"Vós que lá do vosso império, prometeis um mundo novo...CUIDADO, que pode o povo, querer um mundo novo a SÉRIO!" In: António Aleixo

12/03/2010

SOMOS UM "ESTADO SOCIAL"!!! UM EXEMPLO PARA O MUNDO...


REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES!
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados. Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda.
De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto,não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito.

E nós que não sabíamos! Ora vejamos:

*o nosso Presidente da República é um reformado;
*o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
*o nosso ministro das Finanças é um reformado;
*o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
*o ministro das Obras Públicas é um reformado;
*gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;
*o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
*entre os autarcas, há "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
*o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);

E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tantos e tão bons empregos a reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos?
Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós!
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...

Joaquim Fidalgo Jornalista

Enviado por e-mail, pelo meu Amigo Fontoura

3 comentários:

MARA disse...

Olá....

Venho agradecer a um amigo de coração grande as visitas simpáticas que nunca deixou de fazer ao meu blog.
Prometo que virei aqui sempre que puder. A minha vida transformou-se um pouquinho e o meu tempo diminui, razão pela qual, agora é raro ir ao SJ.

Abraço amigo da
Mara/Milai

Anónimo disse...

cartas@expresso.impresa.pt
Com o pedido de publicação junto texto de carta
Melhores cumprimentos
Alberto Ribeiro Soares
PEC-1
2010-03-10
PEC – porquê só a classe média?
O Ministro das Finanças quis justificar o que toda a gente sabe: a classe média paga sempre a factura quando é preciso apertar o cinto!
É mais prático, dir-se-á inelutável, mas não é justo. Por uma questão de moralidade há que distribui sacrifícios por todos, até porque vão prolongar-se no tempo.
Duas sugestões de poupança.
À classe política ficava bem dar o exemplo!
- A Assembleia da República reduzir o orçamento em 10%.
- Nas próximas eleições o n.º de deputados passar dos actuais 230 (máximo legal) para próximo do mínimo (180) – digamos 201, para evitar empates.
- Os deputados prescindirem de uma ida por mês à sua residência oficial.
- O mesmo com os deputados ao Parlamento Europeu – poderiam aproveitar para conhecerem Bruxelas e Estrasburgo ao fim de semana, ou os países do centro da Europa.
À reorganização administrativa. Em vez da regionalização (que iria aumentar encargos), com base no binómio superfície/população residente, poderiam ser reduzidos os quantitativos de:
- Freguesias – com a informática e transportes actuais até haveria vantagem na concentração. As mais de quatro mil (!), poderiam ser reduzidas em 10%. Exemplos: no Minho há umas 500 freguesias, só Barcelos tem 89 (!) e Braga 67. Lisboa tem 54 mas, na parte antiga (Baixa, Castelo, Bairro Alto) há 10 freguesias com menos de mil eleitores cada; uma só, com dez mil eleitores, seria suficiente, mas já não seria mau ficarem duas ou três.
- Concelhos, pelas mesmas razões. Falou-se em tempos na recriação do concelho de Lafões, juntando os actuais de S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, serviria de exemplo. E casos anómalos, como S. João da Madeira (com uma única freguesia!), embora de difícil aplicação.
- Vereadores – aumentaria o desemprego?...
Não seria fácil – mas que enorme poupança!
E muitas outras medidas haveria no mesmo sentido.
Cumprimentos.
Alberto Ribeiro Soares
Caros Amigos
Mais uma carta enviada para o Expresso e que, obviamente, não foi publicada...
Abraços RS

Anónimo disse...

A SUSTENTABILIDADE DAS PENSÕES AFINAL É SÒ AREIA PARA OS OLHOS DOS PEQUENINOS, PARA OS GRANDES CRESCEREM MAIS DEPRESSA!!!!!!
Se eu ganhasse uma ínfima parte de um salário destes também não me importava de ter o ordenado congelado. Ah, não se esqueçam que o governo ( o tal que decide congelar os nossos salários) autorizou aumentos nas despesas dos ministros.... pois é , uns pagam a crise enquanto que outros gozam à brava. E nós assistimos impávidos e serenos.
Governo congela salários até 2013!
«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado»

Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em "moderação" e não vão aumentar:

- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 €
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 €
- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 €
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 €
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 €
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 €
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 €
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 €
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 €
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, 224 000,00 €
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 €
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 €
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 €
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 €
- Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233 857,00 €
- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola): ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 €
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 €
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 €
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 €
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 €

Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios...
Enfim é um fartar vilanagem! E pedem contenção e moderação!!!!

Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores: ''Tome lá meu caro amigo 350 000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal''.

E pagar-lhes esta reforma... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

(recebido por e-mail)