"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

22/03/2010

Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM!),


Ó Fernanda, dado
que já estou cansado
do ar teatral
a que ele equivale
em todo o horário
de cada canal,

no noticiário,
no telejornal,
ligando-se ao povo,
do qual ele se afasta,
gastando de novo
a fala já gasta

e a pôr agastado
quem muito se agasta
por ser enganado.
Ó Fernanda, dado
que é tempo de basta,
que já estou cansado

do excesso de carga,
do excesso de banda,
da banda que é larga,
da gente que é branda,
da frase que é ópio,
do estilo que é próprio

para a propaganda,
da falta de estudo,
do tudo que é zero,
dos logros a esmo
e do exagero
que o nega a si mesmo,

do acto que é baço,
do sério que é escasso,
mantendo a mentira,
mantendo a vaidade,
negando a verdade,
que sempre enjoou,

nas pedras que atira,
mas sem que refira
o caos que criou.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
que falta paciência,

por ter suportado
em exagerado
o que é aparência.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
ao fim e ao cabo,

das farsas que ele faz,
a querer que o diabo
me leve o que ele traz,
ele que é um amigo
de São Satanás,
entenda o que eu digo:

Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio,
ó Fernanda, prive-o
de ser contestado!
Retire-o do Estado!
Torne-o bem privado!

Ó Fernanda, leve-o!
Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio
para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!

Euleriano Ponati
(poeta não titular)

21/03/2010

LIMPAR PORTUGAL EM PERMANÊNCIA!


Para o bem e para o mal, as "redes sociais" aí estão! Desta vez, ao serviço de uma boa CAUSA: LIMPAR PORTUGAL! Para já, é para limpar as lixeiras (13.500 em todo o país)! E se um dia esta ou outra muita gente decidir eleger como CAUSAS, por exemplo, a burocracia, a ditadura fiscal, o combate aos desigualdades sociais, o enriquecimento ilícito de gente que ganha imenso trabalhando muito pouco, a insegurança de pessoas e bens, a prepotência do Estado e de muitos dos seus Serviços Públicos na forma como muitas vezes trata os cidadãos?

padre José Maia no Correio da Manhã de hoje

20/03/2010

Ainda as escutas... MP compara explicações de Vara às dadas por traficantes!


O Ministério Público de Aveiro considera que as explicações que Armando Vara deu sobre algumas escutas telefónicas do processo "Face Oculta" "fazem lembrar" outros casos "para explicar as encomendas de lençóis da branca e da escura como encomendas de materiais têxteis". Ou seja, justificações que ocorrem nas investigações de tráfico de droga. A opinião do procurador João Marques Vidal foi expressa na resposta deste ao recurso da defesa do banqueiro.
O procurador utilizou tal expressão para tentar desmontar os argumentos apresentados pelos advogados Nuno Godinho de Matos e Tiago Bastos quanto a uma escuta telefónica, em que Manuel Godinho pergunta a Armando Vara se quer para agora "os 25 quilómetros" (a que Vara responde que "fica para mais tarde"). Segundo o MP, trata-se de 25 mil euros que o empresário de Ovar deu a Vara. Ora, a defesa deste argumenta que "o universo empresarial não é só composto pelas empresas do PSI-20, com gestores formados na Universidade Católica, de gravata Hermes, jaquetão azul-marinho (...) e, em alguns casos (de pior gosto, mas mais sentido de exibição), com gel na cabecinha e barba de três dias, meticulosamente aparada para exibir o contraste". Ou seja, Vara tem de falar com todo o tipo de pessoas.
Para João Marques Vidal, o facto de Armando Vara ter recorrido "à utilização de uma linguagem cifrada" nos contactos com Manuel Godinho é porque "estava bem ciente dos problemas e intenções" do empresário de Ovar, o único arguido em prisão preventiva. Nos autos do processo, estão documentados oito encontros entre Manuel Godinho e Armando Vara. Sendo que ao empresário também foi apreendida uma lista, na qual Vara figurava como a pessoa que, nos anos de 2004 e 2006, recebeu as "prendas de maior importância". "O arguido [Armando Vara] era considerado por Manuel Godinho uma pessoa importante para o desenvolvimento dos seus negócios", concretizou o procurador. O magistrado, porém, está com uma dificuldade: demonstrar que Armando Vara recebeu 25 mil euros.
É que o próprio juiz de instrução, António Gomes, não deu aquele facto como indiciado. Por isso, João Marques Vidal sustenta na resposta ao recurso que Vara terá, pelo menos, aceitado a promessa de ser retribuído por eventuais favores que tenha feito a Manuel Godinho.
João Marques Vidal também aproveita escutas telefónicas entre terceiros (como Manuel Godinho e Paulo Penedos) para associar Armando Vara aos negócios de Manuel Godinho. Numa conversa, Godinho disse a Penedos: "Vou telefonar para o nosso amigo, a ver se ele dá um empurrão aqui, um empurrão acolá, a ver se me arranja algum trabalho."
Por outro lado, a investigação sustenta que um contrato entre uma empresa de Manuel Godinho e a EDP Imobiliária, na ordem dos 700 mil euros, só foi possível devido à intervenção de Armando Vara junto de Paiva Nunes, vogal daquela empresa do grupo EDP e também arguido no processo. Por isso, João Marques Vidal até admite que, além de tráfico de influências, o ex-administrador do Millenium bcp possa ser indiciado por corrupção.
O recurso de Vara está a ser analisado por juízes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto. Recorde-se que o banqueiro ficou, como medida de coacção, sujeito ao pagamento de uma caução de 25 mil euros e proibido de contactar com alguns dos arguidos do processo "Face Oculta".
Por Carlos Rodrigues Lima

