"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

21/04/2013

PRESIDENTE DO EUROGRUPO NEGA AUSTERIDADE EM EXCESSO



O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, recusou, este sábado, que as autoridades europeias apenas tenham políticas orientadas para a correção dos desequilíbrios das finanças públicas dos Estados-membros, acrescentando que este ano o ajustamento exigido não será tão "rigoroso".
"Há uma má interpretação de que a estratégia da União Europeia está centrada na austeridade, não é assim", disse Dijsselbloem, numa conferência de imprensa após a sessão plenária do Comité Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O presidente do Eurogrupo (que junta os ministros das Finanças da zona euro) considerou que o plano europeu inclui metas na consolidação fiscal, mas que o faz "de uma forma que tem em conta a atual situação económica."
"Este ano, a consolidação não vai ser tão rigorosa e firme como no ano passado", disse o também ministro das Finanças da Holanda. As últimas previsões do FMI, apresentadas esta semana, apontam para uma contração da economia da zona euro de 0,3% este ano, depois da queda de 0,6% em 2012. Jeroen Dijsselbloem destacou ainda importância da futura União Bancária para que a Europa possa "retomar a trajetória do crescimento positivo", referindo-se à necessidade de o crédito voltar a fluir com normalidade nas economias europeias.
Também o vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, reiterou hoje, em Washington, o compromisso dos países da zona euro para com a redução do défice orçamental e da dívida pública, mas acrescentou que a "velocidade" da consolidação deve ajustar-se à situação económica que vive.


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