"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

12/01/2011

SUGESTÕES PARA UMA VIDA MELHOR EM 2011






































POIS, POIS...TUDO TEM UMA EXPLICAÇÃO...


Afinal o homem tem motivos mais que justificados para se encostar e fundamentar os desmandos do governo! Está em causa o ganha-pão do filho!
E assim avança Portugal... para o precipício!
O Insigne Prof. Dr. Jorge Miranda entende (em parecer pago pelo bolso dos contribuintes) que o corte dos salários no sector público não é (espantosamente, dir-se-ia) inconstitucional porque está em causa o ''interesse público'' (!?).
Porque será?
Uma pista para tamanho mistério poderá ser encontrada no seguinte link:

http://economico.sapo.pt/noticias/chefe-de-gabinete-de-lacao-nomeado-director-na-justica_103650.html
(reparem só no extraordinário currículo do rapaz!)

11/01/2011

A TRAPALHÂNDIA EM PORTUGAL















PORTUGAL… AO QUE ISTO CHEGOU!


Apesar de um amigo, sempre que recebe um reenvio como este, me responder agastado querendo dizer que estas atitudes só devem ser tomadas por doutorados em economia ou direito... e não por simples cidadãos, faço esta repassagem, como simples cidadão que sou, e sublinho que os 7427 euros que cada um, em média, recebe por reunião correspondem a cerca de 17 salários mínimos!
Convido os amigos a sempre que falarem nestas remunerações faraónicas as traduzam em salários mínimos, para se saber o que é o nosso Estado social.
E anda por aí muita gente com fome a revoltar-se contra os direitos humanos na China. E cá? Em que condição está um trabalhador, com família, que anda a trabalhar 17 meses para ganhar aquilo que um nababo ganha numa ou duas horas!
AJS

REPASSANDO

Até custa a crer que possa ter credibilidade, reflecte falta de pudor e é de uma imoralidade assustadora com ou sem crise Global.
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.

Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar Branco, António Lobo Xavier e João Vieira
Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que "trabalham".

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia-geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia-geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.

José Pedro Aguiar Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.

Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado
ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda
administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião. dn.pt, 16 Abril

Nota: não haverá por acaso qualquer ligação entre isto, o "deficit", e a situação de total descalabro do país? Se estes senhores são tão bons para ganharem tanto dinheiro só para assistirem a reuniões e manifestarem as suas opiniões, como pode o país destes senhores encontrar-se no estado em que se encontra? Qual é o real valor, a credibilidade e o reconhecimento internacional destes senhores tão bem pagos e que andam há tantos anos "por aí" na vida política e empresarial portuguesa? (estas "dúvidas" estendem-se aos administradores executivos que sempre farão um pouco mais que assistir a reuniões e mandar "palpites"... e por isso sempre ganharão um pouco mais)

É (deveria ser!) urgente varrer este País...

"AMIGOS NÃO SE DESPEDEM, MARCAM UM NOVO ENCONTRO", António d'Almeida

10/01/2011

Que canalha tem este meu País!‏


Comandante da GNR subiu 1137 euros o seu salário. A crise não é para todos nas forças de segurança. Os generais já se aumentaram.
O comandante-geral da GNR, Luís Nelson Santos, e o seu 2.º comandante, Augusto Cabrita, aumentaram os seus ordenados em 1137 euros e 220 euros, respectivamente, no passado mês de Novembro. O despacho oficial, subscrito pelo próprio comandante-geral, permitiu ainda que lhes fossem pagos retroactivos a Janeiro de 2010, não só em relação ao vencimento-base como também nos suplementos. Desta forma, com um salário-base de 4857 euros, Nelson Santos, que deixa o cargo na próxima terça-feira, recebeu uma prenda de Natal inesquecível: um vencimento líquido de 15.593 euros, que inclui também o aumento do seu salário, indexado ao ordenado-base, enquanto presidente não executivo dos Serviços Sociais
O número dois na hierarquia da GNR, seu 2.º comandante, também não sentiu os sacrifícios pedidos pelo ministro das Finanças a milhares de funcionários públicos, incluindo a todos os profissionais das forças de segurança. Este oficial-general recebeu 8922 euros. Estes aumentos foram decididos depois de Teixeira dos Santos ter ordenado o seu congelamento.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afasta responsabilidades. "A fixação das referidas remunerações decorre da lei, sendo processadas pela instituição", responde o seu gabinete.
O porta-voz oficial da GNR alega que estas remunerações foram "fixadas" de acordo com os "desempenhos funcionais" daqueles oficiais-generais, de acordo com o decreto-lei que define o novo regime remuneratório da GNR, aprovado em Janeiro de 2010.
O problema é que esta tabela, que prevê aumentos em todos os postos, não foi ainda aplicada à esmagadora maioria dos militares da GNR, e esse facto tem sido alvo de fortes críticas das associações representativas. Por isso, na GNR este caso dos aumentos aos responsáveis máximos está a provocar um grande sentimento de revolta e indignação

Nota: A falta de vergonha já chegou aos Militares, pois num momento em que se pede contenção nas despesas públicas dois oficiais generais não se coibiram de se aumentarem escandalosamente e ainda para mais com efeitos retroactivos! Estamos num autentico lamaçal... Ao que chegamos ... É ver quem saca mais!!! Belos tempos em que os militares eram exemplo para a Nação!!!


