"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

08/01/2010

LIMPAR PORTUGAL EM PERMANÊNCIA!

Antes de no blogue Sempre Jovens haver conhecimento do movimento Limpar Portugal, já havia sido tornada pública a intenção de incitar a uma atitude semelhante mas de estrutura mais incipiente, pelo que ao ter-se conhecimento do movimento ele foi aplaudido e foi divulgado com o entusiasmo que nos foi possível.

Felicitamos a nossa co-administradora Fernanda Ferreira, Ná, pela sua entusiástica colaboração em Vila Nova de Cerveira.

Embora as minhas condições físicas não me permitam ir para o terreno executar tarefas úteis, estou em espírito com todos. Aproveito este momento para estimular os mais jovens a prepararem um futuro limpo e seguro para que a sua geração e as vindouras tenham um ambienta mais saudável em todos os aspectos. Desejo que o dia 20 de Março seja o início de uma nova era de respeito pelo ambiente e, principalmente pela floresta e as várias espécies que nelas vivem..

Para que, depois, nunca mais se permita que a floresta seja depósito de lixos e entulhos, é necessário que as pessoas a conheçam, criem amor por ela para poderem defendê-la de qualquer agressão. .

A defesa quanto a lixos é semelhante, paralela e complementar da defesa contra os fogos. Por isso, quero aqui deixar como sugestão que julgo útil para a actuação fácil e interessante no conhecimento e defesa da floresta, os links de algumas das várias cartas que publiquei em jornais acerca da prevenção de fogos florestais. Agora não se trata de fogos mas de limpeza. No entanto está tudo relacionado.

Já por várias vezes sugeri que nas aldeias e cidades do interior, se deviam fomentar actividades desportivas e de lazer nos campos. Poderia algo como piqueniques em que os participantes iriam a pé de vários locais para a área do piquenique. Ciclismo em que vários grupos iriam de locais distantes para um local de concentração, onde haveria uma pequena festa (cantar dançar, etc). isso poderia ser complementado com competições com pequenos prémios para os mais rápidos ou mais artistas.

Quem tomasse parte nestas actividades, certamente acabaria por gostar dos campos e por os defender. E enquanto por lá andassem ninguém cometeria delitos atentatórios da floresta. Os clubes, os escuteiros e outras organizações deviam ser incitados a isso.

Eis os links, para quem desejar recordar o que há muito disse sobre este assunto.


- Vigilância das florestas pelo motoclube de Alcains,
- Prevenção nas florestas,
- Prevenção de fogos florestais,
- Fogos florestais. Problema a analisar com pormenor,
- Fogos florestais. Prevenção e combate .


Espero que esta ideia seja considerada útil e aproveitada.
Publicado por João Soares no Blogue Sempre Jóvens

Nota:
Porque este post é muito pertinente e estamos próximos da data da "Operação" julguei
interessante reproduzi-lo aqui na Tulha. O Autor não ficará, por certo, melindrado com esta ideia!

06/01/2010

Grito de Raiva e Tristeza!


terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
ADEUS SOFIA!

Hoje trago-vos a história de uma Menina-Mulher a quem a vida não deu uma oportunidade de ser feliz.
Quero e preciso falar-vos de Sofia, uma jovem de vinte anos a quem aos seis foi diagnosticada fibrose quistica.
Sofia cresceu sempre com tratamentos e se tornou numa linda jovem aparentemente alegre, nunca deixando transparecer para os colegas e amigos a sua debilitada condição física, muito menos a doença e a sua gravidade.
Mas isto só foi possível até o dia em que Sofia começou a precisar de oxigénio para sobreviver.
A partir daí contou então aos amigos do que padecia e gerou-se em torno dela uma onda de solidariedade tão forte que muito ajudou Sofia a ultrapassar o seu angustiante sofrimento.
Os seus pais incansaveis não se pouparam a esforços para tentar salvar a sua querida menina.
Alugaram um apartamento em Madrid, onde Sofia iria ser submetida a um transplante cardio-pulmonar, no Hospital U. Puerta de Hienno-Majadahonda.

