24/03/2010
23/03/2010
DESISTA VOCÊ TAMBÉM
Do mesmo modo que há um tempo certo para lutar e outro para recuar, também existem coisas pelas quais é imperioso lutar e outras que mais vale ignorar e delas desistir.
Veja o que, a este respeito, pensa Thais Cadorim
EU DESISTO...
por Thais Cadorim
“É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou.”
Essa frase soa com tanta força, não é?
Mas é verdade, eu desisti mesmo.
De um monte de coisas.
Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer...
E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento.
Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso
Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem.
Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é.
Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim...
Ah, isso ia ser um tormento.
Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante.Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar.
Desisti de procurar defeito nas pessoas.
Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor.
Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las…
Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone pra falar.
É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha.
Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro.
Desisti de impor minha opinião sobre tudo.Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas.
É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma.
Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer.
Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo.
Sei lá o que vai acontecer com o avião...
Desisti de correr da chuva.Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva?
Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada?
E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último.
Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer...
Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado.
Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004.
Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha.
Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real.
Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso.
Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante.
Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito.
Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos.
Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos.
Se eu fosse você, desistia também...
Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa.
Pense nisso!!!
Postado na "Casa da Mariquinhas", pela Amiga Mariazita
ARTIGO NO JORNAL "LE MONDE" QUE NÃO CHEGOU A PORTUGAL!!!
Este artigo vinha no Monde de 18-03-2010. Que por acaso não foi vendido em Portugal por problemas de impressão…Coincidência? Não acredito!Foi mais uma intervenção “oportuna” de Sócrates… Pois se não é, parece e deu muito jeito!
Monde 18/03/2010 à 00h00
José Sócrates, le Portugais ensablé
Rien ne va plus pour le Premier ministre socialiste, dont le nom est associé à des affaires de corruption sur fond de crise économique majeure.
Réagir
Par FRANÇOIS MUSSEAU envoyé spécial à Lisbonne
(…) Aujourd’hui commencent à Lisbonne les travaux d’une commission d’enquête parlementaire qui, pour la première fois depuis la fin de la dictature de Salazar, implique directement un Premier ministre. Et va le contraindre à comparaître physiquement, au mieux par écrit. "Le Portugal est un bateau ivre dans lequel le capitaine est le plus suspect de tout l’équipage", a asséné un chroniqueur de la chaîne privée SIC.(…)
O portuguesing do Zeinal...
Zeinal Bava na comissão de ética, no último dia 10 de Março... portuguesingando!!! Impressionante o ar de entendidos dos deputados! Não houve quem o mandasse calar!
Enviado por e-mail, pelo Amigo Artur Pinto
22/03/2010
EMPRESAS COTADAS DÃO PRÉMIOS MILIONÁRIOS!!!
Empresas cotadas dão prémios milionários
17 Março 2010 in “Correio da Manhã”

Rui Pedro Soares dirige a área internacional da PT
17 Março 2010 in “Diário de Notícias Online”
Ex-gestor Rui Pedro Soares, um dos dois ex-administradores da Portugal Telecom que renunciaram ao mandato, na sequência do seu envolvimento nas escutas do processo Face Oculta, já tem uma nova área de responsabilidade atribuída na empresa. Como quadro da PT deixou a administração, mas não a empresa e ficaria agora com um cargo de director de primeira linha, embora ainda não se soubesse qual o pelouro que lhe seria atribuído.
Contudo o DN apurou junto de fontes da empresa e próximas do gestor, que há poucos dias ficou definido que será director de primeira linha para a área internacional da PT, recebendo um vencimento da ordem dos 10 mil euros por mês, somando a remuneração fixa, a variável, dependendo esta última dos objectivos alcançados.
Até ao final de Março, contudo, o ex-administrador executivo da PT "ainda estará a fazer a transferência de alguns dos dossiers que acompanhava até renunciar ao mandato". O jovem socialista, que se destacou na JS, durante a liderança de Sérgio Sousa Pinto, renunciou ao mandato ainda antes de Soares Carneiro, o outro dos envolvido no processo "Face Oculta", porque as buscas da Polícia Judiciária acabaram por acelerar a sua decisão.
