"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo
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17/01/2012

Acima das possibilidades...


foto de golpada.jpg

Julgava eu que a mocinha da Assembleia da República, Assunção Esteves, detinha o recorde da pensão mais precoce, aos 42 anos, pois não paro de me surpreender.

O Lima, aquele que está a dormir na choldra por precaução, ainda se reformou mais cedo, aos 39 anos, com uma pensão vitalícia de 2.200 euros, a única fonte de sustento que aquela pobre alma parece ter, a fazer fé na sua declaração de rendimentos. Ou muito me engano ou ainda vamos pagar os milhões de euros que o sem-abrigo ficou a dever ao BPN.

NOTA:

E depois é esta "gentinha" que nos vem dizer que andamos a viver acima das nossas possibilidades ou que é preciso elevar o limite de idade de acesso à reforma para os 67 anos...

11/12/2011

Isto está a ficar muito feio. Os democratas de longa data, já põem colaboradores na rua por escreverem a verdade.


DEMOCRACIA?

A triste história do BPN e as trafulhices desse "senador" da política que dá pelo nome de Dias Loureiro, já vinham de muito longe... mesmo muito longe!

Março de 2001. A revista "Exame", que na altura era dirigida por Camilo Lourenço, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao Banco Português de Negócios.
Dias depois Camilo Lourenço recebeu um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: o ex-ministro Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar com ele.
Pedido que foi acedido prontamente.
A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema com a imagem do banco; não havia qualquer problema com o Banco Português de Negócios; Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e à época Presidente do Conselho de Administração daquele Banco (hoje em prisão preventiva) referiu que estava muito "incomodado" com a matéria da capa (para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa Camilo Lourenço comunicou a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por ele, a "Exame" mantinha o que tinha sido escrito.
O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP ficou espantado.
Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta.
Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa havida e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN.
Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que se viu no assunto BPN já nada o espanta!


No dicionário da língua, portuguesa, 5ª edição da "Porto Editora", consta: Político, adj. Que pertence ou diz respeito à política ou aos negócios públicos; figurativo: delicado, cortês, astuto, finório.
s.m. indivíduo que trata de política; estadista.
Em consequência do que se passa neste país, propôs à "Porto Editora" que acrescente mais:
adj. Hominho aldrabão, trafulha, safado, mentiroso, vigarista, desonesto, salafrário, sem verticalidade.

DIVULGUEM A INTERNET É AINDA UM MEIO DE COMUNICAÇÃO QUE OS MEDIA NÃO CONTROLAM!!!!!

Ah! O senhor Dr. Camilo Lourenço, foi despedido da "Exame" pelo "democrata" Balsemão!!!

02/07/2011

MAIS QUE ESCANDALOSO... UMA VERGONHA



Governo de Sócrates apaga informação dos computadores
Anterior Executivo limpa e-mails, contactos e discos rígidos na semana antes da tomada de posse da equipa de Passos Coelho
Chegar ao trabalho e ter toda a informação do seu computador apagada. Foi isso que aconteceu aos funcionários dos gabinetes dos ministérios da Economia e Finanças na semana que antecedeu a tomada de posse do novo Governo, revela o jornal «i», na sua edição de quinta-feira.
Citando um funcionário do gabinete do ministério de Teixeira dos Santos, o jornal escreve que o Executivo de José Sócrates mandou fazer «delete» nos computadores. Os trabalhadores perderam o histórico dos e-mails profissionais, a lista de contactos foi limpa e os discos rígidos esvaziados.
A operação de limpeza foi executada pelo Ceger, entidade responsável pela gestão da rede informática do governo e depende da presidência do Conselho de Ministros.
A rede informática do governo reúne toda a informação interministerial, em circuito restrito. Segundo o jornal, toda a informação foi apagada, com excepção da agenda do Conselho de Ministros.
Nas Finanças, houve mesmo recolha física de computadores. Já na Economia, os computadores ficaram, mas os funcionários perderam o acesso à Internet durante dias.
Noticiado por "Agência Financeira" em 2011.06.30

Notas:

Mais vale prevenir, não é? Deve haver muito material que não pode ser visto e lido por gente estranha. Pelo menos faz desconfiar.
ARS

