"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

01/07/2014

DIZ O SR. GENERAL VIZELA CARDOSO



Caros Amigos
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Já ouviram falar do famoso "ferry" que foi fabricado nos estaleiros de Viana do Castelo para fazer a interligação das ilhas dos Açores, e que o Governo(?) do Sr César & Cª Lda, rejeitou porque, em vez de dar 20Knots de velocidade, só dava 18,5Knots (?!). Ora a princípio projectou-se um "ferry" para transportar uns 12 carros e dois camiões e 80 passageiros, que é o normal para estas viagens inter-ilhas de rotina.

Eis quando um "expert" da política, com grande visão, lembrou que uma vez por ano há as Festas do Senhor Santo Cristo e, nesse dia, com a vinda dos emigrantes, a lotação poderá subir para 600 passageiros. Aí decide-se fazer um navio para 700 lugares para dar 20 knots de velocidade, com uma dada quota de casco!!
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Acontece que, depois do desenho "final", o Governo do Sr César mandou introduzir algumas alterações (estilo camarotes de luxo que, quem já fez cruzeiros, ficou de boca aberta !!!) e isso criou mais peso em relação ao projecto inicial e afundou o casco mais uns centimetros, retirando obviamente velocidade !!! Em resumo: Este "famoso" navio está no Alfeite e a sua manutenção (para que não apodreça) custa a todos nós 400.000 /mês!!!!
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O Governo dos Açores (por votação da AR, onde estava a Senhora Secretária de Estado da Defesa Berta Cabral, que agora tem este tabuleiro quente nas mãos!!!) rejeitou o navio porque em vez de 20 Knots, só dá 18,5 Knots, mas foi alugar um "ferry" que só dá 14 Knots (ah! ah! ah! ah!) e custa a todos nós uns milhões de Euros/ano (disseram-me o valor mas nem quis acreditar, nem quero dizer!!!!);
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E esta gente continua à solta? O Senhor Presidente da República não sabe disto? Será que isto não é razão para declarar o Estado de Sítio até se arrumar a casa destes casos vergonhosos e até que a economia cresça a 3% e formar um Governo de iniciativa Presidencial para este objectivo e para o de reformar o Estado?
Leiam e "consolem-se"... que eu já não tenho paciência !!!!

Um abraço
General José Armando Vizela Cardoso

"TAL DONO, TAL CÃO"





O Engenheiro ordenou ao seu cachorro:
- Project, mostra as tuas habilidades!
O cãozinho pegou num martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.
 
O Contabilista disse que seu cão podia fazer algo melhor:
- Cash Flow, mostra as tuas habilidades!
O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.

O químico disse que o seu cão podia fazer algo melhor:
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Óxido, mostra as tuas habilidades!
Óxido foi até ao frigorífico, pegou num litro de leite, umas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez um batido. Todos aceitaram que era impressionante.

 
O informático sabia que podia ganhar a todos:
- Megabyte, vamos lá !
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
 
Todos olharam para o político e disseram: E o teu cão, o que pode fazer?

O político chamou o seu cão e disse:
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Deputado, mostra as tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, bebeu o batido, cagou na casinha, apagou todos os ficheiros do computador, tirou engenharia ao domingo, doutorou-se sem ir ás aulas, armou a maior confusão com os outros cachorros, expulsou toda a gente exibindo um título falso de propriedade. Em seguida, alegou imunidade parlamentar...

Mais real do que isto é impossível !

22/06/2014

Uma versão do que foi o 25 de Abril.




A grande mentira

"Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933 com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas", era a declaração que qualquer pessoa que quisesse entrar no funcionalismo público tinha de subscrever nos tempos de Salazar.

A história que se conta para aí do 25 de Abril é falsa como Judas. É verdade que no tempo de Salazar havia ditadura, mas era uma ditadura suave, uma ditadura mantida pela PIDE, a polícia política, que caçava fundamentalmente bombistas e agitadores; e havia a censura, o "lápis azul", facilmente manobrável. Com Marcelo Caetano, contudo, começou a haver uma abertura aos ideais que grassavam em alguns países do mundo ocidental: a "censura" tornou-se menos atenta e a PIDE foi substituída pela DGS, mas as pessoas eram as mesmas e os métodos estavam demasiado arreigados para serem mudados de um momento para o outro.

Respiravam-se ares primaveris mas os chuviscos teimavam em não desaparecer; os militares do quadro, habituados ao "ar condicionado" das cidades ultramarinas, dada a escassez de milicianos, começavam a sentir o "desconforto" da mata.

Marcelo chama Spínola e acerta com ele um "golpe de estado": uma "revolução" militar que possibilite eleições livres após mais ou menos seis meses.

Spínola escreve "Portugal e o Futuro" e entende-se com os oficiais que lhe são fiéis e alguns "infiltrados". Marcelo Caetano convida Mário Soares, protegido de Salazar e "exilado de luxo" em Paris, a regressar a Portugal.

Estabelecido o quadro, acontece o 16 de Março, que falhou por ter havido quem, à última hora, tivesse roído a corda.

Restabelecida a "ordem", manietada a DGS, estala o 25 de Abril. Euforia! O pior foi o 26: os militares de "esquerda", com a ajuda do PC que entretanto se organizara, traem Spínola e este trai Marcelo. Foi a confusão. "Escreve-se" uma história oficial do 25 de Abril, da coragem dos "capitães", uma história que ainda hoje, quarenta anos passados, se conta por aí. Uma mentira bem propagandeada passou a verdadeira.

