"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

26/02/2011

Como funciona a geopolítica mundial







3 Partes de uma entrevista, que elucidam de forma muito objectiva e simples como é que funciona a geopolítica mundial actual, nomeadamente a política neoliberal das grandes corporações multinacionais sobretudo, neste caso, através dos sucessivos governos norte-americanos... mas há outros, claro...

Enviado por e-mail pelo Amigo Artur Ferreira Pinto

25/02/2011

"Face Oculta": Processo político!


Com este título Rui Rangel, na sua crónica ESTADO DAS COISAS, no CM de 24/02/2011, alerta para uma afirmação do advogado de Armando Vara (principal arguido deste processo) sobre que este caso "não era mais do que um processo político". Com tais declarações que pretende ele perante o silêncio da Ordem de Advogados? "Agradar ao seu cliente ou tentar confundir os portugueses, desprestigiando a Justiça? Segundo Rui Rangel "(...) há limites éticos e deontológicos que não pode ultrapassar" e "(...) confundir os portugueses é uma tentativa falhada. Já ninguém se deixa embalar por esta 'canção pimba' cuja letra e música assentam em argumentos falsos."
"O processo 'Face Oculta' é um processo judicial de natureza criminal, com arguidos, que uns dias são políticos e outros são, como diziam os Gato Fedorento, uma espécie de magazine, ou seja , gestores. Como processo-crime que é, compete aos tribunais investigar, acusar e julgar os seus responsáveis. Não compete ao poder político, por muito que custe ao senhor advogado."
Diz mais: "Como processo político, a absolvição era certa, mesmo que fosse culpado." e " A absolvição material e substantiva no processo judicial é redentora. Já a absolvição política não tem qualquer relevância."
Chama ainda a atenção para: " Assim, não adianta lançar a ratoeira do processo político para denegrir e para tirar força ao que a Justiça vier a apurar no processo judicial 'Face Oculta'."
E a finalizar diz: "Ou alguém pensa que só pelo simples facto de serem políticos tinham que ser absolvidos?"
Verifica-se pois, poder haver falta de ética na condução da defesa deste arguido, ao utilizar-se este tipo de argumentos!

24/02/2011

Era no tempo em que...


Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas. (mas podia passar-se hoje...).
Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" nos condenava a esta permanente "décalage". E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal "partira" bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?
- Nós descendemos dos que ficaram por aqui...

Sem comentários!!!

O FUTURO EM VIDRO



Algo que já não está tão distante quanto se pensa, abra o link abaixo:

http://www.dump.com/2011/02/12/a-day-made-of-glass-cornings-vision-for-the-future-with-specialty-glass-at-the-heart-of-it-video/

23/02/2011

O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO


Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe política. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo o 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e medianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder
(isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.

João J. Brandão Ferreira, 20/02/11

22/02/2011

É PRECISO ACABAR COM OS TRUQUES SOCRÁTICOS...

"Magalhanização" das exportações incomoda empresários portugueses.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1788235&page=-1

