"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

12/03/2010

SOMOS UM "ESTADO SOCIAL"!!! UM EXEMPLO PARA O MUNDO...


REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES!
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados. Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda.
De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto,não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito.

E nós que não sabíamos! Ora vejamos:

*o nosso Presidente da República é um reformado;
*o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
*o nosso ministro das Finanças é um reformado;
*o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
*o ministro das Obras Públicas é um reformado;
*gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;
*o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
*entre os autarcas, há "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
*o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);

E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tantos e tão bons empregos a reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos?
Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós!
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...

Joaquim Fidalgo Jornalista

Enviado por e-mail, pelo meu Amigo Fontoura

Pela boca morre o peixe...

Será que Sócrates se lembra do que disse? Ou disse por dizer...

ORÇAMENTO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA!


É difícil de acreditar, mas é a verdade!
Orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA para 2010WWW.dre.pt

Seguem-se ALGUMAS das rubricas Existentes no Orçamento que acaba de ser publicado em Diário da República.
Caso queiram consultar essa peça MARAVILHOSA e de SONHO só terão de ir ao site WWW.dre.pt e acederem ao Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº11/2010.Então DELICIEM-SE :

1 - Vencimento de Deputados ...................................12 milhões e 349 mil Euros
2- Ajudas de Custo de Deputados................................ 2 milhões e 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ....................................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas .........................................2 milhões e 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica (?????) .....................................2 milhões e 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados (???????) .............. .
....3 milhões e 593 mil Euros
7 - SERVIÇO RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA.......................... 961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares................ .....................970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática ................................. 2 milhões e 110 mil Euros
10 - Outros Investimentos (??????) .................................2 milhões e 420 mil Euros
11 - Edificios ........................................................2 milhões e 686 mil Euros
12 - Transfer's (???????) Diversos (????)............ ..............13 milhões e 506 mil Euros
13 - SUBVENÇÃO a PARTIDOS na Assembleia da República....16 milhões e 977 mil Euros
14 - SUBVENÇÕES ESTATAIS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS ..73 milhões e 798 mil Euros

Isto são, então, ALGUMAS das rubricas do orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA !

Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para "aquela casinha", relativamente ao ANO de 2010, é de: € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Nos termos do disposto no Artigo 148º. da Constituição da República Portuguesa :
"(...) A Assembleia da República tem o MINIMO de cento e oitenta deputados
e o MÁXIMO de duzentos e trinta deputados, nos termos da Lei Eleitoral (...) ".
Acho desnecessário dizer se, EFECTIVAMENTE, a dita Assembleia funciona com 180 ou 230 deputados... E por aqui me fico.
Façam umas "contitas" e tirem CONCLUSÕES quanto ao valor que suportamos, POR CADA DEPUTADO. Quanto ás restantes outras CONCLUSÕES nem faço alvitres !
Ficam as mesmas ao VOSSO INTEIRO CRITÉRIO !! Boa disposição estomacal.. APÓS a leitura de tudo o acabado de expôr.
Nota:
Fala-se tanto no aumento de Impostos, na contenção dos salários da Função Pública e no aumento da Idade para as Reformas mas nunca vi nada sobre:
1- Redução do número de deputados para um número razoável a nível Europeu (80 a 90)
2- Contenção nos salários dos deputados para valores consentaneos com o Portugal que somos.
3- Contenção nos salários dos políticos, em geral, para valores consentaneos com o Portugal que somos.( Aqui devem ser incluidos os lugares de representação do Estado em Empresas Públicas)
4- Redução do número de Ministros, Secretários de Estado, respectivos Assessores e Assessores dos Assessores, incluindo a diminuição das suas mordomias.
5- Acabarem-se os "boys".
6- Todas as Reformas só serem dadas apartir dos 70 anos com valores igualmente consentaneos com o Portugal que somos, considerando os anos de serviço nessas funções e não como agora é feito em que há pessoas que ganham Reformas "pornográficas" por inteiro, não considerando os anos de serviço nessas funções e em idades muito inferiores aos 70 anos.
7- Acabar-se com "imunidades" e "impunidades" de toda a espécie, tal como acontece na maioria dos estados democráticos, pois isso iria diminuir a corrupção de que tanto se fala mas em que nada acontece.
Acredito que se os governantes começassem a dar o exemplo deixavam de haver tantos conflitos laborais e greves e haveria, isso sim, uma redução drástica nos gastos sumptuários que hoje existem!
Assim haveria o "espírito de missão" e os "sacrificios" tão propalados por parte dos governantes mas que, na realidade, não existem!!!