ESTE FDP DE GOVERNO QUE AGORA FOI À VIDA TEM DE SER LEVADO A TRIBUNAL E RESPONDER POR TUDO O QUE FEZ. OS PORTUGUESES TÊM DE EXIGIR ESSA MEDIDA POR SE TORNAR IMPERIOSA E DE TOTAL LEGITIMIDADE.AGORA SALTOU DE DEBAIXO DO TAPETE MAIS ESTA VIGARICE (DÍVIDA A CRESCER 7,7% E NÃO 5,9% NO 1ºT/2011 COMO O SÓCRATES GARANTIA) QUE NOS VAI CUSTAR 50% DO SUBSÍDIO DE NATAL; AMANHÃ E DEPOIS HÃO-DE SALTAR OUTROS BURACOS DE DEBAIXO DO MESMO TAPETE E QUERO VER COMO VAI SER.

ENTREGUEMOS OS TÍTERES À JUSTIÇA QUANTO ANTES. ANTES QUE SE PONHAM A MILHAS COM AS VIDINHAS ASSEGURADAS E PLENAS DE CONFORTO.

VC

Toda a escumalha, sem excluir um único boy, tem que ser eliminada definitivamente, sem apelo nem agravo.

AJS

22/05/2011

PS paga apoio com refeições

Parece incrível.
Mas, pelos vistos, todas as armas são válidas em momento de aflição!
Seguem Sócrates nos Comícios sem saberem português!

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/legislativas-2011/ps-paga-apoio-com-refeicoes


As bancadas improvisadas na praça do Giraldo, em Évora, tiveram mais de 150 imigrantes

Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.

Trata-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil. Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho.

Além do transporte, conforme o CM verificou, o PS disponibiliza refeições e lanches. Deixaram os seus trabalhos para apoiar Sócrates, mas disseram ao CM que não são pagos por isso. "Não são pagos" garantiu também ontem fonte do PS, justificando que a presença dos imigrantes está inserida "na estrutura voluntária da campanha".

Singh Gurmukh, indiano e trabalhador na construção civil, é acompanhado por quatro dezenas de imigrantes asiáticos em Évora. Diz que segue Sócrates de "graça" como reconhecimento pelo apoio à sua comunidade. "Só pagam o autocarro e a comida", disse num português pouco perceptível. A par desta comunidade, o comício contou ainda com mais de uma centena de africanos, que viajaram em dois autocarros da zona do Cacém, Sintra. "Chegámos esta tarde. Apoio Sócrates ", disse Sandim Cassama, da Guiné-Bissau, e residente em Portugal há 20 anos.

MASCARADO DÁ TRABALHO A SEGURANÇAS

Junto ao recinto preparado para o discurso de Sócrates deu nas vistas um homem mascarado de Darth Vader (personagem do filme ‘Guerra das Estrelas’) vestido de fraque. A sua presença foi seguida de perto pela segurança privada do líder do PS. Até porque, na quarta-feira, em Vila Franca de Xira , originou distúrbios e confusão.

PALCO DO COMÍCIO CRITICADO NAS REDES SOCIAIS

A praça do Giraldo foi ontem ocupada por um megapalco e bancadas para o comício de Sócrates. A população local manifestou desagrado, mas foi na página do Face book do grupo Sentir Évora que se registaram mais críticas. Quem comentou classificou de "chocante" os gastos com a campanha em tempos de crise.

25/02/2011

"Face Oculta": Processo político!


Com este título Rui Rangel, na sua crónica ESTADO DAS COISAS, no CM de 24/02/2011, alerta para uma afirmação do advogado de Armando Vara (principal arguido deste processo) sobre que este caso "não era mais do que um processo político". Com tais declarações que pretende ele perante o silêncio da Ordem de Advogados? "Agradar ao seu cliente ou tentar confundir os portugueses, desprestigiando a Justiça? Segundo Rui Rangel "(...) há limites éticos e deontológicos que não pode ultrapassar" e "(...) confundir os portugueses é uma tentativa falhada. Já ninguém se deixa embalar por esta 'canção pimba' cuja letra e música assentam em argumentos falsos."
"O processo 'Face Oculta' é um processo judicial de natureza criminal, com arguidos, que uns dias são políticos e outros são, como diziam os Gato Fedorento, uma espécie de magazine, ou seja , gestores. Como processo-crime que é, compete aos tribunais investigar, acusar e julgar os seus responsáveis. Não compete ao poder político, por muito que custe ao senhor advogado."
Diz mais: "Como processo político, a absolvição era certa, mesmo que fosse culpado." e " A absolvição material e substantiva no processo judicial é redentora. Já a absolvição política não tem qualquer relevância."
Chama ainda a atenção para: " Assim, não adianta lançar a ratoeira do processo político para denegrir e para tirar força ao que a Justiça vier a apurar no processo judicial 'Face Oculta'."
E a finalizar diz: "Ou alguém pensa que só pelo simples facto de serem políticos tinham que ser absolvidos?"
Verifica-se pois, poder haver falta de ética na condução da defesa deste arguido, ao utilizar-se este tipo de argumentos!

