"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

09/11/2009

Portugal um país que tresanda!!!!


Um país que tresanda
Há uns anos, na cadeia de Paços de Ferreira, dizia-me o "capo" da máfia calabresa Emílio di Giovinni, condenado em Portugal a 16 anos de prisão e extraditado depois para Itália, onde apareceu morto na cela: "Portugal é um paraíso!". Referia-se, não à doçura do clima, mas à das leis penais e processuais penais que, manietando os tribunais, fazem hoje de Portugal, do mesmo modo que alguns países são destinos de turismo sexual, destino privilegiado de turismo criminal.
Ora porque não haveriam os criminosos e corruptos nacionais de usufruir também de tão aprazível e condescendente clima penal? O que se vai sabendo da recente operação "Face Oculta" dá uma ideia da quantidade de gente fina (empresários, políticos, gestores públicos…) que tem enriquecido à sombra da estranha (?) inacção de governos e AR no combate à corrupção. Todos os dias se conhecem novos braços do polvo: REN, REFER, CP, EDP, GALP, Estradas de Portugal, Carris, CTT, IDD, EMEF, Portos de Setúbal, Estaleiros de Viana, Lisnave, Portucel, autarquias… O país tresanda de alto a baixo; o problema é que uma barrela não interessa a ninguém.

07/11/2009

AS 20 REGRAS PARA BEM VIVER!

TESE DE GUERDERF

Este pensador russo que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver dizia: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal”.

Assim, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, de Paris. Segundo os “experts” quem siga 10 destas regras, já começou a aprender a viver com qualidade interior.

Eis as 20 regras:

1. Faça pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho. Repita isso ao longo do dia e pense em si, analisando as suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou alguém. Querer agradar a todos é desgastante.
3. Planeie o seu dia, mas deixe sempre um espaço para o improviso, consciente que nem tudo depende de si.
4. Concentre-se em apenas numa tarefa de cada vez, caso contrário cansa-se desnecessariamente.
5. Esqueça-se, de uma vez por todas, que é imprescindível, por mais que isso lhe desagrade.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.
7. Peça ajuda sempre que necessário, mas escolha as pessoas certas para o efeito.
8. Diferencie os problemas reais dos imaginários. Elimine estes últimos porque são pura perda de tempo e ocupam espaço para coisas mais importantes.
9. Tire prazer de factos quotidianos como dormir, correr e tomar banho, sem achar, no entanto, que isso é o máximo a desejar-se na vida.
10. Não se envolva na ansiedade e tensão alheias de forma compulsiva. Faça uma pausa para depois tomar o diálogo ou a acção que se impõe.
11. Família não é você. Está junto de si, compõe o seu mundo mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso e o travão do movimento e da busca que pretenda incutir nas suas acções.
13. É sempre preciso ter alguém em que se possa confiar abertamente num raio de 100 Kms. Não adianta se estiver mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de se retirar do palco, de deixar de ser o centro das atenções. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falam mal de si e nem se atormente com esse lixo mental, escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem convencimentos e vaidades vãs.
16. Competir na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe a firmeza, o que é muito diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com vantagem 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais do que o sono. Logo, não perca a oportunidade de se divertir.
19. Nunca abandone estas 3 grandes e inabaláveis amigas:
- A Intuição;
- A Inocência;
- A Fé.
20. Você é o que se fizer SER!

AINDA O COLÉGIO MILITAR


O COLÉGIO MILITAR e as ténias da Nação

Hoje estou de mau humor e vou escrever sobre Portugal e o CM.

Como nos dói tudo isto que está acontecer em Portugal, no qual o ultimo caso mediático que envolve o nosso Colégio Militar é bem paradigmático, dói por nós, mas mais ainda por Portugal. Justamente aspirávamos, pela ordem natural, suceder à geração dos nossos país, como estes tinham sucedido aos seus.

Antecediam-nos duas gerações de homens honrados e esforçados, temperados pelo sacrifício e pela sobriedade, tinham recuperado Portugal à vertigem do início de século. Tinham-no feito na dimensão própria das suas vidas, dos humildes camponeses, às elites militares e intelectuais. Homens que viveram no cumprimento de uma missão, que realizaram com sucesso, mesmo com guerras mundiais e outras movidas por interesses estrangeiros contra a nação portuguesa. A tudo sobreviveram, e o sucesso deles foi a nossa tragédia.

