"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

18/03/2010

NÃO HÁ “MONEY FOR THE BOYS”


O Zé Pencas do “Tem Cheira”
Que largou a baboseira
Não há “money for the boys”
Devia de ir pró inferno
Demitir-se do governo
Sem ter regresso depois.

Se estivesse caladinho
E metesse o feio focinho
Naquilo que cheira mal
Assim ninguém ofendia
E certamente faria
Um favor a Portugal.

Com o seu ar arrogante
Sempre armado em importante
Com todos quer armar briga
Parece que o cabeçudo
Quer controlar quase tudo
E tem o rei na barriga

Das juntas de freguesia
Presidentes injuria
E sem pejo ele ofendeu
Mas para mal do casmurro
É que as palavras de burro
Nunca chegaram ao Céu.

(Autor Anónimo)

Do Blogue “Heróis do Mar”

A voz da razão

Um óscar para Sócrates

A Academia de Hollywood falhou o óscar de Melhor Actor. A culpa é do governo: ao adiar a apresentação do PEC para segunda, o executivo impediu que José Sócrates recolhesse a estatueta no domingo pela sua prestação no filme ‘O PEC não aumenta impostos’.
O filme, realizado por Teixeira dos Santos, é a saga heróica de como um governo, em apenas cinco meses, consegue rasgar o seu programa eleitoral (no investimento público, no TGV, nos salários, nas reformas) e, ao mesmo tempo, garantir aos portugueses que os impostos não subirão. Este último milagre, em cinema, costuma exigir efeitos especiais.
Em Portugal, basta um actor especial: alguém que se apresente às câmaras para afirmar que só os ricos pagarão mais (apesar de serem menos de 1% dos contribuintes) e que o fim dos benefícios fiscais não vai rapar os bolsos da classe média já espremida. Razão tem Inês de Medeiros, sua colega de profissão, em declarações recentes: se Sócrates mente, isso não é grave. Grave, acrescento eu, é não aplaudir o talento de um homem que levou a arte a patamares nunca vistos.
João Pereira Coutinho, Colunista

Monólogo de uma mulher moderna


São 5h30 da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou acabada.
Não quero ir trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc.
Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores.
Tudo, menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos.
A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois, ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet!
Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre 'vamos conquistar o nosso espaço'...
Que espaço?!
Que caraças!
Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!
Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós para comer, para se vestirem e para parecerem bem à frente dos amigos...
E agora, onde é que eles estão?
Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada, acabou por nos encher de deveres.
E o pior de tudo é que acabou nos lançando no calabouço da solteirice crónica aguda!
Antigamente, os casamentos eram para sempre.
Porquê?
Digam me porquê...
Um sexo que tinha tudo do melhor, que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos...
A quem ocorreu tal ideia?
Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos!
Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova de dentes, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas...
Alem de morrer de fome, pôr hidratantes anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e, acima de tudo, ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.
E não só mas também, ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de
morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!!
Tudo, para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!
E olhem que tínhamos tudo resolvido...
Estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres, mas continuamos a ganhar menos que eles e, de todos os modos, são eles que nos dão ordens!!!!
Que desastre!
Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira??
Basta!!!
Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!
Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar, para quê ter que demonstra-lo a eles??
Ai meu Deus, são 6h10 e tenho que me levantar da cama...
Que fria está esta solitária e enorme cama!
Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga:
'Meu amor não me trazes um whisky por favor?' ou 'O que há para jantar?'...
Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que abocanhar uma sanduíche e beber uma Coca-Cola light, enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não, minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais e idiotas!
Estou a falar muito seriamente...
Abdico do meu posto de mulher moderna.
E digo mais
:
A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!


Enviado por e-mail, pela minha Amiga Claudia

NOTA:
Desculpem-me as minha Amigas pois sabem que não sou "machista" mas que há por aqui algumas coisas certas, lá isso é verdade...

Foi engano ou foi de propósito???

Na apresentação da Estratégia Nacional para a Energia, que decorreu hoje no no Pavilhão de Portugal, o "speaker" apresentou o primeiro-ministro como "José Trocas-te".

http://www.sic.pt/online/noticias/pais/Speaker+anuncia+primeiro-ministro+como+Jose+Trocas-te.htm

16/03/2010

A CAMINHO DA ESCOLA...

As dificuldades porque passam estas crianças no caminho para a sua escola não as assusta e, no entanto, diáriamente põem em perigo as suas vidas para poderem aprender e estudar.

Na Europa e na América do Norte isto seria impensável! O que não há dúvida é que estas crianças sofrendo estas contigências quando adultas estão preparadas para a Vida e nada lhes meterá medo!

Festa no Blogue da Amiga Sandra


A convite da Sandra fui visitar seus Blogues que me agradaram imenso pelos seus post's. Recebi com muito gosto estes dois selinhos que me apressei a colocá-los como prova de gratidão e de homenagem à Amiga Sandra. Desejo-lhe as maiores Felicidades e a continuação destes Blogues tão simpáticos.