Finalmente o coraçãozinho e pulmões que iriam fazer Sofia de novo sorrir chegaram.
Sofia foi transplantada ontem aos pulmões e faleceu sem concluir o transplante cardíaco. Quis o destino que a História de Sofia terminasse aqui, e, eu curvo-me diante da Menina-Mulher que até ao último minuto acreditou na vida.

Sofia tinha um blogue onde escrevia passo a passo a evolução da doença. Para quem o quiser visitar deixo aqui o seu endereço:Eu e a fibrose quistica

A todos os seus familiares e amigos deixo aqui o meu mais sentido pesar, com a promessa de que estarei presente no último ADEUS.

Ana Martins


Nota: Este post é transcrito do Blogue Sempre Jóvens pois senti necessidade de dar este grito por Alguém que lutou com toda a determinação pela sua Vida e que acabou por não conseguir obter o que estava finalmente ao seu alcance! Que Deus lhe reserve um lugar junto de si pois Ela merece-o! As minhas mais sinceras condolências à Familia enlutada.

04/01/2010

A VIDA E A MORTE!


domingo, 3 de Janeiro de 2010

Ano Novo!!!
Queria dizer a todo mundo para não começar o ano com o pé direito e nem esquerdo, mas com os dois, em completo equilíbrio.Aprendemos algo com o ano que acabou?Sim, então vamos pôr isso em prática.Não adianta aprendermos alguma coisa se esse conhecimento vai ficar dormindo em algum lugar.O ser humano de maneira geral busca ser um pouco melhor, algumas pessoas se preocupam mais que outras. E eu creio que seja a pequena parte que faz um esforço real para colocar em prática as regras do bem-viver que ainda mantém o mundo um lugar bom de se estar, é aquela que faz com que Deus ainda acredite nos homens.A tragédia acontecida em Angra dos Reis nos faz pensar. Numa noite tão alegre de repente, uma triste notícia: uma cidade acorda atingida por desmoronamentos de encostas soterrando muitas pessoas, da cidade e visitantes!Alguns jovens sairam de Belo Horizonte a convite da colega, filha do casal donos da pousada atingida pela tragédia, passar o Ano Novo.Infelizmente alguns colegas, entre eles a filha do casal, não voltaram mais para casa.Hoje, os sobreviventes, em choque, traumatizados, sofridos e tristes com a morte dos colegas, falavam do acontecido, desolados, dizendo: não saber quando ou se voltam a encarar a vida como antes, certamente que não!O último dia do ano viveram intensamente, jamais passando por suas cabeças que seria o último dia. No Facebook colocaram fotos suas diversas e comunicaram aos que não foram, o que estavam perdendo, fazendo figa!O "primeiro dia do ano" não puderam comemorar"!!!Isso nos faz refletir em como é frágil a linha da vida e que o homem não tem absolutamente controle do que pode acontecer.Hoje estamos aqui. E amanhã? Amanhã eu não sei.Podemos não mais viver, ou existir sem viver...Começamos o ano aprendendo algo mais. Aprendemos de forma dolorosa, mas aprendemos. Assim eu espero...
Publicada por Celle em
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NOTA:
Como referi no comentário feito no post publicado no Blogue Sempre Jóvens a Vida e a Morte estão sempre interligadas pelo que devemos estar sempre preparados para as receber com Paz e Tranquilidade! Espero que a Celle veja nesta minha postagem uma homenagem ao seu sentir pelo acidente verificado em Angra dos Reis e ao sentir de todos nós!

02/01/2010

O FIM DOS COLÉGIOS MILITARES?


