SÓCRATES no seu discurso de demissão procura afirmar-se como um político determinado mas que não conseguiu atingir as metas a que se propunha! E ainda bem, pois outros líderes politíticos igualmente determinados, tais como Kadafi, Hitler e Estaline, conseguiram atingi-las e veja-se o que aconteceu nesses países e não só! Assim, trago à nossa memória: SÓCRATES parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário. De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedir-se, agradecidos, do Constâncio, e já dão a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem. Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé. Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB. Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde? Joaquim Letria Vejam o link do pedido de demissão: http://aeiou.caras.pt/video-jose-socrates-confirma-pedido-de-demissao=f36599 Nota: Toda a gente parece não desconhecer que o "sistema" proporciona bem estar e mordomias a todo o tipo de oportunistas e corruptos que orbitam na sua área de influência. As inúmeras situações fraudulentas em que ilegalidades e injustiças são denunciadas são uma pequena amostra do que escapa ao controle dos senhores que gerem algumas das organizações que sustentam e mantêm o "sistema" É preciso que se saiba "... Os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média: - mais 32% do que os americanos; - mais 22,5% do que os franceses; - mais 55 % do que os finlandeses; - mais 56,5% do que os suecos" (dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09) E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção afirmando: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades". A frase não deve ser bem esta: Os nossos políticos gastam muito acima das nossas possibilidades como contribuintes. Temos que correr com eles o mais depressa possível. Mas, ATENÇÃO, depois vêm outros a aproveitarem a sua oportunidade de nos roubarem! PORTANTO ESCOLHAM BEM! Eu por mim achava que um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL seria a melhor solução! Haja coragem senhor Presidente!
Mostrar mensagens com a etiqueta opinião política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta opinião política. Mostrar todas as mensagens
28/03/2011
A DETERMINAÇÃO SÓ POR SI NÃO É UMA QUALIDADE!
SÓCRATES no seu discurso de demissão procura afirmar-se como um político determinado mas que não conseguiu atingir as metas a que se propunha! E ainda bem, pois outros líderes politíticos igualmente determinados, tais como Kadafi, Hitler e Estaline, conseguiram atingi-las e veja-se o que aconteceu nesses países e não só! Assim, trago à nossa memória: SÓCRATES parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário. De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedir-se, agradecidos, do Constâncio, e já dão a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem. Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé. Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB. Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde? Joaquim Letria Vejam o link do pedido de demissão: http://aeiou.caras.pt/video-jose-socrates-confirma-pedido-de-demissao=f36599 Nota: Toda a gente parece não desconhecer que o "sistema" proporciona bem estar e mordomias a todo o tipo de oportunistas e corruptos que orbitam na sua área de influência. As inúmeras situações fraudulentas em que ilegalidades e injustiças são denunciadas são uma pequena amostra do que escapa ao controle dos senhores que gerem algumas das organizações que sustentam e mantêm o "sistema" É preciso que se saiba "... Os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média: - mais 32% do que os americanos; - mais 22,5% do que os franceses; - mais 55 % do que os finlandeses; - mais 56,5% do que os suecos" (dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09) E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção afirmando: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades". A frase não deve ser bem esta: Os nossos políticos gastam muito acima das nossas possibilidades como contribuintes. Temos que correr com eles o mais depressa possível. Mas, ATENÇÃO, depois vêm outros a aproveitarem a sua oportunidade de nos roubarem! PORTANTO ESCOLHAM BEM! Eu por mim achava que um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL seria a melhor solução! Haja coragem senhor Presidente!
14/01/2011
Assim se produzem e se mantêm as "Crises"!

Do meu Amigo João recebi este e-mail que reproduzo por entender que é muito oportuno e verdadeiro. Neste Blogue e não só tenho apresentado diversos post's focando este assunto na esperança que "água mole em pedra dura tanto dá até que fura"! Mas até agora não tive qualquer exito...
Temos tido óptimos desgovernos para proteger «boys» e outros parasitas . Temos que mudar não podemos continuar a votar nos mesmos.
Sabia que:
Há 4533 pensionistas a receber mais de 4000 euros por mês - Em média, custam à Caixa Geral de Aposentações cerca de 20 milhões de euros por mês, ou seja, 285 milhões/ano.
Sabia que:
22 311 pensionistas beneficiários da pensão mínima (até 227,39 euros) - custam à Caixa Geral de Aposentações, 5 milhões de euros mensais
Estes pensionistas milionários "pesam" ao Estado, quatro vezes mais do que 22 311 pensionistas beneficiários da pensão mínima (até 227,39 euros)
Sabia que:
Existem 13.740 entidades que movimentam dinheiros públicos
Administração Central 5271
Administração Local 5094
Administração Regional 204
Sector Público Empresarial e Outras Empresas 1182
Institutos Públicos 356
Empresas Municipais e Regionais 343
Fundações 639
Associações sem Fins Lucrativos e Outras 485
Outros 166
TOTAL 13.740
Consomem anualmente 81 mil milhões de euros - o equivalente a quase metade (48%) da riqueza nacional. De acordo com os dados de 2009, o tribunal de Contas apenas recebeu informações sobre a despesa de 1724 entidades (12,55%) e destas só teve capacidade para verificar 418.Cerca de 90% escapam ao controlo.
Devemos tomar consciência desta realidade
Existe muito por onde cortar. (Mas desemprega muitos boys)
10/01/2011
A sombra da falsidade
Os últimos anos trouxeram um traço original à nossa realidade política. Pela primeira vez há muitas décadas o País vê-se a viver debaixo de um manto de suspeitas, enganos, falsidades.A vida política sempre teve proverbiais problemas com a verdade, pior numa sociedade mediática. Mas se uma certa ilusão e encenação fazem parte do saudável confronto parlamentar, existem épocas de distorção inaceitável, mesmo em sociedades civilizadas. O caso clássico é a presidência de Richard Nixon, cujo estilo e esquemas marcaram um período conturbado da fogosa democracia americana. Hoje vive-se situação semelhante em Portugal.
