Guedes foi há dez dias mas parece que já foi há dez anos. Como explicar isto? Há uma maneira bonita, que é dizer que estes senhores se respeitam muito, não se intrometem em investigações, não levantam suspeitas difíceis de provar, cultivam a elevação nos debates. E há uma maneira feia, que é achar que há um núcleo de silêncio em redor de temas fundamentais, onde convém deixar o povo à porta.

Mas, de facto, quando eu tenho o caso Freeport e tu tens o caso BPN, quando eu tenho o caso Manuela e tu tens o caso Marcelo, quando eu tenho o caso Fátima e tu tens o caso Isaltino, torna-se complicado andar a atirar certo tipo de pedras para o telhado do vizinho.

E por isso, os dois pilares do regime democrático que mais têm sido postos em causa durante o consolado de Sócrates - os poderes judicial e mediático - têm-se mantido de fora do debate, exceptuando dois ou três esgares de indignação para inglês ver.

Eu não duvido que o país ande muito endividado, que o emprego esteja alto, que a crise seja dura e que o TGV mereça uma discussão séria. Mas quando vemos uma justiça completamente desacreditada e uma comunicação social cada vez mais amordaçada, não faz qualquer sentido que questões tão estruturantes quanto estas nem sequer entrem na agenda eleitoral.

Deixar tais temas de fora da campanha e debater apenas a economia é como ter um automóvel com o motor gripado e andar a discutir a mudança dos pneus.

Eis um comentário de um Amigo:

"O artigo que vos envio acerta nos vinte!
É claro que enquanto esta geração de “ políticos” não sair das cadeiras do poder, Portugal não recupera em credibilidade e deixa de ser uma República das Bananas!
Como é possível votar em gentinha completamente desacreditada e cheia de telhados de vidro?!
E como eles defendem os seus tachos, continuando a impedir que Associações Cívicas possam competir com os partidos, essas organizações podres que vão levando o pobre País á sua destruição!"
José Morais Silva

O mais jovem cirurgião do mundo


Recebido por e-mail do amigo Chartier a quem agradeço.
Transcrição do blogue Saúde e Alimentação

10/09/2009

SÃO TODOS IGUAIS... UMA VERGONHA!

E agora ainda se queixam dos elogios da Manuela Ferreira Leite... Na realidade são todos iguais!

PARA FICAR NA MEMÓRIA! Homenagem aos militares caídos no cumprimento do dever!


Inauguração do Monumento aos Mortos do Ultramar, em Faro
(e a poesia de José Caniné…)

Em 7 de Setembro, dia da cidade de Faro, foi inaugurado o Monumento aos Combatentes Mortos na Guerra do Ultramar, com a presença do General Chito Rodrigues, Presidente da Liga dos Combatentes, que proferiu um exaltante discurso, salientando ainda que já existem por esse Portugal fora, cerca de 120 monumentos idênticos.
A cerimónia, com militares dos três Ramos das Forças Armadas e a participação de efectivos da GNR e PSP, decorreu no Largo de São Francisco, nas proximidades do antigo Quartel do Regimento de Infantaria N.º 4. Teve a presença do Presidente da Câmara e autoridades locais e terminou com o brilhante lançamento de quatro pára-quedistas, após a passagem de dois aviões da FAP.
A pedido de vários combatentes algarvios, o Coronel José Caniné declamou uma quadra alusiva ao acto:

Tocam mil clarins nos Céus
Quando lá chega um Soldado,
E prós louvar vejo Deus
A seus pés, ajoelhado!
(In “À Moda da Vida” – 1998, p. 30)

Destaco mais duas quadras deste livro:

O meu Povo marinheiro Minha Pátria tricolor,
Que ao mar o Mundo arrancou, De branco, negro e mestiço,
Deu Pátrias ao Mundo inteiro, Desfez-se em Pátrias de dor…
Quase sem Pátria ficou! Quem vai responder por isso?