Mas relativamente à indemnização que irá receber, por ter deixado o cargo de administrador executivo dois anos antes de terminar o mandato, ainda nada está definido, disseram ao DN fontes da PT ligadas às negociações. Uma informação confirmada por fonte próxima de Rui Pedro Soares. "O assunto ainda está a ser estudado pela Comissão de Vencimentos da PT", afirma fonte da empresa.
Rui Pedro Soares entrou na Portugal Telecom em 2006, a convite de Henrique Granadeiro, e agora foi um dos homens que esteve envolvido nas negociações PT/TVI.
Há que aguardar "sem pressão" a avaliação da ética dos administradores – Henrique Granadeiro
16 Março 2010 in “DN / Lusa”
O presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, assegurou hoje que a comissão de auditoria da empresa já iniciou a avaliação da ética dos administradores, sendo necessário "aguardar, sem qualquer pressão, pelos resultados". "Eles estão a fazer o seu trabalho e apresentarão o resultado quando o tiverem terminado. Têm capacidade de decisão própria, pelo que nem sequer apresentam o trabalho ao conselho de administração. Se houver alguma coisa a deliberar, deliberarão. Se não, darão o destino que entenderem ao trabalho que tiverem concluído", afirmou.
Portugal Telecom paga 790 milhões aos trabalhadores inactivos
Treze mil colaboradores suspensos ou na pré-reforma recebem salários da operadora nacional e em alguns casos têm direito a aumentos. Em 2009, custaram 176 milhões de euros.
Quarta-feira 17 Março 2010 in “Diário Económico” por Filipe Alves (filipe.alves@economico.pt)
A herança do seu passado enquanto monopólio estatal continua a pesar nas contas da Portugal Telecom (PT). Nos próximos anos, a operadora de telecomunicações liderada por Zeinal Bava terá de pagar um total de 791 milhões de euros em salários a quase 13 mil trabalhadores que se encontram suspensos ou na pré-reforma.
A 31 de Dezembro, a PT tinha 6.228 empregados suspensos e outros 6.497 pré-reformados, tendo cada um deles direito a um salário mensal que corresponde a entre 80 a 100% da sua remuneração no activo, até ao dia em que se reformarem. Em alguns casos, segundo o documento divulgado pela operadora, haverá mesmo direito a um “incremento anual” no salário, no âmbito dos compromissos assumidos com os sindicatos.
Com estas regras, em média, cada um destes 12.775 trabalhadores terá direito a receber 61.917 euros da operadora, até à sua aposentação, sendo que o pagamento dos salários é directamente assegurado pela PT Comunicações, a empresa que gere a rede fixa.
Embora avultado, este encargo com os salários de trabalhadores inactivos representa uma diminuição de 12,1% face aos 900 milhões de euros registados no final de 2008, que se explica pelo facto de a empresa ter suspendido o seu programa de redução de efectivos.
Fundo de Pensões recebeu injecção extraordinária
Qual o executivo que merece ganhar mais
Zeinal Bava é o CEO mais bem pago em função do lucro. Mas Vasco de Mello ganha face às receitas.
Quarta-feira 17 Março 2010 in “Diário Económico” por Filipe Alves (filipe.alves@economico.pt)
Com o tema da remuneração dos gestores na ordem do dia, as grandes empresas nacionais começam a revelar os salários dos seus administradores executivos. Mas além da comparação em termos absolutos, que esconde as diferentes dimensões das empresas e dos mercados onde actuam, é possível avaliar os ordenados dos gestores em função de vários indicadores operacionais.
Tendo em conta os custos com pessoal, a CEO da EDP Renováveis, Ana Maria Fernandes, é a mais bem paga: 5,8 mil euros por cada milhão de euros dispendido com os salários de funcionários. Mas se o critério for o lucro, é já o CEO da PT, Zeinal Bava, quem ocupa o lugar cimeiro, auferindo 2,69 mil euros por cada milhão de lucro gerado. Por sua vez, o CEO (e ‘chairman’) da Brisa, Vasco de Mello, é o mais bem remunerado tendo em conta as receitas geradas, com 639 euros por cada milhão. Por último, José Honório, CEO da Portucel, ocupa o primeiro lugar em função do EBITDA.
