"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

14/02/2010

Agradecimento


Jackeline, muito obrigado pela sua atenção. Desejo~lhe muitos exitos para o seu Blogue!

MOMENTO DE PAUSA...

´

editado no Blogue "grey noise" do meu Amigo Claudio

A ORIGEM DO CARNAVAL!


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Alguns historiadores atribuem a sua origem na Grécia antiga, há 10 mil anos a.C., quando homens e mulheres se reuniam no verão, com os rostos mascarados e os corpos pintados, para espantar os demônios da má colheita.
O termo carnaval é de origem incerta. Para uns o vocábulo "carnaval" advém da expressão latina carrum novalis (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Para outros, a palavra seria derivada da expressão carnem levare, modificada depois para carne, vale! (adeus, carne ou despedida da carne), anunciando a supressão da carne devido a Quaresma.
O carnaval desembarcou no Brasil em 1753, com o nome de “entrudo” ( do latim introitus, -us, entrada, começo: nome com o qual a igreja católica denominava o começo das solenidades da Quaresma. ), devido a grande influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde. O “entrudo” era um conjunto de brincadeiras e folguedos que consistia em loucas correrias e mela-mela de farinha e água com limão.
Tanto em Portugal como no Brasil, o carnaval não se assemelhava aos festejos da Itália Renascentista, cujas brincadeiras de rua, muitas vezes violentas, acometidas de todo tipo de abusos e atrocidades: era comum os escravos molharem-se uns aos outros usando ovos, farinha de trigo, polvilho, cal, goma, laranja podre, restos de comida, enquanto as famílias brancas divertiam-se em suas casas derramando baldes de água suja em passantes desavisados, "num clima de quebra consentida na extrema rigidez da família patriarcal".
Com o passar do tempo e devido a insistentes protestos, o entrudo civilizou-se, trocando as substâncias nitidamente grosseiras por outras menos comprometedoras, como os limões de cheiro (pequenas esferas de cera cheias de água perfumada) ou como os frascos de borracha ou bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Estas últimas foram as precursoras dos lança-perfumes introduzidos em 1885. Gradativamente, o mela-mela acabou sendo substituído pelas tradicionais batalhas de confetes e serpentinas.
As alternativas encontradas para modificar a festa carnavalesca brasileira, foram através das importações de bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o “entrudo popular” sob forte controle policial.
No final do século XIX aparecem os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas da cidade. Daí a origem dos carros alegóricos típicos das escolas de samba atuais.
No século XX a festa torna-se cada vez mais popular devido às marchinhas carnavalescas que deixavam a festa mais animada.
No Brasil, o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarenta dias, que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. A quarta de cinzas tem esse nome devido à queima dos ramos no Domingo de Ramos do ano anterior, cujas cinzas são usadas para benzer os fiéis no início da Quaresma.
Atualmente no Rio de Janeiro, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola seguindo uma série de quesitos. Com o crescimento dessas agremiações, o processo de criação se especializou, gerando muitos empregos nos chamados barracões das escolas de samba. O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, na Marquês de Sapucaí - como é chamado o "sambódromo carioca' - , o primeiro a ser construído no Brasil.
Já o carnaval de rua manteve suas tradições originais na região nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval em ritmo de frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, o carnaval é comandado pelos famosos trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Destacam-se também os blocos negros como Olodum e o Ileyaê, além dos inúmeros blocos de rua e do Afoxé Filhos de Ghandi.
Bem, FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER.

Desconhecida a autoria da imagem publicada acima

Editado pela Amiga Silvana Nunes, no seu Blogue "FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER"

O DIA DOS NAMORADOS


O amor dá forma ao sonho mais belo que é a vida.
Sem ele tudo não passaria de um mar morto.

Namoro

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
E com letra bonita eu disse ela tinha
Um sorrir luminoso tão quente e gaiato
Como o sol de Novembro brincando
De artista nas acácias floridas
Espalhando diamantes na fímbria do mar
E dando calor ao sumo das mangas

Sua pele macia – era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
Sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo
Tão rijo e tão doce – como o maboque...
Seus seios, laranjas – laranjas do Loje
Seus dentes... – marfim...
Mandei-lhe essa carta
E ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
Que o amigo Maninho tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto – SIM, noutro canto – NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou

Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
Pedindo, rogando de joelhos no chão
Pela Senhora do Cabo, pela Santa Efigénia,
Me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.

Levei à Avo Chica, quimbanda de fama
A areia da marca que o seu pé deixou
Para que fizesse um feitiço forte e seguro
Que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.

Esperei-a de tarde, à porta da fabrica,
Ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
Paguei-lhe doces na calçada da Missão,
Ficamos num banco do largo da Estátua,
Afaguei-lhe as mãos...
Falei-lhe de amor... e ela disse que não.

