"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo
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01/01/2011

O Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas


Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila - oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas...
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

Publicado em 19 de Novembro de 2010 por Arnaldo Antunes

NOTA:

Por favor divulguem, até por homenagem a este Professor. E todos somos poucos para corrermos com a cambada que levou o país à situação calamitosa em que se encontra. Ainda há dias defendi, na AM e no semanário em que colaboro, que certos comportamentos de responsáveis políticos ou de empresas públicas - sejam quem forem e de que área política sejam - deviam ser passíveis de procedimento criminal. Chegou a hora de dizer "basta"!
Que me desculpem os que assim não pensem.

Campos de Barros

Mais tarde ou mais cedo o povo vai acordar e levantar-se. O povo não é sereno. Cala, consente e explode em todas as direcções e algum de nós vai estar no meio da borrasca.
(JVB)

NÃO FIQUES CALADO, SENTE-TE ANTES INDIGNADO, E FALA, SE CALHAR AO TEU LADO EXISTE ALGO IDÊNTICO, ABRE OS OLHOS E FALA...

25/10/2010

PARA TERMINAR A SEMANA A RIR

Numa estação de rádio canadiana, dão um prémio de 1000 a 5000 dólares à pessoa que contar um facto verdadeiro e que tenha ocasionado um verdadeiro embaraço, daqueles que nos fazem apetecer enfiar-nos pelo chão abaixo".

Esta história recebeu o prémio máximo ou seja, 5.000 dólares.

Tinha consulta no ginecologista marcada para essa semana mas tinham ficado de me avisar o dia e a hora.
De manhã cedo, recebo um telefonema da empregada do consultório informando que a minha consulta tinha passado para esse mesmo dia de manhã às 09h30.

Tinha acabado de tratar dos pequenos-almoços do meu marido, das crianças e ia no momento a começar a despachar-me, eram precisamente 08h45 fiquei em pânico, não tinha um minuto a perder!

Tenho a certeza que sou igual a todas as mulheres e que temos todas muito cuidado e uma particular atenção com a nossa higiene pessoal, principalmente quando vamos ao ginecologista mas, desta vez, eu nem sequer tinha tempo de tomar um duche.
Subi as escadas a correr, tirei o pijama, agarrei um toalhete lavado e dobrado que estava em cima da borda da banheira, desdobrei o e
molhei-o passando-o depois, com todo o cuidado, pelas "partes intimas" para ter a certeza que ficavam o mais fresco e lavado possível.
Joguei o toalhete no saco da roupa suja, vesti-me e "voei" para o consultório.

Estava na sala de espera havia uns escassos minutos quando me chamaram para fazer o exame. Como já sei o procedimento, deitei-me sem ajuda na marquesa e tentei, como sempre faço, imaginar-me muito longe dali, num lugar assim como nas Caraíbas, ou em qualquer outro lugar lindo e pelo menos a 10.000 kms daquela marquesa.

Fiquei muito surpreendida quando o meu médico me disse:

- Oh lá lá !!!! Hoje de manhã fez um esforço suplementar mas ficou toda bonita!"

Não percebi muito bem o cumprimento, mas não respondi. Fui para casa nas calmas e o resto do dia desenrolou-se normalmente,
impei casa, cozinhei, tive tempo de ler uma revista, etc. Depois da escola, já acabados os seus deveres, a minha filha, de 6
anos, estava preparada para ir brincar quando gritou da casa de banho:

- Mamã! Onde é que está o meu toalhete?"

Gritei de volta que tirasse um toalhete do armário. Quando me respondeu, juro que o que me passou pela cabeça, foi
desaparecer da face da terra, o comentário do médico, martelava na minha cabeça sem descanso a minha filhinha disse-me só isto:

- "Não mamã, eu não quero um toalhete do armário, tenho falta é daquele que estava dobrado na borda da banheira, foi nesse que eu deixei todos os meus brilhantes e as estrelinhas prateadas e douradas!"

SORRIA, ENTÃO A VIDA NÃO É BELA?.... CLARO QUE É, PRINCIPALMENTE SE TIVERMOS A "DITA CUJA" TODA ESTRELADA !

Enviado por e-mail pela Amiga Mariazita