Passos Coelho critica «nova modalidade» do Governo para divulgar execução orçamental
http://economia.publico.pt/Noticia/passos-coelho-critica-nova-modalidade-do-governo-para-divulgar-execucao-orcamental_1481160
É preciso desmascarar esta corja.
"Não basta ser político para ser bem educado"
A Política é assunto demasiado complexo e importante para ser entregue apenas aos políticos
Dizer que Sócrates gosta de truques não parece ser calúnia de um ou outro cidadão, mas sim uma opinião generalizada que ressalta a cada passo, pela mão de pessoas credíveis. Hoje, na sequência de notícias anteriores, salta aos olhos «Sócrates gosta de truques». Também é recordado o antecedente do truque do Magalhães que incomoda empresários portugueses. As afirmações e contradições sobre casos como o grau académico, o Freeport, a Face Oculta, a Ota, o TGV, a TVI, o caso Figo, etc. mostram que a verdade foi sempre encoberta por truques de manipulação e de lavagens colectivas ao cérebro, não apagando indeléveis suspeitas.
Tudo isso, que não é fácil desaparecer da memória dos mais atentos e isentos, leva a compreender que o respeitável António Barreto tenha afirmado "Fomos enganados durante 6 anos" e que a afirmação do PM de que os Números da execução orçamental são “um bom começo” tenha suscitado a opinião do líder da oposição que critica «nova modalidade» do Governo para divulgar execução orçamental e exorta Governo a fazer menos campanha e governar mais, e, também, a de Jerónimo de Sousa ao dizer que «Redução do défice foi feita à custa do corte dos salários» e não da redução das despesas da máquina estatal.
Em vez de uma informação clara correcta e leal aos concidadãos de que deve ser representante e defensor dos interesses nacionais, feita através de boletins oficiais com dados rigorosos (mais do que os das eleições presidenciais!), são usados slogans tipo «vendedor da banha de cobra, ou propaganda falaciosa, para criar falsas expectativas e ilusões quando ao futuro. E, perante isso, aparecem notícias como a que diz que Portugal esteve à beira da bancarrota na quarta-feira e a que informa que Economia e consumo privado estagnaram em Janeiro, que contradizem o falso optimismo pretendido pelo PM nas suas palavras pouco credíveis.
Entretanto, continua a discrepância e o fosso entre os mais ricos e os mais pobres que leva a perguntar «Crise e salários chorudos onde pára o bom senso?» e surgem alertas de perigo que arrastam o pensamento para o que se tem passado no Magrebe e no Médio Oriente, como o de «Empresários de transportes ameaçam parar o país» o que faz recordar que no Chile uma grande revolução foi iniciada pela paralisação do país com a falta de transportes.
Oremos aos deuses para que o bom senso, a verdade, a lealdade e o sentido de Estado entrem nas cabeças e nos corações dos governantes, para bem dos portugueses.

Nota:
O Empresário da Jerónimo Martins pertence a uma familia de gestores que ao longo dos anos soube trazer riqueza a Portugal. Portanto, "sócrates" devia pensar duas vezes antes de o criticar!
Homens como este são necessários ao País que infelizmente tem sido (des)governado por pessoas menos capazes e cheias de truques para sobreviverem no poder! Tenho pena pela forma como Portugal tem caído! É uma ruina do que foi!!!

Publicado por Luis no Do miradouro

DE ONDE VEM O DINHEIRO?


Petição pede investigação a investimentos de Rangel
JN. 110221. 02h30m. ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=1788769

O advogado da FCB&A Rui Tabarra e Castro defende que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deve investigar de onde vem o dinheiro para os investimentos no novo grupo de média liderado por Emídio Rangel e Rui Pedro Soares.
Rui Castro é o primeiro signatário da petição pública "Quem financia Rui Pedro Soares e Emídio Rangel?" que já circula na internet e recebeu em poucas horas mais de 50 assinaturas.
Segundo o advogado, é preciso que a ERC averigue em que condições certas empresas ligadas a Rangel e Rui Pedro Soares compraram os direitos de transmissão dos jogos da liga Espanhola, compraram a rádio Europa, preparam um novo semanário e negoceiam a compra dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica.
"Essas empresas assinaram compromissos no valor de 12 milhões de euros, mas o investimento total pode ser superior aos 50 milhões de euros. Tudo isto sem que se perceba de onde vem o dinheiro. A MediaPro, anunciada como parceira, tem um passivo superior a 900 milhões de euros e está sob administração judicial", salienta a petição. O advogado refere que Soares é arguido no caso TagusPark e terá tentado comprar a TVI com dinheiros públicos.
De concreto, a ERC autorizou recentemente a aquisição pela Dreamradios, S.A. da totalidade do capital social da Sociedade Franco-Portuguesa, S.A. (Rádio Europa), mas, dado que a Dreamradios não é um operador de rádio (somente o titular do capital social), não está obrigada à identificação nominativa das acções. Emídio Rangel, que faz parte do conselho de administração, não atendeu o telefone até à hora de fecho desta edição.

Os europeus correm contra o muro


Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

http://domirante.blogspot.com/2011/02/os-europeus-correm-contra-o-muro.html

21/02/2011

ATENÇÃO AO QUE SE PASSA NO EGIPTO E NÃO SÓ...