O Portugal que realizaram até ao início dos anos 70, era muito mais do que uma simples nação, foi um império de homens, de geografias, de vontades e de afectos. Pouco disto sobreviveu ao assalto do bando de ténias apátridas, de uma suposta “boom generation”– uma gente que nos odeia e envergonha, que intermedeia a geração dos nossos progenitores e a nossa, que se alimentou da complacência e generosidade dos portugueses, mas cultivada pelo internacionalismo socialista e capitalista, mesmo o terrorista e criminoso, tudo lhes serve para hostilizar Portugal. Gente que não tinha moral para ser paquete de hotel, a quem se confia a bagagem, decide tomar conta do país suportada na solidariedade internacional dos seus contemporâneos.

Destruíram o império, assaltaram a nação, levaram o ouro, mas também as terras aráveis e as florestas, desonraram os anciãos renegando o seu exemplo, mas também os mais novos, sequestrando-lhes o futuro. Construíram o ideal do bárbaro, arrasaram o país de que não gostavam, e construíram, em cima, um enorme sarcófago de cimento. Hoje, na paisagem, apenas se vêm “crianças” brincando com um espólio de sucata tecnológica, resultado desta tragédia, chamada “desenvolvimento”.

A destruição foi demasiada para ter herdeiros, e a autofagia dos criminosos é já um espectáculo diário. O mais que vamos poder deixar aos nossos filhos é a missão que nos faltou – reconstruir Portugal.

Para isto o COLÉGIO MILITAR é necessário.

Recebido de um amigo que muito prezo e de que igualmente perfilho algumas das suas ideias em relação aos (des)governantes que temos tido. Destruiram algo de que poderíamos discordar mas que era uma obra e nada construiram para sua substituição. O que actualmente subsiste são RUINAS e nada mais!!!

Jardins em campos de arroz!














Arte nas plantações de arroz do Japão

Olhando para a foto acima ninguém consegue imaginar que se trata de uma imensa obra de arte ao ar livre.
Com a chegada do verão algumas plantações de arroz no Japão ganham um colorido todo especial. A comunidade de agricultores de Inakadate, na província de Aomori é uma das mais conhecidas por produzir os trabalhos mais impressionantes desta combinação de arte e agricultura.
Esse resultado é conseguido plantando mudas de folhas de cores diferentes que, vistas a partir de uma determinada altura, transformam- se em lindos quadros nas plantações de arroz.

Veja as fotos da safra 2009 em Inakadate.

03/11/2009

Palavras do actual Secretário de Estado da Defesa Nacional


Os Militares e a Democracia

Completo este mês 38 anos. Pertenço às primeiras gerações que, de forma generalizada, não prestaram serviço militar. Já apurado na inspecção e com incorporação marcada na Base Aérea da Ota para meados de Junho de 94, recebi um postal que me mandava ficar na reserva. A mesma notificação foi recebida por todos os que naquela data se deveriam apresentar.
Anos mais tarde, tive o privilégio de fazer o curso de Auditor, no Instituto de Defesa Nacional, o que me permitiu conhecer com mais profundidade as questões militares e compreender melhor a importância das Forças Armadas.
Quando, em 1999, por razões profissionais, conheci de perto muitos militares, tive a oportunidade de confirmar que a grande maioria deles exerce as suas funções de acordo com princípios de honradez, patriotismo, lealdade e profissionalismo.
Os que, como eu, estão à beira dos 40 anos vivem num país integrado no espaço europeu, onde apenas conheceram a paz. Somos uns privilegiados face às gerações que nos antecederam. Só de forma indirecta convivemos com a guerra, por via de pais, tios ou avós que combateram em África.
Não é este o momento para discutir aqui as vantagens e inconvenientes da existência do Serviço Militar Obrigatório. Preocupa-me, no entanto, o afastamento progressivo e o desconhecimento da generalidade das novas gerações face à realidade militar.
As missões internacionais, que as Forças Armadas Portuguesas têm desempenhado com elevado brio, demonstram a importância da instituição militar na Defesa Nacional e na afirmação do país, pois permitem que Portugal participe activamente nos cenários geoestratégicos em que está inserido.
Mas, antes disso, não podemos esquecer que os portugueses devem aos militares a Revolução do 25 de Abril. Sem derramamento de sangue, os "capitães" derrubaram a ditadura e, em pouco tempo, devolveram o poder aos civis, voltando aos quartéis com a única recompensa de terem a consciência tranquila por haverem cumprido o seu dever para com Portugal.
Os militares fizeram a revolução fundadora do regime, mas não quiseram receber qualquer privilégio institucional ou corporativo. Muitos deles até foram pessoalmente prejudicados.
Pelo que fizeram, pelo que são e representam, são credores do respeito e reconhecimento do país e do poder político civil, que o representa. Acresce que a carreira militar é permanentemente sujeita a formação e avaliação e obedece a regras exigentes, onde a progressão depende do mérito, competência e experiência.
A democracia tem, por isso, que ser capaz de atribuir aos militares um estatuto profissional que esteja à altura da sua dignidade e do seu papel, que não é inferior ao de outros corpos do Estado.
A urgência desta atribuição e deste reconhecimento é grande. O Portugal democrático deve aos seus militares uma justiça que é também uma reparação por esquecimentos inaceitáveis.