Desde 1974 a democracia sofreu fases muito diferentes, algumas difíceis e incertas. Mas nunca se viveu um clima de desconfiança e embuste como actualmente. Se tal situação não pode ser atribuível a uma pessoa, é verdade que, como Nixon, cabe a José Sócrates o papel central de responsável, inspirador e maestro desse ambiente. Trata-se, não tanto de um esquema consciente e organizado, mas de uma segunda natureza instintiva e automática.
As provas, hoje esmagadoras, tiveram sintomas desde o princípio. Apesar da pose inicial de estadista reformador, Sócrates viu-se logo envolvido num espectacular ardil para fugir da solene promessa eleitoral de não aumentar impostos. A surpresa indignada perante o que todos sabiam, o nível do défice, e a comissão técnica justificativa da cambalhota foram criações magistrais no género.
Este foi apenas o primeiro episódio de longa novela de ficções e patranhas. As questões financeiras permaneceram tema favorito, até ao rosário de PEC de 2010. A descarada desorçamentação e contabilidade criativa para sustentar projectos favoritos, como energias renováveis, distribuição de computadores e outros devaneios, escondem pesadíssimos compromissos sobre o futuro. Sobretudo as parcerias público-privadas, em que se apostou como nenhum governo do mundo, representam uma bomba de relógio fiscal que ultrapassa toda a nossa multissecular história de desregramento.
Nem só de dinheiros viveu a aldrabice. Todos os campos da vida nacional estiveram, mais ou menos, debaixo da sombra da falsidade. Das graves acusações na sua vida pessoal às supostas reformas corajosas que não mudavam nada, foram cinco anos de encenações, enredos e miragens. Claro que se tomaram medidas importante e foram feitas mudanças estruturais. Mas até essas tinham de vir sempre envolvidas em pretensões exageradas e roupagens fantásticas.
Nas questões fracturantes, prioridade irresponsável deste executivo, foram realizados prodígios de prestidigitação. Afirmando-se sempre um político equilibrado, moderno e conciliador, Sócrates enveredou impudente- mente pelo partido mais extremista, palpavelmente feliz por conseguir tal ilusionismo diante do país embasbacado.
É muito curioso que, nas várias suspeitas que surgiram relativamente a aspectos da sua história pessoal e política, o senhor primeiro-ministro tenha adoptado sempre a posição oposta à canónica. Os políticos acusados de fraudes ou tropelias costumam afirmar-se ansiosos que a questão vá a tribunal para que a verdade vença. Sócrates, nunca abandonando uma posição de negação indignada, fez sempre tudo para evitar o esclarecimento jurídico.
Este comportamento na cúpula ressentiu-se em todos os níveis da vida nacional. Portugal habituou-se a ver publicamente as contínuas e sistemáticas práticas de sobrepor à realidade um filtro distorcido, empregar expedientes oportunistas de manipulação, negar a evidência mais patente. A verdade desaparece sempre debaixo dos fumos da conveniência. Agora a crise faz a impostura descer a canalhice.
É bom não exagerar o significado desta realidade. Embora indiscutivelmente grave e nocivo, este novo estilo político nada tem a ver com as misérias de há cem anos. Além disso o repúdio generalizado pelo consulado de Sócrates terá consequências futuras. Como Nixon, ele ficará na história como hiato triste e aviso solene. Felizmente José Sócrates não representa a política lusa.
Publicado por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
Nota:
Este problema da vigarice institucionalizada - e praticada às claras - não é de agora.
Há muito que em Portugal ela fez carreira em muitas áreas, particularmente no futebol.
Com Pinto da Costa e Valentim Loureiro à frente, assessorados por um conjunto de vigaristas encartados.
Quem leu jornais nos últimos 30 anos - particularmente os desportivos e não é preciso ser um iluminado -, sabe bem que isso é verdade.
Mas também na política.
Basta ir de aldeia em aldeia e perguntar de quem é a melhor casa - 4 em cada 5 casos dirão "é do presidente da Junta" ou "é de Fulano que foi presidente da Junta", ou "de Sicrano que foi o vereador das obras da Câmara"...
É por isso que, cada vez mais, há gente com saudades do antigamente.
Eram poucos e, os que roubavam, não se atreviam a roubar muito nem à descarada.
E, quando a coisa era notória - embora perfeitamente legítima a nível dos costumes por esse mundo fora - lá vinha o "homem das botas" a mandar o cartão-de-visita a agradecer os serviços prestados e a mandar o ministro de patins para o sítio de onde tinha vindo.
Como aconteceu com aquele que tinha sido representante do governo junto da construtora da ponte sobre o Tejo: a seguir à inauguração passou a ministro, mas só durou três meses... Averiguem porquê - e não foi nada ilegal, pelo menos aos olhos de hoje.
Cumprimentos para o Dr. João César das Neves, mas há que ser mais incisivo.
Ribeiro Soares
04/01/2011
VÓMITO!

O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas.
Foi para aqueles que mais ganham. Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, tornou-se o ilustrativo exemplo de como a política, quando já se julga que não pode descer mais baixo, ainda tem mais um degrau para descer no mundo da amoralidade. Os subsídios aos funcionários atingidos pelos cortes nos vencimentos, que segundo ele não ultrapassam três milhões de euros, nem chegam a ser uma medida populista.
Atingem um núcleo restrito de técnicos superiores, chefes de divisão, directores e subdirectores, nos quais se incluem naturalmente o contingente dos seus mais leais serviçais políticos. Os 'boys' de César. Não tem a ver com ultra-periferia nem com a atracção de novos quadros, como alguém argumentou, pois não vai surgir desta decisão cesarista um movimento migratório de quadros técnicos para os Açores. Tem apenas a ver com ambição e perfil de quem nos governa. Tido como um dos eventuais substitutos de Sócrates, o que daqui resulta é que quer atingir Sócrates. Não pela criação de uma política nobre, mas à cotovelada.