BALANÇO DO CONSULADO...

O consulado de José Sócrates acabou. Ele parece não saber isto e até pode manter-se no cargo algum tempo; John Major esteve assim anos. Conserva o poder, perdeu a autoridade. Para os interesses instalados a situação é excelente. Um primeiro-ministro gasto, enfraquecido e necessitado de apoio distribui muitas benesses. O país sofre.

Está na altura de fazer o balanço destes cinco anos de mandato, celebrados no próximo dia 12. Os patéticos episódios seguintes vão de tal modo toldar a imagem que em breve será impossível ser objectivo. Sócrates tem direito a ser julgado pelo que fez quando realmente governava, não pela dolorosa decadência que adia o inevitável.

Para o avaliar é preciso ver que raramente um líder gozou das suas condições. Com maioria absoluta de um só partido e sem eleições no horizonte, a crise de 2003-2004 tinha preparado o povo para a necessidade de reformas drásticas. Pode parecer estranho hoje, quando até se alimenta a ficção do governante mais atacado, mas José Sócrates teve imagem impecável e carinho jornalístico até ter abusado disso.

Nos anos em que tinha influência conseguiu sucessos importantes. A reforma da Segurança Social, mesmo parcial e incompleta, pode ser considerada histórica. Também a informatização e modernização dos serviços públicos é muito de louvar. Outras melhorias pontuais mereciam ser destacadas, como pontos brilhantes num panorama bastante sombrio. Cinco anos passados, Portugal está pior.

Não há dúvida de que os anos Sócrates demoliram gravemente o moral e a estrutura do País. Temos os professores irritados e desanimados, mas também os médicos, enfermeiros, funcionários, militares, polícias, magistrados, bispos, agricultores, e tantos outros. Nenhum grupo profissional mantém auto-estima e equilíbrio, que também se perdeu nos contribuintes, famílias, pobres, desempregados e cidadãos em geral. Isto reflecte-se na vida quotidiana, na operação de empresas e serviços e sobretudo nas expectativas e investimentos.

Poderia ser o custo justificado de políticas profundas e dolorosas, mas não se vêem mudanças que o justifiquem. As famigeradas reformas são hoje tão urgentes como em 2005. Os Governos Sócrates alienaram os governados sem resolver os problemas. A crise internacional serve de desculpa, usada intensamente, mas a verdade é que o problema central não está aí. Não é pelas condições externas que Portugal se sente atolado. E o desânimo prende-o no atoleiro.

Qual a razão? Parece evidente que o primeiro-ministro nunca chegou a compreender a sua função, os verdadeiros problemas do País e a sua solução eficaz. Quem acha que venceu o défice subindo impostos não percebe a questão. Quem propõe TGV, aeroporto e auto-estradas, primeiro como estratégia de desenvolvimento, depois como saída para a crise não entende nada de economia. Quem está disponível para demolir o sistema de ensino pela avaliação de professores não conhece os problemas da educação. São os próprios discursos brilhantes do PM que revelam a imagem artificial do País e realidade.

O eng. Sócrates é um genial táctico. Não percebe de finanças, direito, saúde, educação, talvez até nem perceba muito de engenharia, mas há uma coisa que percebe: política. Essa é a sua profissão, e é mesmo um dos políticos nacionais com maior sucesso. Não tem sabido governar o País, nem tem muito êxito na escolha dos que o fazem por si, mas sabe uma coisa: manter o Governo no poder e mostrar uma imagem positiva. É para esse objectivo, não para o progresso, que se orienta a função ministerial há cinco anos. Claro que todos os políticos o fazem, mais ou menos, mas não vivíamos um período de tanta embriaguez populista desde os anos revolucionários.