Quem imaginou este cartoon foi muito perspicaz pois alerta para o que pode estar a acontecer não só no Egipto mas em todos os países da orla sul Mediterranica e Médio-Oriente!

20/02/2011

A IGNORÂNCIA PERSISTE E O MINISTRO CONTINUA...


Radares da zona costeira estão desligados há três meses

http://www.publico.pt/Sociedade/radares-da-zona-costeira-estao-desligados-ha-tres-meses_1480127

Vigilância

O novo sistema de vigilância da costa portuguesa só deverá estar pronto em Agosto. Mas o antigo sistema de radares já foi desligado em Novembro, deixando o litoral a ser vigiado por binóculos e patrulhamentos da GNR.
Só em Agosto deverá ficar concluído o novo sistema de vigilância (Foto: Daniel Rocha/arquivo)
A ordem para desligar todos os radares foi dada a 8 de Novembro de 2010 por um despacho do comandante da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, major-general Hermínio Alves, informou o Ministério da Administração Interna, em resposta a um requerimento feito pelo PCP, avança hoje o “Diário de Notícias”.
Acontece que só em Agosto deverá ficar concluído o novo sistema de vigilância (Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo, SIVICC), composto por 28 postos de observação, 20 fixos e oito móveis. A primeira fase deste sistema, concluída em Janeiro, incluiu a entrada em funcionamento de dois desses postos de observação, no Algarve (Cabo Sardão e Praia do Ancão). No entanto, não estão ligados ao Centro de Comando Operacional de Lisboa.
O ministério lembra que “a ex-Brigada Fiscal tomou, desde sempre, medidas de contingência para reforço das áreas mais afectadas com o cessar da capacidade tecnológica” do antigo sistema de vigilância, cita o jornal. Além disso, salienta, já entraram em funcionamento 50 câmaras térmicas portáteis, o que “é um garante de capacidade de observação da orla marítima portuguesa, em todas as condições atmosféricas e em ambiente nocturno e diurno”.
António Filipe, do PCP, sublinhou que o antigo sistema de vigilância “estava obsoleto e foi sendo desactivado”. No entanto, o novo conjunto de radares - orçado em cerca de 30 milhões de euros - deveria ter começado a funcionar gradualmente, “mas isso não aconteceu”, notou. Assim, considera, o “hiato entre os dois processos” pode “deixar zonas da costa com graves falhas de vigilância”.

Decisão sobre radares foi "mais um erro" de Rui Pereira

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/decisao-sobre-radares-e-exemplo-da-gestao-terrivel-do-mai_1480175

Decisão do MAI

O PCP já veio criticar a desactivação dos radares do sistema de vigilância da costa portuguesa. O CDS-PP lamenta "mais um erro" do Ministério da Administração Interna, tutelado por Rui Pereira.
Para o CDS, a decisão é mais um erro da "gestão terrível da parte do MAI" (Foto: Carlos Lopes/arquivo)
O deputado comunista António Filipe lamenta que o sistema não tenha sido substituído a tempo, sublinhando que deviam ter sido tomadas medidas porque era previsível que o que existia ia ficar obsoleto.
“O que há aqui de negativo é o facto de ter havido um sistema que ficou obsoleto, sendo que era previsível que isto ia acontecer porque o sistema não fica obsoleto de um dia para o outro”, disse à Lusa o deputado do PCP.
O antigo sistema de radares já foi desligado em Novembro, deixando o litoral a ser vigiado por binóculos e patrulhamentos da GNR.
O Governo argumenta, porém, que o controlo da costa nunca esteve em causa e que as apreensões de droga e do pescado até aumentaram em relação ao ano anterior.
“Isto não nos tranquiliza porque, sendo positivo [o aumento das apreensões], poderia levar a concluir que não era preciso sistema nenhum”, sublinhou António Filipe.
“Evidentemente que temos autoridades que se esforçam e fazem o melhor para que, mesmo na falta deste sistema, a costa não fique desprotegida”, admitiu o deputado. No entanto, realçou, “se o Estado decide investir num sistema electrónico de vigilância da costa, é porque é necessário”.
Para o deputado, o importante agora é que o sistema esteja “montado o mais rapidamente possível e que as obras que estão em curso se concluam sem que haja derrapagens”.
Por isso, garantiu, o PCP irá “continuar a acompanhar esta questão com preocupação”.
O CDS-PP também já veio dizer que este é mais um erro do Ministério da Administração Interna, tutelada por Rui Pereira.
“É absolutamente lamentável e é mais um erro daquilo que tem sido uma gestão terrível da parte do MAI em vários dossiers. Todos nós temos memória do que aconteceu com os blindados, com as eleições, e este é um processo que há bastante tempo o CDS também tem denunciado”, referiu o deputado Nuno Magalhães citado pela TSF.