O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham, e ao mesmo tempo um valente pontapé no Governo central do seu Partido. Em nome dos Açores? Não. Em nome da Autonomia? Não. Em nome dos interesses estratégicos de César. Um general que não alimenta as tropas corre o risco de deserções.
A sua decisão não foi apenas uma afronta ao Governo da República. É um escárnio sobre os funcionários que nas mesmas condições, em zonas mais pobres do que os Açores, estão comprometidos com o apertar do cinto orçamental. É o desprezo absoluto pela política nacional por troca com os prémios de jogo que decidiu pagar às suas clientelas regionais. Diz que este ano a massa resulta de umas obra num campo de futebol que não se farão. E para o ano? E para o ano seguinte? É claro que acabarão por pagar aqueles que viram no resto do país os seus salários cortados.
Não admira pois que esta mediocridade moral nem consiga receber o apoio do seu Partido. É levar demasiado longe o caciquismo. Aos limites do vómito. Porém, regozija-se o Bloco de Esquerda, o símbolo maior do refilanço pré-juvenil com e sem causas. E... Manuel Alegre! É doloroso ver um candidato a Presidente da República preso a esta imundície moral por necessidade de votos. Dirão alguns que é coisa menor comparando com os muitos milhões do BPN e de outros imbróglios afins. Seria verdade se o dinheiro fosse a medida de todas as coisas. Mas não é. A maior das medidas é o sentido de Pátria, assumida com elevada responsabilidade e rigor. E isto César não sabe o que é.
por Francisco Moita Flores.
29/12/2010
05/12/2010
Será que estamos em Crise?
Pelos vistos na Região Autónoma dos Açores a Crise ainda lá não chegou...
"Governo regional dos Açores pagou 27 mil euros por viagem da mulher de presidente da região autónoma"
Vamos lá fazer contas:
- 3 Voos de ida volta Classe Executiva (Ponta Delgada - Toronto): €3270
- Estadia em Hotel de 5* para 3 pessoas: €3690
- 3 Voos de ida e volta Classe Executiva (Toronto - Winnipeg): €2642 Euros
Total: €9602
Faltam justificar perto de €16000 em despesas de representação. Demos de barato que a mulher de Carlos César sabe o que é bom e foi todos os dias almoçar e jantar ao "Pangea".
Preço médio por refeição no Pangea (€120/pax) temos €3600 para as 30 refeições.
Além da comida e bebida deliciou-se com os seus assesores com uma garrafa de Porto Vintage Taylor Fladgate de 1970 (€536).
€536 x 10 (almoço e jantar) = €5360
Ficam ainda por justificar cerca de €7000.
Eu sempre ouvi dizer que os táxis no Canadá eram caros, muito caros, mas isto é um exagero.
Agora a sério, o Pangea nem sequer tem tantas garrafas de Taylor Fladgate disponíveis.
A Carlos César só lhe resta uma solução:
Tornar as contas da viagem da sua mulher públicos, para que todos possamos saber onde é que foi gasto o dinheiro do erário público.
Se não o fizer fico com esta ideia que a mulher de Carlos César aproveitou e foi fazer umas compras a Detroit ou Nova Iorque
PS - (Ah…e parece que o distinto casal já está separado há uma série de anos,…mantendo as aparências….)
Enviado por e-mail pela Amiga Mariazita
01/12/2010
Assim vai a Justiça em Portugal!

Hoje ao abrir o jornal deparei com as seguintes notícias ligadas a este tema, a saber:
1. Empresário apanha 13 anos de prisão por matar ladrão;
2. Gang lança pânico e rouba milhares em jóias e ouro;
3. Bebé de 2 anos morto em ribeira de Sintra;
4. Idosos atacados e sequestrados;
5. Vendem droga junto a escola e são soltos;
6. Agressora foi detida mas Ministério Público deixou-a à solta;
7. PJ desfaz máfia chinesa;
8. Assaltam casa com caçadeira e levam 6mil euros;
9. Processo Freeport – advogado afastado;
10. Camarate – BE quer inquérito;
11. À porta do Tribunal Polémica – Ex-maridos gozam com Andreia;
12. Filipe la Féria – Dívidas crianças de “Annie” à espera de dinheiro;
13. Nova baixa na Justiça, a segunda nesta semana.
Como se pode aperceber a Justiça em Portugal está a sofrer o desgaste por a política se ter nela intrometido demasiado! Esta deixou de ser um poder independente do poder político e passou a ser dela altamente dependente por motivo de muito dos elementos que a constituem serem nomeados por cores partidárias alem de leis “feitas a martelo” cuja génese parecem ser para defesa de interesses pouco confessáveis, de mordomias que lhes estão a ser concedidas, pelos diversos governos, no sentido de os manietarem, etc., etc.
Veja-se que se relacionarmos os diversos pontos aqui respigados há contradições deveras intrigantes e que levam ao aumento da criminalidade, ao descrédito das autoridades policiais que procuram diminui-la, ao descrédito dos próprios Tribunais e finalmente na própria Justiça, pois já pouca ou quase ninguém nela acredita!
Para além destes pontos lembremo-nos dos casos mediáticos “Casa Pia” e “Face Oculta” e de outros já esquecidos, que se têm arrastado por tal forma que mesmo que se venha a fazer justiça, o que se pode duvidar, o factor exemplo se perdeu por completo no tempo!
Lembro ainda o que os deputados portugueses pensam das leis que se referem aos políticos, ao contrário do que se passa na maioria dos países democráticos europeus e americanos entendem que o poder judicial nada tem a ver com eles e assim podem passar incólumes por decisões dolosas por eles tomadas. A irresponsabilidade dos políticos tem cobertura na Justiça!