Nota:
Enquanto um assobia para o lado o outro ri-se... E assim vai a nossa "justiça"!!!

DIZ O ROTO AO NU PORQUE NÂO TE VESTES TU!!!


Manuel Alegre considera prémios dos gestores públicos "um escândalo para a saúde da República"
Bragança, 19 mar (Lusa) - O candidato a Presidente da República, Manuel Alegre, considerou hoje "um escândalo para a saúde da República" os prémios dos gestores públicos, enquanto o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) impõe o congelamento dos salários na Função Pública.
"Não me parece que haja neste PEC um suficiente esforço de partilha", disse, em Bragança, num jantar com apoiantes em que comentou o PEC apresentado pelo Governo.
Para o socialista, "o esforço de contenção que é pedido pelo PEC é desigualmente distribuído".
Manuel Alegre criticou também a prevista privatização de serviços públicos, "ainda por cima rentáveis", com a qual entende "não se está a pretender uma melhoria da sua gestão e uma resposta ao interesse público, mas apenas querer obter rapidamente uma receita extraordinária".
"Também me parece que um país como o nosso não pode prescindir de uma transportadora aérea nacional que garanta a ligação com o Brasil, Estados Unidos da América e os países lusófonos de África", disse.
O candidato a Presidente da República defende que o que Portugal precisa "não é do código de conduta das medidas orçamentais impostas pelo Banco Central Europeu, mas de uma austeridade republicana exemplar, a partir de cima".
"Desde os titulares dos órgãos de soberania aos administradores de empresas públicas", concretizou.
Manuel Alegre considerou ainda ser necessário "repensar os critérios monetaristas que estão a contaminar a Europa" e criticou a falta de controlo do dinheiro que a União Europeia incentivou os Estados-membros a introduzirem nos bancos.
"Nenhum constrangimento vindo de fora pode pôr em causa serviços públicos essenciais ao povo português como a Segurança Social, a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde", afirmou.
Alegre frisou ainda que não renegará os seus valores para condicionar apoios à sua candidatura.
O candidato referiu-se também ao actual Presidente da República, nomeadamente à última entrevista televisiva de Cavaco Silva, comentando: "Não faz parte da minha maneira de ser dar entrevistas para não dizer nada."
"O papel de um Presidente da República não é de gerir silêncios nem de dizer apenas o que lhe convém quando lhe convém. A magistratura de influência do Presidente da República implica a utilização da pedagogia da palavra como um instrumento ao serviço do país", declarou.
"Falar mas nada dizendo, pronunciar-se mas nada propondo ou intervir mas nada acrescentando é um exercício vazio ou nulo de propósito", acrescentou.
Para Manuel Alegre, "Portugal precisa de uma inspiração mobilizadora e não de exercícios de cálculo".
"Cabe ao Presidente da República indicar o caminho e não os atalhos. A defesa da estabilidade não é um jogo de sombras, é uma prática de clarificação", afirmou.
O presidente da federação distrital de Bragança do PS, Mota Andrade, foi um dos promotores do jantar de apoio a Manuel Alegre, afirmando que a sua candidatura é a "da esperança".
HFI.


