"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

14/06/2009

AMAR




Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Florbela Espanca

3 comentários:

A. João Soares disse...

Caro Luís,
É preciso cantar a primavera florida que nos calhar na vida.
Não a deixemos passar com indiferença à espera que venha outra melhor. Só agora, hoje, podemos ser felizes, no presente. É por isso necessário aproveitar o melhor das condições que agora temos, nem as guardar para amanhã nem esperar por outras melhores. Por vezes esquecemos que vivemos sempre no presente, pois o passado já lá vai e deixou experiência e as consequências do que se fez (que condicionam o presente) e o futuro poderá vir ou não e, se vier, será vivido como presente.
O tempo do verbo é o presente do indicativo. Vivemos.
De vez em quando repito este raciocínio, para que não seja esquecido; é como um formulário do catecismo!!!

Um abraço e bom Domingo
João

Fernanda Ferreira disse...

Amigão Kuís,

Adoro Florbela Espanca, este poema dela é sobejamente conhecido, até cantado em fado, eu própria sei-o de cor... mas é sempre bom relê-lo.

Obrigada,
Bjs,
Fernanda Ferreira

PS. Amanhã venho fazer uma geral, com tempo, prometo.

Fernanda Ferreira disse...

Luís, amigo,
Desculpe já vejo tudo cruzado...até o nome, espero que seja a única gralha.

Beijinho
Fernanda Ferreira