Até quando esta “Justiça manca” se irá manter? Se tivesse havido JUSTIÇA INDEPENDENTE muito dos problemas agora existentes nunca teriam acontecido ou pelo menos não teriam sido tão graves por serem, desde logo, devidamente tratados para exemplo futuro! Acabava-se com a RECORRÊNCIA dos mesmos…
30/11/2010
28/11/2010
Devem-me dinheiro...

José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP. Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil. António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia. A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro. Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada. Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro. Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete. Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.
Mário Crespo
20/11/2010
O que a máfia financeira europeia e norte-americana não deixa que se publique na Europa:

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a est...a nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é por eles serem portugueses.
Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata do centro) e PS (Socialista, do centro esquerda), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram bilhões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.
Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente incompetente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.
O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%)
Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portug...al, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!
É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de estrema-esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certos, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.RuVer mais
Fonte:
http://www.moscowtopnews.com/?area=postView&id=2111
09/11/2010
Eu conheço um país...

Eu conheço um país
Eu conheço um país, que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país, onde tem sede, uma empresa, que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país, que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os de toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"
Eu Luís Pirão, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos:
- Eu conheço um país que é segundo em net de banda larga na Europa.
- Eu conheço um país que tem uma capital com eventos culturais fantásticos que fazem frente a qualquer cidade do mundo. Que tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as carteiras e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e de razoável qualidade. Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.
- Eu conheço um país com uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente pela primeira vez na história da humanidade no século XVI.
- Eu conheço um país que conquistou meio mundo no século XVI com base no respeito pelos outros povos, com base nas trocas comerciais, com base na diplomacia.
- Eu conheço um país que venceu os seus compatriotas espanhóis pela força de vontade de um homem chamado Nuno Alvares Pereira e que permitiu a paz para a nação se lançar nos descobrimentos marítimos.
Eu José Lopes, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos e do Luís Pirão:
- Eu conheço um País que está a criar um medicamento que previne e combate a obesidade.
- Eu conheço um País que produz os melhores sapatos do mundo.
- Eu conheço um País que produz os fatos usados na Fórmula 1 e nos astronautas da NASA.
- Eu conheço um País que produz o melhor software de GPS do mundo.
- Eu conheço um País que faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial.
- Eu conheço um País que tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento Mafra).
- Eu conheço um País que produz os adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.
- Eu conheço um País que tem a maior variedade gastronómica do mundo.
- Eu conheço um País que criou a única palete de cores para leitura de daltónicos.
Eu, Soares da Cunha, acrescento mais um ponto à lista do Nicolau Santos, do Luís Pirão e do José Lopes:
- Eu conheço um País que tem dos piores governantes do Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste País aquele em que vive...
P O R T U G A L !!!!
06/11/2010
"O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo"

GANHEI CORAGEM
"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche.
É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
Albert Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.
Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.
E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre." Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.
Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras. As mentiras são doces; a verdade é amarga. Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquiloque fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.
Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.
O povo, unido, jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção..."
Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.
Rúben Alves
colunista da Folha de S. Paulo
NOTA:
Depois de ler este artigo fiquei a entender porque caímos nesta crise… O”Banha de cobra”, grande artista, soube enganar o povo!!!
03/11/2010
UM BOM EXEMPLO A SER SEGUIDO!!!

Um bom, muito bom exemplo!
Suspeitos de afundarem finanças islandesas começam a ser detidos
Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.
Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central. A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita.
Nós por cá… todos bem!!!
Nota:
TRATEMOS DE LANÇAR NA NET UMA
COM TAL PROPÓSITO CERTAMENTE SE ACABARIA COM A IMORALIDADE E DESFAÇATEZ REINANTES, DE UMA FORMA GERAL, NA CLASSE POLÍTICA QUE TEM CAMPEADO ENTRE NÓS.
01/11/2010
Cidadãos europeus, Uni-vos!

A luta de classes está a voltar, sob nova forma, mas com a violência de há cem anos: agora é o capital financeiro a declarar guerra ao trabalho
Os dados estão lançados, o jogo é claro e quanto mais tarde identificarmos as novas regras mais elevado será o custo para os cidadãos europeus. A luta de classes está de volta à Europa e em termos tão novos que os actores sociais estão perplexos e paralisados. Enquanto prática política, a luta de classes entre o trabalho e o capital nasceu na Europa e, depois de muitos anos de confrontação violenta, foi na Europa que ela foi travada com mais equilíbrio e onde deu frutos mais auspiciosos. Os adversários verificaram que a institucionalização da luta seria mutuamente vantajosa: o capital consentiria em altos níveis de tributação e de intervenção do Estado em troca de não ver a sua prosperidade ameaçada; os trabalhadores conquistariam importantes direitos sociais em troca de desistirem de uma alternativa socialista.
Assim surgiram a concertação social e seus mais invejáveis resultados: altos níveis de competitividade indexados a altos níveis de protecção social; o modelo social europeu e o Estado Providência; a possibilidade, sem precedentes na história, de os trabalhadores e suas famílias poderem fazer planos de futuro a médio prazo (educação dos filhos, compra de casa); a paz social; o continente com os mais baixos níveis de desigualdade social.
Todo este sistema está à beira do colapso e os resultados são imprevisíveis. O relatório que o FMI acaba de divulgar sobre a economia espanhola é uma declaração de guerra: o acumulo histórico das lutas sociais, de tantas e tão laboriosas negociações e de equilíbrios tão duramente obtidos, é lançado por terra com inaudita arrogância e a Espanha é mandada recuar décadas na sua história: reduzir drasticamente os salários, destruir o sistema de pensões, eliminar direitos laborais (facilitar despedimentos, reduzir indemnizações).