Andei barbudo, sujo e descalço,
Como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
"-Não viu... (ai, não viu...?) não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.

Para me distrair
Levaram-me ao baile do Sô Januário
Mas ela lá estava num canto a rir
Contando o meu caso
às moças mais lindas do Bairro Operário.

Tocaram uma rumba – dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos – sorriu para mim
Pedi-lhe um beijo – e ela disse que sim
E ela disse que sim
E ela disse que sim.

Poema de Viriato da Cruz

Retirado do Blogue "Conversas daqui e dali..." do meu Amigo Carlos Albuquerque

2ª Aniversário da "Casa da Mariquinhas"

Não podia deixar passar esta data em claro pois esta minha Amiga conseguiu em dois anos algo surpreendente neste seu Blogue! Prendeu a nossa atenção com a história da Anita de tal forma que todos nós estavamos sempre à espera do novo episódio com grande ansiedade. Demonstrou com isso a sua qualidade de escritora.
É pois com muita satisfação que recebi o seu selinho de que muito me orgulho de o postar aqui na Tulha.
Aproveito para lhe desejar as maiores felicidades para o futuro que espero ser muito promissor!
E assim levanto a minha taça com um tchim-tchim muito amigo.


Muitos beijinhos deste seu amigo

13/02/2010

VALORIZE O QUE É SEU!!!


O dono de um pequeno comércio, amigo do poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua e perguntou-lhe:
- "Senhor Bilac, preciso de vender o meu sitio, aquele que o Senhor tão bem conhece. Será que poderia redigir um anúncio para o jornal?".
Bilac então escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece sombra tranquila das tardes na varanda".
Tempos depois, o poeta encontrou o homem e perguntou-lhe se ele havia vendido o sitio.
Ao que ele lhe respondeu:
-"Nem pensei mais nisso, quando li o o seu anúncio, percebi a maravilha que tinha".

Moral da estória:
Ás vezes, desprezamos as coisas boas que possuímos indo atrás da miragem de falsos tesouros.

Recebida por e-mail enviado pela Amiga Celle

NOTA:
É tão linda e verdadeira esta estória que não me canso de a ler, pois é repousante, inebria e alegra a nossa vida!
VALORIZE POIS O QUE É SEU!!!

12/02/2010

SERÁ VERDADE?

Sabe quem é António Pinto de Sousa?

Pois fiquem a saber que é o novo responsável pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência)!
(Os tachos que eles inventam!)
Este aqui é mais um todo poderoso.
Tem competência atribuída para empossar quem quiser, independentemente da sua qualificação académica e profissional, para os cargos dirigentes do Instituto, contrariando os próprios estatutos do IDT.

E porquê o “Toni”? Perguntarão.
Perguntam e perguntam muito bem.
Não é irmão dos “maçons” Teixeira dos Santos ou Vítor Constâncio.

É MESMO o irmão de José Sócrates.

Esclarecidos? Eu também.

SÓ QUE POUCA GENTE SABE QUE ESTE CAVALHEIRO SE TEM DESLOCADO A ESPANHA PARA TRATAMENTOS DA SUA PRÓPRIA DESINTOXICAÇÃO!.

O Instituto não podia ter melhor imagem!!!!!

E-mail recebido do amigo Ferreira Pinto

AGORA A SÉRIO...

Um homem perigoso
por Vasco Pulido Valente, no Público

Alegadamente, o primeiro-ministro aprovou (ou, pelo menos, conhecia) um plano secreto e pouco saboroso para remover alguns críticos, que o irritavam, fazendo comprar a TVI e parte da imprensa por gente da sua confiança. As criaturas que ele queria exterminar eram, entre outras, o casal José Eduardo Moniz-Manuela Moura Guedes, como responsável pelo Jornal de Sexta, e José Manuel Fernandes, como director do PÚBLICO. Isto, a ser verdade, roça o absurdo. Nem o Jornal de Sexta, nem o PÚBLICO tinham o poder de pôr em risco o Governo ou sequer de afectar significativamente o prestígio e o estatuto de Sócrates. Se alguém tinha esse poder era o próprio José Sócrates, para não falar no grupo obscuro e anónimo, que, segundo se depreende dos documentos que o Sol revelou, o serviu zelosamente no terreno.
Não vale a pena insistir na ilegalidade e, sobretudo, na profunda imoralidade da operação, se por acaso existiu como a descreveram. Em qualquer sítio para lá de Badajoz, nenhum político sobreviveria um instante a essa grosseira tentativa de suprimir com dinheiro público o livre exame e a livre crítica, que a Constituição e os costumes claramente garantem. Mas não deixa de surpreender (e merecer comentário) que um primeiro-ministro de um partido que se gaba das suas tradições democráticas, declare por sua iniciativa, e sem razão suficiente, guerra aberta à generalidade dos media, que não o aprovam, defendem e bajulam. Não há precedentes na história deste regime de um ódio tão obsessivo à discordância, por pequena que seja, ou a qualquer oposição activa, de princípio ou de facto.
O autoritarismo natural de Sócrates não basta para explicar essa aberração na essência inteiramente inexplicável. Tanto mais que ela o prejudica e dá dele a imagem de um homem inseguro e fraco. Pior ainda: de um homem desequilibrado e perigoso. A única hipótese plausível é a de que o primeiro-ministro vive doentiamente no mundo imaginário da propaganda. Ou melhor, de que, para ele, a propaganda substituiu a vida: Sócrates já não partilha ou nunca partilhou connosco, cidadãos comuns, a mesma percepção de Portugal. Do "Simplex" que nada simplifica ao estranho melodrama sobre as finanças da Madeira que nada pesam, aumenta dia a dia a distância entre o que país vê e compreende e o que o primeiro-ministro afirma enfaticamente que é.