Não se deve exagerar o impacto negativo deste estado de depressão nacional. Esses sintomas passam. Também Bush desanimou os EUA e em poucos meses Obama inverteu o clima. Daqui a tempos o País pode estar outras vez empenhado e enérgico. Uma coisa é certa, não é tão cedo que se voltam a viver as condições que Sócrates desperdiçou.

MADEIRA, Desastre e Esperança!!! 3

A Madeira e os madeirenses têm auto-estima e por isso, com a ajuda de todos nós irão recuperar.Esperemos que tenham aprendido a lição de que se não deve brincar com a Mãe Natureza!!!

11/03/2010

AMIZADE

A última frase diz tudo…


Para o fotógrafo deve ter sido um deleite fazer estas imagens…














A Amizade não é por se conhecer alguém há muito tempo, mas sim de alguém que quando chega se mantém sempre ao teu lado!

10/03/2010

Strauss na China!

ANTIPOLÍTICA E ESTADO EXÍGUO

Nas transformações que se deram em Portugal, desde 1974, e no Mundo desde 1989. A UE tem levado a Europa no caminho desejado pelas suas elites políticas, económicas e pelos seus burocratas, que não pelos cidadãos europeus, que nunca foram ouvidos sobre o que desejavam para o seu futuro.
Mas nas minhas leituras deparei com o conceito de “antipolítica”! É uma posição ética, política e cultural da sociedade civil, que contesta que os interesses da classe política sejam idênticos aos da comunidade. A “antipolítica” representa uma afirmação de permanente independência do poder, seja quem for que o exerça, e desafia as representações impostas pelas elites políticas para servir os seus interesses. A “antipolítica” é uma força moral dentro da sociedade civil que desconfia e rejeita o monopólio do poder pela classe política dentro de um Estado. Não anseia derrubar o Estado, mas opõe-se ao poder político que é exercido. Martin Luther King, Václav Havel e George Konrad podem ser considerados como expoentes deste movimento.
Konrad afirma que qualquer que seja a ideologia que um político defenda, o que ele disser é apenas um meio para ganhar e manter o poder, um fim em si mesmo. E adianta que a "antipolítica” é a actividade dos que não querem ser políticos, é um contra-poder que não pode nem deseja assumir o poder. A “antipolítica” não apoia nem se opõe aos governos. Os seus adeptos mantêm o poder político sob observação e pressão, apenas com base na sua estatura cultural e moral, não através de uma legitimidade eleitoral. É, acima de tudo, a rejeição do monopólio do poder da classe política. Se a oposição política chegar ao poder, os antipolíticos manterão a mesma distância e a mesma independência do novo governo.1
Ora, esta divagação teórica aplica-se integralmente ao nosso País, face à incapacidade, incompetência e falta de vontade dos partidos políticos em resolver os problemas estruturais de Portugal. Aproximamo-nos perigosamente da condição de “Estado exíguo”! As capacidades institucionais de formular e executar políticas, administrar com eficiência, controlar os abusos de poder, a corrupção e o suborno, manter a transparência e a responsabilidade nas instituições públicas, e (mais importante de tudo) fazer cumprir as leis, estão notoriamente diminuídas.2
Os resultados das últimas eleições legislativas indicam claramente uma menor capacidade de se manter um governo estável, uma oposição que não se configura como alternativa credível, e também a perda de credibilidade do Presidente da República para arbitrar eventuais conflitos políticos, conforme se pode comprovar pelas críticas às suas declarações, a partir do Verão de 2009. No plano internacional, a nossa credibilidade económica e financeira decresce perigosamente e já surgem opiniões que prevêem a nossa iminente exclusão da “zona Euro”. Em resumo, a nossa classe política é manifestamente incapaz de liderar e de inspirar confiança ao País. Estamos pois bastante longe de poder excluir um cenário em que a agitação e os conflitos sociais se agudizem e o poder esteja em risco de cair na rua.
Nos momentos de crise e convulsão profundas, deveriam ser as Forças Armadas a tomar nas suas mãos o destino da Nação. Os tempos assemelham-se perigosamente aos do final da 1.ª República, e nunca se sabe quanta mais incompetência e falta de sentido de estado poderá este destroçado País suportar. A minha grande dúvida é se as Forças Armadas, despojadas durante anos da sua dignificação e castradas dos seus princípios éticos fundamentais por uma classe política cujo objectivo principal foi sempre tê-las “baratas e mansas” (enquanto os Chefes militares fingem que não percebem), estarão à altura de desempenhar de novo essa tarefa patriótica, se a isso forem chamadas.