A mesma receita será imposta a Portugal, como já foi à Grécia, e a outros países da Europa, muito para além da Europa do Sul. A Europa está a ser vítima de uma OPA por parte do FMI, cozinhada pelos neoliberais que dominam a União Europeia, de Merkel a Barroso, escondidos atrás do FMI para não pagarem os custos políticos da devastação social.
O senso comum neoliberal diz-nos que a culpa é da crise, que vivemos acima das nossas posses e que não há dinheiro para tanto bem-estar. Mas qualquer cidadão comum entende isto: se a FAO calcula que 30 mil milhões de dólares seriam suficientes para resolver o problema da fome no mundo e os governos insistem em dizer que não há dinheiro para isso, como se explica que, de repente, tenham surgido 900 mil milhões para salvar o sistema financeiro europeu? A luta de classes está a voltar sob uma nova forma mas com a violência de há cem anos: desta vez, é o capital financeiro quem declara guerra ao trabalho.
O que fazer? Haverá resistência mas esta, para ser eficaz, tem de ter em conta dois factos novos. Primeiro, a fragmentação do trabalho e a sociedade de consumo ditaram a crise dos sindicatos. Nunca os que trabalham trabalharam tanto e nunca lhes foi tão difícil identificarem-se como trabalhadores. A resistência terá nos sindicatos um pilar mas ele será bem frágil se a luta não for partilhada em pé de igualdade por movimentos de mulheres, ambientalistas, de consumidores, de direitos humanos, de imigrantes, contra o racismo, a xenofobia e a homofobia.
A crise atinge todos porque todos são trabalhadores.
Segundo, não há economias nacionais na Europa e, por isso, a resistência ou é europeia ou não existe. As lutas nacionais serão um alvo fácil dos que clamam pela governabilidade ao mesmo tempo que desgovernam. Os movimentos e as organizações de toda a Europa têm de se articular para mostrar aos governos que a estabilidade dos mercados não pode ser construída sobre as ruínas da estabilidade das vidas dos cidadãos e suas famílias. Não é o socialismo; é a demonstração de que ou a UE cria as condições para o capital produtivo se desvincular do capital financeiro ou o futuro é o fascismo e terá que ser combatido por todos os meios.
Boaventura Sousa Santos
14/10/2010
José Sócrates & Helena André, Lda. - Um monumento à falta de vergonha
Há dias assistimos a mais uma das inúmeras peças da mais rasteira propaganda, que são a imagem de marca do inútil que faz de primeiro-ministro. Desta vez era a pomposa inauguração de mais uma creche, com direito à presença das televisões e ao adereço de mau gosto que é a ex “sindicalista” ministra do trabalho, Helena André.O demagogo e mentiroso compulsivo aproveitou a ocasião para gabar a obra inexcedível do seu Governo, nomeadamente no que respeita à rede de creches. Chamou-lhe reforma «silenciosa, mas grande», dizendo que Portugal já ultrapassou a meta europeia em termos de cobertura.
«Ao longo destes últimos cinco anos as coisas mudaram muito e não me cansei de chamar a atenção para a necessidade de se resolver o problema crónico da falta de investimento em creches. Mas chegamos a 2010 e podemos dizer que o Estado Português irá suplantar o objectivo europeu (de ter mais de 33% de crianças integradas na rede de creches), atingindo no final deste ano 36%», sustentou, para acrescentar, triunfal, «Uma das minhas ambições é que, daqui a uns anos, quem se ocupar da política, não se ocupe com tanta urgência de áreas em que tínhamos um tão grande atraso».
Andou bem o “Jornal de Negócios”, que logo no mesmo artigo em que veiculou esta notícia, esclareceu que a creche tão pomposamente inaugurada pelo primeiro-ministro, era afinal uma creche privada, construída pelo “Grupo Auchan”, que irá, no futuro, construir mais algumas, sempre junto aos seus hipermercados e para servir, prioritariamente, os seus funcionários.
Isto leva-nos a outro artigo, também do “Jornal de Negócios”, onde se desmonta este mito, ou melhor, esta grande aldrabice, das centenas de creches “criadas” pelos governos de José Sócrates.
Aí se demonstra que «dos 324 novos estabelecimentos para crianças entre os 0 e 3 anos criados entre 2004 e 2008, 145 são da responsabilidade do sector lucrativo», ou seja, são simples negócios privados, montados com o único fim de ter lucros. «As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) disponibilizaram a quase totalidade das restantes novas respostas (177), tendo a rede exclusivamente pública apenas mais duas creches do que no ano anterior à chegada dos socialistas ao poder». Apenas mais duas! Exactamente… mais duas!
Se estes números estão certos, repito: andou bem, o “Jornal de Negócios”!
Como disse a abrir, este homem é um inútil! Quando cair do lugar (mais cedo do que tarde, espero!) as suas “qualificações profissionais” serão tão imprestáveis quanto ele o foi para o país. Terá a sorte, como tantos outros antes dele, de vir a ser recompensado pelo seu trabalho político em favor dos “grupos auchans” e "sonaes" deste mundo, com um qualquer lugar de vogal ou administrador não executivo numa qualquer grande empresa, o que lhe permitirá manter o nível de qualidade do guarda roupa que o fez “o primeiro-ministro mais bem vestido do mundo” e, há bem poucos dias, o homem “mais sexy” de Portugal... pelo menos na cabeça das votantes leitoras do Correio da Manhã... e alguns leitores, muito provavelmente. http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2010/09/jose-socrates-helena-andre-lda-um.html
13/10/2010
Como corrigir o Orçamento sem criar mais impostos
CORTE-SE NAS DESPESAS; NÃO SE AUMENTEM MAIS NOS IMPOSTOS!!!