No entanto, esta comparação assenta somente nos dados já tornados públicos, sendo que apenas a PT e a Brisa divulgaram, para já, os valores detalhados para cada administrador, incluindo os salários recebidos de empresas participadas, tal como estipulam as novas regras da CMVM que vão entrar em vigor no próximo ano.
Este facto está a causar polémica entre as cotadas da praça nacional, com várias empresas a adiarem por mais um ano a divulgação detalhada dos ordenados dos gestores.
“Algumas empresas poderão cair na tentação de tentar esconder os salários que os gestores recebem de sociedades participadas, revelando apenas o que recebem das ‘holdings’”, disse um gestor que não quis ser identificado.
Mas, pouco a pouco, as grandes cotadas começam a aventurar-se neste campo onde, mais do que nunca, é necessário manter um fino equilíbrio, de forma a não afugentar o talento para outras paragens. “Temos de ter gestores de topo, com capacidade para competir a nível internacional.
Não podemos andar a alimentar sentimentos mesquinhos”, disse outro responsável de uma grande cotada, que também não quis ser identificado, devido à delicadeza do tema.
Rui Pedro Soares recebeu 1,53 milhões
Rui Pedro Soares, que se demitiu recentemente da gestão executiva da PT, na sequência do caso TVI, continua a ser quadro da operadora de telecomunicações.
O antigo administrador da Portugal Telecom, Rui Pedro Soares, que se demitiu devido à polémica em torno da tentativa de compra da TVI, teve direito a um prémio de gestão de cerca de um milhão de euros, relativo aos exercícios de 2006 a 2009.
Segundo os dados ontem divulgados pela operadora de telecomunicações, os gestores executivos da PT que exerceram funções no anterior triénio (2006 a 2008), incluindo Rui Pedro Soares, receberam em 2009 um prémio plurianual. Por decisão interna da operadora, este prémio apenas é pago no final de cada mandato, de modo a desencorajar eventuais tentativas de inflacionar os resultados da empresa. Ao todo, os gestores do triénio anterior – Henrique Granadeiro (‘chairman’), Zeinal Bava (CEO), Pacheco de Melo, António Caria e Rui Pedro Soares receberam 3,8 milhões de euros.
O ‘chairman’ e o CEO auferiram 1.019.271 euros cada, ao passo que os restantes gestores, tiveram direito a um bónus de 586.853 euros cada. Rui Pedro Soares recebeu ainda salário fixo (498,1 mil euros) e prémio variável de 2009 (449 mil euros), totalizando 1,533 milhões de euros.
Ainda assim, a gestão da PT ganha menos que as das suas concorrentes internacionais.
Salários dos gestores da PT valem 1,7% dos lucros
PT paga 14 mil euros por mês em salários fixos a Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, da Ongoing.
17 Março 2010 in “ionline.pt” por Filipe Paiva Cardoso
A Portugal Telecom (PT) pagou 11,37 milhões de euros aos seus 29 administradores em remunerações relativas ao ano passado. Este valor representa 1,7% do lucro conseguido pela operadora em 2009 – 684 milhões de euros – e, do total, mais de metade foi pago em prémios de desempenho anuais ou plurianuais. Zeinal Bava, CEO, e Henrique Granadeiro, chairman, receberam 2,5 milhões e 1,67 milhões respectivamente, 37% do total.
No bolo de remunerações pagas pela PT, estão ainda incluídos os salários pagos pela empresa aos máximos responsáveis da Ongoing, Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, assim como os ordenados de Soares Carneiro e Rui Pedro Soares, que se demitiram na sequência da divulgação das escutas relativas ao processo Face Oculta.
Estes dois últimos receberam um total 1,91 milhões de euros, a maior parte paga a Rui Pedro Soares: 1,53 milhões, dos quais perto de um milhão se deve a prémios a que Soares Carneiro não teve direito.