Da 2.ª obra deste autor (“Inquietando”/2005) saliento:

Paz a Deus também eu peço, Sobre o 25 de Novembro de 1975
De mim guerras ninguém ´spere;
Mas a paz a qualquer preço De boca cheia d Abril
Só um cobarde é que a quer. Andam sempre os mesmos mil
Erguendo alto a sua voz;
A morte consegue impor Mas aos mais jovens eu lembro,
De tal forma o poder seu, Que se não fosse o Novembro,
Que até sabe dar valor Ai do Abril… e ai de nós!
A quem a vida não deu.

Manuel Bernardo/10-9-2009

09/09/2009

AS GRANDES E SECRETAS FÉRIAS....SOCRÁTICAS


2009/9/9

O pm a dar o exemplo. Em tempo de crise há que apertar o cinto (?)!

Estilo José S.

O jornal 24 Horas de hoje publicou uma reportagem sobre "As férias secretas de Sócrates" .

A reportagem é deliciosa por vários motivos. Aponta os gostos requintados de novo-rico que procura um resort de luxo, no estrangeiro, para passar duas semanas de férias com os próximos.

Este aparente novo-rico é primeiro-ministro de Portugal e já foi notícia, anteriormente, por ser uma das figuras de proa e montra de uma loja de apparel americana, o Bijan em Rodeo Drive, de Los Angeles, onde um fato por medida fica por uma conta calada em que não é suficiente de todo um ordenado anual de PM português ( ou de outro lado qualquer).
Ainda este mesmo ano passou uns dias de férias no Sheraton-Pine Cliffs no Algarve, onde quatro dias de estadia ficam por cerca de dois mil euros.

Agora, o 24 Horas, deleita-se nos pormenores do menu preferido de José S. - caldeirada de lagosta a 100 euros o prato. Alvitra o redactor da reportagem que a diária no resort de Menorca fica por cerca de 1000 euros e no total, sem descontos, José S. gastou uma conta calada de mais de 14 mil euros.
Três salários mensais para umas férias de duas semanas!
Nome na montra do "Bijan", com a indicação de que é o "prime minister of Portugal", conforme foi amplamente comentado e nunca desmentido pelo visado, apesar de noticiado pelo jornal i.

Em férias, este ano, já gastou por conta, mais do que ganha por ano um empregado de classe média.
E isso para um indivíduo que declarou ganhar cerca de 5 mil euros por mês -e mais nada!


Daqui a dias vai encher os écrans com proclamações contra a direita e a favor da esquerda solidária e dos pobres.

Por mim apetece-me perguntar, porque este indivíduo é primeiro-ministro do meu país, se isto não interessa nada a ninguém



SERÁ QUE ESTÁ A VOLTAR A CENSURA AINDA QUE COM OUTRAS ROUPAGENS?

A propósito deste relato que se trancreve lembram-se as actuais atitudes de tentar calar as "bocas da oposição" por qualquer preço! São outros métodos mas com os mesmos resultados. O título do livro de Mário Soares "PORTUGAL AMORDAÇADO" está muito actual pois ainda que com outras roupagens está a ser reintroduzida a CENSURA em Portugal. Com isso quem perde é a DEMOCRACIA! Há que LIMPAR PORTUGAL deste "tique" que só nos envergonha!!!

Eis pois o relato que referi a propósito da data do 28 de Setembro, passada há 35 anos:

" 28 de SETEMBRO - 74 - UM RELATO

Encontrei há dias um conjunto de jornais velhos, muitos deles do dia 30 de Setembro de 1974.
Trata-se do "Diário de Lisboa", República", “O Século" e "Diário de Notícias" alem de "O Avante," claro!
Noto que, salvo o caso do Diário de Notícias, não foi autorizada a publicação de jornais no Domingo, 29 de Setembro.

Os cartazes abaixo reproduzidos, foram agora obtidos no espaço da Internet e foram obra de um colega: Francisco Hipólito Raposo - Quito (tal como ele assinou no próprio cartaz).