O Colégio Militar (CM) é, entre as instituições existentes, uma das mais antigas da nação. Tem provas dadas, lastro, tradição e deu ao país e às Forças Armadas um conjunto alargado de cidadãos de qualidade, que se distinguiram nas mais diversas profissões.
Mas entre os portugueses existe uma especial apetência para deitar abaixo, num credo, aquilo que levou tantas gerações a edificar. O último caso que nos lembramos foi a extinção do Supremo Tribunal Militar fundado, em 1641 e que só perdia em antiguidade - creio – para as Misericórdias. Uma cretinice alvar!
É, pois, típico na sociedade portuguesa não se atalhar os problemas a tempo. Finge-se que não se vê e assobia-se para o lado, numa demonstração repetida de que o “rei não precisa de usar roupa”.
Tal facto não acontece por acaso e encontra fundamento na desconfiança com que são olhados aqueles que levantam problemas ou põem dedos em feridas. São logo encarados como “portadores de más notícias” e como tal equiparados a “leprosos”. Deste ponto a tentar-se, objectivamente, prejudicá-los na sua vida profissional e até privada, vai apenas um passo.
Do mesmo modo a frontalidade e a lealdade são vistos como afrontamento e impertinência… Estes comportamentos não são de agora, mas de sempre. A natureza humana é muito imperfeita. Os problemas tendem assim a deslizar de uns para os outros, sucessivamente, até que rebentam.
Os problemas do CM começam dentro da própria Instituição Militar. A primeira grande questão tem a ver com o facto, de que há muito a esta parte, se dever ter encontrado uma fórmula equilibrada para os três estabelecimentos militares de ensino secundário dependerem do CEMGFA, com os custos repartidos pelos três Ramos, em vez do ónus recair exclusivamente no Exército.
Depois é necessário que exista um orçamento adequado para gerir e manter três colégios de qualidade com ensino personalizado e um conjunto de actividades que mais nenhuma escola pública, ou privada, dispõe no país. Neste âmbito tem que se alterar também as restrições à contratação de civis, nomeadamente vigilantes – uma das causas, seguramente, dos problemas analisados pela PGR – restrições estas que já levam inclusive a que se tivesse que passar a contratar empresas em outsourcing para servir as refeições, limpeza, portaria e jardinagem. Noutro âmbito é fundamental que a lei seja modificada para permitir a mobilidade e reconversão de trabalhadores.
Os problemas sociais que a sociedade actual comporta e a desestruturação acelerada das famílias, aumentou exponencialmente os problemas do foro psíquico e social o que exige determinados valências, que os meios ao dispor dos colégios, dificilmente comportam. Não é a mesma coisa, por exemplo, ter alunos que são enquadrados fora do colégio em termos familiares e outros que pura e simplesmente são “despejados” nos internatos.
Arranjar instrutores e oficiais do Corpo de Alunos é outro problema. Além de nem todos terem perfil para prestar serviço num estabelecimento deste tipo, muitos não querem passar por lá, pois preferem outras opções profissionais. Além disso o Exército preparou oficiais para missões distintas – o seu “core bussiness” - que custou muito dinheiro e esforço, aptidões essas que não têm aplicação nos CM. Por outro lado há questões do foro pedagógico de que é preciso dar a conhecer a oficiais que vão lidar com jovens dos 10 aos 17 anos.
Acresce a tudo isto que existe dificuldade de recrutamento de novos alunos e só uma muito pequena percentagem destes é que depois vão concorrer às Academias Militares.
As tradições académicas neste tipo de escolas têm vantagens evidentes – embora hoje em dia não seja politicamente correcto admiti-lo mas que, para serem adequadas, necessitam de organização e supervisão. E estas não comportam qualquer tipo de agressão ou actividades indigna de um ser humano escorreito, que devem (e já são) ser excluídas e punidas.
Problemas existem e são mais que muitos, como decorre da natureza humana, por isso devem ser atalhados a tempo, antes de saírem fora de controlo ou causarem danos irreparáveis.
Com isto dito, necessário se torna ter a consciência que a situação dos colégios militares está a anos-luz para melhor do que a generalidade das escolas ou colégios secundários, de todo o país, cujas maleitas não caberiam descritos nas páginas de qualquer jornal ou revista.
Agora vamos à parte mais séria da questão. Com a Instituição Militar em diminuição constante e aperreada em constrangimentos humanos, materiais e financeiros, conjugam-se a nível do país, várias forças para atacarem os colégios militares e entre eles, especialmente o CM.
Em primeiro lugar o espectro partidário que vai do PS à extrema-esquerda odeia, em termos ideológicos, a ideia da existência de colégios militares.
Causa-lhes até erupções de pele e outros fenómenos do foro psicossomático. Com uma nuance: o PCP não hostiliza (porque sabe o que anda a fazer) e não lhe desagradaria ter colégios militares, desde que, obviamente lá se ensinasse o materialismo dialéctico, o socialismo científico e o internacionalismo proletário.
Fazia parte do manifesto eleitoral do PS quando foi formado – é bom lembrar – a extinção dos colégios militares. O PS aliás, dá-se mal com tudo o que cheire a fardas, autoridade e disciplina. Os “bloqueiros” estão muito activos, no momento. São uns infelizes desorientados, nunca construíram nem construirão coisa alguma, só sabem atear fogos. Ouve-se dizer que odeiam a sociedade, eu penso que se odeiam a si próprios.
Do PS para a direita, pura e simplesmente não existe ideologia: sente-se com a carteira e pensa-se com as tripas. Estamos conversados, portanto.
A seguir temos a questão da especulação imobiliária. Os colégios ocupam terrenos privilegiados, novamente com destaque para o CM, cerca de 13 hectares em zona de grande valor. Ora isto representa milhões e milhões de euros; oportunidades de negócio para amigos, eventual atenuação de dívidas camarárias, chorudos financiamentos, etc., enfim o paraíso para os do costume.
Perante isto, que valem três colégios cuja mais valia é lançarem no mercado de trabalho ou nos cursos superiores, umas dezenas de cidadãos com formação de elite que tanta falta podem fazer ao nosso desfigurado país? Acertaram, são perfeitamente dispensáveis!
Finalmente, teremos que voltar à doutrina e à ideologia (o mais importante de tudo). Em alfurjas secretas e discretas, combinam-se estratégias, orientações e objectivos. Ora os valores ensinados e instilados nos colégios militares (até ver), são valores patrióticos, de carácter e honradez; valoriza-se a família, o trabalho, as instituições. A religião é respeitada, os heróis são venerados, a nação está acima dos partidos, o grupo prefere ao indivíduo sem estrangular a individualidade, etc.
A liberdade sendo um conceito absoluto tem uma aplicação relativa, a caridade prefere à fraternidade e a igualdade resume-se apenas às oportunidades, pois todos são diferentes. Existe hierarquia, organização e autoridade. Tudo isto gera uma ordem. Esta ordem liberta mais do que oprime. Ora tudo isto forma cidadãos considerados perigosos, para os tais das alfurjas.
Julgo ter sido suficientemente explícito. Os colégios militares não devem acabar. Mas podem tentar fazê-lo. Convém pôr as barbas de molho.
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref)
27/10/09

