Afinal o circo da política globalizou-se!!!
08/03/2010
A Pátria Rasgada

Minha Pátria ensanguentada
coberta pela traição pela cobardia
de energúmenos cobertos de traição
com sorrisos de milhões de euros
Andam pela praça pública vadia
saltitante de Socretinos envaidecidos
nos rastos de ouro engravatado
como galos de capoeira
Nas profundezas da podridão
ouvem-se uivos de fome
coros de ódio pelas ruas
cada vez mais enlameadas
Os grandes mestres estão em túmulos
gritando por uma nova Pátria
Os sussurros de Salazar
transvazam os rios
Temos que despertar desta cobardia
não ao voto de sangue
mas total ausência cremada
ou a uma nulidade total com valentia.
Despertemos portugueses
ergamos a bandeira da honra
salvemos a dignidade dos nossos heróis
pelo sorriso de um novo Camões.
Pedro Valdoy - Portugal Março 2010
Isabel Allende conta histórias de paixão.
No Dia Mundial da Mulher que melhor post poderia ser aqui colocado?
07/03/2010
COISAS DA SÁBADO: BALANÇO
Como é que estão as escolas? Mal, com uma crise de autoridade do Ministério e bloqueadas. Saíram de uma e não estão dispostas a entrar em nenhuma outra. As ruínas da política do primeiro mandato de Sócrates ainda fumegam e cada um faz pela vida no meio dos destroços. Conseguir dar à educação uma política coerente tornou-se uma tarefa impossível para os próximos anos.Como é que está a justiça? Pelas ruas, melhor, pelas avenidas da amargura. É o problema singular mais difícil de resolver que hoje temos, ainda mais difícil do que o da competitividade da economia. Na economia ainda há áreas de excelência rodeadas de crise por todo o lado. Na justiça entrou-se num pântano de descrédito muito semelhante ao que atravessa a política.
Como é que estão os campos? Ao abandono, ou produzindo apenas culturas subsidiadas. Há excepções, mas confirmam a regra. No entanto, o potencial está lá intacto, o que no meio desta desgraça ainda permite esperança porque a agricultura é estratégica numa crise.
Como é que estão as fábricas? Cada vez menos e cada vez mais paradas, cada vez mais a palavra designa apenas edifícios e cada vez menos um local onde se trabalha, cada vez mais as fábricas pertencem em Portugal ao domínio da arqueologia industrial.
Como é que está o emprego? Tragicamente mal. E vai continuar ainda mais tragicamente mal, mesmo que deixe de crescer como até agora, porque à medida que o tempo passa acaba os subsídios. Então aí é que a crise ameaça passar para as ruas.
Como é que está a economia? Paralisada e estagnada. Endividada e perdendo competitividade. Mas como uma parte da economia ainda escapa à mão do governo, ainda há oportunidades e há quem as esteja a usar. No meio deste descalabro, não é o pior.
Como é que está a natalidade, um indicador de futuro? Olhe-se para a Pordata, a base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e olhe-se para os indicadores dinâmicos da população e da natalidade e parece que um bloco de gelo pousou nos números. Em baixo voam os números da despesa…
Como é que está a corrupção? A fazer um upgrade.
Como é que está o governo? Bloqueado e sem saber o que fazer
Como é que estão os portugueses? Sem esperança, cansados, e zangados com os políticos.
Como é que está o Primeiro-ministro? Impante de optimismo e feliz consigo próprio.
Como é que está o PS? Perplexo, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas agarrado ao poder. Alguma coisa tem que mudar.
Como é que e está a oposição? Perplexa, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas sem saber o que fazer. Alguma coisa tem que mudar.
Como é que estão os bons? Mal.
Como é que estão os maus? Bem.
Por António d'Almeida, no ABRUPTO
Dispensar excessos, consumismo e ostentação
Transcrição de artigo seguida de uma pequena nota finalO dispensável
Correio da Manhã, 05 Março 2010. Por D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa
Há palavras ou versos que nos rasgam a mente, abrem os olhos e nos deixam a pensar. Dei estes dias de retiro quaresmal com um verso de Sophia de Mello Breyner Andresen que teve este efeito e aqui partilho. Reza assim: "Tudo quanto me acontece é dispensável" (Obra poética, Vol. 1, p. 171).
Fixada na experiência da solidão, a autora do Coral reconhece esta nudez, exercício difícil para cada um de nós, na acumulação de adereços que justificamos e fazemos indispensáveis.
As cenas de destruição, a que estes últimos tempos nos habituaram, podiam, se tivéssemos tempo para pensar, conduzir a nossa reflexão. De facto, esses acontecimentos eram bem dispensáveis!... não nos recordavam o efémero da vida! Porém, Sophia aponta para um "tudo quanto me acontece", o que pode originar desamparada vertigem. Esta sugestão de pleno despojamento assusta.
O conceito de dispensável sofreu grande alteração na época consumista e na lógica da posse que adquiriu espaço quase sem limites, na omnipresente teoria do mercado. Contudo, o desemprego, os salários em atraso e o encerramento diário de empresas põem muita gente no limite de ter de pensar o que é ou não indispensável.
