"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo
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14/04/2011

Liberdade de expressão indesejada


Segundo a notícia Demissão de editora da Lusa por causa de declaração de Sócrates provoca queixa na ERC, «a demissão de Sofia Branco do cargo de editora da noite da agência Lusa, por se ter recusado a editar uma notícia sobre a reacção de José Sócrates a críticas do presidente do grupo Jerónimo Martins (facto referido aqui), em Fevereiro passado, fez com que o Conselho de Redacção da agência decidisse avançar com uma queixa na Entidade Reguladora da Comunicação».

Não é para estranhar, pois trata-se da já conhecida apetência do actual governo para controlar de perto a Comunicação Social, limitando a liberdade de expressão, como se viu largamente no caso da TVI com a Manuela Moura Guedes como se referiu no post Liberdade de expressão em perigo, em que ainda se pode ver URL do vídeo da intervenção de José Alberto Moniz no Jornal da Noite da TVI, mas que hoje mostra que o vídeo deixou de existir na origem – a TVI. No entanto o post merece ser visitado pelo interesse da troca de comentários com um ANÓNIMO que se intitulou de Leandro e de Bernardo e se mostrou de uma fidelidade canina ao seu ‘querido Líder’. Procurou cumprir a tarefa de que fora incumbido até ao momento em que deixou de ter lata para continuar com demagogias insustentáveis.

Enfim, são tiques próprios do ponto a que chegou o regime.

Imagem do Google

01/02/2011

EGIPTO HOJE


Nota:
Depois destas imagens em que a Policia actuou desta forma e sem resultados, as Forças Armadas Egipcias , chamadas a intervir, já proclamaram que não irão ter atitudes hostis com as populações pois concordam com elas. Que dizer mais?

07/09/2009

A GRANDE LIBERDADE AMORDAÇA AS EDITORAS...


Livro sobre José Sócrates publicado fora de Portugal

Para memória futura
Publicado por helenafmatos em 3 Setembro, 2009

«Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.

Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro, recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação. Apresentei o conjunto de posts que compôem a II Parte do livro e o interesse da editora manteve-se – e cresceu quando depois entreguei a I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as vicissitudes do afrontamento do poder quase-ditatorial do Governo.

Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do livro, e investigando os novos factos.

Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão preliminar da III Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos. A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio.

Nunca mais se atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens. Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal de devolução do material entregue. Nada. Contactei outras editoras, mas também não tive êxito na edição do livro. Uma delas – aparentemente insuspeita… – nem sequer respondeu ao mail que lhe enviei. E outra também recusou.

Finalmente, já no final de Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a possibilidade de colocar o livro para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa (co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da distribuição e venda em prazo útil). Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro intitulado… “O Dossiê Sócrates”…

Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos pontos de venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro impresso.

O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e com os portes, não é superior ao preço de edições similiares no mercado. Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03 euros). Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download gratuito dos leitores.

As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com. Creio que a alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e conveniência dos leitores.»

(In Blasfémias)