Mensagem de Ano Novo


Mensagem de Ano Novo do Presidente da República
Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2010

Boa noite,

No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010.

Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil.

Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.

E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.

Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário.

Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País.

Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.

Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.

A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem.

Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação.

A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso.

O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes.

Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim.

Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado.

Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura.

Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva.

Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação.

Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia.

De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União.

Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos.

O exemplo deve vir de cima.

O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.

É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego.

Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.
Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado.

Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.

Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar.

Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender.

Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais.

Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira.

Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise.

É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia.

O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública.

Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa.

Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores.

Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País.

Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa.

Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas.

Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política.

No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição.

Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas.

O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade.

Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.

Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento.

Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia.

Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento.

Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.

O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional.

Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.

Portugueses,

Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.

Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica.

É, também, uma crise de valores.

Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.

Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos.

Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei.

Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho.

Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo.

Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo.

E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida.

Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro.

Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar.

O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos.

Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra.

No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.

A todos, um Bom Ano de 2010.

01/01/2010

Sem comentários

Dia 1 de Janeiro de novo ano.


Ontem, nos muitos "reveillons" que se fizeram pelo país em que vivemos, houve por certo votos comuns: um 2010 com mais prosperidade que 2009, mais emprego, que a crise diminua, alguns mais ousados (ou ilusos) terão mesmo pedido a diminuição da corrupção, ou alguma competência nos governantes. Não passa porém de votos, mas votos que no seu íntimo todos sabem que se não vão cumprir. É uma espécie de entrega de um boletim de totoloto, que à partida não se espera ganhar, mas que dá esperança.