Serenamente, Spínola vai segurando a Junta Militar e os militares fiéis; é nomeado presidente da república, de uma nova república. A maioria silenciosa manifesta-se, e na noite negra de 28 para 29 de Setembro, duas facções militares e políticas contam as espingardas. Patriota, para evitar um banho de sangue, Spínola abdica. Costa Gomes, Vasco Gonçalves e o PC tomam definitivamente conta do poder. Generais de aviário – os capitães no seu melhor - ajudam à festa A KGB portuguesa, a que se acolhem muitos ex-informadores da PIDE, dita leis. A insegurança toma conta do povo. Os partidos de direita são pura e simplesmente eliminados. Mário Soares e o PS, apesar da proteção da CIA, CDS e PSD apenas vão sobrevivendo.

A 11 de Março de 1975, o golpe final das forças autoapelidadas de esquerda. A ditadura popular instalada por Costa Gomes, Vasco Gonçalves, PC, UDP, MRPP e outras franjas esquerdóides atinge o auge. Como não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe, a 25 de Novembro surge o contragolpe das forças militares democráticas: Jaime Neves e os comandos restabelecem a ordem e o país, finalmente, respira democracia.

Rio-me quando ouço Marcelo R. de Sousa – logo ele! - falar em ditadura salazarista; rio-me quando ouço Soares falar em democracia, logo ele que, sob a máscara bonacheirona, é um ditador implacável, ávido de dinheiro e outros bens; rio-me dessa gentalha toda que, enriquecendo à custa do erário público e de trapaças, anda por aí a pregar moralidades, enganando o zé-povinho. Dói-me que se não escreva a história de Portugal entre o 29 de Setembro de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, período em que se cometeram mais brutalidades e crimes sobre pessoas não afectas à "esquerda" que durante toda a "ditadura" salazarista; dói-me que não apareça alguém com coragem para eliminar os corruptos e corruptores que, enxameando o país, o sugam.

Precisamos de um novo 25 de Abril? Está visto que não. Talvez precisemos de um novo 25 de Novembro, ou, quem sabe, de um novo 28 de Maio. É urgente recriar um país de gente honesta e trabalhadora.

José Querido


NOTA:



OS QUE SABEM QUE ME ELUCIDEM; POR FAVOR!

MANUEL MONTEIRO no Programa “OLHOS NOS OLHOS”

Porque tem tanta importância quando vacila um presidente?




Tem importância… E muita. Porque vacilando o presidente tem logo todos os cuidados ali à mão prontinhos para o socorrer. Mas se falássemos de quantos portugueses vacilam todos os dias? – São milhares os portugueses que caiem desamparados no meio do chão, sem cuidados nenhuns e muito menos sem pessoas que os apanhem nos braços como aconteceu ao presidente. Por isso, o presidente é um felizardo e um sortudo, porque na hora da queda estão lá mãos que o seguram, o amparam e o tratam.

Assim sendo, deve o presidente pensar agora nos milhares de portugueses que esperam dias, meses e anos para se verem com a operação marcada para arrancarem a mazela que os impossibilita de terem qualidade de vida com dignidade.
Deve ainda mais pensar o presidente que há portugueses representados por ele que são ainda crianças que chegam à escola com fome, alguns com piolhos e sujinhos porque a água foi simplesmente cortada porque faltou dinheiro para pagar as contas.
Deve ainda pensar o presidente que a muitos reformados faltou-lhes uma porção enorme de dinheiro para pagarem os seus remédios, por causa dos cortes, dos absurdos impostos e outros tiveram que canalizar o que sobrou da pensão para alimentar um, dois ou três filhos que caíram na fatalidade do desemprego, por isso, agora sofrem mais e quiçá muitos deles já não se contam no mundo dos vivos precisamente por causa dessas opções forçadas pelo governo do país que o presidente representa.

Deve ainda também pensar o presidente que muitos portugueses vacilam desesperadamente, porque têm filhos e compromissos que não podem dar resposta e atiram-se de andares e de pontes a abaixo sem qualquer amparo… A depressão, o sofrimento e a morte instalaram-se em grande parte dos lares portugueses. E o presidente tem obrigação de pensar em tudo isso...

A vida está tão difícil para uma grande parte dos portugueses que até o presidente vacila enquanto discurso! Será que é disto que se trata? - Há também um mistério nos desmaios do presidente que deveriam ser esclarecidos com verdade, para que a suspeita e a desconfiança não fosse tão grande e não fizesse escorrer tanta tinta.

O que mais surpreende é que temos um presidente com sorte, muita sorte. Não só porque é logo amparado. Mas também porque no dia do país, onde deveríamos estar a falar dos assuntos que afectam os portugueses, ficamos com episódios acessórios que em nada fazem melhorar a vida de ninguém. O ano passado foi aquela coisa tonta da bandeira ser hasteada ao contrário, não se falou de outra coisa senão disso, este ano veio outro faits divers para entreter, o desmaio do presidente. Obviamente, que ninguém tem culpa da doença que não escolhe corpo, mas só para vermos que até nestas coisas a sorte está do lado desta gente.

Mas, também foi deplorável a algazarra que um ensaio de manifestação se fez sentir enquanto decorria a cerimónia. Há outros momentos. Tantos outros que podiam ser aproveitados para se manifestarem e quem sabe se com mais eficácia. Porém, deve fazer pensar que estamos num tempo tão difícil e tão complicado para os portugueses, que não há vontade nenhuma nem muito menos aptidão para ouvir ninguém. Devem os políticos reflectirem sobre estes sinais para que comecem a dar-se ao respeito se desejam que o povo os respeitem e gostem do sistema político que nos assiste. Senão corre sérios riscos a democracia. E isso é grave e preocupante.

Por fim, já é muito grave que tenha sido mais importante para a sociedade mediática o desmaio do presidente do aquilo que foi anunciado como mensagem do dia 10 de junho. Somos medíocres e parece não existir forma de sairmos disto.   

Publicada por Padre  José Luís Rodrigues