Será música POP?
27/11/2009
Já montou a sua árvore? Trouxe esta para você!
-----------------------------------------O
----------------------------------------Paz
---------------------------------------União
-------------------------------------Alegrias
-----------------------------------Esperanças
--------------------------------Amor★Sucesso
-------------------------------Realizações★Luz
-----------------------------Respeito★Harmonia
----------------------------Saúde★.Solidariedade
--------------------------Felicidade ★..Humildade
-------------------------Confraternização ★.Pureza
-----------------------Amizade ★Sabedoria★Perdão
----------------------Igualdade★Liberdade.Boa-sorte
--------------------Sinceridade★Estima★Fraternidade
------------------Equilíbrio★.Dignidade★.Benevolência
----------------Fé★Bondade★Paciência.Gratidão★Força
--------------Tenacidade★Prosperidade★Reconhecimento
-------------(×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨). ×`•.¸.•´× (¨`•...“:)
----------CAMPANHA: VAMOS FAZER ESTA ÁRVORE CIRCULAR
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----------CAMPANHA: VAMOS FAZER ESTA ÁRVORE CIRCULAR
Enviado pela Amiga Celle
25/11/2009
A Criatividade do PS
O arquivamento das escutas entre José Sócrates e o seu amigo Armando Vara, um dos 15 arguidos no caso "Face Oculta", levou Francisco Assis a afirmar, no Porto, que se assistiu "a uma tentativa de decapitação do Governo e do PS". Isto, dito com arrogância igual à da temporada da maioria absoluta, é sinal de dificuldade de adaptação a um período que o bom senso aconselha a ser de diálogo. conversação, negociação, para obter consensos benéficos para Portugal. Os tempos actuais já não são consentâneos com ameaças de «malhar neles».
Mas merece ser realçada a criatividade de alguns moribundos, doentes sem esperança a armarem-se em valentões com rasgos de novas propagandas pretensamente vencedora. Atenção: a arrogância daquele que disse «se não foste tu foi o teu pai» tinha poder para destruir o adversário, não se limitando a decapitar.
O certo é que o autor desse novo tipo de criminalidade política não quer ser plagiador e vai inventando novas expressões para fugir do "homicídio por audiovisual", do "assassinato político", do "assassínio de carácter" e do "homicídio de carácter". Estejamos atentos para ver quando o astuto deputado volta ao início deste dicionário. Ou poderá passar a usar alternativas ao aviso «quem se mete com o PS leva»
E nesta arena em que os partidos se debatem gastando inutilmente em masturbações de oratoíria vã «pour épater le bourgeois» surge agora a reacção do PSD pela boca da sua líder, dizendo que há menos liberdade, menos justiça, menos riqueza, mais desemprego e mais corrupção. É com este diagnóstico de um país sem esperança, "a trajectória de desastre deste Governo é para prosseguir".
Se é verdade que não podemos interpretar à letra o que qualquer político diz em público, as palavras desta líder têm muita verosimilhança, dada a falta de concentração de esforços nos essenciais interesses nacionais, com humildade, sem arrogância e com vontade de obter sucesso para Portugal.
22/11/2009
POLÍTICA A SÉRIO

Os boys de Guterres
O Processo chamado ‘Face Oculta’ tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por ‘deslumbramento’.
Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.
Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio.
Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.
Deslumbraram-se, depois, com a cidade.
Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.
Ora, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.
As suas vidas mudaram por completo.
Para eles, tudo era novo – tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas – só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.
Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
Curiosamente, várias pessoas ligadas a este processo ‘Face Oculta’ (e também ao ‘caso Freeport’) entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.
Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.
Todos eles tiveram um percurso idêntico.
E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses.
Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa,inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.
A questão que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?
A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.
Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.
Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.
Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos.
Alguns eram atrevidos em excesso.
E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.
Quando o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados.
Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.
Montaram uma rede para tomar o Estado.
José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado – a CGD –, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.
Mas, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma ‘OPA’, que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates – e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.
Sucede que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos de palha.
É quase inevitável que assim aconteça.
O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o ‘Face Oculta’, são exemplos disso – e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.