Marcos Perestrello
Jornal Expresso, 10 de Agosto de 2009

SAUDADES DE ANGOLA

02/11/2009

Democracia - Viçoso

Democracia, Poema de Viky


Poema de Viky, o «Poeta de Fornos de Algodres»

DEMOCRACIA
TRINTA E TAL ANOS DEPOIS
( ... Aqui só para nós os dois ...)~ Acróstico ~

Democracia tem D
Como tem Desilusão,
Desgoverno, Desemprego,
Desgraça, Desunião...

Está também em Decadência,
Desespero, Dependência,
Desordem, Desobediência,
Em Desconchavo e Demência,
Em denúncia e Displicência.

Em Dislate, Deplorável,
Desvario, Descartável,
Despautério, Desavença,
Desgaste, Desconfortável,
Desconfiança e Descrença.

Continua em Delinquência,
Como em Desinteligência,
Discórdia, Depravação,
Desgosto, Devastação,
Desagravo, Divergência,
Derrocada, Desistência,
Desmando e Deformação.

Também tem D Deputado,
Demagogo, Desleixado,
Disforme, Deteriorado,
Desbragado, Discutível,
Detestado e Desprezível.

Como tem D a Deriva,
Despudor, Desnorteada,
Desastrada, Destrutiva,
Desonesta, Desonrada,
Dolosa e Destrambelhada.

Está ainda em Devassidão,
Delirante, Destemperada,
Desbocada e Desvairada,
Porque está em Demissão,
Desvergonha e Desatino,
Mesmo em Decomposição.

Também tem D Ditadura,
Ironias do Destino...

Depois de tanto D vem
E de esgoto, esquerdismo
M de máfia, maralha,
O de obsceno, oportunismo
C de corrupto, canalha
R de rasca, rufia
A de alarve, ateísmo
C de cus da Casa Pia
I de infâmia e inflação
A de aborto, aberração!

Se a rima não está correcta
Perdoai-me, por quem sois.
Mas eu não sou o poeta
Do «trinta anos depois»,
Que até já são trina e dois.

O que quero é afirmar
Que jamais me irei negar,
-Sem nunca tergiversar
-De chamar pelo nome os bois.

Viçoco Caetano, «O Poeta de Fornos de Algodres»

NOTA : Cedido pelo autor, a quem, entre outros méritos, reconheço o da riqueza de vocabulário.
Postado por A. João Soares em 22-01-2007 aqui

Abelhas e extinção da Natureza

Actualmente começa a falar-se do perigo das alterações climáticas, como consequência, em grande parte, da poluição ambientar, na terra, no mar e no ar. Mas não se tem ouvido falar neste sintoma de que a extinção da vida na Terra poderá estar para breve, devido ao desaparecimento de um factor insubstituível da procriação em cadeia. transcreve-se este artigo de muita actualidade.

A misteriosa doença das abelhas

A extinção da Natureza pode ocorrer já em 2035

Estes insectos estão a desaparecer e, sem eles,pouco tempo de vida restará à Humanidade. O problema chama-se CCD e a genética tenta enfrentá-lo.


Na província de Sechuan, Sul da China, as abelhas desapareceram nos anos 80, devido ao uso descontrolado de pesticidas. Para sobreviver, os agricultores têm de polinizar manualmente as pereiras,a três milhões de flores polinizadas diariamente por uma colmeia transformaram-se num trabalho lento e árduo, de mão-de-obra intensiva.


O que aconteceu na China pode ser o prenúncio do que irá suceder no resto do mundo. O problema é que não existem seres humanos suficientes para fazer o trabalho das abelhas e, assim, evitar o desaparecimento de parte substancial da nossa cadeia alimentar. As abelhas estão a morrer e, desde 2006, a um ritmo muito mais elevado devido a uma doença chamada colony colapse disorder (CCD). Nos Estados Unidos, um terço das colmeias foram destruídas - 800 mil em 2007 e um milhão em 2008. Europa, Ásia, América Central e do Sul registam perdas idênticas.