15/03/2010

SER MILITAR...


- Moniz Barreto - Carta a El-Rei de Portugal, 1893

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares... Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".

CRISE DA VERDADE...


Crise, sim: de valores

É porventura a palavra que mais anda na boca dos portugueses: crise disto e crise daquilo. Ora, crise há, sim, mas é de valores e de princípios - valores e princípios que, entre sorrisinhos, são associados ao conservadorismo de quem os invoca.
Mas princípios e valores que consubstanciam justamente o que nos falta hoje.
Por exemplo, a verdade.
Mente-se muito nos nossos dias. Sem pudor. Vergonhosamente. Descaradamente. Não se trata da pequena aldrabice de feira. Muito menos da mentira piedosa disfarçada de boa acção.
Não! Do que se trata é da mentira objectiva, destinada a obter um efeito desejado por meios desonestos. Meios ilícitos que se chamam fraude.
Dar exemplos é, infelizmente, a tarefa mais fácil deste tempo no espectáculo diário da mentira. Daí, de modo irresponsável e grotesco, a destruição da credibilidade das pessoas e das instituições, cuja principal obrigação é falar verdade - sejam quais forem as consequências.
Duas pequenas, mas expressivas, ilustrações.
Há menos de seis meses, tudo estava bem na economia, para Portugal eram boas as notícias: os portugueses foram a votos sem saberem que, pelo contrário, tudo estava mal e só havia más notícias.
Vem agora o Programa de (duvidosa) Estabilidade e (inexistente) Crescimento e todos os dias nos dizem que os impostos não aumentam. Mas vamos pagar mais.
É indispensável? No ponto a que nos conduziram, parece que sim. Então, porque mentem?

A MAIOR FLOR DO MUNDO!!!!




A Maior flor do mundo ... Tem 2 metros de altura e pesa 75 quilos.
Amorphophallus titanum (Araceae), também chamada a "flor cadáver", é muito peculiar, pois floresce apenas durante três dias a cada 40 anos, um privilégio que a mãe Natureza concedeu à cidade de Veracruz-México.
É fantástica!!! Impressionante e bela!!!

E-mail enviado pela Amiga Circele

O PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO (PEC), BAH!


O que é o PEC? Pois é um plano de austeridade para a governação que o governo se viu obrigado a apresentar às entidades da União Europeia, em Bruxelas, e por via disso – se calhar só por causa disso – também aos portugueses. E porquê? Pois, porque o défice das contas públicas ir já, não se sabe ao certo quanto, mas seguramente acima dos 9% e aquela entidade internacionalista indefinida que nos tutela – sem que os cidadãos portugueses risquem coisa alguma – quer obrigar a que se mantenha abaixo dos 3%, já em 2013. (…)
(…) Finalmente, têm de dar o exemplo. E dar o exemplo, neste caso particular, começa por reduzir os próprios salários e, ou, regalias; reduzir drasticamente as despesas da Presidência da República (mais cara que a instituição monárquica espanhola, por ex.); da AR e dos parlamentos das Regiões Autónomas, que devem julgar que vivem nalgum regime faraónico (só para a AR e para 2010, estão orçamentados mais de 191 milhões de euros!); idem para os gabinetes ministeriais e para o dinheiro distribuído aos partidos através do orçamento do Estado; acabar com a parafernália de assessores, “entidades reguladoras”;”altas autoridades”;”observatórios”; empresas municipais; fundações subsidiadas pelo Estado e estudos de consultadoria a esmo, cuja principal função é dar emprego (tacho) e dinheiro a ganhar, a amigos e correligionários e acabar-se com o escândalo e o insulto, que representam os salários e mordomias usufruídas pelos administradores, gestores das empresas públicas, algumas das quais acumulam milhões e milhões de prejuízos anualmente. A lista está longe do fim, mas creio que já explicitei o ponto.
Esta gente tem literalmente “saqueado” a riqueza da Nação e em vez de serem respeitados por servirem a sociedade que os elegeu, merecem antes o epíteto de “devoristas” da coisa pública! A falta de vergonha é imensa e corre paredes meias com o topete que têm em passar o ónus da crise para cima do cidadão comum. E falam, falam, falam, bah...
Seria útil – também e por ex. - tornar-se público qual o ouro (e divisas) que existia nos cofres do Banco de Portugal (cujos gestores são mais bem pagos que os seus congéneres americanos), em 1974 e o que existe agora, explicitando-se o que se passou entretanto...
Enquanto a classe política não tiver a humildade e a hombridade de assumir tudo isto não terá credibilidade alguma para avançar seja com que PEC fôr, bah!....
E, até lá, não a respeitarei, não a levarei a sério e não colaborarei!
João José Brandão Ferreira
TCor Pilav (Ref)