"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

18/01/2012

Heróis do nosso tempo


José Sócrates - O que admira neste homem é ele ter chegado a chefe de um grande partido e a primeiro-ministro. Tudo o resto se explica: a ignorância, a irresponsabilidade, o autoritarismo e a noção de que a política era uma forma de teatro. Mesmo assim, ganhou a confiança de gente que devia saber mais e os portugueses só correram com ele no último momento. Irá com certeza ficar como o emblema da decadência do regime.

Cavaco - Depois de um primeiro mandato que se distinguiu pela patriótica ambição de ganhar um segundo, no fim Cavaco lá ganhou.
Entretanto, para não perder um voto, evitou prevenir o país do estado em que de facto estava e da catástrofe que lhe preparavam. Continua a ser o que sempre foi: um discípulo menor de Marcelo Caetano, com uma vaguíssima inclinação para a social- democracia. Num aperto, não se pode contar com ele.

Pedro Passos Coelho - Simpático, bem-intencionado, relativamente instruído e muito bom aluno, tenta cumprir o programa da troika, que de resto recebeu de fora e a situação não lhe permite alterar. Mas, no meio disto, até agora não mostrou que tinha a sombra de uma ideia própria e do destino que pretendia dar a Portugal. Alguma retórica "liberalizadora", ainda por cima obscura e ambígua, como a do discurso de Ano Novo (ou de Natal), não chega para convencer ninguém. Os portugueses continuam brandamente a acreditar nele. Sem grande confiança.

António José Seguro - Veio do nada, não fez nada, vai voltar para o nada. Perfeito produto de uma escola partidária (no caso, a do PS), não merece mais. Hoje mesmo é difícil ouvir com atenção as vacuidades, que ele provavelmente toma por pensamento político.

Troika - Apareceram por aqui uns funcionários, que não conhecem Portugal e não falam português. Mas que por inspiração doutrinária já traziam a receita para nos reformar. Que o país não seja exactamente o que eles pensam, nem reaja exactamente como eles querem, nunca certamente lhes passou pela cabeça. Livros são livros e o que vem nos livros vale muito mais do que a realidade. Se as coisas se estragarem, paciência. Eles não se importam. Há no mundo outras freguesias para irem pregar. Esta é a "Europa" onde nos meteram.

Vasco Pulido Valente


“Senhor, dai-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; a coragem para mudar as coisas que posso mudar, e a sabedoria para conseguir distinguir umas das outras.”
Oração da serenidade
Autor desconhecido

6 comentários:

Luciana Kotaka disse...

Olá amigo, a vida anda tão corrida, e nos perdemos meio a tantas obrigações.
Vou deixar uma sugestãode leitura espirita - Horizonte Vermelho - da época das cruzadas, o movimento critão, muito interessante.
Um abraço cheio de carinho

Rafeiro Perfumado disse...

"Mas não me dês força, Senhor, ou corro com estes bandalhos todos ao pontapé".

Abraço!

São disse...

Pois, Vasco é sempre Vasco.

Não haverá nada que ele possa elogiar, alguma vez, por mero acaso?

Não é que não tenha razão, mas já cansa ouvi-lo só criticar.

Um abraço, meu amigo.

Mariazita disse...

Meu querido amigo Luis
Gostei muito e o ver na minha »CASA». Já estava com saudades...
Mas eu compreendo que o tempo nem sempre chega para o que queremos fazer.
Vejo por mim... todos os dias faço planos de escrever x páginas do meu livro, e a maior parte das vezes fica pela metade :)))

Pois... as opiniões de Pulido Valente são por demais conhecidas...
Concordo com ele, na generalidade - mas só na generalidade :)

Bom fim de semana. Beijinhos

José disse...

É verdade amigo Luís, e gente tem que levar com esta gente, os de fora e os de dentro, ainda por cima estão a mandar as pessoas embora, e para quem fica ainda é pior, se tivermos aqui todos divido por todos não custa tanto. Eu já tive lá fora e se pudesse já há muito que tinha abalado outra vez, acho que sempre fomos um país de emigrantes, talvez por ter-mos maus governantes.

Um abraço amigo,
José.

Luis disse...

Meus Bons Amigos,
É verdade que somos um País de Emigrantes mas não é só por termos maus (eu diria Péssimos) governantes!
A culpa é essencialmente nossa por não termos a AUTO-ESTIMA e a CORAGEM necessárias para alcançarmos o que podemos merecer!
Somos preguiçosos, maldizentes e não acreditamos em nós próprios...
Saudações amigas e solidárias.