15/06/2010
Hernâni Lopes analisa a crise e aponta saídas
Na linha de política económica que se tem tomado neste Blogue considera-se importante trazer estes dois links onde Hernâni Lopes analisa e aponta as saídas da crise instalada na União Europeia e em particular em Portugal.http://domirante.blogspot.com/2010/06/ernani-lopes-no-plano-inclinado-100612.html
http://domirante.blogspot.com/2010/06/ernani-lopes-no-plano-inclinado-100612_14.html
Estes links foram enviados pelo Amigo João Soares
08/06/2010
Ou mudamos de vida ou a vida nos muda
Perceber como gastam os impostos aqueles que passam cheques visados pelo contribuinte é uma espécie de filme de terror. O Governo britânico anunciou um pacote de diminuição dos gastos públicos. Por cá opta-se pelo mais fácil: subir impostos. Mas não existem impostos capazes de sustentar uma administração pública, a portuguesa, que gasta o que não tem no que não deve. Consulte-se, por exemplo, o portal disponibilizado pela Associação Nacional para o Software Livre que dá conta do universo dos ajustes directos. É um mundo que pode ir dos 784 mil euros gastos em agendas por municípios, empresas públicas e institutos, nos anos de 2008 e 2009, aos 123 mil euros gastos pela EPAL em cabazes de Natal ou à decisão inexplicável do Governo Regional dos Açores de substituir-se aos partidos e encomendar um estudo de opinião sobre a Conjuntura sociopolítica nas ilhas de São Miguel e na ilha Terceira, por sete mil euros.Os ajustes directos do Estado são os trocos da despesa feita com o dinheiro dos contribuintes. Mas são trocos que já nos levam 1,2 por cento do PIB. Perceber como gastam os nossos impostos aqueles que passam cheques visados pelo contribuinte é uma espécie de filme de terror para qualquer cidadão que não se dedique a falsificar dinheiro ou a uns quaisquer tráficos: são milhões de euros desperdiçados em compras e encomendas ordenadas por serviços que muitas vezes eles mesmos só não foram extintos porque não houve coragem política para tal, como é o caso dos governos civis e de muitas juntas de freguesia. Provavelmente para fazerem prova de vida, estes serviços editam revistas, boletins, separatas e brochuras que, além de divulgarem a fotografia do senhor presidente, não se entende para que servem ou sequer se alguém as lê para lá do restrito círculo dos seus colaboradores. Por exemplo, fará sentido que o Governo Civil de Lisboa edite a revista Pessoas e Territórios, a Área Metropolitana de Lisboa as revistas Metrópoles e Estuarium, publicações que, como nunca vi, não sei se abrangem as mesmas temáticas da revista editada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo - CCDR LVT? Sendo que as ditas publicações nos idos de 2009 nos custaram 253 mil euros!
A falta de senso é tal que até a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos acha conveniente adquirir pastas e esferográficas no valor de mais de seis mil euros "para a formação". (Os ecopontos devem estar atulhados com estas pastas que se produzem a troco de tudo e de nada, neste país!) Já a autarquia lisboeta afectou 57 mil euros à pintura duns símbolos de bicicletas no alcatrão dumas ruas por onde nunca passou bicicleta alguma. E se passou ignorou olimpicamente os ditos bonecos, deslizando pelos sítios do costume, tanto mais que os símbolos se sumiram quase à velocidade a que se contam 57 mil euros.
Mas o ex-líbris deste universo é o brinde que é de borla para todos menos para quem o paga: a conta com os ditos brindes registados neste portal ultrapassa o milhão e meio de euros, entre 2008 e 2009. Sendo difícil descortinar o que levou a Casa Pia, em 2008, a afectar mais de 53 mil euros à "aquisição de brindes para a Feira da Juventude", tenho de reconhecer que o município de Loulé é um caso digno de estudo em matéria de brindes: em Outubro de 2009, o dito município achou oportuno despender 54.965 euros em brindes, sendo certo que já em Julho do mesmo ano afectara quase 19 mil euros à mesma rubrica. Mas não acaba aqui a relação de Loulé com os brindes: tudo somado, durante 2009 o município de Loulé gastou 122 mil euros em brindes. Convenhamos que é muito brinde!
Note-se que esta contabilidade dos brindes não inclui o Carnaval, festividade que deixa de ter qualquer graça quando se percebe que, entre 2008 e 2010, nos custou mais de dois milhões de euros. A parte do leão das despesas carnavalescas, ou seja, um milhão, vai para os carros alegóricos, mas a despesa carnavalesca de que não me consigo libertar são os 73 mil euros gastos em "saquinhos (almofadas anti-stress) de arremesso" que o município de Loulé comprou no ano de 2009. Menos entendo que a Contratação dos serviços do actor Angélico Vieira, para Rei do Carnaval (desfile), em Vila Real de Santo António nos tenha ficado em mais de 16 mil euros. Quero crer, aliás, que estes números estão errados, pois ao que constato fazer desfilar uma escola de samba custa-nos 20 mil euros, embora se a dita escola fizer aquilo que os contratos definem como "trabalhos especializados" a conta suba para 23 mil. Enfim, é Carnaval, ninguém leva a mal, mas as contas essas é que nos colocam em constante Quaresma.
Esta vocação para festeiro de um Estado que cobra impostos em nome do social está patente nos mais de 18 milhões de euros gastos em espectáculos nos anos de 2008 e 2009. Os municípios tornaram-se os grandes clientes dos artistas e, sem pretender discutir questões de gosto, tenho sérias dúvidas que uma autarquia, no caso a de Santarém, deva gastar mais de 260 mil euros para contratar um cantor, mesmo que esse cantor seja José Carreras. E embora o tango tenha recentemente ganho contornos políticos inusitados em Portugal, os 275 mil euros pagos em 2008 pelo município de Lagoa por um espectáculo de tango são difíceis de entender, seja qual for o ritmo.
