"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo
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21/01/2012

Um Conto...


À procura de inspiração


Naquele sábado de Dezembro, enquanto o comum dos mortais se atarefava na compra das últimas prendas de Natal, Vasco saiu de casa em busca de inspiração para o livro que não avançava. Era uma ovelha negra no presépio.

No Belém pediu um café. Instantes depois, o seu olhar cruzou-se com o de uma jovem que encostou o nariz ao vidro do estabelecimento para logo desaparecer, como se assustada com a visão de Vasco. Este deixou dinheiro a mais sobre o balcão, deu um encontrão ao casal idoso que entrava com grandes sacos de papel e correu atrás dela, ziguezagueando, disfarçando, subindo, descendo, esperando. Por fim, a mulher refugiou-se em casa. Vasco disparou pela última vez.


Sem fôlego, o nosso homem entrou no seu apartamento no 4º andar de um prédio sem elevador. O cão atirou-se às pernas. Vasco resmungou «não» e fechou-se na minúscula cozinha que transformava em laboratório fotográfico. Após alguns minutos, saiu para dar de comer ao Big impaciente. Voltou ao estúdio improvisado. Assim que obteve as onze fotos da beldade, colocou-as cronologicamente no quadro de corticite.


Sentou-se ao computador sem tirar os olhos dela, esperando…


O telefone tocou, incomodando-o sobremaneira. «Vasco? Esperamos por ti na ceia. Não te queremos sozinho na noite de Natal». «Com o Big…» - corrigiu, aborrecido. Há três anos, desde a morte da mulher, que se recusava celebrar a festa com a família ou com os amigos.


Vasco não tencionava sair nesse dia. Não queria distracções, ouvir as «deprimentes» canções de Natal. Queria trabalhar, mas, sobretudo, evitar a alegria da época. Levantou-se ao meio-dia, fez um café fraco e foi para junto da mulher fotografada na rua.


Um raio de sol penetrou no quarto, desenhando na parede pálida e bolorenta a sombra de um homem sentado frente a um computador com um cigarro aceso na boca, cotovelos apoiados nos joelhos.


Nada. Nem uma palavrinha. Não acreditava em Deus, mas fez o sinal da cruz no peito como um jogador de futebol antes de entrar em campo. Talvez resultasse…

Para seu espanto, as primeiras palavras jogaram-se no papel. Mas ao início da noite, Vasco tinha apenas meia página de trabalho.

Furibundo, saiu de casa para espairecer, protegido com um escudo anti-Natal mas permeável à chuva. Não foi longe: faltavam-lhe os cigarros. Fumado o terceiro, meteu-se no chuveiro como se entrasse numa máquina do esquecimento. Para esquecer e ser esquecido.


Mas Big precisava dele: arranhou a porta da casa de banho até Vasco lhe dar atenção.

Insultando o animal abaixo de cão, o homem vestiu-se e saiu com a intenção de levar Big a passear. Mas algo obrigou a uma mudança de planos: no hall do prédio encontraram uma alcofa. «Não é possível!?».

Pegou no bebé com mil cuidados, subiu e telefonou para a irmã: «Este ano a ceia de Natal é aqui». Desligou ignorando a surpresa do outro lado da linha.


Deste lado, num quarto frio e desconfortável, uma menina dorme sobre a cama desfeita, o cão deitado em guarda e esquecido do parque, Vasco ajoelhado e esquecido da dor.


Céu Mota, no Aventar

19/12/2011

FELIZ NATAL A TODOS OS MEUS AMIGOS!


http://www.jacquielawson.com/preview.asp?cont=1&hdn=0&pv=3169996

São os meus sinceros Votos, com um forte abraço, para todos os meus Amigos

27/12/2010

Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão (Rómulo de Carvalho, meu professor de Fisico-Quimica)

17/12/2009

ENTÃO E EU...


" ENTÃO E EU, TODO O MUNDO ME ESQUECEU?"
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996
Poeta e historiador
Autor de, entre outros livros, “História e Poesia de Portugal”

Também publicado no blogue "A Casa da Mariazita"

16/12/2009

NATAL INFORMÁTICO...

Dê um CLIQUE DUPLO neste NATAL!
ARRASTE JESUS para seu
DIRETÓRIO PRINCIPAL.
SALVE-O em todos SEUS
ARQUIVOS PESSOAIS.
SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE.

Que Ele seja seu MODELO
para FORMATAR sua vida:
JUSTIFIQUE-A e ALINHE-A
À DIREITA e À ESQUERDA,
sem QUEBRAS na sua caminhada.

Que Jesus não seja apenas
um ÍCONE, um ACESSÓRIO,
uma FERRAMENTA, um RODAPÉ,
mas o CABEÇALHO, a LETRA
CAPITULAR, a BARRA DE ROLAGEM
de seu caminhar.

Que Ele seja a FONTE da graça
para sua ÁREA DE TRABALHO,
o PAINTBRUSH para COLORIR seu
sorriso, a CONFIGURAÇÃO de sua
simpatia, a NOVA JANELA para
VISUALIZAR o TAMANHO de seu amor,
o PAINEL DE CONTROLE,
para CANCELAR seus RECUOS
COMPARTILHAR seus RECURSOS e
ACESSAR o coração de suas amizades.

COPIE tudo que é bom
DELETE seus ERROS.
Não deixe à MARGEM ninguém,
ABRA as BORDAS de seu coração,
REMOVA dele o VÍRUS do egoísmo.

Antes de FECHAR,
Coloque JESUS nos seus FAVORITOS
e seu Natal será o ATALHO de sua
felicidade! CLIQUE agora em OK
para ATUALIZAR seus CONTEÚDOS!

(Autor desconhecido).
Publicado num comentário por Pelos caminhos da vida. na Casa do Rau

05/12/2009

Feliz Natal e Boas Festas

Desejo a todos um Natal Feliz e que o próximo Ano seja bem melhor do que o presente!

27/11/2009

Já montou a sua árvore? Trouxe esta para você!

-----------------------------------------O
----------------------------------------Paz
---------------------------------------União
-------------------------------------Alegrias
-----------------------------------Esperanças
--------------------------------Amor★Sucesso
-------------------------------Realizações★Luz
-----------------------------Respeito★Harmonia
----------------------------Saúde★.Solidariedade
--------------------------Felicidade ★..Humildade
-------------------------Confraternização ★.Pureza
-----------------------Amizade ★Sabedoria★Perdão
----------------------Igualdade★Liberdade.Boa-sorte
--------------------Sinceridade★Estima★Fraternidade
------------------Equilíbrio★.Dignidade★.Benevolência
----------------Fé★Bondade★Paciência.Gratidão★Força
--------------Tenacidade★Prosperidade★Reconhecimento

-------------(×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨). ×`•.¸.•´× (¨`•...“:)
----------CAMPANHA: VAMOS FAZER ESTA ÁRVORE CIRCULAR

Enviado pela Amiga Celle