09/07/2010

Ainda o roubo dos gravadores pelo deputado Ricardo Rodrigues


Miserável

A Comissão de Ética da Assembleia da República resolveu arquivar o caso do deputado Ricardo Rodrigues. Não admira. Ela espelha o que é a dimensão ética do deputado em apreço. Nem melhor, nem pior. A imagem da própria imagem. Ou seja, uma casa que nada faz para se prestigiar e tudo faz para se autoflagelar. O deputado, ao apropriar-se dos gravadores dos jornalistas que o entrevistavam para a revista 'Sábado', não tem justificação, nem viabilidade de ser explicada como ele a explicou por via do sofrimento insuportável que lhe estavam a provocar. Não há artifício jurídico que albergue o acto despudorado a que assistimos através do vídeo que circula na Internet. Uma vergonha para o Parlamento.
É certo que quem está na vida pública é sujeito aos mais desencontrados enxovalhos. Às perguntas mais disparatadas, às insinuações mais pérfidas. Acontece e os jornalistas não são anjos seráficos, apenas apostados no bem público. Como em todas profissões, existem profissionais de excelência e tipos sem escrúpulos. Não são celestiais. São homens. Dito isto, é preciso também dizer que os deputados e outros titulares de cargos públicos não são deuses. Nasceram do mesmo barro que faz cada homem igual a outro homem no que respeita a direitos. Mas têm deveres acrescidos. Representam o Povo. Os eleitores. Não são (não deviam ser) profissionais da política mas profissionais que em dado momento da sua vida se desprenderam dos seus objectivos individuais para se entregarem à causa pública.
A atitude do deputado Ricardo Rodrigues não é exemplo. É um acto caceteiro. Principalmente a explicação que dá. Manhosa e insustentável. Um artifício pouco engenhoso mas original. Estou a ver os gatunos a entrar na PSP ou na PJ a explicarem-se: Aconteceu-me o mesmo que ao senhor deputado. Vi a mala da senhora, que recordava a mala da minha falecida mãezinha, e dominado por um sofrimento horrível exerci a acção directa, senhor guarda. Nada de roubo, apenas a expiação do meu sofrimento por acção directa! A mala? Está apensa a um processo que movi contra a mulher que a levava!
Uma entrevista não pode provocar sofrimento. Ninguém é obrigado a ser entrevistado. Nem os arguidos quanto mais cidadãos livres. Quem não quer responder, não responde, não aceita a entrevista ou, se aceitou, termina-a quando quiser. O resto é barbárie. E maior barbárie ser solidário com casos como este. Uma vergonha sem limites. Mas já nos vamos habituando a esta baixeza moral que degrada a democracia e as instituições públicas. Cada vez mais circo, cada vez menos sério. Uma tristeza.
Francisco Moita Flores

30/05/2010

O COLARINHO (BRANCO) E A CANJA DA RALÉ!!!


Quiseram aplicar a um homem como Ricardo Rodrigues os mesmos princípios éticos que aos outros deputados .Quando alguém mete ao bolso uma coisa que não lhe pertence dizemos que a roubou. Mas há justificações para meter coisas ao bolso. E diferentes nomes para usar nas várias circunstâncias, conforme o estatuto social e político dos autores. Uma senhora bem vestida que meta na carteira um perfume, numa loja elegante, distraiu-se - e um engano toda a gente tem. Uma mulher que o faça num supermercado suburbano comete um furto que a sociedade não pode permitir. E um banqueiro que esconda num offshore os milhões que ganhou por vender títulos tóxicos aos incautos clientes é um pilar da sociedade que contribui para o desenvolvimento económico. Esta é a base da sociedade e querer subvertê-la é fomentar o caos e a anarquia. E o sistema judicial existe para garantir a sua subsistência.