John Lennon da Silva na dança A morte do Cisne


Estou postando esse video porque a apresentação do John Lennon foi impressionante e fez o jurado chorar.

Enviado por email pela minha Amiga FerNAnda

19/02/2011

Um dos heróis do Face Oculta !!!‏


Herói do Face Oculta, Ex-dono de palacete num monte de Montemor-o-Novo, construído projectado por arquitectos e engenheiros do MAI e construído por empresa com contratos com o MAI, ex-administrador da abortada fundação para a segurança rodoviária, ex-empregado de balcão da CGD de Vinhais e ex-administrador da CGD, ex administrados do BCP e amigo do sucateiro Godinho, etc., etc.

Armando Vara passou à frente de utentes de centro de saúde

De acordo com a TVI, Armando Vara protagonizou, na passada quinta-feira, um episódio polémico num centro de saúde de Lisboa. O ex-ministro socialista passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar, avança a TVI.

Perante este cenário, um dos doentes que estava à espera no centro de saúde apresentou uma reclamação. José Francisco Tavares, de 68 anos, reformado e com seis filhos, de acordo com a mesma estação televisiva, dirigiu-se ao centro de saúde com um ataque de sinusite.

Quando chegou, ficou à espera da sua vez, como acontece normalmente nestas situações. Porém, quando Armando Vara chegou ao centro, desrespeitou a ordem de chegada dos doentes e entrou no gabinete da médica.

A médica, surpreendida, - relata a TVI - ainda disse a Armando Vara que o não tinha chamado. “Mas ele respondeu que estava cheio de pressa para apanhar um avião. E a médica que lhe passasse o atestado na hora”, escreve o site da estação de televisão.

A médica acabou por lhe passar o atestado, indica a estação de televisão.

Em declarações à TVI, a directora do centro de saúde, Manuela Peleteiro, explicou o sucedido: “O senhor Armando Vara entrou aí como qualquer utente e passou à frente de toda a gente. Entrou no gabinete da médica sem avisar e sem que a médica percebesse que não estava na sua vez. Foi uma situação de abuso absolutamente inconfundível”.

Armando Vara ainda não se pronunciou acerca deste episódio.


http://www.publico.pt/Sociedade/armando-vara-passou-a-frente-de-utentes-de-centro-de-saude_1481106

José Pedro Cobra Ferreira - "PUZZLE com gente dentro"


Enviaram-me este video. Achei-o interessante. Não é nenhum padre, mas um advogado jovem que fala sem papas na língua e de coisas que nos faz bem ouvir. Ora oiçam até ao fim se tiverem paciência... E tenham-na, por favor!

João Villaret

Eis dois momentos do Artista que pessoalmente tive oportunidade e a felicidade de ver ao vivo!

A Procissão



O Fado Falado

18/02/2011

1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política


Se forem vários milhões, melhor. Todos seremos poucos para restaurar a moralidade em Portugal!

Caros amigos enviem enviem enviem enviem enviem até se cansarem
Fonte: Facebook - Página: 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;
2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail.

A escolinha de bicicletas



*NÃO PERCA O FINAL, É REALMENTE ESPECTACULAR.*

Enviado por email pelo Amigo Fernando Resende

Como nasceu a dança Celta

12/02/2011

Fiquem a saber que ...