Exemplos não faltam. Basta ir procurá-los a http://transparencia-pt.org/ . Meia hora de pesquisa é suficiente para concluir que ou conseguimos que a administração pública ganhe juízo ou então só nos resta dedicarmo-nos ao espiritismo e colocarmos o Alves dos Reis na Casa da Moeda. Creio que já estivemos mais longe.
Helena Matos Ensaísta
23/05/2010
Anatomia de Um Poder Novo – O Papel do Estado, da Sociedade e das Associações Empresariais

Eis uma súmula do que se entendeu essencial destacar desta conferência muito importante para se perceber o momento de crise que se vive em Portugal.
1. Falta-nos uma visão estratégica que nos permita acreditar no Futuro
Ao chegarmos ao ano 2010 os portugueses têm a sensação de que sabem o que foram mas não sabem o que vão ser. Falta-nos uma visão estratégica que nos permita acreditar no Futuro. Falta-nos definir os pilares de uma estratégia nacional que conduza à criação de riqueza, ao crescimento económico em desenvolvimento sustentável, sem o que os portugueses continuarão a ser chamados, periodicamente, a sacrifícios sem esperança (…)
(…) temos de reconhecer que ostracizámos, em demasia, o euro-atlantismo e não soubemos integrá-lo numa estratégia nacional, por inexistente, em que este seria uma mais-valia para a Europa. Como resultado o modelo de desenvolvimento que adoptámos está esgotado, desprezámos a agricultura, abandonámos a economia do mar, minimizámos a indústria transformadora e privilegiámos de forma desequilibrada infra-estruturas sem medir os custos-benefícios (…)
2. Portugal remeteu-se a uma estratégia de sobrevivência e de subsídio-dependência
Portugal menosprezou a sua história e em vez de ser um actor criativo da globalização remeteu-se a uma estratégia de sobrevivência e de subsídio-
-dependência. Afinal, parafraseando Eça de Queiroz: o Portugal de Hoje tem pouco de granja, fortaleceu a Banca e está longe de ser a oficina de empreendimentos inovadores e ambiciosos (…)
(…)E tudo isto deve ser feito num quadro de justiça social, numa anatomia de poder que rejeite a miscigenação do poder político com o poder económico, combatendo, sem tréguas, a corrupção que gangrena a democracia. É imperioso vencer o pessimismo com trabalho produtivo.
3. Questiona-se a configuração do Estado
(…) É urgente repensar o Estado, e não modernizar o inútil, eliminando políticas horizontais redutoras que o enfraquecem, sem remédio, em áreas essenciais. Esse desígnio nacional significa, também, desenvolver políticas de fomento da natalidade e migratórias, políticas de diferenciação da função social e valorização individual, de empregabilidade e de emprego, em que o modelo económico da globalização associe a opção europeia ao euro-atlantismo e, em particular, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.(…)
(…) Como ideia-chave devemos, sem demora, rever os fundamentos da Administração Pública e das Empresas Públicas, abandonando as nomeações dos principais dirigentes por critérios de partidarismo ideológico e tornando-a símbolo da competência e da modernidade.
Neste Mundo em mudança a defesa e a segurança emergem como factores dominantes na vida dos cidadãos, devendo as respectivas instituições, designadamente as Forças Armadas, para além das suas finalidades essenciais de soberania num quadro de alianças internacionais e de preservação de valores que não devem ser perdidos, participarem na sociedade como motores do desenvolvimento do nosso País.
4. Os portugueses devem ser desafiados a reflexões sobre o futuro
Os portugueses estão angustiados e apreensivos, os caminhos que lhe indicam não são mais do que atalhos sem horizontes (…)
(…) os governos não dão sinais para grandes desígnios, antes estão imersos em iniciativas casuísticas; a educação degrada-se em facilitismos estatísticos, mau grado a emergência de nichos valiosos a justiça arrasta-se na lentidão dos processos e dissolve-se na comunicação social; a pobreza aumenta e as famílias desesperam; o endividamento, o défice orçamental e o desemprego atingem níveis alarmantes.
5. Os portugueses estão anestesiados por políticas e promessas
Os portugueses anestesiados por políticas e promessas têm acrescidas dificuldades em distinguir o real do imaginário, o bem do mal; e atraídos para um universo dominado pela confusão de valores, assistem perplexos ao alastramento de uma corrupção corrosiva de desigualdades sociais imprevisíveis, que assumem formas perigosas de legitimidade democrática e de comportamentos pretensamente respeitáveis.(…)
(…) A sociedade tem de impor ao poder político o abandono das palavras vazias, das decisões contraditórias, das leis obscuras e criar organizações que se imponham pelo exemplo na recompensa do mérito, na condenação de favoritismos e na eliminação de facilitismos redutores. No dizer de António Barreto os portugueses precisam de exemplo, de honestidade e verdade, perante o qual os afortunados têm consciência da sua responsabilidade social, os sabedores partilham os saberes, os poderosos olham para quem lhes conferiu o poder.
6. As associações empresariais devem indicar o caminho do “novo crescimento”
(…) É nos empresários que se tem de radicar a progressiva consciência de que ao criarem riqueza, a Terra deve ser respeitada e a de que um País de economia saudável é aquele que sabe equilibrar com inteligência a economia da proximidade e a economia da globalidade. Para o empresário dos tempos de hoje um ser humano, um trabalhador, é antes de mais um ser que nasceu para criar, sendo o trabalho parte essencial da sua criação. E para que esse trabalho seja produtivo, a empresa é acima de tudo uma organização ao serviço do bem comum (…)
(…) A sua capacidade de intervenção depende do fortalecimento de diálogos criativos e inovadores no seu próprio seio. Assim, poderão desempenhar um papel dinâmico na harmonização das políticas públicas e das estratégias empresariais, no âmbito de um novo modelo de desenvolvimento, que dê jus à opção europeia e ao euroatlantismo, inerente à posição geo-estratégica de Portugal.