A sombra da falsidade

Os últimos anos trouxeram um traço original à nossa realidade política. Pela primeira vez há muitas décadas o País vê-se a viver debaixo de um manto de suspeitas, enganos, falsidades.
A vida política sempre teve proverbiais problemas com a verdade, pior numa sociedade mediática. Mas se uma certa ilusão e encenação fazem parte do saudável confronto parlamentar, existem épocas de distorção inaceitável, mesmo em sociedades civilizadas. O caso clássico é a presidência de Richard Nixon, cujo estilo e esquemas marcaram um período conturbado da fogosa democracia americana. Hoje vive-se situação semelhante em Portugal.
Desde 1974 a democracia sofreu fases muito diferentes, algumas difíceis e incertas. Mas nunca se viveu um clima de desconfiança e embuste como actualmente. Se tal situação não pode ser atribuível a uma pessoa, é verdade que, como Nixon, cabe a José Sócrates o papel central de responsável, inspirador e maestro desse ambiente. Trata-se, não tanto de um esquema consciente e organizado, mas de uma segunda natureza instintiva e automática.
As provas, hoje esmagadoras, tiveram sintomas desde o princípio. Apesar da pose inicial de estadista reformador, Sócrates viu-se logo envolvido num espectacular ardil para fugir da solene promessa eleitoral de não aumentar impostos. A surpresa indignada perante o que todos sabiam, o nível do défice, e a comissão técnica justificativa da cambalhota foram criações magistrais no género.
Este foi apenas o primeiro episódio de longa novela de ficções e patranhas. As questões financeiras permaneceram tema favorito, até ao rosário de PEC de 2010. A descarada desorçamentação e contabilidade criativa para sustentar projectos favoritos, como energias renováveis, distribuição de computadores e outros devaneios, escondem pesadíssimos compromissos sobre o futuro. Sobretudo as parcerias público-privadas, em que se apostou como nenhum governo do mundo, representam uma bomba de relógio fiscal que ultrapassa toda a nossa multissecular história de desregramento.
Nem só de dinheiros viveu a aldrabice. Todos os campos da vida nacional estiveram, mais ou menos, debaixo da sombra da falsidade. Das graves acusações na sua vida pessoal às supostas reformas corajosas que não mudavam nada, foram cinco anos de encenações, enredos e miragens. Claro que se tomaram medidas importante e foram feitas mudanças estruturais. Mas até essas tinham de vir sempre envolvidas em pretensões exageradas e roupagens fantásticas.
Nas questões fracturantes, prioridade irresponsável deste executivo, foram realizados prodígios de prestidigitação. Afirmando-se sempre um político equilibrado, moderno e conciliador, Sócrates enveredou impudente- mente pelo partido mais extremista, palpavelmente feliz por conseguir tal ilusionismo diante do país embasbacado.
É muito curioso que, nas várias suspeitas que surgiram relativamente a aspectos da sua história pessoal e política, o senhor primeiro-ministro tenha adoptado sempre a posição oposta à canónica. Os políticos acusados de fraudes ou tropelias costumam afirmar-se ansiosos que a questão vá a tribunal para que a verdade vença. Sócrates, nunca abandonando uma posição de negação indignada, fez sempre tudo para evitar o esclarecimento jurídico.
Este comportamento na cúpula ressentiu-se em todos os níveis da vida nacional. Portugal habituou-se a ver publicamente as contínuas e sistemáticas práticas de sobrepor à realidade um filtro distorcido, empregar expedientes oportunistas de manipulação, negar a evidência mais patente. A verdade desaparece sempre debaixo dos fumos da conveniência. Agora a crise faz a impostura descer a canalhice.
É bom não exagerar o significado desta realidade. Embora indiscutivelmente grave e nocivo, este novo estilo político nada tem a ver com as misérias de há cem anos. Além disso o repúdio generalizado pelo consulado de Sócrates terá consequências futuras. Como Nixon, ele ficará na história como hiato triste e aviso solene. Felizmente José Sócrates não representa a política lusa.

Publicado por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Nota:
Este problema da vigarice institucionalizada - e praticada às claras - não é de agora.
Há muito que em Portugal ela fez carreira em muitas áreas, particularmente no futebol.
Com Pinto da Costa e Valentim Loureiro à frente, assessorados por um conjunto de vigaristas encartados.
Quem leu jornais nos últimos 30 anos - particularmente os desportivos e não é preciso ser um iluminado -, sabe bem que isso é verdade.
Mas também na política.
Basta ir de aldeia em aldeia e perguntar de quem é a melhor casa - 4 em cada 5 casos dirão "é do presidente da Junta" ou "é de Fulano que foi presidente da Junta", ou "de Sicrano que foi o vereador das obras da Câmara"...
É por isso que, cada vez mais, há gente com saudades do antigamente.
Eram poucos e, os que roubavam, não se atreviam a roubar muito nem à descarada.
E, quando a coisa era notória - embora perfeitamente legítima a nível dos costumes por esse mundo fora - lá vinha o "homem das botas" a mandar o cartão-de-visita a agradecer os serviços prestados e a mandar o ministro de patins para o sítio de onde tinha vindo.
Como aconteceu com aquele que tinha sido representante do governo junto da construtora da ponte sobre o Tejo: a seguir à inauguração passou a ministro, mas só durou três meses... Averiguem porquê - e não foi nada ilegal, pelo menos aos olhos de hoje.
Cumprimentos para o Dr. João César das Neves, mas há que ser mais incisivo.

Ribeiro Soares

09/01/2011

Birke Baehr - 11 anos e já sabe o que está mal na alimentação




Não deixem de ouvir o que um miúdo de 11 anos, Birke Baehr, tem a dizer sobre o sistema alimentar corrente. Tem legendas em português.

Publicado no Blogue “Sustentabilidade é Acção” pela minha Amiga Manuela Araújo