... DEPENDE DA POSIÇÃO...
Segundo estudos recentes,
parado, fortalece a coluna;
de cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
de barriga para cima dá mais prazer;
sozinho, é estimulante, mas egoísta;
em grupo, pode até ser divertido;
no banho pode ser arriscado;
no automóvel, é muito perigoso...
com frequência, desenvolve a imaginação;
entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
de joelhos, o resultado pode ser doloroso...
Enfim, sobre a mesa ou no escritório,
antes de comer ou depois da sobremesa,
sobre a cama ou na rede,
nus ou vestidos,
sobre o sofá ou no tapete,
com música ou em silêncio,
entre lençóis ou no "closet":
é sempre um acto de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem a crença,
nem o sexo, nem a posição socio-económica...

...Ler é sempre um prazer !!!


DEFINITIVAMENTE, O ACTO DE LER LEVA A DESFRUTAR E A DESENVOLVER A IMAGINAÇÃO...

...E ACABOU DE EXPERIMENTAR ESSE FACTO...!!!




Tranformação do CO2 em Petróleo!



Oiçam com muita atenção este vídeo. Eis o nosso FUTURO… sem os Árabes!

Será sem dúvida um FUTURO interessante…

CONTINUAMOS NO FAZ-DE-CONTA…

NOTÍCIAS EXAGERADAS

O Primeiro-ministro e o seu séquito de apoiantes têm vindo a celebrar de forma esfuziante o crescimento registado pelas Exportações portuguesas em 2010. Os resultados foram positivos mas um tão grande alarido só pode “resultar da ignorância”, para usar uma máxima tão cara ao notável dr. Assis. Ou então são o resultado de uma terrível dificuldade com a aritmética, algo difícil de explicar entre gente que durante tanto tempo frequentou o nosso sistema de ensino.

Se olharmos para os últimos anos verificamos que o valor registado em 2010 corresponde, de facto, à simples recuperação da perda verificada com a crise mundial, que provocou uma queda de 16% em 2009. De facto, mesmo em preços correntes, o valor verificado em 2010 está abaixo dos registados em 2007 e 2008. E estão ainda 1 ponto percentual de PIB abaixo de 2007.

Por outro lado, as Exportações são ainda apenas 36,8 mil milhões de euros, muito menos que os 56,8 mil milhões de Importações, que cresceram 10,2%. Assim, usando aritmética do ensino básico, é fácil concluir que a balança de bens é negativa. De facto, deteriorou-se em 2,1% (20,1 mil milhões negativos contra 19,59 mil milhões negativos), contribuindo negativamente para o crescimento do PIB.

Diria, portanto, que as notícias sobre o extraordinário comportamento das exportações são claramente exageradas.

António Nogueira Leite, Economista
Correio da Manhã, Economia Livre, de 11/02/2011

NOTA:
Como nos podemos aperceber o sr. Engenheiro continua com a “Banha-de-Cobra” tentando enganar o Zé Povinho que já não acredita no mundo do “Faz-de-Conta” que ele, permanente…mente, nos quer impingir!!!

05/02/2011

Uma opinião abalizada!!!

video

Eis Alguém que responde correctamente ao fundamentalismo árabe! Divulgue-se para um melhor esclarecimento das pessoas!

Duo MainTenanT - Benissimo


Um momento de Reflexão, de Paz Interior e Beleza!

02/02/2011

Carmel A-Cappella - Vivaldi - The four seasons


Cinco cantoras – contrabaixo, violoncelo, viola, 1º e 2º violino – tal como foi escrito!
Assombroso!

O Império Financeiro



Este post complementa outros anteriores já aqui colocados, demonstrando bem que estas Crises económicas são provocadas e servem só para encher os bolsos da "Alta Finança", subjugando o pobre "ZÉ", o elo mais fraco!

01/02/2011

PORQUE SOU MONÁRQUICO?


Peço licença para vos reencaminhar o texto seguinte, que não deixará de despertar alguma sensibilidade, Independentemente de quanto forem "republicanos", ...ou não!