Está perto o ponto em que só haverá uma solução: ou desaparece ele ou desaparecemos nós.

RIR FAZ BEM Á SAÚDE!!!


Vocês já repararam:

Para os chineses, 2009 foi o ano do BOI e este ano é o do TIGRE.
Felizes são eles que, a cada ano, trocam de animal.

Nós já estamos há 5 anos com o mesmo burro!!!!....

A queda da 1.ª República: a História repete-se

Em Maio de 1926, teve inicio um movimento militar que haveria de pôr fim à 1.ª República. Portugal vivia em profunda crise. Financeira, económica e política. O desemprego, associado a uma degradação das instituições, evidenciava dois países: o formal e o real

O primeiro estava corroído pela mesquinhez, pelos interesses egoístas de grupos partidários; o segundo estava distante dos políticos, descrente face ao presente e nada confiante com o futuro. Os republicanos sérios, preocupados com o Estado, pouco podiam fazer diante da voracidade das intrigas e da pequena política. E num dia, fruto dos erros cometidos, o regime caiu.
Caiu com o aplauso da população que se colocou ao lado dos revoltosos. Um relato atento de documentos sobre a época – e há, recentemente publicada, uma obra notável do dr. Luis Bigotte Chorão, intitulada A Crise da República e a Ditadura Militar – pode mostrar-nos como estava de rastos a imagem da Justiça, da Administração Pública, do Parlamento, do Governo e de toda a classe política em geral.
Os problemas, como muitos disseram, não se resumiam ao défice e aos elevados juros a pagar no estrangeiro; os problemas passavam, antes de mais, pela credibilidade perdida no funcionamento da Justiça e pela separação entre o povo e os seus representantes.

Hoje, quase 84 anos passados, chega a ser arrepiante como tudo é tão idêntico e tão próximo. Eloquentes e notórios analistas, supostos descobridores da análise inédita, ignoram ou propositadamente nada dizem sobre o que provocou a queda da 1.ª República.
Sem o brilho, a inteligência e a qualidade de quem ao tempo escrevia sobre o assunto, eis que os vemos agora sentados nas suas ‘cátedras’ de petulância, cheios da sua imensa pequenez, culpando somente o que se passa lá fora para justificar o que de errado voltámos a fazer cá dentro.
Mas a História repete-se. Sem as especiarias da Índia, o ouro do Brasil e o dinheiro da CEE, voltámos ao que éramos. Pobres e cheios de deficiências estruturais, mas com a leveza de espírito característica dos incautos.
Mudou alguma coisa? É certo que sim. Temos mais auto-estradas, mais periferia e muitos subsídio-dependentes.
É ainda certo que temos pessoas e profissionais de inquestionável qualidade, apesar de se contarem pelos dedos das mãos as possibilidades de êxito que alcançam numa sociedade, como a portuguesa, que cultiva e sustenta a mediocridade. Ser medíocre, mediano, poucochinho, é condição base para progredir e para sobreviver.
Não há agricultura, nem pescas? Não possuímos indústria? Mas que relevância têm estas coisas menores, perante a pujança dos estádios, dos corruptos e das obras públicas desnecessárias? Diante de tamanha grandeza interessará para alguma coisa o estado deplorável a que chegámos?
Para o país formal não, contudo há ainda quem se interesse. Será uma minoria? Talvez. Uma minoria que não se conforma e uma minoria que não faz depender a razão das suas preocupações e ideias da quantidade volátil dos espectadores do circo.

Até porque, como em todos os circos, esses espectadores só aplaudem enquanto tiverem entretenimento e pão. E o entretenimento pode continuar, mas o pão vai escassear.

Manuel Monteiro (artigo de opinião no Jornal "O Sol")