Moral da História:
Segundo ele "Falar mas nada dizendo, pronunciar-se mas nada propondo ou intervir mas nada acrescentando é um exxercício vazio ou nulo de propósito."
Ora depois destas palavras estava à espera que propuzesse reduções no número de deputados, ministros, secretários de estado, assessores, gestores públicos etc., etc., reduções nos salários e "mordomias" da "nomenclatura" ( deputados, gestores públicos, etc.), as reformas só entrarem em vigor quando as pessoas atinjam a idade dos 65 ou 70 anos e nunca antes, contenção nos prémios de produtividade que actualmente atingem valores astronómicos e outras disposições do mesmo tipo que pelo bom exemplo dariam a todo o mundo razões para pensar que ali estava Alguém de Bem mas não, ficou-se "por falar mas nada dizendo"! Assim lembrou-me o provérbio: "Diz o roto ao nu porque não te vestes tu?"...

Aniversário da Amiga Ana Martins


PARABÉNS A VOCÊ
NESTA DATA QUERIDA
MUITAS FELICIDADES
MUITOS ANOS DE VIDA

HOJE É DIA DE FESTA
CANTAM AS NOSSAS ALMAS
PARA A MENINA ANINHAS
UMA SALVA DE PALMAS!!!

EHEHEHEHEHEHEHEH

Beijinhos muitos beijinhos!!!



19/03/2010

Não importa a morte... o 'prof' até era louco!

"Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.
O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensar que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O ‘prof’ era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O ‘prof’ era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifos, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andar com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?

Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje."

Ricardo Miguel de Vasconcelos, no Correio do Minho

Nota: Aproveite para visitar o blogue http://umespectador.blogspot.com/ e veja o post Respostas Sociais para Crianças e Idosos





QUERER É PODER... UM EXEMPLO A SEGUIR!!!


É a história de Pedro Choy.

Uma verdadeira inspiração para quem tem a mania de se queixar muito da vida e fazer pouco para lhe dar a volta.

Olhando para ele, para a forma dominadora como fala, para o modo seguro como trabalha, avaliando as 18 clínicas que tem, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, metade português, metade chinês, “Clínicas Dr. Pedro Choy”, medindo e pesando o homem, o médico, Pedro Choy, ninguém diria, dessa análise precipitada e ligeira, que nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. Tão pobre que só teve electricidade aos 15 anos. Tão pobre que as instalações sanitárias da sua pobre casa, em Almeirim, eram no fundo do quintal e consistiam num buraco feito no chão, rodeado por uma cabana de madeira feita por si e pelos irmãos, com tábuas e pregos. Tão pobre que, todos os anos, Pedro Choy e os irmãos tapavam esse buraco com terra e abriam outro buraco ao lado.

Pedro Choy nasceu em Macau e veio com três meses para Portugal, mais concretamente para Almeirim, onde vivia uma avó (mãe do pai). Um ano depois, rebentou a guerra colonial e o pai foi para Macau, onde ficou 14 anos. A mãe de Pedro Choy, chinesa, ficou sozinha com quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, numa terra estranha, sem falar uma palavra de português. “A minha mãe, além de ser chinesa, vestia-se de uma forma completamente chinesa. Naquela altura, em Almeirim, nunca ninguém tinha visto um chinês. As pessoas andavam atrás dela como quem vê um extraterrestre. Faziam fila para a ver. A ponto de, um dia, ela ter desatado a fugir e ter caído, porque tinha medo. Por outro lado, o meu pai era o único adulto com quem ela conseguia falar, dado que não falava português. É uma sobrevivente, a minha mãe. Uma mulher muito especial.”

Quando chegou a Portugal, e sobretudo a Almeirim, a mãe de Pedro Choy desconfiava que algo de muito sério se passava. Acostumada à densidade populacional da China, estranhava a escassez de pessoas. “O meu pai assegurava-lhe vezes sem conta que não havia nenhuma espécie de guerra, que estava tudo bem. Não havia nem guerra, nem peste, nem epidemias. Porque ela não conseguia acreditar que a população da terra fosse mesmo só aquela, que não estava ninguém escondido.”

A avó de Pedro Choy morava numa casa igualmente pobre, com chão em terra e divisões improvisadas pelos netos, com tábuas. Era cauteleira e vidente. Na terra era conhecida como “a bruxa”. “Lembro-me de passar de ouvir as pessoas dizer: ‘Lá vai o neto da bruxa’. Não foi fácil. Fomos vítimas de chacota, não só por sermos pobres mas também por sermos chineses. No meu caso, por exemplo, inventavam-me nomes. Chamavam-me ‘Choy-Roy-Foy-Coy-Moy…’, tudo acabado em oy.” Mas Pedro foi educado para ser forte. O pai ensinou-o a dar como resposta: “Pois é. É por isso que sou melhor do que tu.”