EDUARDO SILVESTRE DOS SANTOS
TGEN/PILAV (Reforma)

1 KONRAD, George –"antipolitics:", Routledge, London & New York, 1998, pp. 283-285.
2 FUKUYAMA, Francis –, Gradiva, 2004, p. 22.

Publicado no DN. De 24/02/2010

José Maria Martins, hoje e sem medo


Há que investigar a riqueza de José Sócrates e investigar as lojas maçónicas do GOL

Todos sabem que eu não morro de amores por José Sócrates.
Desde logo não consigo perceber como José Sócrates é tão rico, mas aufere mensalmente menos que eu!
Sócrates sempre foi uma pessoa pobre.
Não passava de mero funcionário de uma Câmara Municipal.Com um vencimento baixíssimo.
Depois não passava de mero deputado, com um vencimento baixo e que não dá para grandes voos.
Nem como secretário de estado ganhava algo que se visse.
De repente, José Sócrates e a sua família, aparecem como as debutantes nos bailes da Associação Comercial do Porto! Ricos, anafados!
Sócrates é imensamente rico, cliente da loja mais cara dos Estados Unidos, a comprar fatos de 50 mil dólares - isto num país em que há 40% de pobres! - a mãe que era empregada doméstica, passa a rica proprietária!

Uma ofensa ao Povo Português!
Depois temos Vale e Azevedo como vizinho de Sócrates, no mesmo prédio, e as manobras no Reino Unido para evitarem a extradição de Vale e Azevedo!
Isto aliado ao facto de se saber que o PM do Reino Unido é amigo do casal pai da miúda desaparecida no Algarve e que houve um ataque à PJ portuguesa, inacreditável, é obra!
Sócrates tem sido o pior PM da história portuguesa, mas a PGR tem agido como se sabe.
Todas as trapalhadas de José Sócrates têm esbarrado na PGR, dizendo até alguns que há protecção.
Por mais indícios que haja, Sócrates safa-se sempre.
Tudo aponta para manobras da Maçonaria - uma organização criminosa no sub-mundo português - e o apoio do homem que negociava em marfim de sangue e em diamantes de sangue, que é Mário Soares, mais o filho aviador que caiu na Jamba.
Portugal está um lodaçal.
Portugal é uma república de criminosos onde qualquer irmão da Maçonaria está livre.
António Vitorino fugiu aos impostos e deixou de ser ministro, mas é comentador!
Murteira Nabo parece que fugiu aos impostos, mas é importante!
Sócrates nem tem uma licenciatura limpa, verdadeira, mas é Eng.º! Licenciatura de fim de semana, numa universidade gerida por gente que está acusada de crimes de organização criminosa, burla, falsificação de documentos!!!
Na Assembleia da República Sócrates já era Eng.º antes de ter qualquer curso, embora viciado.
Até o site oficial do governo dizia que Sócrates era licenciado em "engenheiria"!
Pobres assessores de Sócrates que nem sabem a diferença entre engenharia e engenheiria!

A PGR existe?
O PGR sabe o que está a fazer?
Basta de vigarices!
Os portugueses têm de deixar de ser carneiros.
Os políticos são apenas indivíduos!