Portugal vive um Regime que provou de todas as maneiras a sua falência, tem um grupo de políticos que vão do incompetente ao mal intencionado, começando em Portas e acabando em Louçã, possui o seu tecido social destruído, e a capacidade de iniciativa do seu povo e dos seus políticos, é pouca ou nenhuma. Foi-nos imposto um sistema político em 1974, herdeiro do rescaldo da segunda Guerra Mundial, a dita democracia parlamentar, que já em si é corrupto, não é adequado à nossa cultura, e que nos anos 70 já estava moribundo e podre em muitos países do mundo dito ocidental.

Foi-nos imposta uma vergonhosa descolonização, que era sabido que a prazo conduziria à guerra civil e à miséria os povos dos países ditos "descolonizados", e que inviabilizava a continuidade de Portugal como País independente. Estivemos perto do comunismo, por vontade até do sinistro senhor Soares nos primeiros tempos da revolução, e semeámos regimes filo-comunistas pelo nosso Ultramar, em que a cleptocracia a morte e a desumanidade são lugar-comum.

Assistimos à construção de uma sociedade de novos-ricos, completamente descabidos de qualquer sentido humanista, em que os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres são cada vez mais pobres. Há miséria em Portugal, como há a miséria que Soares espalhou pelo nosso antigo Ultramar, cumprindo ordens de Moscovo.

Vivemos na permanente ilusão de que umas próximas eleições permitam o "conserto" de algo que com este modelo não tem arranjo. Os políticos, sejam os velhos sejam os novos, são um bando de incompetentes e de oportunistas que apenas se pretendem servir do que resta da nossa Pátria, para enriquecimento próprio. Não há elites. A gente boa, está como que adormecida, neste país que com a Cunhalização e com a Soarização se tornou inviável, para gáudio das grandes potências, e dos nossos "amigos" Europeus.

Portugal, como Espanha, necessitam de autoridade para ser viáveis. Não podem viver nesta espécie de feira ordinária, em que os feirantes apenas querem roubar os clientes, vendendo-lhes produto de má qualidade, ou contrafeito. Vivemos de facto numa espécie de democracia contrafeita, e não adequada ao nosso perfil social. E quem tem o poder, sabe disso. Mas convêm-lhe, no seu egoísmo de ladrões de vão de escada, que o sistema continue como está. De contrário, que iriam fazer de útil, se são um punhado de incompetentes iletrados, e com espírito de novos-ricos?

Sonho com um Golpe de Estado que sei que é difícil venha, no actual contexto mundial e europeu. Mas posso dizer que tenho um sonho. Um sonho de um país que seja constituído por gente honesta e trabalhadora, que saiba amar a sua Pátria, e que esteja por qualquer vínculo unida aos seus irmãos de além-mar. Utopia? Poderá ser. Mas sem a realização desta aparente utopia, temo que 2010 e os anos que se lhe seguirão, sejam anos de maior aumento da miséria, do roubo, e de perda da nossa identidade moral e social.

Portugal é hoje o País que Mário Soares sonhou. Para seu bem, e culto da sua vaidade e riqueza material. Mas Mário Soares é um caso de polícia. Enganou tudo e todos, esquartejou a sua Pátria, e ainda para mais, como governante, mostrou ser megalómano em seu proveito e da sua vaidade, e completamente incompetente. A sua grande obra, foi a chamada descolonização exemplar, a imposição (para seu proveito) de uma entrada desorientada de Portugal na União Europeia, o assistir pacificamente (porque lhe convinha na altura) às criminosas nacionalizações e ocupações selvagens, e pouco mais. Mário Soares é um pavão que merece castigo enquanto é vivo, já que o terá garantido depois de morto. A Pátria, essa, é vítima dos revolucionários de Abril, da vaidade de um Spínola fraco e vazio, e do regime que nos impuseram.

Porque desejar então a ilusão de um 2010 próspero, no actual contexto? Apenas porque somos um povo que gosta de viver de ilusões, e que sem um bom leader, se torna uma amálgama indolente, oportunista, e sem vontade. Existe sempre a esperança de que através de um qualquer golpezito, um qualquer expediente, conseguir amealhar um eurozito a mais que o vizinho. Nada mais que isso, pois que a vontade a sério, é nula, quando não existe um leader que motive a Nação, como a nossa história o provou ao longo de quase nove séculos de história.

