"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

15/10/2010

Paula Eduarda, 11 Anos - Uma Vencedora !


A menina é fantástica.
Il mio babbino caro, uma das mais belas árias, da ópera Gianni Schicchi, de Puccini
Cliquem no site abaixo

http://sorisomail.com/email/68156/paula-eduarda-11-anos--uma-vencedora.html

14/10/2010

A propósito de gastos inúteis...


Uma análise interessante…

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel, nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 kms .
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
Miguel Sousa Tavares

José Sócrates & Helena André, Lda. - Um monumento à falta de vergonha

Há dias assistimos a mais uma das inúmeras peças da mais rasteira propaganda, que são a imagem de marca do inútil que faz de primeiro-ministro. Desta vez era a pomposa inauguração de mais uma creche, com direito à presença das televisões e ao adereço de mau gosto que é a ex “sindicalista” ministra do trabalho, Helena André.
O demagogo e mentiroso compulsivo aproveitou a ocasião para gabar a obra inexcedível do seu Governo, nomeadamente no que respeita à rede de creches. Chamou-lhe reforma «silenciosa, mas grande», dizendo que Portugal já ultrapassou a meta europeia em termos de cobertura.
«Ao longo destes últimos cinco anos as coisas mudaram muito e não me cansei de chamar a atenção para a necessidade de se resolver o problema crónico da falta de investimento em creches. Mas chegamos a 2010 e podemos dizer que o Estado Português irá suplantar o objectivo europeu (de ter mais de 33% de crianças integradas na rede de creches), atingindo no final deste ano 36%», sustentou, para acrescentar, triunfal, «Uma das minhas ambições é que, daqui a uns anos, quem se ocupar da política, não se ocupe com tanta urgência de áreas em que tínhamos um tão grande atraso».
Andou bem o “Jornal de Negócios”, que logo no mesmo artigo em que veiculou esta notícia, esclareceu que a creche tão pomposamente inaugurada pelo primeiro-ministro, era afinal uma creche privada, construída pelo “Grupo Auchan”, que irá, no futuro, construir mais algumas, sempre junto aos seus hipermercados e para servir, prioritariamente, os seus funcionários.
Isto leva-nos a outro artigo, também do “Jornal de Negócios”, onde se desmonta este mito, ou melhor, esta grande aldrabice, das centenas de creches “criadas” pelos governos de José Sócrates.
Aí se demonstra que «dos 324 novos estabelecimentos para crianças entre os 0 e 3 anos criados entre 2004 e 2008, 145 são da responsabilidade do sector lucrativo», ou seja, são simples negócios privados, montados com o único fim de ter lucros. «As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) disponibilizaram a quase totalidade das restantes novas respostas (177), tendo a rede exclusivamente pública apenas mais duas creches do que no ano anterior à chegada dos socialistas ao poder». Apenas mais duas! Exactamente… mais duas!
Se estes números estão certos, repito: andou bem, o “Jornal de Negócios”!
Como disse a abrir, este homem é um inútil! Quando cair do lugar (mais cedo do que tarde, espero!) as suas “qualificações profissionais” serão tão imprestáveis quanto ele o foi para o país. Terá a sorte, como tantos outros antes dele, de vir a ser recompensado pelo seu trabalho político em favor dos “grupos auchans” e "sonaes" deste mundo, com um qualquer lugar de vogal ou administrador não executivo numa qualquer grande empresa, o que lhe permitirá manter o nível de qualidade do guarda roupa que o fez “o primeiro-ministro mais bem vestido do mundo” e, há bem poucos dias, o homem “mais sexy” de Portugal... pelo menos na cabeça das votantes leitoras do Correio da Manhã... e alguns leitores, muito provavelmente. http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2010/09/jose-socrates-helena-andre-lda-um.html

13/10/2010

AGORA ALGO DIFERENTE PARA LEVANTAR O "EGO"!!!

Como corrigir o Orçamento sem criar mais impostos

CORTE-SE NAS DESPESAS; NÃO SE AUMENTEM MAIS NOS IMPOSTOS!!!

RECORDA AS SEIS REGRAS PARA SE SER FELIZ!


Desfruta a Vida… Sacode-te!

1. Libertar o coração do ódio;
2. Libertar a cabeça de preocupações;
3. Acreditar que amanhã será melhor;
4. Viver com sinceridade;
5. Dar mais atenção aos outros;
6. Nunca esperar recompensas…


Como vês é fácil...É só querer!