Quando um deputado rouba alguma coisa também não se trata exactamente de roubo-roubo, como se fosse um maltrapilho qualquer. Pode dizer-se que o deputado se apropriou, tirou ou "roubou" e "furtou", mas entre aspas.

Quando o deputado do PS Ricardo Rodrigues roubou dois gravadores a dois jornalistas fê-lo com um hábil golpe de mão, como se nunca tivesse feito outra coisa na vida, mas esclareceu que tinha feito por acção directa , "tomado posse" deles, como teria feito se se tratasse de um cargo oficial. A hierarquia do partido compreendeu aliás o seu gesto e desculpou-o, pois foi provocado pela "violência psicológica insuportável" a que foi submetido pelos jornalistas que o entrevistavam. E todos vimos como os jornalistas da Sábado tiveram a crueldade de o torturar com perguntas sobre temas incómodos, como se não soubessem com quem estavam a falar.
Seria conveniente que não se esquecesse que o deputado é membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, além da Comissão para o Acompanhamento da Corrupção e outras coisas mais.

Ricardo Rodrigues não roubou os gravadores para os vender na Feira da Ladra e sacar vinte euros para comprar umas ganzas. Isso seria escandaloso. Fê-lo apenas para ver se impedia a publicação de uma entrevista que abordava temas que não lhe convinham. Tratou-se de um pequeníssimo atropelo à liberdade de imprensa e de informação, mas do mais puro colarinho branco. Não é furto, mas apenas um acto irreflectido, compreensível, já esquecido. E o seu passado não é para aqui chamado porque não é disso que estamos a falar. Nem o facto de o deputado ter mentido ao Parlamento, à imprensa e ao país sobre o que fez aos gravadores. Querer que um homem como Ricardo Rodrigues obedeça aos mesmos princípios éticos que os outros deputados é uma afronta.
Francisco Assis disse-o melhor que ninguém: ninguém pode julgar Ricardo Rodrigues. (Anda tão perú , parece-me que tem que passar outra vêz por Felgueiras)

António d'Almeida

17/04/2010

A PROPÓSITO DOS SALÁRIOS DITOS "PORNOGRÁFICOS"...


A Lei 2105
Artigos de Opinião 2010-04-06 12:48
Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro.(...)


(...) A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto-lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "comunismo" (Dec. Lei 446/74).

Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. (...)

(...) Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!

Enviado por E-mail, pelo Amigo Fernando Resende

19/03/2010

Corrupção a quanto obrigas!...

Há uns tempos atrás, apareceu, lá nos Serviços, uma nova Jurista!
A "senhora" não fazia rigorosamente nada! Não fazia, não aparecia, enfim...uma vergonha!

Perante a situação, o "Arquitecto da CML" decidiu, com boa disposição, confrontar o Director:
- ''Sr. Director, não estou a perceber! Esta Jurista não está a fazer nada! Temos que resolver esta situação! O serviço, desta forma, vai ser posto em causa. Temos que resolver esta situação e substituir esta senhora por outra!"
O Director respondeu:
- "Tenha calma, eu vou ver o que se passa e vamos tentar resolver a situação!"

A conversa ficou por ali.

Passados uns dias, o Arquitecto da CML cruzou-se, no corredor, com o Director e este disse-lhe:
- "Arquitecto! Esqueça a jurista, ela é intocável!"

O "Arquitecto da CML" esqueceu o assunto! Ele, ao longo de muitos anos, já tinha conhecido muitos intocáveis e sabia o que isso significava!
Agora, ao ler a Visão, "o Arquitecto" percebeu porque é que a Senhora era "intocável":

Chama-se Diana Barroso Soares, é mulher de Rui Pedro Soares (sobrinho do Mário Soares) e este era um dos protegidos de António Costa.
A senhora foi para a Gestão Urbanística em Outubro de 2007 e "o Arquitecto da CML" já lá estava há mais vinte anos...

Enviado por e-mail, pelo Amigo V. Clemente

15/03/2010

CRISE DA VERDADE...