Festejaremos pois em 2010 36 anos de um regime que nos trouxe, graças a Mário Soares e à política Soviética que ele tão bem seguiu, o genocídio de milhões de pessoas em guerras civis inacreditáveis no nosso Ultramar, contra entre 8.000 e 13.000 pessoas mortas durante a luta contra os terroristas numa guerra que estava ganha, dos quais apenas cerca de 4.000 em combate.

Festejaremos pois uma vez mais em 2010 um regime de criminosos vilões e ladrões que nos inviabilizou como Nação. Festejaremos a crise, o desemprego, as uniões dos doentes homossexuais, o aborto, o divórcio, a crise da família, a violência urbana, a pobreza de espírito e material, proximamente a eutanásia, quem sabe se não a legalização da pedofilia, enfim descristianização da nossa Grei. Festejaremos também o centenário dessa espécie de rameira chamada de República, que nada de bom nos trouxe, e que também nos foi "democraticamente" imposta.

Festejaremos os fins de mês de quem pouco tem para comer, e que de qualquer modo se vê obrigado a "inventar" o dinheiro de que necessita para sobreviver, ou para "representar". Ou os dias de quem nada de seu tem para ir sobrevivendo, os "hóspedes" da sopa dos pobres, os sem abrigo que inundam dramaticamente as nossas ruas.

Festejaremos um País bastardo, cujo conserto é difícil, mas esperamos que não impossível.

Feliz 2010, Portugal! Feliz 2010, Portugueses! Que Nossa Senhora, Rainha de Portugal, se lembre de nós, que outro recurso se não vislumbra!

E obrigado, Mário Soares! Que a Pátria lhe pague os serviços que lhe prestou. A dobrar!

António de Oliveira Martins - Lisboa www.vozdecardigos.com

A ABERRAÇÃO DO CASAMENTO GAY!

O CASAMENTO E OS HILGAS [1]

Sejamos claros: nem tudo é tolerável nem tem de ser tolerável. Transformar a tolerância como virtude, em fraqueza a aproveitar pelos “espertos”, além de ser uma falácia e uma injustiça, abre portas a perigos insuspeitos. Nem todas as opiniões são respeitáveis, outra falácia adrede expendida… sobretudo as que violam as mais elementares base da Moral e, ou, do Direito. Bem como as que são, simplesmente, insensatas.

A insistência em afirmar que somos todos iguais é outra cretinice que virou política e socialmente correcta. Nós somos, pelo contrário, todos diferentes. E os homens, como tal, também são diferentes das mulheres. O que todos devem ter é oportunidades e condições idênticas, mas isso prende-se com princípios de humanidade e de justiça relativa que se buscam desde o inicio dos tempos...

Há centenas de milhões de anos que na terra existem seres vivos, vegetais e animais, os mais diversos. Eles existem porque têm a capacidade de se reproduzir, através da existência de um elemento feminino e outro masculino e a natureza é tão perfeita que concebeu “sistemas” de atracção entre os géneros que garantissem a interacção reprodutiva. A homossexualidade humana – inexistente em 99% das espécies é, a esta luz, um desvio genético, uma doença. E uma doença terminal, já que se, por absurdo, todos virássemos “gays” a espécie humana acabava…

Espalhando-se os homens pela terra, apesar das diferenças que sempre existiram de raça, cultura, crenças religiosas, etc., sempre estes viveram em grupo, criando sociedades mis ou menos complexas. Na sua espectacular diversidade, porém, a humanidade criou uma “célula” comum a toda ela: a família. Esta forma-se, inicialmente, pela união de um homem e uma mulher, que considerações de ordem política, social e, ou, de afectos, uniram, a fim de partilharem o restante das suas vidas, protegerem-se e auxiliarem-se mutuamente e … terem filhos, perpetuando a espécie e a continuidade da família. Da ligação dos cônjuges e dos seus descendentes passa a estabelecer-se uma rede mais ou menos complicada de laços familiares. A família passa a ser, deste modo, a estrutura mais elementar, sem embargo, mais fundamental da estabilidade de um grupo/tribo/nação/federação/estado, etc. À figura que consubstanciou em termos jurídico/legais e sociais a existência de uma família, chamou-se casamento. E também isto a nível mundial, quer na sua fórmula exclusivamente civil ou acompanhada de um preceito religioso.