7. Fazer emergir um Poder Novo baseado na ética da res publica
(…) para o que se impõe rever a Missão e as Funções do Estado, dinamizar a civilidade, apostar na capacidade criativa e solidária dos cidadãos e criar condições para que os empresários sejam agentes privilegiados do empreendedorismo, da criação e da coesão social. As associações empresariais, nascidas como a AIP-CE para empregar todos os meios possíveis e honestos para beneficiar a economia nacional, devem conjugar esforços para, em cooperação com o poder político, harmonizarem as políticas públicas e as estratégias empresariais.
Há que reconhecer a existência de sinais positivos na economia e na sociedade portuguesa. Saem hoje das universidades e de outros centros de saber, significativos spin offs, corporizando um conjunto de empresas de elevado perfil tecnológico e bem ancoradas em mercados internacionais. Impõe-se dinamizar esta tendência, aumentar a massa crítica e ganhar mais densidade e abrangência.
8. Portugal – que Futuro?
(…) A Reflexão sobre a “Anatomia de Um Poder Novo – o Papel do Estado, da Sociedade e das Associações Empresariais - pretende contribuir para a construção desse Futuro e dar sugestões para o debate nacional que não pode ser adiado.
Nessa construção não podemos deixar de realçar o valor da ética e da moral, ao abrigo das quais o futuro nos proporciona uma vida digna de ser vivida. Como nos disse Anne Frank vale a pena “não pensar em toda a desgraça, mas na beleza que ainda permanece”.
Pelo Prof. Veiga Simão
Conferência em 20 de Maio de 2010. 15h30
No Centro de Congressos de Lisboa
17/05/2010
REFLEXÃO SOBRE A CULTURA PORTUGUESA
Para Reflexão e Acção A diferença entre países ricos e países pobres não é a sua Idade, pois a Índia e o Egipto, que têm mais de 5.000 anos são pobres e, por outro lado, Canadá, Austrália e a Nova-Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são desenvolvidos e ricos. A diferença também não reside nos recursos naturais disponíveis.
O Japão que tem um território limitado, inadequado para a agricultura e para a pecuária, é a segunda economia mundial. É uma imensa fábrica flutuante, que importa matéria-prima do mundo inteiro e exporta produtos manufacturados.
Outro exemplo é a Suíça que não planta cacau, mas tem o melhor chocolate do mundo. Cria no seu pequeno território animais e cultiva o solo apenas durante 4 meses ao ano, mas fabrica e exporta lacticínios da melhor qualidade. A Suíça é um país pequeno que transmite uma imagem de segurança, ordem e trabalho.
No relacionamento entre gestores dos países ricos e os seus homólogos dos países pobres, fica demonstrado que não há diferenças intelectuais. A raça, a cor da pele, também não são importantes: os imigrantes rotulados de preguiçosos nos seus países de origem, são a força produtiva dos países europeus ricos.
Onde está então a diferença? Está no nível de consciência do povo, no seu espírito. A evolução da consciência deve constituir o objectivo primordial do Estado, em todos os níveis do poder. Os bens e os serviços são apenas meios… A educação e a cultura ao longo dos anos, deve plasmar consciências colectivas, estruturadas nos Valores eternos da Sociedade: Moralidade, Espiritualidade e Ética.
Solução-sintese:
Transformar a consciência do Português. O processo deve começar na comunidade de onde vive e convive o cidadão. A comunidade, quando está politicamente organizada permite que as transformações desejadas para um país, neste caso Portugal, sejam efectuadas nos diversos micro-estados que a constituem, e que são os átomos do organismo nacional. Isso é confirmado pela Física Quântica.
Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue o paradigma quântico, isto é, a prevalência do espírito sobre a matéria, ao adoptaremos seguintes Princípios de Vida:
1. A Ética como base;
2. A Integridade;
3. A Responsabilidade;
4. O Respeito às Leis e Regulamentos;
5. O Respeito pelos outros cidadãos;
6. O Amor ao Trabalho;
7. O Esforço pela Poupança e pelo Investimento;
8. O Desejo de Superação;
9. A Pontualidade.
Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue o paradigma quântico, isto é, a prevalência do espírito sobre a matéria, ao adoptaremos seguintes Princípios de Vida:
1. A Ética como base;
2. A Integridade;
3. A Responsabilidade;
4. O Respeito às Leis e Regulamentos;
5. O Respeito pelos outros cidadãos;
6. O Amor ao Trabalho;
7. O Esforço pela Poupança e pelo Investimento;
8. O Desejo de Superação;
9. A Pontualidade.
Somos como somos, porque vemos os erros, encolhemos os ombros e dizemos: “ não interessa… deixa andar!” A preocupação de todos, deve ser com a Sociedade, que é a Causa , e não a classe política, que é o triste Efeito!
Só assim conseguiremos transformar Portugal de hoje! Vamos agir! Reflictamos sobre as palavras de Martin Luther King: “O que é mais preocupante, não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos ou os dos sem Ética. O que é mais preocupante, é o Silêncio dos que são bons…”
Só assim conseguiremos transformar Portugal de hoje! Vamos agir! Reflictamos sobre as palavras de Martin Luther King: “O que é mais preocupante, não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos ou os dos sem Ética. O que é mais preocupante, é o Silêncio dos que são bons…”
PENSEMOS NISTO!
Nota:
Este texto é uma adaptação de um PPS recebido que acho oportuno apresentar neste momento crítico em que vivemos. Reflectindo ficamos conscientes que a transformação terá que começar em nós próprios ou, caso contrário, terá que aparecer Alguém que nos encaminhe nesse sentido! A escolha é nossa e terá que ser quanto antes pois estamos à beira da ruína ...
Subscrever:
Mensagens (Atom)