Já os líderes da Ongoing, empresa detentora do “Diário Económico”, receberam 198,6 mil euros de remuneração fixa da Portugal Telecom relativa ao ano passado. Nuno Vasconcelos, o dono da Ongoing, recebeu 113,3 mil euros – pouco mais de 8 mil euros por mês – e Rafael Mora recebeu 85,3 mil euros – 6 mil euros por mês –, já que ambos são administradores-não-executivos da operadora de telecomunicações nacional.
Menos que na Europa
A remuneração paga pela Portugal Telecom aos seus administradores-executivos compara negativamente com a média praticada noutras operadoras europeias, isto numa avaliação preliminar, já que as empresas internacionais ainda não divulgaram valores relativos a 2009.
Assim, cruzando o valor pago pela PT, no ano passado com os valores pagos pela Vodafone, Deutsche Telekom ou Telefónica em 2008, notam-se bastantes diferenças.
Na Vodafone, os administradores-executivos receberam um bolo total de 27 milhões de euros, na Deutsche o valor chegou aos 17 milhões e na Telefónica aos 11,5 milhões.
Na Portugal Telecom, a administração-executiva recebeu um total de 6,8 milhões de euros no ano passado – considerando apenas um terço dos prémios plurianuais referentes a três anos. Mas os portugueses também não estão no fim da tabela. A France Télécom, TeliaSonaera, Belgacom ou Telekom Austria, para dar alguns exemplos, pagam menos que a PT aos seus administradores-executivos. Numa média simples, e considerando apenas 12 operadoras internacionais e as remunerações de 2008 dessas mesmas empresas, pode-se dizer que os administradores-executivos da PT ganham em média menos 35% que os seus homólogos.
Olhando apenas para as remunerações dos líderes das empresas, é possível concluir-se que Zeinal Bava poderia estar a ganhar melhor noutra operadora internacional. O líder de uma gigante como a Vodafone, por exemplo, encaixa por ano perto de 14 milhões de euros. Já na Deutsche Telekom, o CEO aufere pouco mais de 3,7 milhões de euros.
E em Portugal?
As empresas cotadas portuguesas ficaram desde este ano obrigadas por lei a divulgar as remunerações individuais recebidas pelos seus administradores. Porém, nem todas estão a divulgar integralmente. Tal ocorre porque há uma lacuna que permite omitir as remunerações pagas pelas subsidiárias das empresas aos responsáveis, o que faz com que os valores divulgados nos relatórios e contas possam não ser os absolutos. Estas omissões impedem assim uma comparação a 100% dos salários e prémios pagos aos administradores das empresas cotadas na bolsa portuguesa e, até ao momento, apenas a PT e a Brisa optaram pela divulgação integral dos valores pagos aos responsáveis.
Olhando para as remunerações na concessionária Brisa, o primeiro dado que salta à vista é o facto do CEO – cargo com mais responsabilidade – ter auferido menos em 2009 que os seus administradores. Vasco de Mello, segundo refere a empresa no seu relatório e contas, “solicitou à comissão de remunerações que não lhe fosse atribuído qualquer prémio”, tendo assim abdicado de mais de 265 mil euros de remuneração. O responsável máximo da Brisa fechou o ano com uma remuneração total de 492,5 mil euros, contra os 563 mil a 707 mil euros que os administradores da concessionária receberam – cada um com direito a entre 150 e 265 mil euros em bónus. A Brisa fechou o ano com 161 milhões de euros de resultado líquido, mais 6,4% do que o lucro que atingiu em 2008.
Ongoing passa a constar da lista de fornecedores da Portugal Telecom
A Ongoing aparece, pela primeira vez, na lista de accionistas com os quais a Portugal Telecom (PT) fez negócio em 2009. E por serviços prestados à PT, a Ongoing recebeu, durante 2009, um total de 2,78 milhões de euros. 17 Março 2010 12h18 por Alexandra Machado (amachado@negocios.pt)
No relatório e contas, que vai ser votado na assembleia geral de 16 de Abril, a PT não concretiza (não é obrigada) em que negócios são feitas estas transacções, mas parte desse montante estará relacionado com a Mobitt (soluções para comunicação, marketing e publicidade), para a qual a Ongoing entrou na administração no último ano. Mas em Setembro, quando a PT revelou os negócios com partes relacionadas dos nove primeiros meses do ano, não havia transacções com a Ongoing.