Ora é este “status quo”, que o presente projecto de casamento entre pessoas do mesmo sexo, quer pôr em causa. Isto é, querem transpor uma aberração genético/comportamental, para o edifício legal. Em nome de quê? Pois caros leitores, em nome da igualdade de direitos. Ora a mim parece-me que não se deve dar direitos idênticos a coisas diferentes. Tão pouco passar vícios privados a públicas virtudes!

Ver dois tipos a beijarem-se na boca na rua mete-me nojo; se forem duas miúdas, talvez me excite. Certamente por ser macho. Mas eu não tenho nada que me enojar ou excitar em público. Por isso os vícios pessoais devem ter o recato adequado, não o folclore das marchas de orgulho gay … Orgulho em quê? De quê? Sobre quê? Não podem casar? Azar, se tivessem os pés chatos também não podiam ir à tropa! Não se pretende discriminá-los. Eles é que se estão a auto descriminar.

Legislar sobre uma coisa que a própria natureza tornou repulsiva parece ser um desconchavo que só um relativismo moral doentio, justifica. Infelizmente a comunicação social por razões várias, tudo têm feito por banalizar a discussão do tema para o tornar “normal” e habitual… Fá-lo a qualquer hora, por qualquer meio e vai ao ponto de mostrar cenas semi-explícitas. Ao mesmo tempo vão condicionando, ardilosamente, a expressão pública de quem não concorda com o desaforo. Um dia destes ainda vamos ter que pedir desculpa por não pertencermos ao “clube” ou acrescentarmos com entusiasmo, que também gostaríamos de experimentar.

E não deixa de ser curioso notar que são aqueles que tanto se têm empenhado em destruir a família tradicional, em facilitar o divórcio, legalizar o aborto, a eutanásia, etc., isto é em sabotar as regras e implicações do casamento entre dois seres diferentes e normais, que agora se empenham tanto no casamento homossexual… O que esta gente quer é ter público reconhecimento dos maus caminhos que trilha e tornar boa e respeitável algo que objectivamente não o é. E não venham dizer que ninguém tem nada com isso. Toda a gente tem a ver com isso. Um cidadão que urina na via pública não deve ser apenas um caso de polícia, merece censura social… Ninguém defende que se maltratem os portadores deste desvio, doença ou o que se lhe queria chamar – normalidade é que não pode ser. Agora temos que nos precaver da “ditadura” de minorias e da imposição de comportamentos.

De facto o casamento de homos, lésbicas, transexuais, etc., abre as portas de uma comporta, de consequências imprevisíveis, o que irá alargar exponencialmente as barbaridades já existentes, como lobbies gays; discotecas para gays, bairros (guetos?) para gays, festivais de filme gay, idem para literatura, exibição de agressividade gay (vide culto do culturismo e exibição pública atemorizadora); predominância em profissões ou empresas, etc., é o que já se vê por aí. E o aí, internacionalizou-se. Podem por isso antever o que nos poderá bater à porta: pedofilia q.b., uma mulher casada com um cavalo; poligamia masculina e feminina; Ancião com a sua corte de eunucos; incesto legalizado e por aí fora. A perversão da mente humana não tem limites…

Deixámos para o fim a delicada questão da adopção de crianças e todo o género de experiências da bio-genética, que é o corolário lógico deste tipo de união (e não devia passar disso): tal consideramos simplesmente como um crime contra a humanidade. Que ninguém se atreva a dizer que este vendaval de imoralidade é inevitável ou irreversível. Inevitável é a gente morrer e mesmo assim só para aqueles que não acreditam na reincarnação ou numa qualquer forma de ressurreição.

Agora experimentem continuar confortavelmente sentados no vosso sofá a ver o tempo passar, sem se quererem incomodar com nada. Um dia acordam e…. a coisa passou a obrigatória!

João José Brandão Ferreira
TCor Pilav (Ref)


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[1] Vítimas da transumância sexual…

O HORROR DO VAZIO!

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido. Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.
Mário Crespo