Não vou fazer a história do 28 de Setembro mas gostaria de recordar alguns pontos em que estive envolvido:

1) - O cartaz foi composto numa das empresas do então Grupo Eminco - C Santos (Publifirma Lda.) por encomenda da Organização da Manifestação.

2) - Segundo consta (Diário de Lisboa) o cartaz, foi enviado aos diversos jornais de Lisboa para publicação (dois dias seguidos), mas estes terão recusado sua publicação.

3) - Uma vez que os jornais não terão aderido à solicitação, um numeroso grupo de indivíduos que se deslocou em diversos automóveis, colou imensos exemplares do cartaz nas ruas de Lisboa (madrugada de 19 de Setembro).

4) - Acresce que a referida empresa C Santos promoveu no dia 20 (Quinta Feira) uma corrida de toiros (nocturna) no Campo Pequeno para lançamento de um novo modelo do automóvel Audi. Para essa corrida foram convidados diversos quadros da Empresa, tendo-me também cabido uns bilhetes.
No intervalo da corrida de toiros, foi calorosamente aplaudido o Presidente da República - Gen. Spínola e vaiada a figura do Primeiro Ministro - Brig. Vasco Gonçalves.
Ainda no decorrer da corrida, houve protestos contra o MFA e o contra o processo de descolonização em curso.
Face a estes comportamentos que não esperava encontrar, decidi não sair da praça logo após o final da corrida, porque me assaltou o ocorrido no Capitólio, quando foi apresentado o célebre filme italiano "Dove la Libertá".
Apreciei a lide do "sobrero" feita por uns espontâneos (colegas de trabalho) do grupo do Quito Hipólito.
Havia calma quando saí, mas cheirava-me a qualquer coisa.

5) - No dia seguinte, encontrei as barreiras populares na Calçada de Carriche, apoiadas por militares de "Engenharia Um" onde reconheci o colega de trabalho, o então recruta, Diniz P. Vieira.

6) - Certamente que por tudo isto, logo no dia 29 foi preso o Dr. Bernardo Mendes de Almeida - Conde de Caria, um dos Administradores da Eminco - C Santos. Alem de uma extensa lista de nomes, foi também preso o toureiro J. João Zoio.

7) - É claro que nos dias seguintes foi a Empresa invadida por imensas comissões de Bairro, Intersindical, da Banca e até do Copcon, pretendendo mais detalhes de tudo isto e da possível envolvência da empresa (e Administradores) na organização da manifestação.

8) - Acabei por receber (aturar) várias delegações, embora as minhas funções na Empresa nada tivessem a ver com estes factos.
Claro que mostrei a factura respeitante à encomenda recebida bem como o recibo correspondente, já cobrado.
Informei ainda que o cheque tinha sido remetido à Banca como era natural. Tudo em ordem portanto!

9) - Nestas circunstâncias, por ter dado a cara em nome da Empresa, fui olhado de lado por muitos colegas, até por quem na área administrativa se situava mais perto e íntimo da Administração. Nestas coisas há sempre heróis que põem a rabinho de fora !

10) - Um grupo de "camaradas" chegou a dizer-me que iriam investigar por que razão eu defendia a Administração. Claro que lhes respondi que não seria pelo facto de ter ligações especiais com alguém dessa família.
Por outro lado, também não era pelo facto de algum Administrador conhecer a minha mulher. Não, por aí, não era!

11) - Depois disto e até ao 11 de Março, houve muita agitação. Seguiu-se logo o "Domingo - Dia de Luta", pela produtividade.
Por decreto governamental, todo o País foi trabalhar nesse Domingo para se comemorar a vitória da democracia, etc.

12) - Constou que em Cascais estava afixado um Comunicado do Copcon informando que o Administrador Dr. Fernando Pizarro, também teria sido preso. Da Empresa foi porém preso o próprio "Quito" Hipólito com quem, logo que solto, tive a oportunidade de confraternizar.

Uma história mais detalhada sobre estes e outros acontecimentos políticos, pode ser encontrada em Universidade
de Coimbra - Centro de Documentação, ou seja no "site" :

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage
"