Crise, sim: de valores

É porventura a palavra que mais anda na boca dos portugueses: crise disto e crise daquilo. Ora, crise há, sim, mas é de valores e de princípios - valores e princípios que, entre sorrisinhos, são associados ao conservadorismo de quem os invoca.
Mas princípios e valores que consubstanciam justamente o que nos falta hoje.
Por exemplo, a verdade.
Mente-se muito nos nossos dias. Sem pudor. Vergonhosamente. Descaradamente. Não se trata da pequena aldrabice de feira. Muito menos da mentira piedosa disfarçada de boa acção.
Não! Do que se trata é da mentira objectiva, destinada a obter um efeito desejado por meios desonestos. Meios ilícitos que se chamam fraude.
Dar exemplos é, infelizmente, a tarefa mais fácil deste tempo no espectáculo diário da mentira. Daí, de modo irresponsável e grotesco, a destruição da credibilidade das pessoas e das instituições, cuja principal obrigação é falar verdade - sejam quais forem as consequências.
Duas pequenas, mas expressivas, ilustrações.
Há menos de seis meses, tudo estava bem na economia, para Portugal eram boas as notícias: os portugueses foram a votos sem saberem que, pelo contrário, tudo estava mal e só havia más notícias.
Vem agora o Programa de (duvidosa) Estabilidade e (inexistente) Crescimento e todos os dias nos dizem que os impostos não aumentam. Mas vamos pagar mais.
É indispensável? No ponto a que nos conduziram, parece que sim. Então, porque mentem?

15/02/2010

SERÁ TUDO ISTO NORMAL???


Não, o que nos está a acontecer não é normal nem tolerável
Por José Manuel Fernandes

Os casos recentes são apenas as últimas cenas de um pesadelo que se iniciou quando Armando Vara tutelava a RTP

A 25 de Junho de 2009, José Sócrates jantou com Henrique Granadeiro na casa de Manuel Pinho. O chairman da PT informou então o primeiro-ministro que a compra da TVI pela empresa de telecomunicações não se concretizaria. No dia seguinte, no Parlamento, Sócrates anuncia aos jornalistas que se vai opor a um negócio que, nessa altura, já não existia. Estranho? Não, como o mesmo Sócrates explicou quarta-feira: "Do ponto de vista formal, o Governo não foi informado."

Pronto, e assim está tudo resolvido. Do "ponto de vista formal" nunca nada aconteceu. A começar pelo conteúdo das escutas reveladas pelo Sol, pois o senhor presidente do Supremo Tribunal e o senhor procurador-geral entenderam não haver indícios de crime contra o Estado de direito nesses documentos. Logo esses documentos não existem. E tudo o resto quer-se fazer passar por "normal".

Ou seja, é normal que um ex-jotinha de 32 anos, Rui Pedro Soares, seja nomeado para a administração da PT e premiado com um salário anual de mais de um milhão de euros. É normal que esse "gestor" em ascensão trate com Armando Vara, um outro "gestor" de fresca data e socrático apadrinhamento, da compra da TVI pela PT e discuta com ele e com Paulo Penedos a melhor forma de afastar José Eduardo Moniz e acabar com o Jornal de Sexta. É normal que um jornal propriedade de um "grupo amigo" publique manchetes falsas para dar uma justificação política e económica à compra da TVI pela PT. É normal que seja depois esse "grupo amigo" a comprar a TVI beneficiando de apoios financeiros do BCP de Armando Vara e da PT. É normal que, na sequência dessa aquisição, Moniz deixe a direcção da estação e acabe oJornal de Sexta.

Se tudo isto é normal, também é normal que o BCP, que tinha uma participação no jornal Sol, tenha criado dificuldades de última hora à viabilização financeira daquele título, quando nele saíram as primeiras notícias sobre a investigação inglesa ao caso Freeport. Tal como é coincidência Vara já ser nessa altura administrador do BCP. Também será normal que o Turismo de Portugal tenha discriminado a TVI em algumas das suas campanhas - o mesmo, de resto, que fez com o PÚBLICO - e que o presidente desse organismo seja Luís Patrão, o velho amigo de Sócrates desde os tempos de liceu na Covilhã. Como normal será Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas, ter reuniões no ministério com Rui Pedro Soares quando o seu interlocutor natural é o presidente da PT. Como Lino disse à Sábado, é assim quando se conhece muita gente nas empresas. Como homem bem relacionado não se estranha que tenha recebido, de acordo com o Correio da Manhã, uma "cunha" de Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta. No fundo é tudo boa gente.