A nível individual, quem conseguir ser livre na relação com os bens e despojar-se, em nome da fé ou da opção por uma vida simples e austera, encontra sabedoria na afirmação "tudo quanto me acontece é dispensável". Que força não encerra esta advertência na hora de moderar o consumo, ainda que para tristeza de alguns negócios, mas para alegria futura de todos. Como implica cautela no endividamento, em vez de incentivo! Como obriga a repensar a utilização dos meios de transporte, a reduzir os desperdícios e a recorrer à reciclagem!
Mais complexos serão os passos corajosos a dar na vida pública, em contexto globalizado, para preparar um futuro no qual não mais haverá trabalho abundante e onde o sistema, até agora imperante, ceda lugar a outra harmonia mais sábia, que atenda a todos os elementos desde a salvaguarda da criação, uma cultura solidária, até um paradigma de desenvolvimento integral e baseado na melhoria das condições de vida de cada local, fomentador de uma democracia participativa. O papel do Estado necessita de ser resgatado para, seguindo princípios éticos, exercer, sem medo, uma andragogia política que ajude a identificar o dispensável e para motivar cada região, em ordem a optar por um desenvolvimento que a faça mais serenamente feliz.
NOTA: Foi aqui publicado há cerca de um mês o post «Dinheiro não dá felicidade», em que estão links que conduzem a «Geração perdida? Não» e a «Mark Boyle: Há um ano sem dinheiro». É preciso aprender a dispensar muita coisa que não é essencial à vida, deixar de adorar o TER e os sinais de ostentação de riqueza e ponderar cada despeza, naquilo que representa de utilidae ou de dispensabilidade. O milionário austríaco Rabeder de um dos textos linkados e o jovem Mark Boyle ensinam que é possível viver com simplicidade, sem consumismo nem ostentação.
Publicado no Blogue “Sempre Jovens”, pelo Amigo João
06/03/2010
O exemplo que veio da Madeira
ARREGAÇAR AS MANGASNo meio de tantas trapalhadas, de escutas legais para uns e ilegais para outros e de um “polvo” com tantos tentáculos, que vão desde a Universidade Independente às sucatas, passando pelo controlo de órgãos de informação, ainda vimos como uma chuvada diluviana causou uma tragédia na Madeira: 42 mortos, 8 desaparecidos, muitos feridos, inúmeras casas, estradas e pontes destruídas, etc.
Mas, logo a seguir, vimos como os madeirenses reagiram e não ficaram à espera de socorro nacional ou internacional. Os madeirenses logo no dia a seguir “arregaçaram” as mangas e começaram a limpar a lama e a verdade é que, passada uma semana, a cidade do Funchal já está praticamente limpa e as estradas cortadas na ilha já estão restabelecidas.
Foi um exemplo para todos os portugueses: vizinhos a ajudar vizinhos, camiões de empresas privadas a ajudar a reconstruir caminhos e estradas, etc., etc. o que vem comprovar que o português perante as desgraças não desanima, levanta a cabeça e a vida recomeça! Até a engenharia militar provou que continua a ser uma mais-valia mesmo em tempo de paz: colocou em 2 dias uma ponte, permitindo que uma vila isolada retomasse a sua única ligação.
Fantástico!
Mas a imagem que mais me impressionou, logo 2 dias depois da tragédia, foi ver um grupo de cerca de duas dezenas de jovens, com as mochilas às costas, cheias de víveres e de garrafas de água, trepando por um monte acima, escalando-o autenticamente, de pedra em pedra, até chegar a uma aldeia completamente isolada, levando alimentação aos seus habitantes!
Somos um país com quase 900 anos e estes madeirenses provaram que continuamos a ter as nossas seculares qualidades de sobrevivência e de luta perante as adversidades, Bem hajam madeirenses pela vossa coragem! São um bom exemplo, no meio deste clima de desnorte e de crise em que o poder político nos colocou. Mas vamos vencer também esta adversidade socioeconómica e financeira. Como sempre. Basta seguir o exemplo madeirense, na limpeza e não só.
Jorge da Paz Rodrigues, no Blogue “Heróis do Mar”
NOTA: O porquê desta diferença de comportamentos deve-se essencialmente aos condutores de homens existentes na Madeira e aqui no Continente, pois sempre ouvi dizer que quem comanda é que faz os homens serem Grandes ou pequenos! Podemos não gostar do Jardim mas que ele é bem melhor que o sócrates está-se a ver! Queira Deus que aprendam com os madeirenses... Por cá há um punhado de pessoas que também estão a dar mostras de como "LIMPAR PORTUGAL"! Será que "eles", os (des)governantes, aprendem mesmo a governar???
05/03/2010
SINCERAMENTE PARECE QUE QUEREM FAZER DE MIM PARVO, MAS NÃO CONSEGUEM...
Isto é o espelho dos "bois" ao serviço dos Partidos, neste caso do PS!
Quando é que acaba este "Regabofe"? O Povo é sereno mas não é PARVO...
Depois queixem-se se Ele der dois coices no Telhado!!! Oh és tão linda!!!