O Procurador-Geral da República, que é um homem da confiança do PS, não pode impedir a Assembleia da República de conhecer os seus despachos.
Ou o PGR é o único na União Europeia que faz o que quer e age como quer sem controlo?
Basta o PGR arquivar sem ninguém poder reagir?
Que porcaria de ordem política e jurídica é esta?
Não pode ser.
O PGR deve é demitir-se ou ser demitido.

O Presidente da República não pode aceitar isto!
Basta de andar em Andorra a engraxar os pobres emigrantes portugueses que são escorraçados de Portugal pelas políticas miseráveis dos políticos portugueses!
Eu se fosse PR demitia já o PGR. Obrigava o PM a retirar-lhe a confiança e demita o PGR. E depois demitia Sócrates! "Obviamente, demito-o".

Até porque tenho uma enorme consideração pelos magistrados portugueses, que estão ofendidos pela manutenção do PGR.
Ninguém tenha disso dúvida!
Para mim, como membro do Povo e como advogado, o PGR tem de mostrar os despachos, até para ser responsabilizado, se for caso disso.
Do ponto de vista legal, o PGR está sujeito às normas que punem quem decide contra direito, favorecendo outrem.
Líquido e cristalino!
Temos de conhecer os despachos!
O PGR foi juiz do STJ mas como PGR não é livre para decidir de uma forma ou de outra.
Mesmo as decisões do STJ são sindicáveis no Tribunal Constitucional e no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem!
Então o PGR pode decidir como quer e pensa que nada nem ninguém o pode questionar?
Estamos no Zimbabwe ou quê?
Portugal virou estado ditatorial?
Sócrates não pode pensar que faz tudo e tem a PGR mais os magistrados maçons a protegê-lo.
Se assim for há que agir e alterar isto.
A PGR tem de fazer o que fazem em Itália: Investigar a máfia das lojas maçónicas.
Porque se assim não for vamos ter graves problemas.
Demissão do PGR, já
!

09/03/2010

«Conivências» e «encobrimentos mil...»

Na comissão Parlamentar de Ética afirmei que todos os dados disponíveis apontam para que existe actualmente em Portugal não apenas «conivência» mas «encobrimento» do poder político por parte do poder judicial. E quando digo poder judicial refiro-me à cúpula da Justiça e não aos tribunais, aos juízes ou aos magistrados.

Quais são esses sinais? Vou enumerá-los um a um, para que não haja dúvidas.
Quando o SOL publicou a primeira notícia sobre o caso Freeport, o procurador-geral da República veio a público, no próprio dia, desmentir o jornal. O título da notícia, como o leitor se recordará, era Ingleses apontam o dedo a ministro português. Não dizíamos quem era o ministro e muito menos falávamos em José Sócrates. Mas o PS tocou a rebate – e Pinto Monteiro veio dizer que não havia qualquer carta das autoridades inglesas, nem qualquer suspeita sobre um membro «deste ou doutro Governo».

Só que a notícia era totalmente verdadeira – e Pinto Monteiro teve depois de dar o dito por não dito.
Quando rebentou o caso Face Oculta, Pinto Monteiro disse ao semanário Expresso, em jeito de desabafo, que se fosse preciso punha as escutas cá fora, e assim dissipavam-se de uma vez por todas as suspeitas. É claro que Pinto Monteiro sabia muito bem que isso não era possível. E apenas o disse para transmitir a ideia de que, naquelas escutas, não havia nada de menos claro. Recorde-se que, uns dias depois, Armando Vara viria dizer mais ou menos a mesma coisa – solicitando autorização para divulgar as escutas em que ele intervinha, o que também não era legalmente exequível, como Vara estava farto de saber.

A divulgação das escutas, feita pelo SOL, teve o mérito de fazer cair as máscaras e pôr tudo em pratos limpos.
Ficou claro que as conversas contêm dados muitíssimo comprometedores, não só sobre a existência de um plano para condicionar alguns órgãos de comunicação social mas sobre a enorme promiscuidade entre o Governo e empresas onde o Estado tem interesses.
O negócio com Luís Figo é disso um lamentável exemplo.