Nos negócios com accionistas, a PT revela que vendeu à Ongoing, em 2009, um milhão de euros.
A factura da Heidrick & Struggles, onde Rafael Mora é "partner", à PT foi de 2,2 milhões de euros.
Além destes valores, os fundos de pensões da PT têm investimentos de 77 milhões de euros em veículos da Ongoing. A dotação foi de 75 milhões, mas os fundos valorizaram 4% nesse período, atingindo 77 milhões. Essa rentabilidade é aliás inferior aos 15% que os fundos de pensões da PT conseguiram, durante o conjunto de 2009.
Foi este investimento na Ongoing, aliás, que levou a PT a alterar as regras para a realização de negócios com accionistas.
Tal como o Negócios avançou, existe agora um limite a partir do qual, os investimentos têm de ser aprovados no conselho de administração. As transacções acima de um milhão de euros estão sujeitas a aprovação pelo conselho de administração. As operações de 100 mil euros a um milhão de euros só podem ser aprovadas depois de luz verde da comissão de auditoria.
Além dos negócios com a Ongoing, a PT registou, ainda, transacções em 2009 com a Caixa Geral de Depósitos, com o BES, Visabeira, Controlinveste e Barclays.
A Caixa contrata à PT 32 milhões de euros, enquanto a operadora só "deu" 4,9 milhões de euros com o banco público.
Com o banco de Ricardo Salgado, a relação é mais intensa. A PT contratou 23,7 milhões ao BES, enquanto o banco privado comprou 25 milhões à operadora. Os fundos de pensões da PT têm uma posição accionista no banco, que tinha em Dezembro um valor de 140 milhões. Além disso, a PT entrou no fundo de capital de risco do BES com dois milhões de euros.
Os negócios prestados pela PT à Visabeira diminuíram em 2009 de 32 milhões para 6,2 milhões de euros. Mas continuou a ser um grande fornecedor da PT, com 87,9 milhões de euros. À Controlinveste, a PT passou, em 2009, facturas a cobrar 40,6 milhões.
Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM!),

Ó Fernanda, dado
que já estou cansado
do ar teatral
a que ele equivale
em todo o horário
de cada canal,
no noticiário,
no telejornal,
ligando-se ao povo,
do qual ele se afasta,
gastando de novo
a fala já gasta
e a pôr agastado
quem muito se agasta
por ser enganado.
Ó Fernanda, dado
que é tempo de basta,
que já estou cansado
do excesso de carga,
do excesso de banda,
da banda que é larga,
da gente que é branda,
da frase que é ópio,
do estilo que é próprio
para a propaganda,
da falta de estudo,
do tudo que é zero,
dos logros a esmo
e do exagero
que o nega a si mesmo,
do acto que é baço,
do sério que é escasso,
mantendo a mentira,
mantendo a vaidade,
negando a verdade,
que sempre enjoou,
nas pedras que atira,
mas sem que refira
o caos que criou.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
que falta paciência,
por ter suportado
em exagerado
o que é aparência.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
ao fim e ao cabo,
das farsas que ele faz,
a querer que o diabo
me leve o que ele traz,
ele que é um amigo
de São Satanás,
entenda o que eu digo:
Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio,
ó Fernanda, prive-o
de ser contestado!
Retire-o do Estado!
Torne-o bem privado!
Ó Fernanda, leve-o!
Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio
para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!
Euleriano Ponati
(poeta não titular)
21/03/2010
LIMPAR PORTUGAL EM PERMANÊNCIA!