Pedro Choy e os irmãos cresceram e fortaleceram-se, num ambiente hostil. Apesar da pobreza, os “filhos da chinesa” e “netos da bruxa” nunca andaram sujos nem nunca passaram fome: “Podíamos usar roupas usadas, velhas, dadas, mas estavam limpas. Podia não haver dinheiro para comprar carne mas tínhamos, pelo menos, arroz todos os dias. Arroz e leite. Não passávamos fome, do ponto de vista quantitativo.”
Passar fome, passou mais tarde, enquanto estudante universitário. Quando pediu uma bolsa de estudo e a viu recusada, Pedro Choy sentiu uma revolta grande. “Eu era a pessoa mais pobre do meu curso. Se eu não tinha direito à bolsa, quem é que tinha? Investiguei e descobri que os bolseiros eram filhos de empresários, que pura e simplesmente não faziam declarações de rendimentos.”

E assim, sem bolsa, foi trabalhar. De resto, mesmo antes de entrar para a faculdade, aos 14 anos, prevendo qualquer dificuldade tentou armazenar dinheiro e trabalhou na Compal, em Almeirim. Era higienista, nome pomposo que, na prática, significava lavar a fábrica toda. “Foi o cargo que escolhi porque era o mais bem pago. Tinha um subsídio de risco porque era necessário lavar as máquinas por dentro. E às vezes havia acidentes. Além disso, era preciso carregar às costas sacos de 50 quilos de soda cáustica. E a soda cáustica, como o nome indica, é...cáustica.”

Além desse trabalho, teve outros: na apanha do tomate, nas vindimas, como servente de pedreiro. Mas o dinheiro amealhado não foi suficiente e, na universidade de Coimbra, onde foi tirar Medicina, passou fome. “Comia uma vez por dia, ao almoço, na cantina da universidade de Coimbra. Não tocava na maçã e no pão. Embrulhava-os e levava para casa, para me servirem de ceia. É difícil dormir quando se tem fome.”

Para dar a volta, rompeu com uma das suas convicções, a de que ensinar karaté devia ser gratuito. “A fome faz repensar algumas convicções”. Algum tempo depois de se tornar mestre de karaté, convidaram-no para ser segurança. Foi segurança de discotecas e, mais tarde, foi convidado para ser guarda-costas. “Fui guarda-costas de algumas figuras conhecidas por esse mundo fora. Era contratado para fazer reforço de segurança, ou seja, em circunstâncias de perigo. Isso permitia-me trabalhar durante duas semanas, três semanas, um mês, a remunerações absolutamente impensáveis.”

Pedro Choy chegou ao 4º ano de Medicina mas depois interessou-se mais por um curso de Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Marselha. Os outros dois irmãos são médicos e a irmã é bióloga e uma das mais reputadas investigadoras na área da genética. Uma família de vencedores. Talvez porque o pai sempre lhes tenha exigido o máximo, que fossem os melhores. Talvez porque cresceram a ver a mãe num empenho extraordinário para cuidar de quatro filhos numa terra estranha, onde era vista como um extra-terrestre. Talvez porque sim, porque lhes está na massa do sangue. Pedro Choy tem 18 clínicas, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, um nome que foi alvo de zombaria e que hoje é um nome de sucesso. Ninguém diria que o homem por detrás do nome nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. A prova provada de que é possível mudar o destino. Ou, como diz o provérbio chinês: “É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.”

* Texto publicado na revista Nós, do jornal i, de Sábado, 27 de Fevereiro de 2010, enviado por E-mail, pelo Amigo Fernando Rezende


NOTA:
Bem dizem os ciganos que querem dificuldades para os filhos enquanto pequenos para ficarem preparados para a Vida! Não é envolvidos em algodão de cor de rosa que se fazem adultos preparados para enfrentarem as dificuldades que aparecem no decorrer da vida de cada um!

Corrupção a quanto obrigas!...

Há uns tempos atrás, apareceu, lá nos Serviços, uma nova Jurista!
A "senhora" não fazia rigorosamente nada! Não fazia, não aparecia, enfim...uma vergonha!

Perante a situação, o "Arquitecto da CML" decidiu, com boa disposição, confrontar o Director:
- ''Sr. Director, não estou a perceber! Esta Jurista não está a fazer nada! Temos que resolver esta situação! O serviço, desta forma, vai ser posto em causa. Temos que resolver esta situação e substituir esta senhora por outra!"
O Director respondeu:
- "Tenha calma, eu vou ver o que se passa e vamos tentar resolver a situação!"