12/10/2010

Sócrates e a Felicidade do Povo


Diz o Primeiro-ministro (Sócrates) para a Secretária:
"Vou atirar esta nota de 100 Euros pela janela e fazer um português feliz."
"Sr. Engenheiro, não acha preferível atirar 2 de 50 e fazer 2 portugueses felizes?" - diz a Secretária.
"Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro. Atire 20 notas de 5 e faça 20 portugueses felizes!" - diz o Escriturário lá no seu canto.
Ouvindo isto tudo, reage a senhora de limpeza:
"Porque é que o senhor Primeiro-ministro não se atira da janela e faz dez milhões de portugueses felizes?"

A AUTORIDADE DO ESTADO ESTÁ EM CAUSA!!!


Ao Fim e ao Cabo

Portugal sofre – entre outros males que não vêm ao caso – de falta de autoridade do Estado. Para que não restem dúvidas: não defendo um Estado autoritário que tudo pode e quer; não pretendo um País do ‘respeitinho’ imposto pelo cassetete; não quero um Estado da moral piedosa e dos bons costumes de catecismo.
Exijo do Estado, apenas, que cumpra as suas obrigações – e um dos deveres é não consentir agressões a polícias. Este ano já vai com 300 agressões. A facilidade com que em Portugal se bate em polícias demonstra como o Estado não é capaz de exercer a autoridade a que está obrigado em nome de todos nós. Não se perdeu o respeito: perdeu-se o sentido de cidadania – por culpa da fraqueza dos tribunais que hesitam em punir quem acha que pode atacar um polícia. O Tribunal da Relação acaba de suspender a pena aplicada a um grupo de desordeiros que espancaram um agente da PSP. A douta decisão, se não é um convite ao crime, gera um sentimento de impunidade com consequências terríveis. Ainda na última terça--feira, em Lisboa, quatro delinquentes deixaram um polícia entre a vida e a morte. O País, além dos anéis, arrisca perder a decência.


Manuel Catarino, jornalista

Entretanto há destas Coisas…

No dia das comemorações do centenário da República um grupo de simpatizantes monárquicos, na maioria alinhados com o blogue "31 da Armada", estava perto da Praça do Município e os participantes colocaram máscaras de Darth Vader, personagem da "Guerra das Estrelas" que tem sido a imagem de marca daquele blogue. O curioso é que foram abordados por polícias à paisana, vários deles de cabelos rapados e óculos escuros, que lhes quiseram tirar as máscaras, não se sabe bem por que razão nem por qual autoridade.

Noutra rua ali próxima um conhecido humorista da TV, Jel, dos Homens na Luta, fazia uma das suas habituais intervenções, proclamando que na sua opinião estamos numa república das bananas - e por esse facto foi detido e levado para identificação pela polícia. Num regime que se quer expoente da Liberdade, estes comportamentos são curiosos.

Mais elucidativo ainda é o relativo e dominante silêncio dos mídia sobre estas atitudes - e já agora também sobre as cerimónias evocativas da Monarquia que na mesma data ocorreram em Guimarães, sem dignitários do regime nem usufrutuários dos dez milhões de euros das festividades republicanas, mas com largas centenas de pessoas, que lá se deslocaram de propósito a expensas próprias, num ambiente de festa popular em contraste com o cinzentismo da Praça do Município.