É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários boys de Guterres.
Consegui-lo-á?
Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.
por JAS, no jornal O SOL
21/11/2009
17/11/2009
PORQUÊ OMITIR A VERDADE?

Homenagem aos “Comandos” africanos fuzilados clandestinamente na Guiné
(…) O meu marido era o Alferes graduado “Comando” Demba Cham Seca. (…) Á terceira vez foi novamente detido, no dia 21 de Março de 1975, pelas duas horas da tarde. Quando, à noite, fui levar-lhe comida à esquadra de polícia de Bafatá, disseram que ele já não precisava dos alimentos. Soube, depois, que, nessa noite foi mandado para Babandica, onde foi fuzilado juntamente com outros. Os Tenentes Armando Carolino Barbosa e o Tomás Camará foram dois deles. (…) Na certidão de óbito, conseguida apenas em 2000, consta: “Faleceu de fuzilamento, por ter servido com entusiasmo o Exército Português”.
Regina Mansata Djaló, in “Guerra Paz e Fuzilamento dos Guerreiros (…) /2007, p 358.
(...) Depois das habituais honras militares, foram homenageados os três militares falecidos na Guiné, na zona de Guidage (cerco por muitas centenas de guerrilheiros do PAIGC a esta povoação, durante quase um mês), em Maio de 1973 e cujos corpos foram recuperados pela Liga dos Combatentes, num programa a decorrer nos três teatros de operações para esse efeito; isto é, no caso da Guiné para identificação e concentração no cemitério de Bissau em condições com alguma dignidade. Depois, os que as famílias demonstrarem interesse em serem trasladados para Portugal, julgo que tal poderá ser levado a efeito com o patrocínio de outras entidades.
Foram eles o Furriel Mil.º José C. M. Machado de Valpaços, o 1.º Cabo Gabriel F. Telo, da Calheta/Madeira e o Soldado Manuel M. R. Geraldes, de Vimioso, que depois seguiram aos seus destinos.
E ninguém falou nos “comandos” africanos fuzilados…
De seguida, o Ministro da Defesa, acompanhado pelo Presidente da Liga dos Combatentes e do Presidente da Associação de Comandos, Dr. Lobo do Amaral, procedeu ao descerramento das placas com os nomes de 53 “comandos” africanos (20 oficiais, 29 sargentos e 4 soldados) fuzilados clandestinamente a partir de Março de 1975, “apenas” por terem combatido com honra e brio no Exército Português / teatro de operações da Guiné, vários deles durante quase toda a guerra.
Nos discursos do General Chito Rodrigues, do General CEMGFA Valença Pinto e do Ministro da Defesa esta situação de fuzilamento nunca foi referida. Nem D. Januário Torgal Ferreira, na sua oração por alma dos militares, ou o locutor de serviço o mencionou.
Assim, não podemos ficar admirados pelo facto do Correio da Manhã, na sua edição do dia seguinte tenha noticiado:
“No Monumento aos Combatentes foi ainda descerrada uma placa com o nome de 53 comandos mortos na Guiné.” Nem disseram que eram africanos e guineenses, nem que foram fuzilados pelo PAIGC.
Deste modo a mensagem que passou para o público foi que os 53 militares portugueses foram agora colocados por, do antecedente, lá não estarem por qualquer lapso da organização do Memorial. (…)
(...) Enfim, a Verdade dos acontecimentos, quer já de natureza histórica, como o ocorrido com os referidos fuzilamentos clandestinos dos “Comandos” africanos, quer dos casos de corrupção que alastram por esse País, acabará por vir ao de cima. Demorar mais ou menos tempo depende de uma sociedade civil mais activa, que exerça os seus direitos de cidadania e os accione através dos mecanismos, que tem ao seu dispor numa Democracia e num Estado de Direito.
Cor. Ref. Manuel Amaro Bernardo
16-11-2009
PS: Junta-se a fotografia de Regina Djaló que, em 14-11-2009, aponta para o nome do marido Demba Seca, fuzilado na Guiné e agora constante do Memorial dos Combatentes do Ultramar.
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