Para o bem e para o mal, as "redes sociais" aí estão! Desta vez, ao serviço de uma boa CAUSA: LIMPAR PORTUGAL! Para já, é para limpar as lixeiras (13.500 em todo o país)! E se um dia esta ou outra muita gente decidir eleger como CAUSAS, por exemplo, a burocracia, a ditadura fiscal, o combate aos desigualdades sociais, o enriquecimento ilícito de gente que ganha imenso trabalhando muito pouco, a insegurança de pessoas e bens, a prepotência do Estado e de muitos dos seus Serviços Públicos na forma como muitas vezes trata os cidadãos?
padre José Maia no Correio da Manhã de hoje
20/03/2010
Ainda as escutas... MP compara explicações de Vara às dadas por traficantes!

O Ministério Público de Aveiro considera que as explicações que Armando Vara deu sobre algumas escutas telefónicas do processo "Face Oculta" "fazem lembrar" outros casos "para explicar as encomendas de lençóis da branca e da escura como encomendas de materiais têxteis". Ou seja, justificações que ocorrem nas investigações de tráfico de droga. A opinião do procurador João Marques Vidal foi expressa na resposta deste ao recurso da defesa do banqueiro.
O procurador utilizou tal expressão para tentar desmontar os argumentos apresentados pelos advogados Nuno Godinho de Matos e Tiago Bastos quanto a uma escuta telefónica, em que Manuel Godinho pergunta a Armando Vara se quer para agora "os 25 quilómetros" (a que Vara responde que "fica para mais tarde"). Segundo o MP, trata-se de 25 mil euros que o empresário de Ovar deu a Vara. Ora, a defesa deste argumenta que "o universo empresarial não é só composto pelas empresas do PSI-20, com gestores formados na Universidade Católica, de gravata Hermes, jaquetão azul-marinho (...) e, em alguns casos (de pior gosto, mas mais sentido de exibição), com gel na cabecinha e barba de três dias, meticulosamente aparada para exibir o contraste". Ou seja, Vara tem de falar com todo o tipo de pessoas.
Para João Marques Vidal, o facto de Armando Vara ter recorrido "à utilização de uma linguagem cifrada" nos contactos com Manuel Godinho é porque "estava bem ciente dos problemas e intenções" do empresário de Ovar, o único arguido em prisão preventiva. Nos autos do processo, estão documentados oito encontros entre Manuel Godinho e Armando Vara. Sendo que ao empresário também foi apreendida uma lista, na qual Vara figurava como a pessoa que, nos anos de 2004 e 2006, recebeu as "prendas de maior importância". "O arguido [Armando Vara] era considerado por Manuel Godinho uma pessoa importante para o desenvolvimento dos seus negócios", concretizou o procurador. O magistrado, porém, está com uma dificuldade: demonstrar que Armando Vara recebeu 25 mil euros.
É que o próprio juiz de instrução, António Gomes, não deu aquele facto como indiciado. Por isso, João Marques Vidal sustenta na resposta ao recurso que Vara terá, pelo menos, aceitado a promessa de ser retribuído por eventuais favores que tenha feito a Manuel Godinho.
João Marques Vidal também aproveita escutas telefónicas entre terceiros (como Manuel Godinho e Paulo Penedos) para associar Armando Vara aos negócios de Manuel Godinho. Numa conversa, Godinho disse a Penedos: "Vou telefonar para o nosso amigo, a ver se ele dá um empurrão aqui, um empurrão acolá, a ver se me arranja algum trabalho."
Por outro lado, a investigação sustenta que um contrato entre uma empresa de Manuel Godinho e a EDP Imobiliária, na ordem dos 700 mil euros, só foi possível devido à intervenção de Armando Vara junto de Paiva Nunes, vogal daquela empresa do grupo EDP e também arguido no processo. Por isso, João Marques Vidal até admite que, além de tráfico de influências, o ex-administrador do Millenium bcp possa ser indiciado por corrupção.
O recurso de Vara está a ser analisado por juízes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto. Recorde-se que o banqueiro ficou, como medida de coacção, sujeito ao pagamento de uma caução de 25 mil euros e proibido de contactar com alguns dos arguidos do processo "Face Oculta".