Quando se viu desmentido pela publicação das primeiras escutas – que não eram irrelevantes, como afirmara –, Pinto Monteiro mudou de agulha e passou a dizer que não havia nelas indício de «nenhum crime». Dando de barato que o PGR tenha deliberado sobre isso sozinho, sem mandar abrir um inquérito, a sua opinião era tudo menos consensual. Ainda na semana passada, Diogo Freitas do Amaral escrevia: «O caso das escutas só é ‘meramente político’, como diz o PGR, porque este optou por uma concepção muito restritiva do conceito de ‘atentado ao Estado de Direito’».

Esta actuação do PGR veio recordar outro caso, que já estava meio esquecido: o problema do diploma.
Também aí foi Pinto Monteiro a concluir, acedendo a uma solicitação de José Sócrates, que não houve qualquer irregularidade no modo como o primeiro-ministro obteve o diploma na Universidade Independente. Na altura, toda a gente aceitou como boa a conclusão de Pinto Monteiro.
Mas agora, tendo conta a protecção que o PGR tem dado a Sócrates, também isso é passível de dúvidas.

A suspeita mais grave de todas não é, porém, nenhuma destas.
A suspeita mais grave, que é muito difícil o procurador explicar, é a seguinte: ele sabe há muito tempo que os suspeitos foram avisados de que estavam sob escuta – e que, a partir de 24 de Junho de 2009, as conversas não merecem credibilidade. Pois bem: Pinto Monteiro, no despacho que fez sobre o caso, enfatiza especialmente uma escuta de 25 de Junho que ‘iliba’ o primeiro-ministro no caso da TVI – escuta essa em que se diz, pela boca de um boy (o impagável, embora bem pago, Rui Pedro Soares), que Sócrates não foi avisado do negócio e está contra ele. Para proteger o primeiro-ministro, o PGR valorizou, pois, uma conversa que sabe não merecer crédito (e que, com toda a probabilidade, foi forjada). É a história do gato escondido com o rabo de fora.
Como irá Pinto Monteiro explicar isto – que parece constituir a prova definitiva de que agiu conscientemente para encobrir o chefe do Governo?

Ao ‘abafar' o caso do diploma, ao desmentir notícias do Freeport que depois se confirmaram, ao arquivar certidões do caso Face Oculta sem abrir inquérito, ao desvalorizar escutas que se provou serem relevantes, ao não encontrar quaisquer indícios de crime onde outros encontram, e sobretudo ao valorizar escutas que ele sabia não serem dignas de crédito, o procurador mostrou completa falta de independência.
Pretendeu esconder, iludir, baralhar, desmentir informações, sempre com o mesmo objectivo: ilibar José Sócrates.
Nestas condições, creio que o Presidente da República não tem já alternativa que não seja retirar a sua confiança ao procurador-geral da República. Pinto Monteiro deixou de ter junto dos portugueses a imagem de isenção e credibilidade necessárias ao exercício da sua elevada função.

Não quero acabar esta crónica sem uma nota sobre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Numa mesma noite – e num acto absolutamente inédito em termos nacionais e talvez mundiais, pelo menos em países democráticos –, Noronha Nascimento deu três entrevistas a três televisões. No essencial, o presidente do Supremo disse que, nas escutas a José Sócrates que ouviu, não havia nada de criminalmente relevante. Aquelas três entrevistas transmitidas quase em simultâneo, como se algo de muito grave tivesse sucedido em Portugal, tiveram como principal consequência a defesa do primeiro-ministro.
E, dado o momento de tensão que se vivia, assumiram um inquestionável significado político. Ora, Noronha Nascimento tinha obrigação de ter pensado nisso. Se o fizesse, evitaria envolver-se na luta político-partidária que se vivia e vive.

De: José Saraiva de Carvalho