"Por que sou monárquico”

Não tenho palácios, nem títulos, nem anéis, nem pergaminhos. Entro na fila dos plebeus puros. Se tivesse títulos, não os exibiria mas, também, não os enjeitaria.
Além disso, não sou contra ninguém. Do meu lado, como em todos os lados, há quem justifique aplausos e há quem mereça comiseração.

Um dia perguntaram à Amália se ela era monárquica ou republicana. E ela, com a intuição, a inteligência e a graça que a caracterizavam, respondeu; sou um bocadinho mais monárquica.
Por que republicanos somos todos, é, exactamente, esse bocadinho que me faz, também, ser monárquico. Republicanos no sentido de defensores da liberdade, da igualdade e da fraternidade, princípios que o cristianismo formulou, a revolução francesa adoptou como divisa e a carta dos direitos do homem propõe a todo o Universo, somos todos!

Essa ideia peregrina de absolutismos, de castas, de privilégios, de “sangue azul” que, ainda hoje, aqui ou ali aparece apensa à monarquia, nunca foi minha e creio que, a sério, já não é de ninguém. Sou monárquico pelo bocadinho que a monarquia acrescenta à república.

É que os nossos reis nasceram com a Pátria e a Pátria com eles. No caso português, Pátria e Rei fazem parte do mesmo acontecimento fundador. Ambos são, por isso, inerência e factor da identidade portuguesa. Os “genes fundadores” pertencem a ambos.
Pátria e Monarquia arrancam dos mesmos alicerces e a seiva que lhes entrou por raízes comuns percorre-os e alimenta-os conferindo-lhes uma espécie de consanguinidade.
Os Reis são um permanente carimbo de Pátria.
Sei que foi com reis que fomos grandes.
Sei que um Rei não divide porque, sendo tão indiscutível com a Pátria, pertence a todos como ela.
Sei que o Rei é um símbolo com marca de perenidade.
E a simbologia, não sendo uma realidade substantiva é muito mais que uma fantasia alienante.
Os símbolos dão, alimentam e orientam convicções e por isso, devem ser permanentes. Os símbolos não se mudam.
Os hinos nacionais, as bandeiras das pátrias, não mudam ao sabor dos ventos e dos votos.
O Rei anda mais ligado à noção de Pátria, entidade indiscutível e perpétua, o Presidente da República anda mais perto da noção de Estado, entidade variável no conceito, na organização, no conteúdo.
Quantos Presidentes da República tivemos desde 1917?
Só depois do 25 de Abril foram seis! Alguém viu no Dr. Manuel de Arriaga ou no Dr. Teófilo Braga ou no Marechal Spínola ou no General Costa Gomes um símbolo de Portugal?
Quando muito um símbolo do poder.
Pode alguém comparar o que representa para Portugal D. Afonso Henriques ou D. Diniz ou D. João II ou D. Manuel I ou D. Pedro IV, com algum dos Presidentes da República que já tivemos? Nem poder natural, nem simbologia.
Podem ter cumprido o seu papel de forma inteligente, profícua, digna, mas são cidadãos sem vínculo natural e definitivo à Pátria, cidadãos que passaram e as Pátrias não passam.
O Rei, por ter um percurso histórico paralelo ao da Pátria identifica-se com ela e, por isso, dela recebe e a ela dá carácter.
Mais do que o representante, um Rei é um símbolo; um Presidente da República é, apenas, um representante temporário.
Enquanto que o Presidente da República emana de arranjos ocasionais e sempre fluidos de partidos, sempre de uma só parte dos portugueses, o Rei arranca de um tronco que nos contém e que foi a coluna vertebral da história.
Os presidentes da República andam, como os governos, ao gosto das votações e das políticas. Não permanecem. Um Rei sucede a outro numa linha de continuidade que o torna, mais coerentemente, um símbolo. Pode mudar a pessoa do Rei, mas a sucessão é natural, imediata, fácil, incontroversa, como uma lei da natureza. Muda a pessoa, mas permanece a ligação orgânica, genética às origens, a um sentimento, a uma educação, a uma relação quase familiar, aos sucessos de uma longa história em que foram protagonistas.