Mas como todos estes factos padecem de várias "informalidades", passemos a eventos mais formais, que sabemos mesmo que aconteceram, que foram testemunhados e até deram origem a processos na ERC. Como o das pressões exercidas pelos assessores de José Sócrates para desencorajarem qualquer referência pelas rádios e televisões à investigação do PÚBLICO sobre as condições em que o primeiro-ministro completou a sua licenciatura. Como o de o Expresso, que rompeu o bloqueio e prosseguiu com a investigação, ter sofrido depois um "boicote claro" e "uma hostilidade total do primeiro-ministro", como escreveu esta semana o seu director, Henrique Monteiro. Ou como o das palavras ameaçadoras dirigidas por Sócrates a um jornalista do PÚBLICO por alturas do congresso em que foi eleito líder, em 2004: "Você tem de definir o que quer para a sua vida e para o seu futuro."

Excessos de quem ferve em pouca água? Infelizmente não. A actuação metódica e planeada sempre foram uma marca deste primeiro-ministro e dos que lhe são mais próximos no PS. Por isso, quando Vara teve a tutela da comunicação social, criou um monstro chamado Portugal Global que integrava a RTP, a RDP e a Lusa e nomeou para a sua presidência um deputado do PS, João Carlos Silva. Pouco tempo depois, caído Vara em desgraça, seria José Sócrates a conseguir colocar na RTP o seu amigo Emídio Rangel. Um favor logo retribuído: na noite eleitoral que se seguiu (e que determinaria a demissão de Guterres), os únicos comentadores em estúdio foram o próprio Sócrates e o seu advogado, Daniel Proença de Carvalho; e na curta travessia do deserto até ao PS regressar ao poder, Sócrates pôde ter, a convite de Rangel, um programa semanal de debate com Santana Lopes. Já primeiro-ministro apressou-se a propor um conjunto de leis - estatuto do jornalista, lei da televisão, lei sobre a concentração dos órgãos de informação - que se destinavam, segundo Francisco Pinto Balsemão , a "debilitar e enfraquecer os grupos privados" de informação - ou seja, os que não dependem do Governo.

E não, não é verdade estarmos apenas perante mal-entendidos, excessos pontuais ou uma mera má relação com as críticas: estamos face a uma forma de actuar autoritária e que não olha a meios para atingir os fins. Até porque o que se relatou é apenas a pequena parte do que temos vivido (vide caso Crespo).

Da mesma forma não existe nenhuma má vontade congénita dos jornalistas para fazer de Sócrates, como lamentou Mário Soares, o primeiro-ministro mais mal tratado pelos órgãos de informação. O que houve de novo foi Portugal ter como primeiro-ministro alguém que esteve várias vezes sob investigação judicial (por causa de um aterro sanitário na Cova da Beira, por causa do Freeport), cujo processo de licenciatura levantou dúvidas e que se distinguiu como projectista de maisons no concelho da Guarda. Isto para além de ter mostrado uma tal incontinência ao telemóvel que somou e soma dissabores em escutas realizadas noutros processos, como os da Câmara da Nazaré, da Casa Pia e, agora, no Face Oculta.

Ainda é possível achar que tudo é normal? Ou porventura desculpável? Só se estivéssemos definitivamente anestesiados.
Jornalista

30/01/2010

O PROCESSO chamado 'Face Oculta'

O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'.
Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.
Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.
Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.

ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.
As suas vidas mudaram por completo.
Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.
Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.

CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.
Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.
Todos eles tiveram um percurso idêntico.
E alguns, como, Vara e Sócrates pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes,
vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.

A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?
A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.
Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.
Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.
Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos. Alguns eram atrevidos em excesso. E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.

QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados. Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.
Montaram uma rede para tomar o Estado.
José Sócrates
ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.
MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico
, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.

SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos de palha. É quase inevitável que assim aconteça.
O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.

É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: Essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres. Consegui-lo-á? Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.

Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro... "mas sempre de mão estendida" pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha .

José António Saraiva