A criatura

As autarquias fazem os centros escolares. Os institutos fazem jantares e esbanjam milhões em mordomias
Uma criatura chamada José Junqueiro, que substituiu na Secretaria de Estado da Administração Local um grande governante chamado Eduardo Cabrita, depois de um ano de mudo e eficaz silêncio que não contribuiu nem para o seu cadastro nem para o seu currículo, agora, falou. Aliás, a única coisa que o distingue. Fala. Apenas isso.
Esteve no governo e da façanha pode dar conta aos netos. Está cumprido o seu destino. Porém, esta semana decidiu atirar-se aos autarcas. À presa mais fácil e mais à mão. Porque o poder local, como se conhece, tem a idade do regime democrático, tem fraquezas, está exposto ao insulto fácil, à revolta e ao simplismo dos ódios. E é verdade que tem grandezas e misérias. Porém, estão ali, nas juntas de freguesia, nas câmaras, à mão de semear, próximos dos seus eleitores, sabendo directamente das mágoas e expectativas, escutando os lamentos de quem padece, de quem está desempregado, de quem sofre, as lágrimas de desesperados a quem a política nacional, comunitária e governamental pôs na margem da própria vida. Eleitos sempre expostos, desde o insulto à incompreensão, desde a chantagem à vilania.
E também à solidariedade, às obras, à solução dos problemas mais instantes das populações, aquelas que fizeram de Junqueiro governante mas nem sabem onde é o seu paradeiro, em que gabinete se esconde, em que labirinto se protege, feito de um peito que não se dá às balas. Este homem veio dizer que as autarquias têm de gastar menos e gastar melhor. Gastar, o quê? Seguramente não podem gastar os 100 milhões de euros que este governo retirou o ano passado. Nem os perto de 150 milhões que quer retirar agora. Para quê? Para anular o poder interventivo do poder local, para aumentar a angústia de milhões confrontados com a crise do qual esta criatura é um dos beneficiários, através do seu governo. Corta nos seus institutos, direcções gerais, comissões, governos civis e preguiça correlativa? Não. Aí não.
Nas autarquias. Que contribuíram com 14% para o endividamento, enquanto as estruturas dirigidas pelo seu governo contribuíram com 77%! É preciso descaramento. Não fosse o poder local e contavam-se pelos dedos das mãos as obras que o país tem para mostrar realizadas pelo governo do senhor Junqueiro. A começar pela rede escolar que tanta baba faz correr a quem nos governa. A EU e as autarquias fazem os centros escolares que vão polvilhando o país. Enquanto isso, os institutos fazem jantares de centenas de milhares euros, esbanjam milhões em mordomias, e, caladinhos, bem-comportadinhos, pois são eles que fazem do senhor Junqueiro uma pessoa importante para dizer disparates.

Francisco Moita Flores, professor universitário

Pobreza

Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos (922 carros topo de gama, já em 2010), reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc. É, de facto, um país pobre. Mas, pobre de espírito, antes de mais!

O Martins é o motorista...

A medidazita que faltou
Ele é vogal de uma dessas entidades reguladoras portuguesas - insisto, não é ministro de país rico, é um vogal de entidade reguladora de país pobre - e foi de Lisboa ao Porto a uma reunião. Foi de avião, o que nem me parece um exagero, embora seja pago pelos meus impostos. Se ele tem uma função pública é bom que gaste o que é eficaz para a exercer bem: ir de avião é rápido e pode ser económico. Chegado ao Aeroporto de Sá Carneiro, o homem telefonou: "Onde está, sr. Martins?" O Martins é o motorista, saiu mais cedo de Lisboa para estar a horas em Pedras Rubras. O vogal da entidade reguladora não suporta a auto-estrada A1. O Martins foi levar o senhor doutor à reunião, esperou por ele, levou-o às compras porque a Baixa portuense é complicada, e foi depositá-lo de volta a Pedras Rubras. O Martins e o nosso carro regressaram pela auto-estrada a Lisboa. O vogal fez contas pelo relógio e concluiu que o Martins não estaria a tempo na Portela. Encolheu os ombros e regressou a casa de táxi, o que também detestava, mas há dias em que se tem de fazer sacrifícios. Na sua crónica nesta edição do DN, o meu camarada Jorge Fiel diz que o Estado tem 28 793 automóveis. Nunca perceberei por que razão os políticos não sabem apresentar medidas duras. Sócrates, ontem, ter-me-ia convencido se tivesse também anunciado que o Estado passou a ter 28 792 automóveis
.

Ferreira Fernandes

06/10/2010

Homenagem ao Camarada e Amigo Hugo dos Santos


Hugo tem H de Honrado,
De Homem, Honesto, Humano.
Dos Santos – Sacrificado,
Sensível, Simples, Soldado
- de porte palaciano,
quando uniformizado –
Em amizade o decano,
Por sempre a ter cultivado,
Cada dia, cada ano.

Austero, Disciplinado,
Respeitador, Educado,
De carácter persistente,
Exigente, responsável,
Mas humilde e sempre amável,
Nascido p´ra ser alguém.

Breve, afronta o destino,
Tão cedo lhe rouba o Pai,
Quão cedo lhe rouba a Mãe.
Sofre, mas não perde o tino.

Depois segue o seu caminho,
Determinado e com fé.
Vence espinho após espinho,
Até chegar ao que é:
Senhor Tenente General,
Militar de corpo inteiro,
Infante de Portugal !

Os teus Amigos de infância,
Sempre em total consonância,
Deixam-te aqui um abraço,
Sou eu o seu porta-voz.
E com que orgulho o faço!...

Viçoso Caetano,
O Poeta de Fornos de Algodres
Julho de 2010

03/10/2010

Manoel de Oliveira "Sempre Jovem" honorário



Como reinício das minhas actividades bloguistas achei oportuno trazer aqui uma prova de juventude de alguém que se tem mantido "Sempre Jovem" ao longo dos anos.