Por Carlos Rodrigues Lima
Nota:
Enquanto um assobia para o lado o outro ri-se... E assim vai a nossa "justiça"!!!
DIZ O ROTO AO NU PORQUE NÂO TE VESTES TU!!!

Manuel Alegre considera prémios dos gestores públicos "um escândalo para a saúde da República"
Bragança, 19 mar (Lusa) - O candidato a Presidente da República, Manuel Alegre, considerou hoje "um escândalo para a saúde da República" os prémios dos gestores públicos, enquanto o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) impõe o congelamento dos salários na Função Pública.
"Não me parece que haja neste PEC um suficiente esforço de partilha", disse, em Bragança, num jantar com apoiantes em que comentou o PEC apresentado pelo Governo.
Para o socialista, "o esforço de contenção que é pedido pelo PEC é desigualmente distribuído".
Manuel Alegre criticou também a prevista privatização de serviços públicos, "ainda por cima rentáveis", com a qual entende "não se está a pretender uma melhoria da sua gestão e uma resposta ao interesse público, mas apenas querer obter rapidamente uma receita extraordinária".
"Também me parece que um país como o nosso não pode prescindir de uma transportadora aérea nacional que garanta a ligação com o Brasil, Estados Unidos da América e os países lusófonos de África", disse.
O candidato a Presidente da República defende que o que Portugal precisa "não é do código de conduta das medidas orçamentais impostas pelo Banco Central Europeu, mas de uma austeridade republicana exemplar, a partir de cima".
"Desde os titulares dos órgãos de soberania aos administradores de empresas públicas", concretizou.
Manuel Alegre considerou ainda ser necessário "repensar os critérios monetaristas que estão a contaminar a Europa" e criticou a falta de controlo do dinheiro que a União Europeia incentivou os Estados-membros a introduzirem nos bancos.
"Nenhum constrangimento vindo de fora pode pôr em causa serviços públicos essenciais ao povo português como a Segurança Social, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde", afirmou.
Alegre frisou ainda que não renegará os seus valores para condicionar apoios à sua candidatura.
O candidato referiu-se também ao actual Presidente da República, nomeadamente à última entrevista televisiva de Cavaco Silva, comentando: "Não faz parte da minha maneira de ser dar entrevistas para não dizer nada."
"O papel de um Presidente da República não é de gerir silêncios nem de dizer apenas o que lhe convém quando lhe convém. A magistratura de influência do Presidente da República implica a utilização da pedagogia da palavra como um instrumento ao serviço do país", declarou.
"Falar mas nada dizendo, pronunciar-se mas nada propondo ou intervir mas nada acrescentando é um exercício vazio ou nulo de propósito", acrescentou.
Para Manuel Alegre, "Portugal precisa de uma inspiração mobilizadora e não de exercícios de cálculo".
"Cabe ao Presidente da República indicar o caminho e não os atalhos. A defesa da estabilidade não é um jogo de sombras, é uma prática de clarificação", afirmou.
O presidente da federação distrital de Bragança do PS, Mota Andrade, foi um dos promotores do jantar de apoio a Manuel Alegre, afirmando que a sua candidatura é a "da esperança".
HFI.
Moral da História:
Segundo ele "Falar mas nada dizendo, pronunciar-se mas nada propondo ou intervir mas nada acrescentando é um exxercício vazio ou nulo de propósito."
Ora depois destas palavras estava à espera que propuzesse reduções no número de deputados, ministros, secretários de estado, assessores, gestores públicos etc., etc., reduções nos salários e "mordomias" da "nomenclatura" ( deputados, gestores públicos, etc.), as reformas só entrarem em vigor quando as pessoas atinjam a idade dos 65 ou 70 anos e nunca antes, contenção nos prémios de produtividade que actualmente atingem valores astronómicos e outras disposições do mesmo tipo que pelo bom exemplo dariam a todo o mundo razões para pensar que ali estava Alguém de Bem mas não, ficou-se "por falar mas nada dizendo"! Assim lembrou-me o provérbio: "Diz o roto ao nu porque não te vestes tu?"...