O assunto inspirou dois livros editados em Junho, na Inglaterra e Estados Unidos: A World Wthout Bees de Alison Benjamin e Brian McCallum e Spring Wthout Bees: How Colony Colapse Disorder Has Endangered Our Food Supply, de Michael Shacker.

Desde que a CCD foi descoberta na Florida pelo apicultor David Hackenberg, pouco se concluiu sobre o que causa a doença, apenas que as abelhas saem da colmeia e não regressam, deixando a rainha, os ovos e as larvas á fome.

Vírus mutantes, infecções por fungos produtores de toxinas, pesticidas, stresse nutricional, stresse migratório(longas horas de transporte a que estão sujeitas as abelhas usadas comercialmente para polinizar culturas), tudo isto pode fragilizar o seu sistema imunitário, deixando-as mais vulneráveis ás doenças - a CCD seria o equivalente da sida nas abelhas.

Mesmo sem esta nova praga, o ritmo de declínio das populações apícolas já era preocupante. "Se o numero de abelhas continuar a diminuir aos níveis documentados de 1989 a 1996, as abelhas domésticas deixarão de existir em 2035", dizia May Berenbaum, investigadora da Universidade de Illinois, citada pelo livro A World Without Bees, muito antes de a praga ter sido descoberta.

Alguns cientistas procuram resolver o problema através da manipulação genética. Mas será que uma superabelha resistente aos virus, que combine a agressividade da abelha africana com a docilidade da abelha ocidental, capaz de resistir á doença sem deixar de ser domesticável, conseguirá evitar o desaparecimento das abelhas e, consequentemente, do ser humano?

António Rodrigues in revista Sábado

O fim do mundo segundo Einstein:

"Se as abelhas desaparecerem da superficie da terra, então o homem só terá quatro anos de vida"

ANO 1 . Desaparece o mel, depois a fruta (com excepção das bananas e dos ananases) e a maior parte dos vegetais.

ANO 2 . Sem flores polinizadas, há menos sementes, folhas, flores e frutos para passaros e prquenos mamíferos.

ANO 3 . Omnívoros e carnivoros não têm alimento e morrem.


ANO 4 . Desaparece o que resta da humanidade depois das drises alimentares....

em 24.03.2009o no bloh Gueisha

01/11/2009

Rui Rio político sério

Quando aqui são referidos casos como operação Face Oculta, Apito Dourado, BPN, Freeport, Aterro Sanitário da Cova da Beira, Vale da Rosa, Casa Pia, Facturas Falsas, Furacão, Portucale, etc. que directa ou indirectamente afectam a imagem de honorabilidade de políticos activos ou já afastados e que configuram uma tela negra em desfavor de homens públicos de cariz político, costumo evitar generalizar admitindo expressamente que pode haver «eventuais excepções».

E há excepções, felizmente, pois nem todos caem nas tentações da corrupção e do enriquecimento ilícito ou na simples conivência da troca de favores.

Por outro lado a corrupção, mal que afecta gravemente o país segundo as notícias e as conversas a todos os níveis e sectores, pode ser combatida se os detentores do poder tiverem vontade para isso, como preconizou o engenheiro João Cravinho e agora demonstrou, de forma bem visível, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que não quer ser cúmplice ou conivente de um acto de corrupção que, segundo se diz por aí, não é raro nem excepcional.

O caso de corrupção de um técnico da Câmara, agora abortado pelo presidente Rui Rio, pode ser visto com mais pormenor no Jornal de Notícias e no Público, fazendo clique nestes links.

Sendo a corrupção difícil de detectar directamente, torna-se necessário, para ser combatida e dissuadir ou evitar os potenciais praticantes, que cada caso conhecido seja comunicado de qualquer forma às autoridades policiais ou judiciais. Torna-se dever de cada um participar na cura dessa chaga que prejudica os interesses nacionais, os dinheiros dos contribuintes e o bom funcionamento dos serviços públicos. Um empreiteiro que paga luvas vai buscar o dinheiro ao seu cliente que paga por um serviço perfeito e recebe uma obra de menor qualidade.

Rui Rio dá um exemplo de muito mérito que deve ser seguido por todos os responsáveis pela gestão pública. Continue com essa ética e nunca esmoreça.

A cidade do Porto está de parabéns pela acção do seu presidente.