A conversa ficou por ali.

Passados uns dias, o Arquitecto da CML cruzou-se, no corredor, com o Director e este disse-lhe:
- "Arquitecto! Esqueça a jurista, ela é intocável!"

O "Arquitecto da CML" esqueceu o assunto! Ele, ao longo de muitos anos, já tinha conhecido muitos intocáveis e sabia o que isso significava!
Agora, ao ler a Visão, "o Arquitecto" percebeu porque é que a Senhora era "intocável":

Chama-se Diana Barroso Soares, é mulher de Rui Pedro Soares (sobrinho do Mário Soares) e este era um dos protegidos de António Costa.
A senhora foi para a Gestão Urbanística em Outubro de 2007 e "o Arquitecto da CML" já lá estava há mais vinte anos...

Enviado por e-mail, pelo Amigo V. Clemente

Oferta da amiga Mariz



Obrigado Amiga Mariz pelo presentinho que me ofereceu.

18/03/2010

Homenagem a uma Abelha obreira e respectivo Zangão!!!

Começo por pedir desculpa a todos pela minha ausência aqui desta minha casa muito querida.
Todos sabem qual é a razão, mas nem eu sonhava que iria ter tanto trabalho e que o mesmo me absorveria tanto tempo.
Antes de começar, gostaria de vos dizer que se não fosse com a preciosa ajuda do José, muita coisa importantíssima estaria por fazer, tal como detectar e referenciar as lixeiras bem como um um sem fim de trabalhos de importância vital.

Para que eu possa estar agora aqui sentada a escrever este texto, o José e o meu colega da Coordenação estão no terreno para mais acções.
Por alguma razão somos o Concelho com mais lixeiras assinaladas, que se não forem removidas no dia 20, serão até ao dia 26/03, porque para lá dessa data as Autarquias terão que pagar e não é pouco.
Saliento ainda, que o José fará no dia 20 a cobertura fotográfica para a United Photo Press.

A coordenação concelhia, onde eu e o meu amigo Prof. Egas estivemos mais activos, assumiu especialmente as funções: pedagógica, informativa e de divulgação.
Estivemos em várias Escolas, públicas e Privadas. Distribuímos cartazes e folhetos por todo o lado e fomos dando conta das nossas acções não só em variadíssimas reuniões sucessivas, ora com as Juntas, ora com a Câmara Municipal.
Demos entrevistas à Radio Local, recorremos à Imprensa Local, etc.

Para além destas acções, estabelecemos as parcerias para o fornecimento de todo o material necessário, que está já todo praticamente distribuído.
Todos os voluntários terão um reforço alimentar rudimentar e muita água, o qual será comparticipado pela Autarquia.

A parte da logística foi estudada também por nós, em parceria com a Câmara Municipal.
Dispomos de todo o tipo de transportes necessários à acção, desde camiões, escavadoras e tractores.
A nível de inscritos, temos até ao momento 80 pessoas na página do Grupo de Cerveira, mais cerca de 120 Escuteiros e ainda mais 15 voluntários inscritos na Associação recreativa de Nogueira.
Este é o número que posso confirmar, mas tenho a certeza que muitos mais estão inscritos nas Juntas de Freguesia.

Para concluir, digo-vos que me sinto cansada mas muitíssimo feliz...voltaria a fazer tudo de novo.
Aliás ainda vem aí o durante e o depois. Estão previstas acções contínuas no depois, de forma a prevenir que as nossas lindas montanhas e todos os belos recantos desta vila idílica nunca mais sejam conspurcados.
Veremos se seremos capazes ou não. Eu tenho a certeza que sim...

Por último, um apelo a todos os leitores deste Blogue. Este é o maior movimento cívico nacional, o que vai mostrar que somos um povo consciente dos valores mais preciosos, como a preservação do ambiente, o respeito pela natureza, o amor à nossa terra. Não se esqueçam que vamos fazer História e que esta acção vai ter repercussão mundial.

Eu Vou Limpar Portugal e Vocês Vão Ficar em Casa???

Fernanda Ferreira (Ná)


Nota:
Quem assim trabalha merece todo o nosso apoio e tudo quanto se disser é curto e fica muito aquém do que se devia fazer para os enaltecer! Pessoalmente nesse dia irei acompanhar os escuteiros aqui da área! Bom trabalho Portugal!!!