A monarquia portuguesa é uma instituição que vem do início e com a qual convivemos durante tantos séculos, tem alicerces cavados com a mesma fundura e que seguiram os mesmos sacrifícios dos que foram feitos para criar a Pátria e, por isso, identifica-se com ela.
O Rei é um órgão de uma soberania contínua. Agora, que a Pátria Portuguesa perdeu muita da sua independência, são necessários elementos que liguem o que fomos ao que queremos ser, num querer alimentado por valores eternos.
A ideia peregrina de que somos todos iguais e, por isso, todos temos o direito de poder aspirar a ser Presidente da República é pouco mais que infantil. A probabilidade de alguém via a ser Presidente da República seria, em Portugal, de 0.000 00001% se todos tivessem acesso a essa hipótese longínqua e demagógica. Mas não! De acordo com a nossa Constituição, só os nascidos em território nacional e maiores de 35 anos poderão candidatar-se e, além disso, qual foi o Presidente da República Portuguesa que não foi um político activo emanado das forças políticas organizadas, dos partidos? Quantos são os portugueses nessas condições? Onde é que está a igualdade de oportunidades?
Argumento ridículo.
Fala-se, também, do preço que a monarquia custaria ao País. Quantos Presidentes da República vivem, hoje, à custa do erário público? Vivem e Deus os conserve vivos e felizes durante muitos anos! Mas, vencimentos altos, carros, chauffeurs, staff, a multiplicar por quatro!
O outro argumento republicano recorrente é o de que a lei da hereditariedade pode oferecer-nos um mentecapto, um tarado, um energúmeno, um marcado pela natureza. Ninguém nega uma eventualidade possível. Tivemos, numa história de oito séculos, dois casos: D. Afonso VI e D. Maria I. Contudo, ambas as situações foram ultrapassadas com a normalidade que a história regista. E de quantos casos temos notícia de monstros que, por via não hereditária, chegaram à chefia dos Estados e dos Governos, alguns mesmo pela via do sufrágio universal. Não é um exercício teórico. Não é preciso recuar muito no tempo para encontrar dos mais desgraçados, dramáticos, tenebrosos exemplos de loucura que a história regista. Foi por esta via que os republicanos Ceaucescu, Karadsik e os mais emblemáticos chefes dos nossos dias, Hitler e Estaline, chegaram onde chegaram e fizeram o que fizeram!
Não! Esqueçam, também esse argumento.
Acresce que a implantação da grande maioria das repúblicas ficou ligada a actos de violência extrema: foi preciso matar e matou-se: assim morreram Luís XVI e Maria Antonieta, em França, D. Carlos e o Príncipe Real D. Luís Filipe em Portugal, toda a família de Nicolau II na Rússia. E eu sou contra a violência.
Há, ainda, outro motivo que também conta muito para mim. É que meu Pai comparava, muitas vezes, aquilo que viveu durante os últimos dezasseis anos de Monarquia, com o que passou durante os dezasseis primeiros da República. Eu ouvi-o sempre com a atenção de um filho e, além disso, não posso deixar de comparar, hoje, o que se passa nas monarquias do norte da Europa com o que se vive nas repúblicas do sul,
Finalmente, haverá quem conceba que o vínculo místico que liga um Povo ao seu Rei, ilustrado neste poema imortal de Fernando Pessoa possa, alguma vez estabelecer-se com um Presidente da República?

Aqui ao leme sou mais do que eu;
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo
Manda a vontade que me ata ao leme,
De El-Rei D. João II.


É por tudo isto que também sou um bocadinho mais monárquico

Serafim Guimarães, 5 de Outubro de 2010
Fonte: Real Associação do Porto"

O NORTE!

O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, etcaetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.

Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

Escrito por Miguel Esteves Cardoso


EGIPTO HOJE


Nota:
Depois destas imagens em que a Policia actuou desta forma e sem resultados, as Forças Armadas Egipcias , chamadas a intervir, já proclamaram que não irão ter atitudes hostis com as populações pois concordam com elas. Que dizer mais?